{"id":350799,"date":"2024-11-27T12:32:41","date_gmt":"2024-11-27T12:32:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=350799"},"modified":"2024-11-27T12:42:14","modified_gmt":"2024-11-27T12:42:14","slug":"a-cruz-escondida-298","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-298\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o AIS avalia persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-349684 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Relatorio-Liberdade-Religiosa-2024_5-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Relatorio-Liberdade-Religiosa-2024_5-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Relatorio-Liberdade-Religiosa-2024_5-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Relatorio-Liberdade-Religiosa-2024_5-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Relatorio-Liberdade-Religiosa-2024_5-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Relatorio-Liberdade-Religiosa-2024_5-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Relatorio-Liberdade-Religiosa-2024_5.jpg 1800w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h4>A cor do sangue dos m\u00e1rtires<\/h4>\n<p><em>Os Crist\u00e3os sofrem cada vez mais viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o em todo o mundo, de acordo com o relat\u00f3rio \u2018Perseguidos e Esquecidos?\u2019, produzido pela Funda\u00e7\u00e3o AIS, cuja divulga\u00e7\u00e3o se insere na Red Week, a Semana Vermelha de sensibiliza\u00e7\u00e3o para o problema da persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os\u2026<\/em><\/p>\n<p>A leitura do Relat\u00f3rio \u201cPerseguidos e Esquecidos?\u201d sobre a viol\u00eancia contra os crist\u00e3os entre o Ver\u00e3o de 2022 e o de 2024 deixa um sabor bem amargo. Em muitos pa\u00edses, a f\u00e9 dos crist\u00e3os \u00e9 posta \u00e0 prova de forma brutal quase todos os dias. O que se passa em \u00c1frica \u00e9 disso um bom exemplo. No per\u00edodo em an\u00e1lise, o epicentro da viol\u00eancia jihadista mudou do M\u00e9dio Oriente para este continente e pode falar-se j\u00e1 num movimento islamista transnacional que tem os crist\u00e3os como um dos alvos. \u201cA migra\u00e7\u00e3o em massa de comunidades crist\u00e3s, desencadeada por ataques de militantes islamistas, desestabilizou-as e privou-as de direitos, levantando quest\u00f5es sobre a sobreviv\u00eancia a longo prazo da Igreja em regi\u00f5es-chave\u201d, refere-se neste Relat\u00f3rio produzido pela Funda\u00e7\u00e3o AIS e em que s\u00e3o apontados diversos pa\u00edses como Burquina Fasso, Nig\u00e9ria ou Mo\u00e7ambique, onde os Crist\u00e3os t\u00eam sido aterrorizados constantemente. Al\u00e9m da quest\u00e3o do jihadismo em \u00c1frica, o relat\u00f3rio \u2018Perseguidos e Esquecidos?\u2019 identifica ainda outros agentes da viol\u00eancia contra as comunidades crist\u00e3s. \u00c9 o caso dos regimes autorit\u00e1rios, incluindo os da China, Eritreia, \u00cdndia e Ir\u00e3o, que intensificaram as medidas repressivas contra esta comunidade religiosa. Outros pa\u00edses, como a Nicar\u00e1gua, s\u00e3o referenciados nomeadamente por causa da deten\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o em massa do clero, incluindo todos os membros da Nunciatura Apost\u00f3lica. O \u00fanico pa\u00eds que contraria esta tend\u00eancia \u00e9 o Vietname, gra\u00e7as \u00e0s medidas que t\u00eam vindo a ser tomadas para o restabelecimento das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Vaticano e pela redu\u00e7\u00e3o da carga burocr\u00e1tica para o registo de grupos religiosos.<\/p>\n<h4>Relatos de coragem e f\u00e9<\/h4>\n<p>O Padre Jacques Sawadogo, do Burquina Fasso, veio a Portugal precisamente para dar o seu testemunho de como se tem acentuado essa opress\u00e3o sobre a comunidade crist\u00e3 no seu pa\u00eds ao longo dos \u00faltimos anos. \u201cNa minha diocese, por exemplo, o bispo foi obrigado a fechar algumas das par\u00f3quias, porque os crist\u00e3os e os sacerdotes estavam muitas vezes sob ataques terroristas. Os sacerdotes foram transferidos para outros lugares e os crist\u00e3os tamb\u00e9m foram obrigados a fugir das suas aldeias e das suas cidades, e a procurar ref\u00fagio noutros lugares\u201d, relata o padre. A viol\u00eancia na regi\u00e3o do Sahel, que inclui o Burquina Fasso e diversos outros pa\u00edses como o Mali, N\u00edger ou, por exemplo, a Nig\u00e9ria, afecta j\u00e1 milh\u00f5es de pessoas. S\u00f3 no Burquina Fasso, e desde h\u00e1 cerca de dois anos, calcula-se que mais de dois milh\u00f5es de pessoas tenham sido for\u00e7adas a fugir, a abandonar as suas aldeias e vilas e cidades, vivendo agora como refugiados em campos de deslocados. Certo \u00e9 que se do Burquina Fasso chegam hist\u00f3rias dram\u00e1ticas de persegui\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel escutar relatos eloquentes de coragem na f\u00e9. \u201cSim, apesar desta situa\u00e7\u00e3o de persegui\u00e7\u00e3o e das dificuldades da Igreja no Burquina Faso, os Crist\u00e3os n\u00e3o deixam de ir \u00e0 igreja. Continuam a faz\u00ea-lo, reunindo-se nas igrejas para rezar ou reunindo-se nas casas, onde tamb\u00e9m rezam. O que \u00e9 que lhes d\u00e1 essa for\u00e7a? Penso que \u00e9, em primeiro lugar e acima de tudo, a gra\u00e7a de Deus. E, em segundo lugar, sabemos que h\u00e1 muitas pessoas a rezar por n\u00f3s. E \u00e9 gra\u00e7as a esta vontade, a esta consci\u00eancia de n\u00e3o estarem sozinhas no seu sofrimento, que continuam a ir \u00e0 igreja, continuam a viver a sua f\u00e9\u201d, afirma o padre Jacques \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. O sacerdote alerta tamb\u00e9m para a urg\u00eancia do apoio \u00e0 Igreja do seu pa\u00eds, que acaba por ser o reduto de abrigo de milhares de pessoas em fuga\u2026 \u201cMuitos simplesmente fogem sem levar nada consigo e muitos dos crist\u00e3os que fogem das suas aldeias e das suas cidades encontram ref\u00fagio nas casas da nossa par\u00f3quia, na nossa par\u00f3quia\u201d, diz o padre. \u201cE precisam de ajuda.\u201d A divulga\u00e7\u00e3o deste Relat\u00f3rio faz parte de uma iniciativa mais vasta da AIS de sensibiliza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica para a quest\u00e3o da persegui\u00e7\u00e3o religiosa no mundo e muito concretamente \u00e0 comunidade crist\u00e3. Para isso, ao longo destes dias, diversas igrejas e monumentos t\u00eam estado iluminados de vermelho, simbolizando assim a cor do sangue dos m\u00e1rtires. \u00c9 um sinal de que Portugal n\u00e3o \u00e9 indiferente ao sofrimento de milh\u00f5es de pessoas por causa da sua f\u00e9.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o AIS avalia persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-350799","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/350799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=350799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/350799\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=350799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=350799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=350799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}