{"id":34705,"date":"2008-10-16T17:52:19","date_gmt":"2008-10-16T17:52:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/10\/16\/missao-na-primeira-pessoa-2\/"},"modified":"2008-10-16T17:52:19","modified_gmt":"2008-10-16T17:52:19","slug":"missao-na-primeira-pessoa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missao-na-primeira-pessoa-2\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o na primeira pessoa"},"content":{"rendered":"<p>Em pleno Outubro mission\u00e1rio, hist\u00f3rias de vida contadas pelos seus protagonistas na edi\u00e7\u00e3o especial do seman\u00e1rio Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> Um pouco por todo o mundo, mission\u00e1rios portugueses dedicam a sua vida ao an\u00fancio do Evangelho, desde os sacerdotes que pertencem a Institutos religiosos tradicionalmente dedicados a esta tarefa \u00e0 nova vaga do voluntariado mission\u00e1rio.  Na edi\u00e7\u00e3o especial do seman\u00e1rio Ag\u00eancia ECCLESIA, padres, religiosos, religiosas, casais, jovens e menos jovens explicam motiva\u00e7\u00f5es, sentimentos, dilemas, encontros e desencontros nas aventuras mission\u00e1rias. Sempre na primeira pessoa.  Frei Manuel Rito Dias fala da sua experi\u00eancia desde D\u00edli, Timor-Leste, onde o Cristianismo \u00e9 um elemento de identidade nacional. J\u00e1 o P. Domingos Areais, da  Diocese do Porto, explica o que \u00e9 ser mission\u00e1rio no Jap\u00e3o: \u201co nosso trabalho apost\u00f3lico aqui, na diocese de Osaka, consiste num aprofundamento do sentido comunit\u00e1rio e de comunh\u00e3o entre os fi\u00e9is cat\u00f3licos, que suscite e desperte interesse nos que n\u00e3o s\u00e3o crist\u00e3os\u201d.  Da mesma Diocese, o P. Almiro Mendes partilha um pouco das suas aventuras na Guin\u00e9-Bissau, uma paix\u00e3o que o levou a atravessar de Jipe o estreito de Gibraltar, Marrocos, Saara Ocidental, Maurit\u00e2nia, Senegal e G\u00e2mbia, at\u00e9 \u00e0 Guin\u00e9.  \u201cA experi\u00eancia mission\u00e1ria de um ano na Guin\u00e9 e a viagem de Jipe, que durou treze longos dias, n\u00e3o me tornaram nem melhor nem pior, mas fizeram-me ficar diferente e constitu\u00edram o tempo mais fant\u00e1stico e a experi\u00eancia mais extraordin\u00e1ria da minha vida de homem e de padre\u201d, assegura.  O P. V\u00edtor Mira, da Diocese de Leiria-F\u00e1tima, partilha com os leitores um dilema pessoal: \u201cperto da minha ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, vivi uma grande proximidade entre a op\u00e7\u00e3o vocacional e a de ir em miss\u00e3o para longe, porque ao partir sentia mais forte e verdadeira a minha radical decis\u00e3o de entregar a minha vida a Deus pelo servi\u00e7o aos irm\u00e3os\u201d.   \u201cParti para a diocese do Sumbe, em Angola, ainda durante o meu primeiro ano de padre e por l\u00e1 estive durante tr\u00eas anos e meio, tendo vivido uma experi\u00eancia que foi ao mesmo tempo exigente e gratificante\u201d, assinala.  J\u00e1 o P. Ant\u00f3nio Felisberto, da Diocese de Viseu, explica como decidiu passar um ano em Miss\u00e3o, em Cabo Verde, e o que aprendeu nessa experi\u00eancia.  \u201cNestas terras de Cabo Verde, pude diversificar as minhas aprendizagens, pelo contacto com uma realidade nova, com a problem\u00e1tica do relacionamento dos mission\u00e1rios com uma jovem Igreja local \u2018aut\u00f3noma\u2019 emergente, as quest\u00f5es culturais, hist\u00f3ricas e lingu\u00edsticas, sociais e econ\u00f3micas e mesmo pol\u00edticas (pude acompanhar as suas elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas) de um pa\u00eds que, embora considerado de Desenvolvimento M\u00e9dio, sofre a seca, a fome e a desigualdade de oportunidades, enfim desafios \u00e0 Igreja que vive em Cabo Verde\u201d, refere.   <b>Volunt\u00e1rios<\/b> Nascida em Fran\u00e7a e residente h\u00e1 nove anos em Portugal, Celine Pedro perdeu mem\u00f3ria dos primeiros sinais mission\u00e1rios que a foram tocando e demonstrando uma vontade de partir. Celine est\u00e1 no grupo <i>Onjoyetu<\/i> h\u00e1 ano e meio. Mas ser mission\u00e1ria sempre esteve no seu horizonte.   Nos tr\u00eas meses que esteve na miss\u00e3o do Gungo (Angola), Celine ajudou na alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, prestou forma\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e primeiros socorros, e ainda forma\u00e7\u00e3o para secret\u00e1rios e tesoureiros no Ondjando (um \u00f3rg\u00e3o administrativo de um bairro).  Celine Pedro acredita que deu pouco de si, mas a gratid\u00e3o \u00e9 enorme: por enquanto dei tr\u00eas meses da minha vida, mas darei mais, porque quero voltar por mais tempo\u201d.  L\u00e9nia Mestrinho, In\u00eas Alves e Pedro Freire s\u00e3o volunt\u00e1rios da GASNova e falam do projecto de apadrinhamento \u201cTios da Manga\u201d, em Mo\u00e7ambique, que procura \u201cinstituir um pequeno-almo\u00e7o como terceira refei\u00e7\u00e3o, criar h\u00e1bitos de higiene e prover os jovens de material escolar e vestu\u00e1rio\u201d.  Maria Manuel Oliveira, da Juventude Doroteia, deixa uma revela\u00e7\u00e3o curiosa sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com \u00c1frica: \u201cTodos os anos penso que este \u00e9 o \u00faltimo, digo para mim pr\u00f3pria que j\u00e1 n\u00e3o tenho idade, vida e coloco em d\u00favida aquilo que tenho para dar. Mas tamb\u00e9m todos os anos, ou quase todos, fa\u00e7o uma nova caminhada para partir e, ao mesmo tempo, chegar a um continente que neste momento tem um peda\u00e7o do meu cora\u00e7\u00e3o\u201d.  Alexandra Abreu, da diocese de Lisboa, descobriu na Juventude Hospitaleira a resposta que procurava. Foi atr\u00e1s do sonho de ser mission\u00e1ria ou de fazer voluntariado. Esteve em Timor- Leste durante um ano e mudou o rumo da sua vida.  Ana Patr\u00edcia Fonseca, da Plataforma do Voluntariado Mission\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o Evangeliza\u00e7\u00e3o e Culturas, assinala que \u201co Voluntariado Mission\u00e1rio pode parecer um pequeno contributo se comparado com tantas vidas doadas de forma total e sem limites. Mas certamente \u00e9 muito mais do que uma pequena d\u00e1diva, sobretudo pelo que pode potenciar\u201d.  <b>Em casal<\/b> Joana Portela e Carlos Rodrigues foram volunt\u00e1rios em Mo\u00e7ambique, de 2002 a 2004, e s\u00e3o um caso especial, porque a sua miss\u00e3o decorre enquanto casal.  \u201cPartimos em miss\u00e3o para Mo\u00e7ambique dois meses depois de casarmos, confiantes de que \u2018\u00c9 Deus quem passa e faz partir. \u00c9 Deus quem faz a casa\u2019, como anunciava o c\u00e2ntico que escolhemos para abrir o nosso casamento\u201d, indicam.   Segundo o casal, \u201cpartir por dois anos como mission\u00e1rios dos Leigos para o Desenvolvimento foi um projecto sonhado a dois, que foi crescendo e amadurecendo durante os anos de namoro\u201d.  Ambos recordam que \u201cenquanto casal, confront\u00e1mo-nos com algumas situa\u00e7\u00f5es que traduzem bem as diferen\u00e7as culturais. Na missa, por exemplo, permanec\u00edamos juntos, embora o costume local fosse mulheres para um lado, homens para o outro, mesmo entre os casais\u201d.  \u201cUma experi\u00eancia mission\u00e1ria, numa realidade t\u00e3o diferente da nossa \u2013 por vezes t\u00e3o dura, por vezes t\u00e3o cheia de Deus \u2013 marca-nos a vida. Muda-nos a vida. O tempo de miss\u00e3o, vivido em cumplicidade, foi fundamental, sobretudo, para percebermos o que queremos fazer da nossa vida, como queremos viv\u00ea-la, l\u00e1 ou c\u00e1, como queremos educar os nossos filhos\u201d, asseguram.  Para Joana Portela e Carlos Rodrigues, \u201ctermos passado por esta experi\u00eancia juntos contribuiu muito para falarmos a mesma linguagem, para partilharmos as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mundo, para estarmos em sintonia quanto ao nosso projecto de vida e \u00e0 nossa miss\u00e3o como crist\u00e3os\u201d.  A Edi\u00e7\u00e3o Especial do seman\u00e1rio Ag\u00eancia ECCLESIA, uma revista de 80 p\u00e1ginas, a cores, \u00e9 dedicada aos temas da Miss\u00e3o, do S\u00ednodo dos Bispos e ao Ano Paulino. Encomendas desta edi\u00e7\u00e3o podem ser dirigidas ao Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais por correio convencional (Quinta do Cabe\u00e7o \u2013 Porta D 1885-076 Moscavide), electr\u00f3nico (agencia@ecclesia.pt) ou por via telef\u00f3nica (218855472).  A edi\u00e7\u00e3o especial est\u00e1 dispon\u00edvel online em www.ecclesia.pt\/especial2<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pleno Outubro mission\u00e1rio, hist\u00f3rias de vida contadas pelos seus protagonistas na edi\u00e7\u00e3o especial do seman\u00e1rio Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[101,106,113,123,140,154,177,184,187,207,219,244,262,311,329,330],"class_list":["post-34705","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-africa","tag-angola","tag-ano-paulino","tag-cabo-verde","tag-comunicacoes-sociais","tag-crianca","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-diocese-de-viseu","tag-diocese-do-porto","tag-fatima","tag-guine-bissau","tag-leigos-para-o-desenvolvimento","tag-mocambique","tag-sinodo-dos-bispos","tag-voluntariado","tag-voluntariado-missionario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34705"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34705\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}