{"id":35000,"date":"2008-10-31T17:30:13","date_gmt":"2008-10-31T17:30:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/10\/31\/dias-de-todos-os-santos\/"},"modified":"2008-10-31T17:30:13","modified_gmt":"2008-10-31T17:30:13","slug":"dias-de-todos-os-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dias-de-todos-os-santos\/","title":{"rendered":"Dias de Todos os Santos"},"content":{"rendered":"<p>A for\u00e7a da religiosidade popular \u201cacaba por ser avassaladora\u201d e a maioria dos fi\u00e9is, antecipa a comemora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is defuntos, a 2 de Novembro. <!--more--> A Igreja prop\u00f5e neste primeiro dia de Novembro, a celebra\u00e7\u00e3o de Todos os Santos. Um convite \u00e0 \u201cuniversal voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o Pe. Jo\u00e3o Silva Peixoto, Professor da Faculdade de Teologia e membro do Secretariado de Liturgia da diocese do Porto.   Olhando os textos lit\u00fargicos \u201capresenta-se uma trilogia. \u00c9-nos apresentada uma igreja santa, s\u00e3o apresentados todos os santos da Igreja, e, tamb\u00e9m n\u00f3s, somos chamados a ser santos\u201d.   No entanto, \u201ctenho d\u00favidas que neste dia 1 de Novembro, a grande maioria dos fi\u00e9is, mesmo os praticantes, pensem na voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade, no sentido a dar \u00e0 sua vida que \u00e9 o da felicidade e das bem-aventuran\u00e7as\u201d, exprime o sacerdote.   A for\u00e7a da religiosidade popular \u201cacaba por ser avassaladora\u201d e a maioria dos fi\u00e9is, antecipa a comemora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is defuntos, que tem o seu dia pr\u00f3prio a 2 de Novembro. O Pe. Jo\u00e3o Peixoto acredita que a valoriza\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is defuntos, e, nomeadamente, a ida aos cemit\u00e9rios, para visitar as pessoas j\u00e1 falecidas e compor as sepulturas, \u201cfoi antecipada pelo facto de o dia 1 de Novembro ser feriado nacional e o dia 2 n\u00e3o o ser\u201d.   Em passados n\u00e3o remotos \u201cn\u00e3o seria assim, mas a evolu\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica, acabou por determinar a sobreposi\u00e7\u00e3o das duas celebra\u00e7\u00f5es (Todos os Santos e Fi\u00e9is Defuntos) e, no esp\u00edrito das pessoas, a predomin\u00e2ncia da segunda\u201d. Acaba por ser uma \u201cadapta\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade laica\u201d, manifesta o sacerdote.  \u201cH\u00e1 uma grande motiva\u00e7\u00e3o afectiva dos fi\u00e9is defuntos\u201d, aponta o sacerdote. \u201c\u00c9 muito forte e muito viva, enquanto a celebra\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade, \u00e9 di\u00e1ria e mais difusa\u201d. Nestes dias \u201csente-se mais intensamente a saudade dos entes queridos, que se quer celebrar numa perspectiva de comunh\u00e3o e de esperan\u00e7a\u201d.   O Pe. Jo\u00e3o Peixoto aponta a necessidade de aproximar o exemplo dos santos da vida normal das pessoas. \u201cVerdadeiramente santo \u00e9 Deus, que n\u00e3o ficou na sua dist\u00e2ncia, mas veio ao encontro das pessoas, para que a santidade fosse a realidade mais humana, mais sentida e vivida pelas pessoas\u201d.   Esta voca\u00e7\u00e3o \u00e9 di\u00e1ria e \u201cdeve, diariamente ser acolhida, enquanto gra\u00e7a de Deus\u201d. O Pe. Jo\u00e3o Peixoto aponta que se vivem \u201ctempos de mart\u00edrio em algumas regi\u00f5es, e esses acontecimentos mostram que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio subir at\u00e9 aos espa\u00e7os celestiais para encontrar a santidade, mas \u00e9 aqui que devemos viver as bem-aventuran\u00e7as\u201d.  Uma pr\u00e1tica do dia de Todos os Santos \u00e9 a pr\u00e1tica da caridade, vis\u00edvel na tradi\u00e7\u00e3o de pedir o \u00abP\u00e3o por Deus\u00bb. Uma tradi\u00e7\u00e3o que os centros urbanos v\u00e3o esquecendo, mas que as crian\u00e7as, nas localidades mais pequenas, anseiam.   \u201cEsta \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o de religiosidade popular ligada, sim, ao culto dos mortos, \u00e0 refei\u00e7\u00e3o que, idealmente, se partilhava com os fi\u00e9is defuntos e a comunidade dos vivos\u201d. O sacerdote aponta a partilha, presente, ainda, em alguns lugares, no dia do funeral e que persistiu em algumas regi\u00f5es, neste per\u00edodo de Todos os Santos e fi\u00e9is defuntos.   Entre as tradi\u00e7\u00f5es e a proposta da Igreja, a mensagem a reter neste dia de Todos os Santos \u00e9 que \u201ca felicidade \u00e9 poss\u00edvel, tomando como exemplos, homens e mulheres que viveram antes. A felicidade \u00e9 poss\u00edvel e est\u00e1 ao nosso alcance, se acolhermos a gra\u00e7a de Deus, respondendo aos seus apelos\u201d.   <b>1 de Novembro, Dia de Todos os Santos<\/b>  \u00abOs Santos, tendo atingido pela multiforme gra\u00e7a de Deus a perfei\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7ado a salva\u00e7\u00e3o eterna, cantam hoje a Deus no C\u00e9u, o louvor perfeito e intercedem por n\u00f3s. A Igreja proclama o mist\u00e9rio pascal, realizado na paix\u00e3o e glorifica\u00e7\u00e3o deles com Cristo, prop\u00f5e aos fi\u00e9is os seus exemplos, que conduzem os homens ao Pai por Cristo; e implora, pelos seus m\u00e9ritos, as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus. Segundo a sua tradi\u00e7\u00e3o, a Igreja venera os Santos e as suas rel\u00edquias aut\u00eanticas, bem como as suas imagens. \u00c9 que as festas dos Santos proclamam as grandes obras de Cristo nos Seus servos e oferecem aos fi\u00e9is os bons exemplos a imitar\u00bb (Constitui\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica, n.\u00ba 104 e 111).    <b>Nota Hist\u00f3rica<\/b> Depois de ter cantado a gl\u00f3ria e a felicidade dos Santos que \u00abgozam em Deus a serenidade da vida imortal\u00bb, a Liturgia, desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XI, consagra este dia \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos. \u00c9 uma continua\u00e7\u00e3o l\u00f3gica da festa de Todos os Santos. Se nos limit\u00e1ssemos a lembrar os nossos irm\u00e3os Santos, a Comunh\u00e3o de todos os crentes em Cristo n\u00e3o seria perfeita. Quer os fi\u00e9is que vivem na gl\u00f3ria, quer os que vivem na purifica\u00e7\u00e3o, preparando-se para a vis\u00e3o de Deus, s\u00e3o todos membros de Cristo pelo Baptismo. Continuam todos unidos a n\u00f3s. A Igreja peregrina n\u00e3o podia, por isso, ao celebrar a Igreja da gl\u00f3ria, esquecer a Igreja que se purifica no Purgat\u00f3rio. \u00c9 certo que a Igreja, todos os dias, na Missa, ao tornar sacramentalmente presente o Mist\u00e9rio Pascal, lembra \u00abaqueles que nos precederam com o sinal da f\u00e9 e dormem agora o sono da paz\u00bb (Prece Eucar\u00edstica 1). Mas, neste dia, essa recorda\u00e7\u00e3o \u00e9 mais profunda e viva. O Dia de Fi\u00e9is Defuntos n\u00e3o \u00e9 dia de luto e tristeza. \u00c9 dia de mais \u00edntima comunh\u00e3o com aqueles que \u00abn\u00e3o perdemos, porque simplesmente os mand\u00e1mos \u00e0 frente\u00bb (S. Cipriano). \u00c9 dia de esperan\u00e7a, porque sabemos que os nossos irm\u00e3os ressurgir\u00e3o em Cristo para uma vida nova. \u00c9, sobretudo, dia de ora\u00e7\u00e3o, que se revestir\u00e1 da maior efic\u00e1cia, se a unirmos ao Sacrif\u00edcio de reconcilia\u00e7\u00e3o, a Missa. No Sacrif\u00edcio da Missa, com efeito, o Sangue de Cristo lavar\u00e1 as culpas e alcan\u00e7ar\u00e1 a miseric\u00f3rdia de Deus para os nossos irm\u00e3os que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a Sua purifica\u00e7\u00e3o, sejam admitidos no Seu Reino.   <b>Tradi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as<\/b> A tradi\u00e7\u00e3o diz que, em Portugal, no dia de Todos os Santos as crian\u00e7as saem \u00e0 rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o \u00abP\u00e3o por Deus\u00bb de porta em porta. Em tempos, as crian\u00e7as quando pediam o \u00abP\u00e3o por Deus\u00bb recitavamm versos e recebiam como oferenda p\u00e3o, broas, bolos, rom\u00e3s e frutos secos, nozes, am\u00eandoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano. \u00c9 costume em algumas regi\u00f5es os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoa\u00e7\u00f5es chama-se a este dia o \u2018Dia dos Bolinhos\u2019.  <b>Halloween<\/b> A festa de \u00abHalloween\u00bb chegou dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, agora muito celebrada tamb\u00e9m na Europa e assinala-se no dia 31 de Outubro. A comemora\u00e7\u00e3o veio dos antigos povos b\u00e1rbaros Celtas, que habitava a Gr\u00e3-Bretanha h\u00e1 mais de 2000 anos.  Os Celtas realizavam a colheita nessa \u00e9poca do ano, e, segundo um antigo ritual, para eles os esp\u00edritos das pessoas mortas voltariam \u00e0 Terra durante a noite, e queriam, entre outras coisas, alimentar-se e assustar as pessoas. Ent\u00e3o, os Celtas costumavam vestir-se com m\u00e1scaras assustadoras para afastar estes esp\u00edritos.    Esse epis\u00f3dio era conhecido como o \u201cSamhaim\u201d. Com o passar do tempo, os crist\u00e3os chegaram \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha, converteram os Celtas e outros povos da Ilha e a Igreja Cat\u00f3lica transformou este ritual pag\u00e3o, numa festa religiosa, passando a ser celebrada nesta mesma \u00e9poca e, ao inv\u00e9s de honrar esp\u00edritos e for\u00e7as ocultas, o povo rec\u00e9m catequizado, deveria honrar os santos.   A tradi\u00e7\u00e3o entre estes povos continuou, e al\u00e9m de celebrarem o Dia de Todos os Santos, os n\u00e3o convertidos ao Cristianismo celebravam tamb\u00e9m a noite da v\u00e9spera do Dia de Todos os Santos com as m\u00e1scaras assustadoras e com comida. A noite era chamada de \u201cAll Hallows Evening\u201d, abreviando-se, veio o Halloween.   <i>Filipe Aquino<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A for\u00e7a da religiosidade popular \u201cacaba por ser avassaladora\u201d e a maioria dos fi\u00e9is, antecipa a comemora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is defuntos, a 2 de Novembro.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[104,154,187,203,246,292],"class_list":["post-35000","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-america","tag-crianca","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-liturgia","tag-religiosidade-popular"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35000"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35000\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}