{"id":346984,"date":"2024-10-29T16:38:15","date_gmt":"2024-10-29T16:38:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=346984"},"modified":"2024-10-30T17:24:16","modified_gmt":"2024-10-30T17:24:16","slug":"igreja-luto-temos-de-passar-pela-morte-nao-temos-e-de-ficar-nela-padre-carlos-azevedo-c-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-luto-temos-de-passar-pela-morte-nao-temos-e-de-ficar-nela-padre-carlos-azevedo-c-video\/","title":{"rendered":"Igreja\/Luto: \u00abTemos de passar pela morte, n\u00e3o temos \u00e9 de ficar nela\u00bb &#8211; Padre Carlos Azevedo (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><em>A dias <\/em><em>da solenidade lit\u00fargica de Todos os Santos e da comemora\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria lit\u00fargica dos Fi\u00e9is Defuntos<\/em><em>, o capel\u00e3o do Hospital D. Estef\u00e2nia, em Lisboa, aborda o conceito de perda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_31023\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R4Kv7VCZ3Pw?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>Lisboa, 29 out 2024 (Ecclesia) &#8211; O capel\u00e3o do Hospital D. Estef\u00e2nia, em Lisboa, padre Carlos Azevedo, disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que \u00e9 importante fechar \u201cbem\u201d um ciclo da morte para avan\u00e7ar na vida.<\/p>\n<p>\u201cA boa gest\u00e3o das nossas mortes, abrir bem um ciclo, terminar bem um ciclo, \u00e9 fundamental para que depois possamos avan\u00e7ar e que a cruz das nossas mortes n\u00e3o nos esmague necessariamente. Temos de passar pela morte, n\u00e3o temos \u00e9 de ficar nela\u201d, afirmou o sacerdote, na emiss\u00e3o desta ter\u00e7a-feira, na RTP2.<\/p>\n<p>A poucos dias da solenidade lit\u00fargica de Todos os Santos (1 de novembro) e da comemora\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria lit\u00fargica dos Fi\u00e9is Defuntos (2 de novembro), o capel\u00e3o hospitalar refere que a morte representa para muitos \u201co fim de tudo\u201d, mas na realidade apenas termina o corpo, porque a \u201cdimens\u00e3o relacional\u201d e \u201cafetiva\u201d mant\u00e9m-se e conserva-se.<\/p>\n<p>\u201cA perda n\u00e3o \u00e9 tanto s\u00f3 a aus\u00eancia f\u00edsica. A perda \u00e9 n\u00e3o saber &#8216;o que \u00e9 que eu agora fa\u00e7o com este mesmo amor que perdura e que continua, com estes v\u00ednculos, com estes la\u00e7os&#8217; que n\u00f3s fomos capazes de criar entre n\u00f3s e as pessoas. E a\u00ed \u00e9 importante uma das dimens\u00f5es que est\u00e1 muito presente neste dia, que \u00e9 celebrar\u201d, assinala.<\/p>\n<p>O padre Carlos Azevedo lembra \u201cin\u00fameras vezes\u201d \u00e0s pessoas que acompanha no luto \u201ca import\u00e2ncia de continuar a celebrar\u201d, salientando qua a \u201cgrande morte chama-se esquecimento\u201d.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-346998 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/carlos-azevedo-estefania-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/carlos-azevedo-estefania-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/carlos-azevedo-estefania-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/carlos-azevedo-estefania-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/carlos-azevedo-estefania-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/carlos-azevedo-estefania.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>\u201cEssa \u00e9 a grande morte que, \u00e0s vezes, at\u00e9 nos mata em vida. Porque, \u00e0s vezes, quando nos sentimos um bocadinho abandonados, isso faz-nos sentir quase como que mortos. E cada vez que, \u00e0s vezes, j\u00e1 algu\u00e9m se conecta connosco, voltamos \u00e0 vida\u201d, menciona.<\/p>\n<p>Na entrevista, o padre Carlos Azevedo abordou ainda a dificuldade de fazer o luto da morte de uma crian\u00e7a, referindo que essa perda tem de ser \u201cvista com muito respeito e com muita delicadeza\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu costumo dizer, a doen\u00e7a e a partida de uma crian\u00e7a s\u00e3o os problemas da vida. S\u00e3o os problemas maiores\u201d, sublinha o capel\u00e3o hospitalar, acrescentando que esta perda, \u201cdura\u201d e \u201cdif\u00edcil\u201d, \u00e9 \u201cmuitas vezes recentradora daquilo que \u00e9 o essencial e fundamental\u201d da vida.<\/p>\n<p>Sobre estrat\u00e9gias para o luto ser bem vivido, o padre Carlos Azevedo nomeia o \u201crespeito\u201d e a import\u00e2ncia de n\u00e3o queimar etapas.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um tempo para n\u00f3s tamb\u00e9m digerirmos [a morte], e esse tempo \u00e9 que cada um ter\u00e1 o seu. O que \u00e9 importante \u00e9 acompanhar. E eu acho que esta \u00e9 uma das din\u00e2micas mais importantes da vida humana, que \u00e9 um bom acompanhamento. O estar, \u00e0s vezes, \u00e9 s\u00f3 o ouvir, s\u00f3 o acolher\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>O capel\u00e3o hospitalar considera que um dos aspetos mais graves na viv\u00eancia do luto \u00e9 n\u00e3o haver \u201calgu\u00e9m que colha as coisas, \u00e0s vezes, mais il\u00f3gicas, mais absurdas\u201d que cada um tem para dizer.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 leg\u00edtimo. A dor \u00e9 tamanha que n\u00e3o h\u00e1 palavras que devam ser proibidas de serem ditas naquela hora. Muitas vezes, depois, temos que deixar as coisas ir fluindo tamb\u00e9m com o seu pr\u00f3prio tempo\u201d, indica.<\/p>\n<p>O padre Carlos Azevedo destaca que o ser humano lida com diversas mortes relacionadas com as etapas da vida como \u201co deixar de ser beb\u00e9\u201d, crian\u00e7a, adolescente e jovem, enfatizando que tamb\u00e9m a perda do emprego \u00e9 uma forma de morte, sendo hoje em dia uma das que mais afeta.<\/p>\n<p>Para o capel\u00e3o hospitalar, uma das coisas mais bonitas para gerir a perda de algu\u00e9m \u00e9 pensar o que se pode fazer com o amor que se nutre pela pessoa.<\/p>\n<p>\u201cPode-se fazer obras\u201d, disse o padre Carlos Azevedo, dando o exemplo do Hospital D. Estef\u00e2nia, que nasce depois da morte da rainha, quando D. Pedro V pensa no que fazer para honrar o amor que tinha \u00e0 esposa, concretizando o sonho de\u00a0construir um hospital s\u00f3 para crian\u00e7as, em Lisboa.<\/p>\n<p>Segundo o padre Carlos Azevedo, existem duas obras que se podem fazer de forma a integrar e canalizar o luto.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro, fazermos com que ele [luto] nos torne melhores pessoas. Porque o amor, quando \u00e9 verdadeiro, acrescenta\u201d, referiu.<\/p>\n<p>\u201cA segunda coisa \u00e9 fazer boas obras em nome desse amor. E as boas obras come\u00e7am, antes de mais e acima de tudo, por cuidarmos muito bem de n\u00f3s pr\u00f3prios. Porque esse \u00e9 o descanso dos nossos que partem. Eu acredito que se o amor n\u00e3o termina para n\u00f3s, tamb\u00e9m n\u00e3o termina para os que partem\u201d, defendeu.<\/p>\n<p><em>PR\/LJ<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dias da solenidade lit\u00fargica de Todos os Santos e da comemora\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria lit\u00fargica dos Fi\u00e9is Defuntos, o capel\u00e3o do Hospital D. 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