{"id":3514,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/um-documento-jovem-e-com-futuro\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"um-documento-jovem-e-com-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-documento-jovem-e-com-futuro\/","title":{"rendered":"Um documento jovem e com futuro"},"content":{"rendered":"<p>A 27 de Novembro de 1983 entrava em vigor o novo C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico. 20 anos depois o C\u00f3digo continua jovem e tem futuro, assegura o Director do Centro de Estudos de Direito Can\u00f3nico da UCP <!--more--> Cumprem-se hoje 20 anos sobre a entrada em vigor do novo &#8220;Codex Iuris Canonici&#8221; (CIC &#8211; C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico), que tinha sido promulgado a 25 de Janeiro de 1983 por Jo\u00e3o Paulo II. Passadas duas d\u00e9cadas, o documento legislativo mais importante da Igreja latina continua jovem e tem um grande futuro \u00e0 sua frente. &#8220;Vinte anos \u00e9 uma idade jovem para as pessoas e para as institui\u00e7\u00f5es. O C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, seguindo a tradi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que lhe \u00e9 pr\u00f3pria, serviu a Igreja em m\u00faltiplas e determinadas circunst\u00e2ncias e contextos, tem sido um instrumento indispens\u00e1vel e continuar\u00e1 a s\u00ea-lo para que reine o amor, a comunh\u00e3o e a ordem, na obedi\u00eancia \u00e0 Lei de Deus e \u00e0 Vontade de Jesus Cristo&#8221;, refere o Director do Centro de Estudos de Direito Can\u00f3nico (CEDC) da UCP, Pe. Saturino da Costa Gomes. O CIC revelou-se essencial para a miss\u00e3o da Igreja, pois como recorda este respons\u00e1vel, o surgimento dos documentos conciliares gerou alguma desorienta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o das leis. &#8220;O C\u00f3digo de 1983 veio ao encontro das necessidades da Igreja, foram muitos os bispos que pediram a Santa S\u00e9 que promulgasse o CIC no sentido de traduzir em linguagem can\u00f3nica as realidades eclesiais e pastorais do Conc\u00edlio Vaticano II&#8221;, assegura \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. A reac\u00e7\u00e3o de alguns sectores contra o Direito Can\u00f3nico e as leis, em 1983 como hoje, \u00e9 classificada pelo Pe. Saturino da Costa Gomes de &#8220;epid\u00e9rmica&#8221;, &#8220;mais fruto das circunst\u00e2ncias, at\u00e9 porque hoje em dia aumentou o interesse no estudo  do Direito Can\u00f3nico e h\u00e1 uma opini\u00e3o mais consolidada, serena e objectiva sobre o lugar do Direito na vida das institui\u00e7\u00f5es&#8221;. Da import\u00e2ncia e do lugar do C\u00f3digo na vida da Igreja, escreveu Jo\u00e3o Paulo II na Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Sacrae Disciplinae Leges (25 Janeiro 1983): \u00abO C\u00f3digo, como principal documento legislativo da Igreja, baseado na heran\u00e7a jur\u00eddica e legislativa da Revela\u00e7\u00e3o e da Tradi\u00e7\u00e3o, deve considerar-se o instrumento indispens\u00e1vel para assegurar a ordem tanto na vida individual e social, como na pr\u00f3pria actividade da Igreja&#8221;. Uma das novidades deste C\u00f3digo \u00e9 a sistematiza\u00e7\u00e3o dos deveres e direitos dos fi\u00e9is, no Livro II, dentro da eclesiologia do Vaticano II. &#8220;A Igreja sempre afirmou e promoveu os direitos dos fi\u00e9is e a sua inclus\u00e3o no C\u00f3digo (c\u00e2nones 208-223) demonstra que a ci\u00eancia canon\u00edstica foi reflectindo e desenvolvendo os direitos e os deveres numa base eclesiol\u00f3gica e n\u00e3o de confronto ou de reivindica\u00e7\u00e3o. Diria mesmo que todo este conjunto de deveres e direitos \u00e9 ainda bastante desconhecido na Igreja e que precisa de ser aprofundado&#8221;, esclarece o Director do CEDC. Nestes 20 anos o n\u00famero de alunos que se dedica ao estudo desta disciplina cresceu consideravelmente, o que faz com que tamb\u00e9m o nosso pa\u00eds se abalance para novos projectos. A \u00faltima assembleia plen\u00e1ria da CEP manifestou mesmo o agrado dos bispos portugueses pelo surgimento da Licenciatura em Direito Can\u00f3nico, na UCP. &#8220;A UCP aprovou a cria\u00e7\u00e3o de um Instituto Superior de Direito Can\u00f3nico, mas falta a aprova\u00e7\u00e3o de Roma &#8211; da Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica &#8211; que dever\u00e1 pronunciar-se sobre o Dossier: Instituto, Licenciatura, plano de estudo, professores&#8221;, revela o director do CEDC S\u00f3 ap\u00f3s esta respostas se poder\u00e1 publicitar a iniciativa, com dados mais concretos, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 27 de Novembro de 1983 entrava em vigor o novo C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico. 20 anos depois o C\u00f3digo continua jovem e tem futuro, assegura o Director do Centro de Estudos de Direito Can\u00f3nico da 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