{"id":351387,"date":"2024-12-06T09:32:43","date_gmt":"2024-12-06T09:32:43","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=351387"},"modified":"2024-12-02T10:43:29","modified_gmt":"2024-12-02T10:43:29","slug":"contributos-do-arquivo-de-d-abilio-vaz-das-neves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/contributos-do-arquivo-de-d-abilio-vaz-das-neves\/","title":{"rendered":"Contributos do arquivo de D. Ab\u00edlio Vaz das Neves"},"content":{"rendered":"<p><em>Sandra Vale, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sandra-Vale-Diocese-de-Braganca-Miranda-dentro.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-351390 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sandra-Vale-Diocese-de-Braganca-Miranda-dentro-888x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sandra-Vale-Diocese-de-Braganca-Miranda-dentro-888x1024.jpg 888w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sandra-Vale-Diocese-de-Braganca-Miranda-dentro-226x260.jpg 226w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sandra-Vale-Diocese-de-Braganca-Miranda-dentro-768x885.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sandra-Vale-Diocese-de-Braganca-Miranda-dentro.jpg 1301w\" sizes=\"(max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><\/a>O Tombo Diocesano Monsenhor Jos\u00e9 de Castro, enquanto Arquivo Diocesano, integra o esp\u00f3lio documental que decorre do exerc\u00edcio pastoral e do governo de v\u00e1rios bispos de Bragan\u00e7a-Miranda. A este somam-se cole\u00e7\u00f5es provenientes de entidades e estruturas eclesi\u00e1sticas diversas, nomeadamente, confrarias e outras associa\u00e7\u00f5es de fi\u00e9is, institui\u00e7\u00f5es can\u00f3nicas, escolas.<\/p>\n<p>Instalado na ala norte da Casa Episcopal de Bragan\u00e7a, comporta um volume de documentos calculado em cerca de 500 metros lineares. Coexistem s\u00e9ries inventariadas e com acondicionamento adequado, com outros conjuntos que s\u00f3 mais recentemente v\u00eam beneficiando de tratamento arquiv\u00edstico.<\/p>\n<p>Em espa\u00e7o de acesso mais restrito, encontra-se o designado \u201cArquivo dos Bispos\u201d, por vezes tamb\u00e9m nominado, embora erradamente, \u201cArquivo Secreto\u201d, ou, tamb\u00e9m, \u201cArquivo Reservado\u201d. Trata-se de documentos produzidos, acumulados e utilizados por bispos de Bragan\u00e7a-Miranda, entre os s\u00e9culos XIX e XX. Respeitam a assuntos diversos do governo temporal e espiritual da Diocese, considerados, muitas vezes, como registos de car\u00e1ter administrativo, quase indistintos do Arquivo da C\u00faria Diocesana.<\/p>\n<p>A categoriza\u00e7\u00e3o desta documenta\u00e7\u00e3o, complexa e at\u00e9 equ\u00edvoca, pode estar condicionada pela pr\u00f3pria natureza do m\u00fanus episcopal. O minist\u00e9rio do Bispo assume car\u00e1ter pessoal e forma colegial. Ele ensina, santifica e governa em nome da Igreja, mas o exerc\u00edcio da autoridade que esta lhe confere, coloca em evid\u00eancia a dimens\u00e3o pessoal da sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2015, foram iniciados trabalhos de organiza\u00e7\u00e3o do \u201cArquivo dos Bispos\u201d. Tratava-se de um conjunto extenso de documentos, acondicionados em caixas e ma\u00e7os, parte dos quais sem obedecer a crit\u00e9rios de organiza\u00e7\u00e3o. Uma vez que n\u00e3o existia qualquer instrumento de descri\u00e7\u00e3o, pretendia-se a elabora\u00e7\u00e3o de um invent\u00e1rio, de molde a respeitar o previsto pelo C\u00f3digo do Direito Can\u00f3nico (C\u00e2n. 486 \u00a73): \u201cDos documentos que se encontram no arquivo fa\u00e7a-se um invent\u00e1rio ou cat\u00e1logo com um breve resumo de cada um.\u201d<\/p>\n<p>Para levantamento e identifica\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o existente, foi elaborado um instrumento de descri\u00e7\u00e3o elementar, contemplando os seguintes campos: cota, produtor (Bispo), datas extremas, assunto e \u00e2mbito e conte\u00fado.<\/p>\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o de D. Ab\u00edlio Vaz das Neves destacava-se da demais pelo volume e relev\u00e2ncia dos assuntos que tratava. Longe da celeridade desejada, encontra-se em curso a sua classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D. Ab\u00edlio Augusto Vaz das Neves, 40.\u00ba Bispo de Bragan\u00e7a-Miranda, nasceu em Ifanes, Miranda do Douro, em 8 de junho de 1894. Ainda muito jovem, partiu para a missiona\u00e7\u00e3o rumo \u00e0 Uni\u00e3o Indiana, onde chegou em 1907. Em 7 de dezembro de 1919 recebeu a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal na Catedral de S. Tom\u00e9 de Meliapor e, em 4 de dezembro de 1933, foi eleito Bispo de Cochim, na costa ocidental da \u00cdndia. Ap\u00f3s cinco anos de exerc\u00edcio episcopal, o Papa Pio XI decretou a sua transfer\u00eancia para a Diocese-natal. A entrada solene na cidade de Bragan\u00e7a decorreu em 28 de mar\u00e7o de 1939.<\/p>\n<p>Ao longo dos vinte e seis anos de mandato na Diocese transmontana, tomou m\u00faltiplas iniciativas no dom\u00ednio da Educa\u00e7\u00e3o, norteado pelo princ\u00edpio da <em>Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 Integral<\/em>, quest\u00e3o central no seu pensamento, tal como evidenciam os numerosos documentos pastorais que publicou. Levou a cabo uma reforma profunda do ensino da catequese, reestruturou o ensino nos Semin\u00e1rios Diocesanos de Bragan\u00e7a e de Vinhais, promoveu a abertura de col\u00e9gios, fundou escolas infantis, estruturou e consolidou a a\u00e7\u00e3o dos Patronatos masculino e feminino. Atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o das religiosas \u201cServas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado\u201d, congrega\u00e7\u00e3o diocesana por si fundada, expandiu a a\u00e7\u00e3o educativa e socio-caritativa a outros locais da diocese, nomeadamente em zonas rurais.<\/p>\n<p>Marcou presen\u00e7a na primeira sess\u00e3o do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II e, durante a 30.\u00aa Congrega\u00e7\u00e3o Geral, interveio no debate sobre a Unidade da Igreja (30 de novembro de 1962).<\/p>\n<p>Na carta de despedida que dirigiu aos diocesanos (18 de fevereiro de 1965), justificou o pedido de exonera\u00e7\u00e3o de Bispo residencial apresentado ao Santo Padre por sentir-se \u201cj\u00e1 um empecilho\u201d para a Diocese.<\/p>\n<p>Com a chegada do seu sucessor, fixou resid\u00eancia na casa paroquial de Chacim (Macedo de Cavaleiros). Dedicou-se \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o espiritual das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, e \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o interna da Congrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Faleceu a 7 de mar\u00e7o de 1980, no Hospital de Macedo de Cavaleiros, e foi sepultado em Ifanes. Em 8 de junho de 2019, os seus restos mortais foram transladados para a Catedral de Bragan\u00e7a, onde repousam no \u00c1trio dos Bispos.<\/p>\n<p>Entre a documenta\u00e7\u00e3o de D. Ab\u00edlio Vaz das Neves identificada no processo de organiza\u00e7\u00e3o, chamou-nos a aten\u00e7\u00e3o um ma\u00e7o constitu\u00eddo por correspond\u00eancia e relat\u00f3rios, produzidos entre 1956 e 1959, versados sobre o \u201cproblema do ensino religioso\u201d. Tal como demonstram os documentos, o Bispo de Bragan\u00e7a-Miranda, o Bispo do Porto, D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes e o Bispo Auxiliar de Aveiro, D. Domingos da Apresenta\u00e7\u00e3o Fernandes, integraram a \u201cComiss\u00e3o Episcopal da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3\u201d, nomeada pelos Bispos de Portugal em junho de 1956. Tinha como objetivo desenvolver estudos que caracterizassem a situa\u00e7\u00e3o do ensino religioso e da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em Portugal. A Comiss\u00e3o reuniu no Porto e em Bragan\u00e7a. N\u00e3o obstante os trabalhos em curso, em 28 de agosto de 1958, D. Ab\u00edlio Vaz das Neves tomou a iniciativa de enviar uma carta a Oliveira Salazar, atrav\u00e9s da qual, aparentemente, pretendeu acelerar a press\u00e3o junto do governo a respeito dos problemas da Educa\u00e7\u00e3o. Na referida carta, exp\u00f4s o seu pensamento acerca da quest\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o e reivindicou do Estado o respeito pelos direitos da Igreja e da Fam\u00edlia. Afirmou:<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos 19 anos tenho acompanhado V. Ex.\u00aa na obra educadora da Na\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que muito se tem progredido, principalmente em mat\u00e9ria de instru\u00e7\u00e3o. Mas, no campo da educa\u00e7\u00e3o, poder-se-\u00e1 dizer que se conseguiu educar o povo portugu\u00eas, ou pelo menos, lan\u00e7ar basas seguras? Humildemente penso que, nos 30 anos de governo de V. Ex.\u00aa pouco ou nada se conseguiu.<\/p>\n<p>V. Ex.\u00aa, Senhor Presidente, sabe muito bem que o Estado n\u00e3o tem por miss\u00e3o especial educar: a educa\u00e7\u00e3o pertence aos pais e \u00e0 Igreja e s\u00f3 em terceiro lugar ao Estado.<\/p>\n<p>Verifica-se, por\u00e9m, que em Portugal o senhor da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o Estado.\u201d<\/p>\n<p>A resposta de Oliveira Salazar ao Bispo de Bragan\u00e7a chegaria no in\u00edcio de janeiro de 1959. Numa carta cordial, o presidente do Conselho informou que havia remetido a exposi\u00e7\u00e3o para o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o Nacional e manifestou abertura para equacionar algumas das reivindica\u00e7\u00f5es apresentadas.<\/p>\n<p>A aparente cordialidade da resposta do Presidente do Conselho contrastou com a dureza da resposta do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, cujo parecer refutava as pretens\u00f5es do Bispo de Bragan\u00e7a.<\/p>\n<p>De notar que a missiva de D. Ab\u00edlio Vaz das Neves dirigida a Ant\u00f3nio de Oliveira Salazar coincidiu cronologicamente com o \u201ccaso do Bispo do Porto\u201d e que D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes, que entretanto se tornara \u201cpersona non grata\u201d para o governo portugu\u00eas, integrava a Comiss\u00e3o Episcopal da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 e partilhava a vis\u00e3o dos restantes elementos.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias efetivas do envio da carta ao Presidente do Conselho ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente claras. No que respeita \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se verificou qualquer altera\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o e a atitude do Estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolas cat\u00f3licas n\u00e3o se alterou. N\u00e3o podemos deixar de sublinhar, por\u00e9m, o papel que a Junta Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, entidade sob a tutela do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, assumiu no veto ao projeto de constru\u00e7\u00e3o da nova S\u00e9 Catedral de Bragan\u00e7a, obra considerada \u201cpriorit\u00e1ria\u201d pelo Prelado.<\/p>\n<p>Em 1964, o parecer negativo da Junta Nacional de Educa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao anteprojeto de arquitetura arrastou o caso para uma acirrada discuss\u00e3o p\u00fablica envolvendo defensores do parecer negativo e personalidades progressistas ligadas ao Movimento de Renova\u00e7\u00e3o de Arte Religiosa. A referida Junta considerou que no anteprojeto \u201cfalta ordem, como faltam a unidade e a simplicidade. N\u00e3o se descobrem quaisquer propor\u00e7\u00f5es que poderiam ter contribu\u00eddo para a pureza ou para a harmonia das formas\u201d.<\/p>\n<p>O Bispo Diocesano foi, de certo modo, humilhado ao ver o seu nome envolvido numa disputa pol\u00edtica e ideol\u00f3gica que colocava em causa a reta inten\u00e7\u00e3o e a pertin\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o da nova catedral.<\/p>\n<p>O conflito p\u00fablico em torno do anteprojeto da nova S\u00e9 teve o seu desenlace em 10 de maio de 1965, com o veredito do Ministro das Obras P\u00fablicas que determinou: \u201cEm face do parecer do M. da Educa\u00e7\u00e3o Nacional tem de considerar-se reprovado o projeto.\u201d<\/p>\n<ol start=\"1964\">\n<li>Ab\u00edlio Vaz das Neves apresentou o seu pedido de resigna\u00e7\u00e3o ao Papa Paulo VI em finais de 1964. Desde maio de 1965, viveu retirado de eventos p\u00fablicos e em sil\u00eancio.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O caso da carta enviada pelo Bispo de Bragan\u00e7a-Miranda a Ant\u00f3nio de Oliveira Salazar, cujos contornos e reais repercuss\u00f5es merecem estudo aprofundado, exemplifica o manancial de informa\u00e7\u00e3o para a hist\u00f3ria da Igreja particular e universal, que os arquivos episcopais comportam. Preservar, organizar e divulgar os acervos documentais das dioceses \u00e9, portanto, um imperativo que compromete as autoridades eclesi\u00e1sticas e os demais agentes, individuais e coletivos, que atuam sobre a hist\u00f3ria, a mem\u00f3ria e a identidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sandra Vale, Diretora do Tombo Diocesano Monsenhor Jos\u00e9 de Castro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra Vale, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":351388,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-351387","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/351387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=351387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/351387\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/351388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=351387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=351387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=351387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}