{"id":346922,"date":"2024-10-29T11:03:06","date_gmt":"2024-10-29T11:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=346922"},"modified":"2024-10-29T11:03:06","modified_gmt":"2024-10-29T11:03:06","slug":"a-cruz-escondida-294","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-294\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Sobrevivente denuncia massacre de crist\u00e3os no Burquina Fasso<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-346923 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/ACN-20241021-173632-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/ACN-20241021-173632-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/ACN-20241021-173632-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/ACN-20241021-173632-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/ACN-20241021-173632-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/ACN-20241021-173632.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h4>\u201cSitua\u00e7\u00e3o mais que horr\u00edvel!\u201d<\/h4>\n<p>Pelo menos 150 pessoas foram mortas durante tr\u00eas dias de ataques terroristas na aldeia de Manni, na regi\u00e3o leste do Burquina Fasso. Um sobrevivente classificou a situa\u00e7\u00e3o como \u201cmais que horr\u00edvel\u201d e o Bispo de Fada N\u2019Gourma j\u00e1 classificou como \u201cb\u00e1rbaro\u201d tudo o que aconteceu novamente neste pa\u00eds africano em que cerca de metade do seu territ\u00f3rio j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 sequer controlado pelas autoridades.<\/p>\n<p>A localidade de Manni, situada na regi\u00e3o leste do Burquina Fasso, foi palco de um brutal ataque terrorista que come\u00e7ou no Domingo, 6 de Outubro, se prolongou por tr\u00eas dias e em que mais de 150 pessoas foram assassinadas. Relatos de sobreviventes revelam uma viol\u00eancia extrema contra a popula\u00e7\u00e3o da aldeia que integra uma grande comunidade crist\u00e3 e tamb\u00e9m mu\u00e7ulmana. Fontes locais contaram \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS que os terroristas come\u00e7aram por isolar a aldeia, cortando as redes de comunica\u00e7\u00e3o dos telem\u00f3veis, e s\u00f3 depois iniciaram o ataque ao mercado local, onde muitas pessoas se tinham reunido depois da Missa. Os terroristas abriram fogo indiscriminadamente sobre quem se encontrava no local, saquearam lojas e incendiaram v\u00e1rios edif\u00edcios, queimando vivas algumas pessoas que se encontravam no seu interior. No dia seguinte, segunda-feira, 7 de Outubro, os criminosos regressaram atacando desta vez o pessoal m\u00e9dico e matando muitos dos feridos que estavam em tratamento na unidade de sa\u00fade local. Na ter\u00e7a-feira, 8 de Outubro, ocorreu uma nova incurs\u00e3o com os terroristas a invadirem de novo a localidade de Manni, massacrando todos os homens que encontraram pelo caminho. Muitas das v\u00edtimas eram de aldeias vizinhas que tinham procurado ref\u00fagio em Manni, depois de terem sido expulsas tamb\u00e9m das suas casas pelos terroristas. \u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que horr\u00edvel\u201d, disse uma das fontes locais \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cMas mesmo que os terroristas tenham queimado tudo, n\u00e3o queimaram a nossa f\u00e9\u201d, acrescentou este sobrevivente dos massacres.<\/p>\n<h4>Onda impar\u00e1vel de viol\u00eancia<\/h4>\n<p>Numa mensagem dirigida aos sacerdotes, consagrados e leigos da sua diocese, o Bispo de Fada N\u2019Gourma exprimiu a sua \u201csincera compaix\u00e3o por todas as fam\u00edlias enlutadas\u201d, insistindo que \u201cqualquer amea\u00e7a \u00e0 dignidade do homem e \u00e0 sua vida deve tocar o cora\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d. D. Pierre Claver Malgo sublinhou ainda a import\u00e2ncia de, apesar da viol\u00eancia que tem ocorrido ao longo dos \u00faltimos anos no Burquina Fasso, n\u00e3o se perder o \u00e2nimo e de se manter viva a esperan\u00e7a \u201cnum amanh\u00e3 melhor\u201d. O ataque em Manni \u00e9 apenas o mais recente epis\u00f3dio de viol\u00eancia neste pa\u00eds africano que tem assistido nos \u00faltimos anos a uma cont\u00ednua deteriora\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a. No dia 24 de Agosto deste ano, por exemplo, ocorreu um dos mais mort\u00edferos ataques de que h\u00e1 conhecimento nos tempos recentes. Foi na aldeia de Barsalogho situada a cerca de 30 km a norte de Kaya, a cidade capital da regi\u00e3o Centro-Norte, e calcula-se que pelo menos 400 pessoas ter\u00e3o sido mortas. O Bispo da Diocese de Kaya, D. Th\u00e9ophile Nare, descreveu na ocasi\u00e3o o atentado como uma\u00a0\u201ctrag\u00e9dia de dimens\u00f5es sem precedentes desde o in\u00edcio dos ataques terroristas\u201d.<\/p>\n<h4>Solidariedade da Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/h4>\n<p>Esse ataque n\u00e3o foi, no entanto, o \u00fanico a sobressaltar o Burquina Fasso no passado m\u00eas de Agosto.\u00a0 No dia seguinte ao massacre em Barsalogho, numa outra aldeia, a de Sanaba, na Diocese de Nouma, ocorreu um outro ataque que tamb\u00e9m diz muito sobre o intuito destes grupos armados. Como a Funda\u00e7\u00e3o AIS ent\u00e3o revelou, \u201cum grande grupo de insurrectos cercou a comunidade, reuniu a popula\u00e7\u00e3o e amarrou todos os homens com mais de 12 anos que eram crist\u00e3os, seguidores de religi\u00f5es tradicionais ou que consideravam opositores \u00e0 ideologia jihadista\u201d. Em seguida, \u201cos terroristas conduziram os homens a uma igreja protestante pr\u00f3xima e a\u00ed\u00a0cortaram a garganta a 26 homens, incluindo cat\u00f3licos\u201d. Em consequ\u00eancia de toda esta viol\u00eancia calcula-se que haver\u00e1, neste momento, mais de dois milh\u00f5es de deslocados no Burquina Fasso. Segundo fontes da Funda\u00e7\u00e3o AIS que acompanham de perto a situa\u00e7\u00e3o neste pa\u00eds, os terroristas est\u00e3o a tentar dividir a popula\u00e7\u00e3o, que \u00e9 conhecida pela harmonia entre Mu\u00e7ulmanos e Crist\u00e3os. Em resposta \u00e0 escalada da viol\u00eancia, a Funda\u00e7\u00e3o AIS tem vindo a intensificar tamb\u00e9m a sua ajuda de emerg\u00eancia para com este pa\u00eds africano. Ainda em Fevereiro deste ano, a Funda\u00e7\u00e3o AIS lan\u00e7ava aqui em Portugal uma campanha de sensibiliza\u00e7\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o grav\u00edssima que se vive nesta regi\u00e3o do Sahel, apelando tamb\u00e9m \u00e0 solidariedade para com a comunidade crist\u00e3 local atrav\u00e9s de projectos espec\u00edficos nas \u00e1reas da alimenta\u00e7\u00e3o, cuidados de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e apoio espiritual.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobrevivente denuncia massacre de crist\u00e3os no Burquina Fasso<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-346922","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346922","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346922"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346922\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}