{"id":3477,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/mais-que-um-lamento\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"mais-que-um-lamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mais-que-um-lamento\/","title":{"rendered":"Mais que um lamento"},"content":{"rendered":"<p>Porque ser\u00e1 que t\u00e3o rapidamente passamos da nacional euforia de sermos os melhores do mundo, \u00e0 depress\u00e3o colectiva do \u00faltimo lugar, com o peito rasgado por culpas como pedras? Possivelmente tanto num como noutro extremo tomamos demasiado a s\u00e9rio a nossa originalidade tanto de sublimes como de med\u00edocres. O que nos acontece repete-se em centenas de lugares do planeta e multiplica-se por situa\u00e7\u00f5es que em peso, cultura e medida, se assemelham a n\u00f3s. Acresce que os guindastes de eleva\u00e7\u00e3o e as escavadoras de fossos t\u00eam o mesmo fabrico de origem. Isso tem como consequ\u00eancia as mesmas causas produzirem os mesmos efeitos. Mesmo que o fado queira dizer fatalismo, destino marcado, (quase sempre em rota de colis\u00e3o com a festa e a liberdade) muito mais do que pensamos est\u00e1 nas nossas m\u00e3os.  Ou seja: h\u00e1 falsos clamores plangentes tal como muitas das nossas histerias se alicer\u00e7am no fogo-f\u00e1tuo que sempre embala os sentimentos de superf\u00edcie. A nossa hist\u00f3ria, obviamente original, envolve-se, nos novos tempos, com muitas outras hist\u00f3rias, com elas se cruza no campo cultural, religioso, econ\u00f3mico e pol\u00edtico. J\u00e1 percebemos que, orgulhosamente s\u00f3s, n\u00e3o vamos a nenhum lugar de destino, a n\u00e3o ser ao beco das nossas obsess\u00f5es de megalomania ou pequenez que, por vezes, se alternam nos pequenos \u00eaxitos ou fracassos que cruzam os nossos c\u00e9us e a nossa terra. A hist\u00f3ria \u00e9 mesmo mestra da vida. N\u00e3o apenas a hist\u00f3ria do passado, perdida na penumbra dos tempos, mas a que constru\u00edmos todos os dias. Precisamos aprender com os nossos desaires no campo desportivo, pol\u00edtico, empresarial. Precisamos olhar o que fizemos e fazemos bem feito nestes recentes anos. Precisamos olhar alongadamente para o lado, para o longe, e interpretar os sinais em todas as direc\u00e7\u00f5es, compreender as conjunturas que nos envolvem e condicionam, as poten-cialidades e media\u00e7\u00f5es que a Europa e o mundo nos oferecem. N\u00e3o est\u00e1 escrito em nenhum livro, ou na palma da m\u00e3o de qualquer feiticeiro, o nosso sucesso ou a nossa condena\u00e7\u00e3o.Com a f\u00e9 de quem entende o passar do sopro de Deus em todos os tempos, temos de procurar, solidariamente as energias e as potencialidades que nos oferece cada situa\u00e7\u00e3o. A vida \u00e9 muito mais que um lamento ou um grito de est\u00e1dio.  Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque ser\u00e1 que t\u00e3o rapidamente passamos da nacional euforia de sermos os melhores do mundo, \u00e0 depress\u00e3o colectiva do \u00faltimo lugar, com o peito rasgado por culpas como pedras? Possivelmente tanto num como noutro extremo tomamos demasiado a s\u00e9rio a nossa originalidade tanto de sublimes como de med\u00edocres. 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