{"id":34586,"date":"2008-10-11T12:29:02","date_gmt":"2008-10-11T12:29:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/10\/11\/tarefas-pastorais-para-o-bispo-de-portalegre-castelo-branco\/"},"modified":"2008-10-11T12:29:02","modified_gmt":"2008-10-11T12:29:02","slug":"tarefas-pastorais-para-o-bispo-de-portalegre-castelo-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tarefas-pastorais-para-o-bispo-de-portalegre-castelo-branco\/","title":{"rendered":"Tarefas pastorais para o Bispo de Portalegre-Castelo Branco"},"content":{"rendered":"<p>Alguns sacerdotes apontam as potencialidades e debilidades desta diocese que recebe este Domingo D. Antonino Dias <!--more--> Depois de alguns meses de espera, Portalegre ir\u00e1 receber com \u201cmuita esperan\u00e7a\u201d, dia 12 de Outubro, D. Antonino Dias. A Ag\u00eancia ECCLESIA contactou com alguns presb\u00edteros da diocese de Portalegre \u2013 Castelo Branco que nos mostram a realidade diocesana. \u201cA dimens\u00e3o social-caritativa tem uma cobertura razo\u00e1vel na realidade humana e demogr\u00e1fica da diocese, no entanto poder\u00edamos melhorar alguns meios existentes no terreno\u201d \u2013 apontou o Pe. Jo\u00e3o Mendon\u00e7a, Director do Secretariado Diocesano da Ac\u00e7\u00e3o Social e Caritativa. \u00abEm Portalegre, cidade do Alto Alentejo, cercada de serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros\u00bb. Foi assim que Jos\u00e9 R\u00e9gio definiu a cidade onde viveu cerca de trinta anos da sua exist\u00eancia terrena. Longe vai o tempo em que nos bancos da escola nos diziam que o Alentejo era o celeiro de Portugal, que dev\u00edamos amar a P\u00e1tria e respeitar a independ\u00eancia nacional. Hoje a realidade \u00e9 diferente. \u201cSentimos o isolamento das pessoas e temos uma popula\u00e7\u00e3o idosa\u201d \u2013 referiu o Pe. Jo\u00e3o Mendon\u00e7a. D. Antonino Dias ir\u00e1 encontrar na diocese de Portalegre &#8211; Castelo Branco uma \u201czona rural envelhecida, com aldeias a acabar, e alguns p\u00f3los urbanos com vitalidade pr\u00f3pria das zonas do interior\u201d \u2013 disse o Pe. Agostinho Dias, Director do Jornal \u00abReconquista\u00bb.  Um desses p\u00f3los \u00e9 a cidade de Castelo Branco que tem sofrido \u201calguma crise com fal\u00eancias de f\u00e1bricas ligadas \u00e0s confec\u00e7\u00f5es\u201d \u2013 avan\u00e7ou. Nas aldeias, os idosos est\u00e3o entregues a eles pr\u00f3prios. \u201cMuito vivem com medo do futuro e que n\u00e3o exista algu\u00e9m que cuide deles\u201d \u2013 refor\u00e7a o Pe. Jo\u00e3o Mendon\u00e7a. E acrescenta: \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar uma resposta satisfat\u00f3ria para essas situa\u00e7\u00f5es\u201d. Apesar das fragilidades existentes \u201cestamos a mobilizar os mais v\u00e1lidos para que olhem e cuidem dos mais necessitados\u201d. Gestos  concretos de solidariedade. O trabalho em rede \u00e9 fundamental porque \u201csozinhos perdemo-nos\u201d \u2013 salienta o director do secretariado. Saber o que cada grupo faz e onde chega \u00e9 uma prioridade. \u201cS\u00f3 assim n\u00e3o h\u00e1 repeti\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d \u2013 afirma o Pe. Jo\u00e3o Mendon\u00e7a.  <b>Animar a Pastoral Vocacional<\/b> Com um clero envelhecido e escassez de voca\u00e7\u00f5es, o Pe. Jo\u00e3o Coelho, director do Jornal \u00abO distrito de Portalegre\u00bb mostra-se preocupado a realidade vocacional. \u201cTemos apenas dois seminaristas e o Pr\u00e9-Semin\u00e1rio n\u00e3o tem dado os frutos que esper\u00e1vamos\u201d \u2013 sublinhou.  Para ultrapassar este lacuna, o Pe. Jo\u00e3o Pires Coelho espera que D. Antonino Dias \u201cfa\u00e7a uma anima\u00e7\u00e3o vocacional\u201d e dinamize os grupos de jovens\u201d. Apesar da diocese ter di\u00e1conos permanentes, \u201cn\u00e3o tem leigos preparados para substituir sacerdotes nas celebra\u00e7\u00f5es da palavra\u201d. O director do Secretariado da ac\u00e7\u00e3o social e caritativa completa: \u201cos padres n\u00e3o conseguem chegar a todo o lado porque os afazeres s\u00e3o imensos\u201d.  Apostar num novo \u201cenquadramento pastoral\u201d e \u201cdesafiar os jovens para a voca\u00e7\u00e3o ministerial\u201d s\u00e3o as propostas apontadas pelo Pe. Paulo Henriques, Director do Jornal \u00abMensageiro de Alter\u00bb.  <b>Diocese de Castelo Branco<\/b> A ideia de reconstituir a diocese de Castelo Branco ainda n\u00e3o desapareceu totalmente. No entanto, o papel do bispo \u00e9 congregar as v\u00e1rias sensibilidades. Neste mundo globalizado, \u201ca diocese vive a mesma f\u00e9\u201d \u2013 frisou o Pe. Paulo Henriques. Apesar das reivindica\u00e7\u00f5es de \u201calguma autonomia penso que n\u00e3o tem sido isso que tem dificultado a nossa unidade\u201d \u2013 adianta. Por sua vez, o Pe. Agostinho Dias salienta que \u201cn\u00e3o h\u00e1 rivalidade entre Castelo Branco e Portalegre\u201d porque se \u201caceitou o \u00abn\u00e3o\u00bb dado pela Confer\u00eancia Episcopal sobre este assunto\u201d. O Director do Jornal \u00abMensageiro de Alter\u00bb recorda mesmo uma frase do anterior bispo: \u201ctirar de uma remediada para fazer duas pobres, mais vale continuar uma remediada\u201d.  <b>Frequ\u00eancia dominical baixa<\/b> Hoje, a reserva estrat\u00e9gica alimentar \u00e9 pensada em termos europeus e macroc\u00e9falos; no limite, poderemos deixar de ter que comer se nos Pa\u00edses Baixos o gado bovino decidir que n\u00e3o quer ser mungido ou se os camionistas espanh\u00f3is boicotarem as vias de comunica\u00e7\u00e3o. Actualmente, podemos dizer que perdemos a independ\u00eancia alimentar mas, paradoxalmente, continuamos a manter as For\u00e7as Armadas &#8211; organizadas e equipadas &#8211; para defender a P\u00e1tria. J\u00e1 foi celeiro de Portugal, basti\u00e3o da reforma agr\u00e1ria, s\u00edmbolo da contra-revolu\u00e7\u00e3o &#8211; e agora ningu\u00e9m sabe o que vai ser. O Alentejo est\u00e1 na moda como regi\u00e3o de lazer, onde os lisboetas v\u00e3o dar uns tiros aos fins-de-semana ou libertam o stress na tranquilidade de montes recuperados. Mas a diocese de Portalegre &#8211; Castelo Branco n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isto, ela tamb\u00e9m tem vitalidade. Apesar destas caracter\u00edsticas alentejanas, D. Antonino Dias \u201cn\u00e3o pode implantar a din\u00e2mica das grandes celebra\u00e7\u00f5es do Minho\u201d \u2013 disse o Director do \u00abDistrito de Portalegre\u00bb. E acrescenta mais dados: \u201cA frequ\u00eancia dominical \u00e9 baixa\u201d e a \u201cvida de piedade das par\u00f3quias n\u00e3o tem a mesma intensidade do norte.  <b>Um bispo jornalista?<\/b> Todos os interlocutores esperam que o Bispo de Portalegre \u2013 Castelo Branco colabore com a imprensa diocesana. \u201cEspero que ele interfira na Comunica\u00e7\u00e3o Social, nos anime e d\u00ea o seu contributo\u201d \u2013 disse o Pe. Jo\u00e3o Pires Coelho.   <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia_all.asp?noticiaid=64801&#038;seccaoid=3&#038;tipoid=23\">\u2022Novo Bispo de Portalegre-Castelo Branco toma posse<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns sacerdotes apontam as potencialidades e debilidades desta diocese que recebe este Domingo D. 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