{"id":347,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ao-encontro-de-portugal-emigrado\/"},"modified":"2018-03-06T14:10:44","modified_gmt":"2018-03-06T14:10:44","slug":"ao-encontro-de-portugal-emigrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ao-encontro-de-portugal-emigrado\/","title":{"rendered":"Ao encontro de Portugal emigrado"},"content":{"rendered":"<p>Um pa\u00eds de emigrantes que espalha a dimens\u00e3o mariana da sua viv\u00eancia cat\u00f3lica um pouco por todos os cantos do mundo: s\u00e3o assim os portugueses e a agenda da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal fica marcada no, m\u00eas de Maio, pelas visitas \u00e0s comunidades portuguesas no estrangeiro. D. Janu\u00e1rio Ferreira, D. Ant\u00f3nio Rafael, D. Ant\u00f3nio Montes, D. Antonino Eug\u00e9nio, D. Manuel Martins, D. Manuel Pelino, D. Manuel Quintas, D. Teodoro Faria s\u00e3o alguns dos Bispos que se deslocam ao estrangeiro para enviar uma palavra de apoio e apre\u00e7o.  O Pe. Rui Pedro, director da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de migra\u00e7\u00f5es (OCPM) explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que \u201cdesde o 25 de Abril at\u00e9 ao dia das comunidades, 10 de Junho, h\u00e1 muita movimenta\u00e7\u00e3o nas comunidades portuguesas, sobretudo nas celebra\u00e7\u00f5es do 13 de Maio. H\u00e1 j\u00e1 alguns anos a OCPM tem recebido pedidos para enviar sacerdotes que visitem as comunidades e n\u00f3s apostamos neste tempo forte para restabelecer la\u00e7os.\u201d \u201cO m\u00e9rito \u00e9 dos pr\u00f3prios emigrantes, porque se organizam para financiar as visitas, porque os consulados geralmente n\u00e3o d\u00e3o nenhum apoio. Por causa do esfor\u00e7o de alguns leigos, sobretudo mulheres, o nome de Maria \u00e9 honrado por todo o mundo\u201d, refere. O director da OCPM passou a Semana Santa na Alemanha, indo depois at\u00e9 \u00e0 ilha de Jersey, no Reino Unido, onde h\u00e1 um pedido expl\u00edcito para o envio de um sacerdote portugu\u00eas. \u201c10% da popula\u00e7\u00e3o local s\u00e3o portugueses, com uma grande comunidade madeirense, e h\u00e1 necessidade de forma\u00e7\u00e3o de leigos, de catequese. Al\u00e9m disso, as dificuldades lingu\u00edsticas afastam e isolam as pessoas\u201d. O Pe. Rui Pedro passou, depois, pela periferia de Paris, onde se realiza a mais antiga peregrina\u00e7\u00e3o-Festa a Nossa Senhora de F\u00e1tima e no Pa\u00eds Basco, onde h\u00e1 um grupo de portugueses que celebra o 13 de Maio com uma festa que envolve tamb\u00e9m a comunidade local. Estas experi\u00eancias trazem \u00e0 baila a necessidade de se fazer um acompanhamento das comunidades portuguesas, mormente num momento em que a Europa abre as suas fronteiras: \u201ca maior mobilidade faz com que os trabalhadores portugueses desempenhem as actividades que faziam no nosso pa\u00eds, mas em melhores condi\u00e7\u00f5es e com melhor remunera\u00e7\u00e3o. Pescar no Pa\u00eds Basco, fazer a vindima na Fran\u00e7a, colher morangos em Agen ou cultivar a terra em La Rioja \u00e9 muito mais lucrativo do que fazer a mesma coisa em Portugal\u201d. Este tipo de trabalho tempor\u00e1rio traz consigo a dificuldade acrescida da falta de integra\u00e7\u00e3o dos emigrantes na comunidade local, tanto a n\u00edvel civil como religioso, pelo que a Igreja n\u00e3o os consegue detectar. \u201cEsta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pelas redes de subcontrata\u00e7\u00e3o, que coloca os trabalhadores numa situa\u00e7\u00e3o ilegal\u201d, acusa o Pe. Rui Pedro. O perfil do emigrante portugu\u00eas tamb\u00e9m come\u00e7a a alterar-se, come\u00e7ando a aparecer nas comunidades problemas que at\u00e9 agora n\u00e3o eram associados aos nossos conterr\u00e2neos, como a toxicodepend\u00eancia, a criminalidade. \u201cH\u00e1 graves problemas de desajuste familiar, de endividamento, de droga, que criam problemas na comunidade e s\u00e3o mal recebidos pelos emigrantes instalados h\u00e1 mais tempo.\u201d Por tudo isso, o director da OCPM diz que \u201cna emigra\u00e7\u00e3o podemos ver que tipo de evangeliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 a ser feita em Portugal e que tipo de problemas sociais tem o nosso pa\u00eds. Uma par\u00f3quia que n\u00e3o forma crist\u00e3os com a consci\u00eancia de que muitos poder\u00e3o, amanh\u00e3, ir para outros pa\u00edses e l\u00e1 se dever\u00e3o integrar nas comunidades locais, est\u00e1 a negligenciar uma dimens\u00e3o importante para a vida dos nossos dias\u201d. O facto de, durante muitos anos, se terem enviado sacerdotes portugueses para acompanhar as comunidades de emigrantes criou, em determinadas circunst\u00e2ncias, situa\u00e7\u00f5es de isolamento. \u201cAcontece que se perdeu nos leigos a consci\u00eancia de miss\u00e3o, em conjunto com a Igreja local\u201d, revela o Pe. Rui Pedro. Neste momento s\u00e3o necess\u00e1rios 15 sacerdotes para as miss\u00f5es junto das comunidades portuguesas, mas o director da OCPM n\u00e3o tem grandes esperan\u00e7as que seja poss\u00edvel dar resposta aos pedidos. \u201cNa \u00faltima reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o Episcopal para as Migra\u00e7\u00f5es e Turismo foi abordado o tema, mas n\u00e3o se vislumbram solu\u00e7\u00f5es\u201d, constatou. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pa\u00eds de emigrantes que espalha a dimens\u00e3o mariana da sua viv\u00eancia cat\u00f3lica um pouco por todos os cantos do mundo: s\u00e3o assim os portugueses e a agenda da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal fica marcada no, m\u00eas de Maio, pelas visitas \u00e0s comunidades portuguesas no estrangeiro. D. Janu\u00e1rio Ferreira, D. Ant\u00f3nio Rafael, D. 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