{"id":349893,"date":"2024-11-21T10:38:46","date_gmt":"2024-11-21T10:38:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=349893"},"modified":"2024-11-21T10:38:46","modified_gmt":"2024-11-21T10:38:46","slug":"a-fome-a-pobreza-e-a-guerra-sao-sinais-alarmantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-fome-a-pobreza-e-a-guerra-sao-sinais-alarmantes\/","title":{"rendered":"A fome, a pobreza e a guerra s\u00e3o sinais alarmantes"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Ant\u00f3nio Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_308168\" aria-describedby=\"caption-attachment-308168\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-308168\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/antonio-luciano-natal2023a-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/antonio-luciano-natal2023a-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/antonio-luciano-natal2023a-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/antonio-luciano-natal2023a-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/antonio-luciano-natal2023a-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/antonio-luciano-natal2023a.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-308168\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/PR<\/figcaption><\/figure>\n<p>A sociedade em que vivemos \u00e9 marcada por um grande desenvolvimento humano, econ\u00f3mico, cient\u00edfico, tecnol\u00f3gico e inform\u00e1tico. Contudo, a fome, a pobreza e a guerra continuam a existir e nem com a intelig\u00eancia artificial foi poss\u00edvel colocar-lhes um fim.<\/p>\n<p>Os contrastes marcantes entre o mundo dos ricos e dos pobres tornam-se cada vez mais acentuados, de forma desproporcional, criando imensas desigualdades vis\u00edveis, a olho nu, em bairros sociais e outros espa\u00e7os, onde a inseguran\u00e7a, a fome e a pobreza levam \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>Precisamos de prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas, onde quer que elas habitem, atrav\u00e9s de programas de forma\u00e7\u00e3o e de integra\u00e7\u00e3o social com pol\u00edticas de respeito, humanizadas e democr\u00e1ticas, promovendo os valores da liberdade.<\/p>\n<p>Os recentes acontecimentos, ocorridos em bairros do nosso pa\u00eds, devem preocupar-nos a todos e levar-nos a um di\u00e1logo sadio com as pessoas, sem esquecer o respeito pelas autoridades e pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Quando se afirma que Portugal \u00e9 um pa\u00eds seguro para viver e todos esperamos que sim, tamb\u00e9m devemos refletir juntos sobre o aumento da da pobreza e da viol\u00eancia que existe e tende a aumentar.<\/p>\n<p>A Doutrina Social da Igreja convida-nos, a todos, a uma distribui\u00e7\u00e3o mais justa da riqueza e dos bens para com as pessoas e os povos mais pobres, com programas estruturais de desenvolvimento, que diminuam as desigualdades sociais.<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es mais ricas do mundo, em conjunto com as suas institui\u00e7\u00f5es, devem tomar medidas mais ousadas e criar respostas sociais mais c\u00e9leres que cheguem a todos.<\/p>\n<p>Quando se fala de fome, de pobreza, de falta de trabalho, de ajuda econ\u00f3mica e de cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios a quem mais precisa, todos ficamos preocupados e apreensivos.<\/p>\n<p>O nosso mundo precisa de encontrar o equil\u00edbrio e a paz e estabelecer a ordem social que promova o desenvolvimento, a habita\u00e7\u00e3o digna e o trabalho remunerado sem explora\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00c9 forte a palavra do Papa Francisco na Bula para o Ano Santo Jubilar da Esperan\u00e7a, quando nos apela a interpretar \u201cos sinais dos tempos\u201d \u00e0 luz do Evangelho, para que assim possa responder, em cada gera\u00e7\u00e3o, \u00e0s perguntas que d\u00e3o sentido \u00e0 vida presente e futura. Precisamos de transformar os sinais dos tempos em sinais de esperan\u00e7a durante o Ano Jubilar: ou seja a constru\u00e7\u00e3o da paz duradoura e o fim da guerra; a abertura \u00e0 vida e a promo\u00e7\u00e3o da natalidade; ajudar os que vivem em dificuldades e ter um cuidado especial aos presos; ter aten\u00e7\u00e3o aos doentes, que se encontram em casa ou no hospital; acolher os jovens; ajudar aos migrantes e os exilados, deslocados e refugiados; cuidar dos idosos com dignidade e ajudar os pobres do mundo (cf. Bula n\u00ba 7-15). \u201cN\u00e3o esque\u00e7amos: os pobres s\u00e3o quase sempre v\u00edtimas, n\u00e3o culpados\u201d (Papa Francisco, Bula n\u00ba 15).<\/p>\n<p>Cuidemos dos nossos pobres, matemos a fome aos famintos e que com a ajuda das institui\u00e7\u00f5es da Igreja e das estatais, do empenho das na\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es internacionais consigamos diminuir a pobreza no mundo, criando projetos para acabar com a fome e ajudar milh\u00f5es de seres humanos, que j\u00e1 pouco t\u00eam ou nada possuem para sobreviver com dignidade.<\/p>\n<p>Devemos falar de sinais de esperan\u00e7a e seme\u00e1-los no cora\u00e7\u00e3o das pessoas. Para isso, \u00e9 preciso mais di\u00e1logo sobre partilha, ajuda, p\u00e3o, sa\u00fade, paz, amor, fraternidade e solidariedade e n\u00e3o acentuar tanto os flagelos negativos, causadores de destrui\u00e7\u00e3o e de morte.<\/p>\n<p>Cuidar dos pobres, fazer chegar alimentos a lugares de guerra e de conflitos, atrav\u00e9s de corredores de paz, de solidariedade e de esperan\u00e7a \u00e9 um dos maiores desafios dos nossos dias. Como na recente mensagem para o Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco ajudava-nos a refletir a partir da seguinte express\u00e3o b\u00edblica:\u00a0 \u201cA ora\u00e7\u00e3o do pobre eleva-se at\u00e9 Deus\u201d (cf. Sir 21,5).<\/p>\n<p>Nestes dias, a Cimeira do Clima, realizada no Azerbaij\u00e3o, trouxe um sinal de esperan\u00e7a para o mundo, embora os respons\u00e1veis tenham dificuldade em chegar a acordo sobre as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.\u00a0 Elas s\u00e3o respons\u00e1veis por fen\u00f3menos de destrui\u00e7\u00e3o e morte. Diante de tantas cat\u00e1strofes, como a recente tempestade que se abateu sobre a regi\u00e3o de Val\u00eancia e sul de Espanha, \u00e9 preciso tomar medidas, pois elas s\u00e3o um sinal de alerta preocupante para a civiliza\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>O grito das pessoas que perderam tudo, o choro e saudade dos que morreram, a destrui\u00e7\u00e3o massiva de casas, bens essenciais, o amontoado de autom\u00f3veis e outras estruturas s\u00e3o imagens dif\u00edceis de esquecer. Como cuidar a n\u00edvel psicol\u00f3gico e pastoral desta gente?<\/p>\n<p>A Cimeira do G20 no Brasil, com l\u00edderes empenhados em erradicar a fome no mundo, enfrenta ainda muitas dificuldades. Muitas teorias e princ\u00edpios, que deviam passar depressa \u00e0 pr\u00e1tica, pois h\u00e1 muita gente a morrer de fome, por falta de p\u00e3o, de medicamentos, de \u00e1gua pot\u00e1vel, de cuidados de sa\u00fade e habita\u00e7\u00e3o condigna.<\/p>\n<p>Podemos perguntar, para onde caminha o nosso mundo? Que solu\u00e7\u00f5es existem perante as dificuldades e trag\u00e9dias do mundo? H\u00e1 dificuldade no di\u00e1logo e entendimento entre os respons\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es e os pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Chega de mortes provocadas pela fome, guerra e por tantos crimes cometidos no mundo que ofendem o Criador, destroem a dignidade da pessoa humana e aniquilam o equil\u00edbrio da ecologia.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso passarmos uma mensagem humanista e crist\u00e3 de respeito pelo outro e pela natureza. Comecemos pelas fam\u00edlias, aldeias, vilas e cidades e cuidemos dos nossos pobres e do nosso planeta. N\u00e3o deixemos que os interesses econ\u00f3micos prevale\u00e7am.<\/p>\n<p>S\u00e3o precisos gritos de alerta em todo mundo e em todas as circunst\u00e2ncias. Fa\u00e7amos uma verdadeira convers\u00e3o interior diante do fen\u00f3meno da fome, da pobreza e da guerra e trabalhemos todos para que a fraternidade e a solidariedade sejam mais efetivas e produtivas.<\/p>\n<p>Pe\u00e7amos ao Senhor da Vida a gra\u00e7a de termos um: \u201cAmor preferencial pelos pobres!\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>+ Ant\u00f3nio Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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