{"id":34892,"date":"2008-10-25T12:21:36","date_gmt":"2008-10-25T12:21:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/10\/25\/paulo-conduz-nos-na-descoberta-do-misterio-da-igreja\/"},"modified":"2008-10-25T12:21:36","modified_gmt":"2008-10-25T12:21:36","slug":"paulo-conduz-nos-na-descoberta-do-misterio-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/paulo-conduz-nos-na-descoberta-do-misterio-da-igreja\/","title":{"rendered":"Paulo conduz-nos na descoberta do mist\u00e9rio da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Jos\u00e9 Policarpo na Solenidade da Dedica\u00e7\u00e3o da S\u00e9 Patriarcal <!--more--> 1. A Dedica\u00e7\u00e3o da Catedral \u00e9 um convite a mergulhar no mist\u00e9rio da Igreja que somos chamados a viver na experi\u00eancia de uma Igreja particular, a nossa Diocese. Enquanto Igreja M\u00e3e, a Catedral simboliza dimens\u00f5es fundamentais da Igreja que queremos ser. Antes de mais, a sua fonte donde jorra continuamente a \u00e1gua viva que fecunda a Igreja: Cristo ressuscitado, cuja fecundidade \u00e9 actuada atrav\u00e9s do minist\u00e9rio apost\u00f3lico, exercido pelo Bispo, sucessor dos Ap\u00f3stolos, que lhe foi dado como pastor, em nome e nas vezes de Cristo Bom Pastor. Chama-se Catedral, porque a\u00ed est\u00e1 a c\u00e1tedra do Bispo como mestre da f\u00e9, a partir da qual alimenta e orienta o Povo do Senhor com a Palavra de Deus. A Catedral lembra-nos que a Igreja \u00e9 um Povo alimentado pela Palavra, que suscita e fortalece a f\u00e9. Deixar de escutar a Palavra \u00e9 separar-se da fonte, correr o risco de estiolar na secura das vozes do mundo. Circunst\u00e2ncias especiais, como a celebra\u00e7\u00e3o de um S\u00ednodo sobre a Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja, e o Ano Paulino, desafiam a nossa Igreja de Lisboa a fortalecer a sua f\u00e9, escutando a Palavra de Deus, sua fonte e cont\u00ednuo alimento. Mas a Catedral evoca tamb\u00e9m a unidade, sempre a construir, na imensa variedade de express\u00f5es que constituem a riqueza da Igreja. Esta unidade s\u00f3 se consegue pela uni\u00e3o de todos ao mist\u00e9rio de Cristo, realizada atrav\u00e9s dos sacramentos, sobretudo a Eucaristia. Na Catedral est\u00e1 o altar maior, o altar da Diocese, onde o Bispo celebra a P\u00e1scoa e realiza continuamente esta unidade de toda a Igreja diocesana em Cristo. A Liturgia da Catedral, presidida pelo Bispo, na sua qualidade e na sua intensidade, deve ser o modelo inspirador de todas as Eucaristias desta vasta Diocese, sempre celebradas em comunh\u00e3o com o Bispo. Se percebermos isto, os crist\u00e3os descobrir\u00e3o a necessidade e a alegria de participarem, de vez em quando, na Liturgia do Bispo, na Igreja Catedral. Esta evoca ainda o sentido de miss\u00e3o e de partilha fraterna dos dons. A Igreja \u00e9 mission\u00e1ria por exig\u00eancia do seu mist\u00e9rio, o mesmo de Jesus Cristo, e \u00e9 sempre o Bispo que, em nome da Igreja, envia os que partem em miss\u00e3o, express\u00e3o principal da partilha de dons. Esta celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica lembra-nos a centralidade da Igreja Particular como o espa\u00e7o concreto da nossa viv\u00eancia do mist\u00e9rio da Igreja. Quase cinquenta anos depois do encerramento do Conc\u00edlio Vaticano II, h\u00e1 sintomas de relativiza\u00e7\u00e3o desta centralidade da Igreja Particular, numa tens\u00e3o injustific\u00e1vel com a perten\u00e7a e o servi\u00e7o \u00e0 Igreja Universal, como se esta tivesse prioridade sobre aquela ou a Diocese fosse apenas uma parte de um todo global, n\u00e3o percebendo que a Igreja particular n\u00e3o \u00e9 toda a Igreja, mas \u00e9 o todo da Igreja, a totalidade do seu mist\u00e9rio vivido por uma comunidade concreta, num lugar concreto. Desta totalidade do mist\u00e9rio faz parte a comunh\u00e3o universal entre as Igrejas, a que preside o Santo Padre, Pastor Universal, Cabe\u00e7a do Col\u00e9gio Apost\u00f3lico, a quem o Senhor confiou cada Igreja e toda a Igreja. Os que partem, s\u00e3o enviados pela sua Igreja e v\u00e3o viver a sua vida e miss\u00e3o numa outra Igreja particular, ainda que essa miss\u00e3o seja marcada pelo dinamismo da comunh\u00e3o universal.  2. Porque, neste ano, estamos a caminhar com S\u00e3o Paulo, deixemos que ele nos conduza \u00e0 compreens\u00e3o do mist\u00e9rio da Igreja. Na Estrada de Damasco, Paulo n\u00e3o se converteu \u00e0 Igreja, mas a Jesus Cristo. Estava convencido que Jesus estava morto e que apresent\u00e1-lo como ressuscitado e como Messias era um abuso intoler\u00e1vel e perigoso para a f\u00e9 judaica. Paulo est\u00e1 consciente de que foi o Senhor ressuscitado que lhe apareceu. Ali\u00e1s situa essa vis\u00e3o na linha das apari\u00e7\u00f5es de Jesus ressuscitado aos Ap\u00f3stolos e aos Disc\u00edpulos: \u201cpor fim apareceu-me tamb\u00e9m a mim\u201d (1Co. 15,8). Afinal, era verdade, Jesus estava vivo, tinha ressuscitado, como afirmavam os crist\u00e3os. Cristo envolve-o na Sua gl\u00f3ria de ressuscitado, revela-Se-lhe como Senhor, designa\u00e7\u00e3o preferida por Paulo at\u00e9 ao fim da vida. Mas se Ele era o Senhor, era tamb\u00e9m o Messias, o \u00fanico que merecia o t\u00edtulo de Senhor. E se era o Senhor e Messias, a Lei de Mois\u00e9s j\u00e1 n\u00e3o era o caminho da salva\u00e7\u00e3o, mas sim esse Cristo Senhor, em Quem era preciso acreditar para chegar \u00e0 salva\u00e7\u00e3o. Para Paulo, acreditar em Jesus \u00e9 mais do que um acto da raz\u00e3o, \u00e9 um abandono total a esse ressuscitado, \u00e9 nascer de novo nesse encontro, \u00e9 mergulhar n\u2019Ele e ser um com Ele, \u00e9 iniciar uma vida nova, centrada nessa rela\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo. Ele explica a sua vida e a sua miss\u00e3o com esse facto: \u201cfui eu pr\u00f3prio apanhado por Jesus Cristo\u201d (Fil. 3,12). Essa \u00e9 a sua credencial: \u201cN\u00e3o sou eu livre? N\u00e3o sou eu Ap\u00f3stolo? N\u00e3o vi eu Jesus, nosso Senhor? N\u00e3o sois v\u00f3s obra minha no Senhor?\u201d (1Co. 9,1). Cristo \u00e9 a sua for\u00e7a: \u201cTudo posso n\u2019Aquele que me conforta\u201d (Fil. 4,13). Cristo \u00e9 a sua vida: \u201cPara mim viver \u00e9 Cristo\u201d (Fil. 1,21). Mas depois deste encontro com o ressuscitado, Paulo \u00e9 enviado \u00e0 Igreja que estava em Damasco, \u00e9 acolhido por ela, \u00e9-lhe confirmado que o Senhor que lhe apareceu \u00e9 o Messias em Quem a Igreja acredita, recebe o baptismo, \u00e9-lhe especificada a miss\u00e3o, que \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja (cf. Act. 9,10-21). Paulo descobre a Igreja porque reconhece nela Cristo ressuscitado. Aquela luz que o envolveu, e transformou a sua vida, est\u00e1 em ac\u00e7\u00e3o nos crist\u00e3os, identificando-os com Cristo. A Igreja \u00e9 Cristo ressuscitado em ac\u00e7\u00e3o transformadora e, portanto, salv\u00edfica. Isto leva Paulo a encontrar Cristo na Igreja, a identific\u00e1-la com Cristo ressuscitado. Ela \u00e9 o Corpo de Cristo (cf. Act. 9,4s). Anunciar Jesus Cristo \u00e9 a sua miss\u00e3o; celebrar a Sua P\u00e1scoa \u00e9 o seu dom privilegiado; esperar a uni\u00e3o definitiva com Cristo, no seio da Sant\u00edssima Trindade, \u00e9 a sua esperan\u00e7a. Cristo \u00e9, para a Igreja, a fonte da vida, da sua coes\u00e3o e do seu crescimento (cf. Col. 2,19). Paulo ama a Cristo, amando a Igreja e ama a Igreja, porque ama Jesus Cristo. Esta identifica\u00e7\u00e3o entre Cristo e a Igreja, n\u00e3o anula a rela\u00e7\u00e3o \u00fanica que Cristo tem com ela, como Seu Senhor e Sua plenitude. Cristo \u00e9 a plenitude da Igreja, porque o ressuscitado \u00e9 a fonte inesgot\u00e1vel da vida. Mas a Igreja tamb\u00e9m \u00e9, por seu lado, plenitude de Jesus Cristo. Sempre que num crist\u00e3o come\u00e7a uma vida nova, express\u00e3o da vida de Cristo, a Igreja alarga as dimens\u00f5es do Corpo de Cristo, cujo dinamismo \u00e9 ser tudo em todos (cf. Efs. 1,19-23).  3. Esta identifica\u00e7\u00e3o entre Cristo e a Igreja Paulo descobre-a e vive-a nas diversas Igrejas particulares. Antes de mais na Igreja de Damasco que o acolhe e onde fica durante tr\u00eas anos, at\u00e9 que uma mudan\u00e7a pol\u00edtica com o poder adquirido por Aretas, Rei dos Nabateus, o faz temer pela sua vida e o leva a abandonar precipitadamente Damasco. Nessa Igreja, ele recebeu o baptismo e iniciou a sua actividade evangelizadora como Ap\u00f3stolo (cf. Act. 9,19ss). A segunda Igreja refer\u00eancia para Paulo \u00e9 Antioquia, onde entra pela m\u00e3o de Barnab\u00e9. \u00c9 esta Igreja que os envia para a grande miss\u00e3o junto dos gentios (cf. Act. 13,1ss) e continuar\u00e1 a ser uma Igreja de refer\u00eancia mesmo depois de ele pr\u00f3prio ter fundado outras Igrejas. Paulo cria uma rela\u00e7\u00e3o mais estreita com as Igrejas por ele fundadas. Quando lhes escreve, identifica-as sempre como \u201ca Igreja de Deus estabelecida em Corinto\u201d (cf. 1Co. 1,2; 2Co. 1,1). Mas Paulo relaciona-se tamb\u00e9m com outras Igrejas fundadas por outros. A Carta aos Romanos \u00e9 disso um exemplo. \u00c9 claro para Paulo que a Igreja que se identifica com Jesus Cristo e brota da Sua P\u00e1scoa, \u00e9 o conjunto destas Igrejas particulares, onde ele e os crist\u00e3os vivem, na sua uni\u00e3o a Jesus Cristo, a plenitude do mist\u00e9rio da Igreja. H\u00e1 em todas elas a consci\u00eancia de que pertencem a uma \u00fanica Igreja de Jesus Cristo. \u00c9 a sua identifica\u00e7\u00e3o com Cristo, morto e ressuscitado, que constitui a primeira exig\u00eancia de universalidade. Esta exprime-se, antes de mais, na uni\u00e3o apost\u00f3lica e no reconhecimento da primazia de Pedro, o que d\u00e1 \u00e0 Igreja de Jerusal\u00e9m uma centralidade indiscut\u00edvel. Exprime-se, igualmente, na urg\u00eancia da miss\u00e3o. Cada Igreja deve anunciar a f\u00e9, dando origem a outras Igrejas locais. Nesta grande miss\u00e3o participam todos os crist\u00e3os, homens e mulheres. O intercambio frequente entre as Igrejas, mostra que elas s\u00e3o Igrejas em comunh\u00e3o, na f\u00e9 e na caridade, grande desafio para a universalidade da Igreja e da salva\u00e7\u00e3o. Uma express\u00e3o concreta desta comunh\u00e3o universal \u00e9 a partilha de dons, as colectas, em que Paulo se empenha pessoalmente, em favor das Igrejas mais pobres, particularmente a Igreja de Jerusal\u00e9m. Estas express\u00f5es da universalidade s\u00e3o, ainda hoje, express\u00f5es da viv\u00eancia da totalidade do mist\u00e9rio da Igreja vivido em cada Igreja particular, no nosso caso, da Igreja de Deus que est\u00e1 em Lisboa: a plenitude do mist\u00e9rio de Jesus Cristo, o primeiro patrim\u00f3nio comum de todas as Igrejas; a unidade do Col\u00e9gio Apost\u00f3lico, a que preside Pedro; o ardor mission\u00e1rio, que leva os membros de cada Igreja a assumirem a universalidade da miss\u00e3o; a inter-ajuda entre as Igrejas, mesmo no aspecto material. Todas estas dimens\u00f5es est\u00e3o presentes no dinamismo da Igreja de Lisboa. \u00c9 preciso redescobrir que \u00e9 na Igreja Particular que se vive a totalidade, incluindo a beleza e as exig\u00eancias da universalidade.  S\u00e9 Patriarcal, 25 de Outubro de 2008   <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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