{"id":347004,"date":"2024-10-30T08:00:41","date_gmt":"2024-10-30T08:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=347004"},"modified":"2024-10-30T09:41:12","modified_gmt":"2024-10-30T09:41:12","slug":"sinodo-2021-2024-organismos-de-participacao-nao-devem-ser-vistos-como-uma-ameaca-d-luis-marin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sinodo-2021-2024-organismos-de-participacao-nao-devem-ser-vistos-como-uma-ameaca-d-luis-marin\/","title":{"rendered":"S\u00ednodo 2021-2024: Organismos de participa\u00e7\u00e3o t\u00eam de existir e t\u00eam de funcionar &#8211; D. Luis Mar\u00edn"},"content":{"rendered":"<p><em>Subsecret\u00e1rio da Secretaria-Geral do S\u00ednodo dos Bispos fala em documento final \u00abde portas abertas, que oferece enormes possibilidades\u00bb<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_347008\" aria-describedby=\"caption-attachment-347008\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_4121.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-347008 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_4121.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_4121.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_4121-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_4121-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_4121-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_4121-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-347008\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/JPG<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Entrevista conduzida por Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>Tendo chegado ao fim desta Assembleia, houve uma grande diferen\u00e7a desde a sess\u00e3o que se iniciou em outubro de 2023 no relacionamento entre os v\u00e1rios participantes, particularmente nas agora famosas mesas-redondas?<\/em><\/p>\n<p>De facto, houve uma mudan\u00e7a entre a primeira sess\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos e a segunda que acabamos de viver, de concluir. Em primeiro lugar, sobretudo no in\u00edcio, v\u00ednhamos de muitos s\u00edtios, de muitos lugares, com pensamentos diferentes, modos diferentes de conceber a realidade, e encontramo-nos realmente como irm\u00e3os, como Igreja. Foi o trabalho em si, o desenvolvimento do pr\u00f3prio processo sinodal, que criou la\u00e7os entre n\u00f3s. Esta segunda sess\u00e3o foi muito mais f\u00e1cil nesse sentido, porque havia uma rela\u00e7\u00e3o humana, fraterna, fraternal e fraterna muito mais intensa.<\/p>\n<p>Houve tamb\u00e9m dois outros aspetos muito importantes que marcaram uma evolu\u00e7\u00e3o entre a primeira e a segunda sess\u00e3o. O primeiro \u00e9 o facto de termos entrado na dimens\u00e3o espiritual &#8211; no primeiro retiro, as reflex\u00f5es do padre Timothy Radcliffe e da madre Ignazia Angelini Angelini ajudaram-nos muito. Criaram tamb\u00e9m um clima de escuta do Esp\u00edrito Santo. E, em terceiro lugar, o mesmo processo, a conversa no esp\u00edrito, a escuta m\u00fatua. Foi uma experi\u00eancia verdadeiramente gratificante que mostrou uma evolu\u00e7\u00e3o e, consequentemente, o trabalho foi muito mais frutuoso, muito melhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos a falar de pessoas dos cinco continentes que est\u00e3o agora a regressar \u00e0s suas igrejas e que devem ser claramente embaixadores desta sinodalidade e da experi\u00eancia que viveram&#8230;<\/em><\/p>\n<p>De facto, no final de abril, in\u00edcio de maio, tivemos o encontro dos p\u00e1rocos para o S\u00ednodo e, no final, no encontro com o Papa, o Papa nomeou-os mission\u00e1rios da sinodalidade. Ele disse: \u201cv\u00e3o para as vossas dioceses, aos vossos irm\u00e3os padres, levem a semente da sinodalidade\u201d. Portanto, esta proposta aos p\u00e1rocos \u00e9 tamb\u00e9m para toda a Igreja, para todos n\u00f3s. Todos n\u00f3s devemos ser mission\u00e1rios da sinodalidade, onde quer que estejamos, porque a sinodalidade \u00e9, acima de tudo, uma experi\u00eancia, uma experi\u00eancia de Igreja. Temos de fazer a experi\u00eancia da sinodalidade. Ent\u00e3o, todos n\u00f3s temos essa tarefa, essa miss\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 de falar, n\u00e3o s\u00f3 de orientar, mas de acompanhar, para que, em tudo o que \u00e9 Igreja e em toda a Igreja, se viva a sinodalidade, que \u00e9 uma dimens\u00e3o constitutiva da mesma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Muitas pessoas olharam para o documento final, e penso que esperavam uma lista de tarefas. Como \u00e9 que aquilo que foi discutido aqui, neste ambiente, pode passar para as comunidades locais, n\u00e3o como uma imposi\u00e7\u00e3o, mas como uma din\u00e2mica comunit\u00e1ria?<\/em><\/p>\n<p>De facto, o documento n\u00e3o \u00e9 um cat\u00e1logo, n\u00e3o \u00e9 um cat\u00e1logo de coisas a fazer, nem um c\u00f3digo, um regulamento. Imagino-o, ou melhor, apresento-o como portas abertas, portas que se abrem, atrav\u00e9s das quais temos de passar e temos de desenvolver este caminho, temos de o levar para as realidades concretas em que cada um vive.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, \u00e9 necess\u00e1ria uma convers\u00e3o. Se virmos todo o documento, o fio condutor \u00e9 a convers\u00e3o, todos os cap\u00edtulos est\u00e3o ligados por este fio da convers\u00e3o. Antes de mais, temos de nos abrir \u00e0 realidade do Esp\u00edrito. Em segundo lugar, trazer o Evangelho ao mundo concreto, para as realidades concretas em que estamos a viver.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que isso vai ser feito? Cada um de n\u00f3s, na sua pr\u00f3pria esfera de exist\u00eancia, no seu trabalho, na sua tarefa, na sua par\u00f3quia, na sua diocese, tem de fazer realmente funcionar a sinodalidade, viver a sinodalidade em tudo, em tudo, na vida, nas estruturas, na orienta\u00e7\u00e3o do apostolado, em tudo.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que entra o acompanhamento. Penso que para isso devemos ter uma liga\u00e7\u00e3o estreita com as dioceses, com as confer\u00eancias episcopais, com as confer\u00eancias continentais, para criar uma inter-rela\u00e7\u00e3o em toda a Igreja, em todos n\u00f3s. N\u00e3o se caminha sozinho, mas sim a experi\u00eancia de caminhar juntos, para que, e depois tamb\u00e9m, para que as diferentes velocidades se integrem de diferentes formas, numa grande diversidade. Mas vamos em frente, como a semente que \u00e9 lan\u00e7ada e tem de florescer. Cabe-nos a n\u00f3s semear, regar e confiar no Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nos \u00faltimos anos foi sendo dito que uma Igreja sinodal \u00e9 uma Igreja que escuta, uma frase repetida pelo Papa Francisco. Agora ser\u00e1 preciso que as pessoas tomem consci\u00eancia de que uma Igreja sinodal \u00e9 tamb\u00e9m uma Igreja que caminha?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma Igreja que escuta, \u00e9 sempre necess\u00e1rio escutar, \u00e9 sempre assim, isso n\u00e3o acaba com a etapa anterior. Devemos sempre ouvir, escutar-nos uns aos outros e, sobretudo, escutar o Esp\u00edrito Santo que fala no povo de Deus, que fala na Igreja. Temos de estar atentos para nos ouvirmos uns aos outros, \u00e9 essa a dimens\u00e3o da escuta.<\/p>\n<p>Juntamente com a dimens\u00e3o da escuta, h\u00e1 a dimens\u00e3o do discernimento, o aspeto do discernimento. Discernir o que o Senhor nos est\u00e1 a pedir hoje, neste momento da hist\u00f3ria, nesta realidade concreta em que vivemos, tendo em conta as diferen\u00e7as, a variedade de culturas, de regi\u00f5es, de tempos, de modos. E tamb\u00e9m levar esta escuta \u00e0s decis\u00f5es: tomar decis\u00f5es din\u00e2micas e criativas que nos fa\u00e7am viver realmente o Evangelho num mundo concreto, numa realidade concreta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Em todo este processo, tamb\u00e9m houve resist\u00eancias e foi assumido por muitos respons\u00e1veis que as principais resist\u00eancias vinham de membros do clero. O documento final, porque \u00e9 um documento de \u201cportas abertas\u201d, como disse, depende muito do que se vai fazer concretamente no terreno. Existem riscos envolvidos?<\/em><\/p>\n<p>Por um lado, a resist\u00eancia nunca, mas nunca, nos deve assustar. O Papa disse-nos, desde muito cedo, que quando n\u00e3o h\u00e1 resist\u00eancia, resist\u00eancias, devemos desconfiar que seja do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>H\u00e1 resist\u00eancias, mas isso \u00e9 normal. H\u00e1 muitos tipos de resist\u00eancia, h\u00e1 pessoas que n\u00e3o querem e bloqueiam, teremos de tentar ajud\u00e1-las, convenc\u00ea-las. Outros, por ignor\u00e2ncia ou por medo, t\u00eam receios, ideias erradas sobre o que pode ser. A sinodalidade n\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a, \u00e9 uma dimens\u00e3o constitutiva da Igreja que nos ajuda efetivamente a viver a Igreja de Jesus. Por isso, penso que as resist\u00eancias n\u00e3o nos devem assustar, n\u00e3o devemos ter medo delas.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, devemos ver tudo com uma atitude de criatividade, de abertura, de desenvolvimentos diferentes, a que o Senhor nos vai chamando. O Santo Padre tem insistido muito nisto, na ideia de avan\u00e7ar sempre. Gostaria de recordar a bel\u00edssima homilia do domingo de encerramento do S\u00ednodo. O Papa diz muito claramente, numa homilia muito concreta, muito bonita, muito precisa, que a Igreja n\u00e3o deve ser uma Igreja sentada, uma Igreja est\u00e1tica, uma Igreja medrosa, mas exatamente o contr\u00e1rio. Uma Igreja que se levanta, uma Igreja que caminha, uma Igreja que se p\u00f5e a caminho, uma Igreja que entusiasma.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a ideia, creio eu, de que todo este aspeto de dinamismo no Esp\u00edrito Santo, de renova\u00e7\u00e3o, \u00e9 aquilo a que o processo sinodal nos chama. S\u00e3o processos que est\u00e3o a avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O documento final diz que os \u00f3rg\u00e3os de participa\u00e7\u00e3o s\u00e3o a melhor esperan\u00e7a de uma mudan\u00e7a percet\u00edvel e imediata. Estes \u00f3rg\u00e3os j\u00e1 existem em muitos casos, mesmo na lei can\u00f3nica, e n\u00e3o os vemos no terreno. Cada membro da comunidade est\u00e1 agora mandatado para exigir, para dizer que isso n\u00e3o pode continuar assim?<\/em><\/p>\n<p>Todos n\u00f3s. Por um lado, diz-se no documento, e isso j\u00e1 surgiu nas discuss\u00f5es sinodais, estes organismos devem existir, s\u00e3o organismos de corresponsabilidade, de participa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o devem ser vistos como uma amea\u00e7a, mas como uma ajuda, o envolvimento de todos. Isso vai contra uma conce\u00e7\u00e3o de dioceses, de par\u00f3quias ou de Igreja piramidal: \u00e9 o povo de Deus, somos todos, ajudamo-nos uns aos outros, cada um segundo a sua compet\u00eancia, segundo a sua voca\u00e7\u00e3o e segundo o seu carisma.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, os organismos t\u00eam de existir, t\u00eam de existir. H\u00e1 um clamor para que eles existam, por exemplo, os conselhos pastorais, os conselhos diocesanos, t\u00eam de existir. Em segundo lugar, t\u00eam de funcionar, t\u00eam de funcionar tamb\u00e9m. E, em terceiro lugar, temos de ver se \u00e9 necess\u00e1rio mudar alguns organismos, criar outros, abolir alguns, ou seja, s\u00e3o instrumentos que nos devem ajudar.<\/p>\n<p>Toda a quest\u00e3o da transpar\u00eancia, da presta\u00e7\u00e3o de contas e da corresponsabilidade \u00e9 muito bonita no documento. Acredito que este ser\u00e1 um dos frutos mais claros do processo sinodal e penso que todos os crist\u00e3os devem envolver-se para que ele funcione. Que estas organiza\u00e7\u00f5es nos ajudem a viver aquilo que o Papa pede, uma Igreja muito mais viva, aut\u00eantica, coerente, alegre e que evangeliza, que d\u00e1 testemunho, porque, no fim de contas, o resultado e o objetivo da sinodalidade de todo este processo \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 a miss\u00e3o.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Qual ser\u00e1 o papel da Secretaria-Geral do S\u00ednodo dos Bispos? Como n\u00e3o h\u00e1 um cat\u00e1logo de indica\u00e7\u00f5es sobre o que cada diocese tem de fazer, pergunto se haver\u00e1 uma aten\u00e7\u00e3o especial para implementar efetivamente estas din\u00e2micas do processo\u2026<\/em><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio n\u00f3s, na Secretaria-Geral do S\u00ednodo, estivemos dispon\u00edveis, mostramos a nossa disponibilidade a toda a Igreja, porque realmente todo o processo sinodal, que \u00e9 um processo de profunda renova\u00e7\u00e3o da Igreja, vai de baixo para cima, n\u00e3o de cima para baixo. Portanto, temos de acompanhar as Igrejas locais, fundamentalmente; os bispos devem acompanhar os p\u00e1rocos; os p\u00e1rocos devem acompanhar todos os outros membros do povo de Deus, ou seja, caminhamos todos juntos. Da nossa parte foi uma bela experi\u00eancia estarmos muito pr\u00f3ximos das Igrejas locais, tamb\u00e9m das assembleias continentais, das Igrejas orientais, estamos muito pr\u00f3ximos delas e, desta forma, podemos acompanhar-nos mutuamente.<\/p>\n<p>Agora, a tarefa \u00e9 a mesma: a nossa tarefa \u00e9 servir. Estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de tudo o que as Igrejas locais, as confer\u00eancias episcopais possam precisar de n\u00f3s, para nos acompanharmos todos juntos, para que o que est\u00e1 no documento &#8211; que n\u00e3o \u00e9 um documento fechado, que n\u00e3o \u00e9 um cat\u00e1logo, mas sim de portas abertas que oferece enormes possibilidades &#8211; chegue \u00e0 pr\u00e1tica, chegue \u00e0 vida, \u00e0 vida quotidiana, \u00e0 vida paroquial, a ilumine e nos ajude. Temos de criar estruturas, temos de tomar decis\u00f5es, temos de fazer desenvolvimentos concretos; s\u00e3o processos, come\u00e7amo-los h\u00e1 tr\u00eas anos e agora estamos a continu\u00e1-los.<\/p>\n<p>Da nossa parte, estamos dispon\u00edveis e, apesar do enorme esfor\u00e7o, \u00e9 tamb\u00e9m uma alegria poder participar neste tempo de esperan\u00e7a que a Igreja preparou para n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Um aspeto que nem sempre ficou claro nos \u00faltimos meses \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o processo sinodal e os grupos de trabalho, criados pelo Papa\u2026<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 dez grupos de trabalho e talvez dev\u00eassemos explicar melhor, porque vejo que algumas pessoas pensaram que o Santo Padre queria retirar, extrair uma s\u00e9rie de temas para que n\u00e3o fossem discutidos. Bem, pelo contr\u00e1rio, estes s\u00e3o os primeiros frutos do S\u00ednodo. Depois da primeira sess\u00e3o, basta olhar para o documento final, a s\u00edntese da primeira sess\u00e3o, e est\u00e3o l\u00e1 todos estes temas.<\/p>\n<p>Foram discutidos muitos assuntos e apresentados muitos temas que pedimos que sejam aprofundados. Num m\u00eas de assembleia sinodal \u00e9 imposs\u00edvel estudar exaustivamente temas t\u00e3o importantes como os dez grupos de trabalho\u2026<\/p>\n<p>Portanto, o que o Papa fez foi: vamos desenvolv\u00ea-los agora, \u00e9 o primeiro fruto do S\u00ednodo, n\u00e3o temos de esperar pela segunda fase, n\u00e3o \u00e9 preciso esperar, vamos come\u00e7ar agora, para que com mais tempo possam ser aprofundados. Como \u00e9 que isso pode ser feito? Com um m\u00e9todo sinodal, de uma forma sinodal e com grupos de trabalho internacionais, onde a C\u00faria Romana est\u00e1 envolvida, onde est\u00e3o envolvidos leigos, religiosos, padres de todo o mundo, grupos que t\u00eam uma perspetiva suficientemente ampla para poderem estudar estas quest\u00f5es em profundidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 estamos a trabalhar neles, j\u00e1 est\u00e3o a avan\u00e7ar, o prazo \u00e9 at\u00e9 junho de 2025, ou seja, continuamos, continuamos, depois estes grupos apresentar\u00e3o as suas conclus\u00f5es, as suas propostas, ao Santo Padre. Juntamente com estes, h\u00e1 dois outros grupos: uma comiss\u00e3o de canonistas para elaborar propostas de reforma do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, em resposta a um pedido geral, um dos consensos; e uma comiss\u00e3o especial, um grupo de trabalho especial da Igreja de \u00c1frica, sobre a quest\u00e3o da poligamia, tamb\u00e9m est\u00e3o a trabalhar nisso.<\/p>\n<p>Os dez grupos, juntamente com estes dois, numa perspetiva mais ou menos ampla, est\u00e3o a trabalhar, estamos a trabalhar como fruto do desenvolvimento sinodal, sem d\u00favida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Subsecret\u00e1rio da Secretaria-Geral do S\u00ednodo dos Bispos fala em documento final \u00abde portas abertas, que oferece enormes possibilidades\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":347008,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[311],"class_list":["post-347004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","tag-sinodo-dos-bispos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=347004"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347004\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/347008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=347004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=347004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=347004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}