{"id":35135,"date":"2008-11-08T16:29:26","date_gmt":"2008-11-08T16:29:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/11\/08\/erradicar-a-pobreza-sem-demagogias\/"},"modified":"2008-11-08T16:29:26","modified_gmt":"2008-11-08T16:29:26","slug":"erradicar-a-pobreza-sem-demagogias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/erradicar-a-pobreza-sem-demagogias\/","title":{"rendered":"Erradicar a pobreza sem demagogias"},"content":{"rendered":"<p>Laborinho L\u00facio e Henrique Pinto apontam \u00abrespeito por cada pessoa individual\u00bb e possibilidade efectiva de ajudar <!--more--> \u201cFala-se de pobreza, mas n\u00e3o se fala dos pobres. Aborda-se a pobreza enquanto categoria e remete-se para o mundo da estat\u00edstica e n\u00e3o como um conjunto de pessoas que, nascem, vivem e morrem sem nunca terem atingidos as condi\u00e7\u00f5es humanas. Isto \u00e9 uma vergonha para todos n\u00f3s\u201d, frisou Laborinho L\u00facio, juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) e antigo ministro da Justi\u00e7a, presente na audi\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00abDar voz aos pobres para erradicar a pobreza\u00bb.   Laborinho L\u00facio afirma que o problema da pobreza em Portugal n\u00e3o se coloca ao n\u00edvel do enquadramento legal. \u201cPortugal \u00e9 considerado, mesmo a n\u00edvel europeu, um dos pa\u00edses com melhores mecanismos legais. O nosso problema est\u00e1 em tornar consequentes as pr\u00e1ticas, capacidade de interven\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00f5es da pr\u00e1tica\u201d.  O juiz conselheiro indica que na abordagem \u201cmacro\u201d que se faz ao problema da pobreza que, \u201cnos d\u00e1 uma vis\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f3mica, se esquece a vis\u00e3o micro e a considera\u00e7\u00e3o real e efectiva do que \u00e9 ser pobre\u201d.   O juiz conselheiro rejeita determinismos e dramatismos. \u201cConsidero que tem havido melhorias, mas a raz\u00e3o que deve conduzir o combate \u00e0 pobreza \u00e9 a dimens\u00e3o humana e esta n\u00e3o se pode compadecer com discursos a longo prazo\u201d. Laborinho L\u00facio frisa o dever que cada um tem de respeitar a pessoa humana. \u201cEste respeito passa pelo reconhecimento do outro como pessoa, reconhecimento de identidade e autonomia. Este \u00e9 um dever de todos. Acredito mais na for\u00e7a universal de respeito pelos direitos do outro do que na capacidade de o amor, s\u00f3 por si, mudar a rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas\u201d.   Sem cr\u00edticas governativas, Laborinho L\u00facio considera que a pobreza \u00e9 um problema global, que n\u00e3o \u00e9 novo. \u201cPortugal \u00e9 apontado como um dos pa\u00edses onde mais se tem evolu\u00eddo no combate \u00e0 pobreza. H\u00e1 uma leitura positiva, mas n\u00e3o significa que est\u00e1 feito tudo o que poderia ser feito\u201d.   O Juiz conselheiro indica que a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza deve ser encarado como um projecto \u201csem demagogias e sem toler\u00e2ncias, porque quem vive na pobreza n\u00e3o pode esperar. Se a tortura e a escravatura j\u00e1 foram erradicadas, a pobreza tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel\u201d, sublinhou.  Henrique Pinto, director da Associa\u00e7\u00e3o Cais, convidado para um painel da audi\u00e7\u00e3o p\u00fablica deixou um desafio aos presentes, mostrando que o combate \u00e0 pobreza \u00e9 uma responsabilidade de todos e a todos exige comportamento.   \u201cQuando receberem o aumento do vosso ordenado em 2009, fa\u00e7am contas. E se acharem que conseguem, com o rendimento que recebiam em 2008 viver em 2009, digam ao vosso patr\u00e3o e exijam que esse aumento de cerca de 2,5% seja dado directamente a quem precisa\u201d.  Assim \u201cestaremos cada um de n\u00f3s a tratar de algu\u00e9m e a erradicar a pobreza\u201d.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Laborinho L\u00facio e Henrique Pinto apontam \u00abrespeito por cada pessoa individual\u00bb e possibilidade efectiva de ajudar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-35135","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35135"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35135\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}