{"id":345571,"date":"2024-10-21T09:41:28","date_gmt":"2024-10-21T08:41:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=345571"},"modified":"2024-10-20T11:45:57","modified_gmt":"2024-10-20T10:45:57","slug":"peregrinos-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/peregrinos-de-esperanca\/","title":{"rendered":"Peregrinos de esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Ant\u00f3nio Henrique, diocese de Viseu<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-268332 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeAntonioHenrique-viseu.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Li h\u00e1 uns dias um livro que me deixou, de certa forma, comovido, diria mesmo fascinado! <em>O que quero dizer ao morrer<\/em> (Editorial AO, Braga, 2024) \u00e9 um livro de Maria Margarida Teixeira, \u00abassistente hospitalar graduada em oncologia m\u00e9dica no IPO em Coimbra\u00bb, em que a autora \u00abd\u00e1 a conhecer o modo pessoal de viver a Oncologia\u00bb e, particularmente, a sua rela\u00e7\u00e3o com as pessoas doentes e todo o universo que as envolve. \u00c9 um livro bem escrito, que se l\u00ea com muita vontade e rapidamente, e cujo conte\u00fado \u00e9 cheio de vida, ternura e emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias, reais, que relata s\u00e3o aut\u00eanticos acontecimentos de esperan\u00e7a que, rasgando o horizonte do mundo finito, elevam o sentido da vida a uma dimens\u00e3o superior, de transcend\u00eancia, ensinando-nos que \u00abh\u00e1 muita vida no fim de uma vida\u00bb, quer seja no fim dos dias, enquanto peregrinos deste mundo, quer seja na <em>vida do mundo que h\u00e1 de vir<\/em>.<\/p>\n<p>A pergunta \u00abonde est\u00e1 a esperan\u00e7a?\u00bb \u00e9 o p\u00f3rtico que abre ao leitor a possibilidade de, com a Dr\u00aa Margarida, percorrer aqueles corredores, entrar naqueles quartos e, sobretudo, encontrar-se com as pessoas, aquelas ou outras com quem nos vamos encontrando no dia a dia, como um sinal tang\u00edvel de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A pergunta pela esperan\u00e7a sai da boca de um doente, deitado na cama do hospital: \u00aba m\u00e3o do doente [refere a Dr\u00aa Margarida, \u2026] apertou a minha m\u00e3o [\u2026] e, de repente, vindo do mais profundo do seu ser, [\u2026] perguntou-me, olhos nos olhos: \u2013 Dr\u00aa Margarida, onde est\u00e1 a esperan\u00e7a? Fico sem palavras! [\u2026] quando oi\u00e7o: \u2013 A minha esperan\u00e7a est\u00e1 na sua m\u00e3o. [\u2026] Passei a noite sozinha [\u2026] a pensar no que o doente sabia, que eu n\u00e3o sabia. Depois de meses dif\u00edceis a lutar contra um cancro, o doente ainda acreditava num lugar chamado Esperan\u00e7a\u00bb (cf. pp 21-22).<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito daquela pergunta, que tantas vezes pode existir no mais \u00edntimo de cada um de n\u00f3s e \u00e0 qual dar resposta se torna t\u00e3o dif\u00edcil, penso na iniciativa \u201coutubro cor de rosa\u201d e na luta contra o cancro; penso tamb\u00e9m nos pr\u00f3ximos dias 01 e 02 de novembro, respetivamente dia de Todos os Santos e de Todos os Fi\u00e9is Defuntos, mas penso especialmente no pr\u00f3ximo Jubileu 2025, um Ano Santo, proclamado pelo Francisco atrav\u00e9s da Bula <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/bulls\/documents\/20240509_spes-non-confundit_bolla-giubileo2025.html\"><em>Spes non confundit<\/em><\/a> \u2013 \u00aba esperan\u00e7a n\u00e3o engana\u00bb \u2013 que ter\u00e1 como mensagem central, precisamente, a <em>esperan\u00e7a<\/em>.<\/p>\n<p>Retirada do manancial de esperan\u00e7a que atravessa todo o epistol\u00e1rio paulino como um <em>leitmotif<\/em>, desde a <em>Carta da esperan\u00e7a<\/em> (1 Tessalonicenses) ao <em>Testamento da esperan\u00e7a<\/em> (2 Tim\u00f3teo) e que encontra na Carta aos Romanos o seu ponto mais expressivo, a cita\u00e7\u00e3o b\u00edblica \u00abOra a esperan\u00e7a n\u00e3o engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos cora\u00e7\u00f5es pelo Esp\u00edrito Santo que nos foi dado\u00bb (Rom 5,5), introduz o tema da esperan\u00e7a e apresenta esta virtude n\u00e3o apenas como uma \u00e2ncora que d\u00e1 estabilidade e seguran\u00e7a \u00e0 vida do crente, mas tamb\u00e9m como a for\u00e7a motriz que imprime dinamismo, indica a dire\u00e7\u00e3o e projeta o crente para o encontro com os seus irm\u00e3os, companheiros de caminho, e da\u00ed para o mundo que h\u00e1 de vir; porque a esperan\u00e7a crist\u00e3 n\u00e3o engana e tornar-se-\u00e1 realidade.<\/p>\n<p>Para descrever esta virtude, que tem a confian\u00e7a como n\u00facleo central, S\u00e3o Paulo utiliza em primeiro lugar o substantivo <em>elp\u00eds (\u1f10\u03bb\u03c0\u03af\u03c2)<\/em> \u00abesperan\u00e7a\u00bb, presente 53 vezes no Novo Testamento, das quais 36 no epistol\u00e1rio paulino, ao qual se juntam as 31 ocorr\u00eancias do verbo relativo <em>elp\u00edz\u00f4 (\u1f10\u03bb\u03c0\u03af\u03b6\u03c9)<\/em>, \u00abesperar\u00bb, das quais 19 s\u00e3o no epistol\u00e1rio paulino.<\/p>\n<p>O texto de 1Cor 13,13, onde encontramos o tr\u00edptico das \u201cvirtudes teologais\u201d, \u00abestas s\u00e3o as tr\u00eas coisas que permanecem: a f\u00e9, a esperan\u00e7a e o amor\u00bb (cf. 1Tes 1,3), em que a esperan\u00e7a ocupa o posto central, serviu de inspira\u00e7\u00e3o ao escritor e poeta franc\u00eas Charles P\u00e9guy para escrever um maravilhoso poema intitulado <em>Os p\u00f3rticos do mist\u00e9rio da segunda virtude<\/em>, que vale, muito, a pena ler, descrito pelo cardeal Tolentino de Mendon\u00e7a como \u00abporventura, o mais assombroso poema sobre a esperan\u00e7a de toda a literatura contempor\u00e2nea\u00bb.<\/p>\n<p>Leiamos com calma um breve excerto: \u00abA F\u00e9 \u00e9 uma Esposa fiel. A Caridade \u00e9 uma M\u00e3e. [\u2026] Mas a Esperan\u00e7a \u00e9 uma menina que parece n\u00e3o ser nada. [\u2026] Mas \u00e9 essa menina que atravessar\u00e1 os mundos. Essa menina de nada. S\u00f3 ela, guiando as outras, atravessar\u00e1 os mundos revolvidos. [\u2026] A pequena esperan\u00e7a caminha entre as suas irm\u00e3s mais velhas e n\u00e3o lhe \u00e9 dada a devida aten\u00e7\u00e3o. No caminho da salva\u00e7\u00e3o [\u2026] no caminho pedregoso da salva\u00e7\u00e3o, na estrada intermin\u00e1vel, nessa estrada entre as suas duas irm\u00e3s, caminha a pequena esperan\u00e7a. Entre as duas irm\u00e3s grandes. [\u2026] A primeira e a \u00faltima. Que caminham com pressa. Para o tempo presente. No instante moment\u00e2neo que passa. O povo crist\u00e3o s\u00f3 v\u00ea as duas grandes irm\u00e3s. S\u00f3 olha para as duas irm\u00e3s grandes. A da direita e a da esquerda. E quase n\u00e3o repara na que caminha no meio. \u00c9 ela, essa menina, que arrasta tudo consigo. Porque a F\u00e9 s\u00f3 v\u00ea aquilo que \u00e9. Mas ela, ela v\u00ea aquilo que ser\u00e1. A Caridade s\u00f3 ama aquilo que \u00e9. Mas ela, ela ama aquilo que ser\u00e1. A F\u00e9 v\u00ea o que \u00e9. No Tempo e na Eternidade. A Esperan\u00e7a v\u00ea o que ser\u00e1. No tempo e na eternidade\u00bb.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a v\u00ea o que ser\u00e1 porque antes de ser virtude, ela \u00e9 evento salv\u00edfico que nasce do amor e da f\u00e9 e se alimenta e funda no amor que brota do cora\u00e7\u00e3o trespassado de Jesus, na Cruz. \u00abDe facto, foi na esperan\u00e7a que fomos salvos. Ora uma esperan\u00e7a naquilo que se v\u00ea n\u00e3o \u00e9 esperan\u00e7a. Quem \u00e9 que vai esperar aquilo que j\u00e1 est\u00e1 a ver? Mas, se \u00e9 o que n\u00e3o vemos que esperamos, ent\u00e3o \u00e9 com paci\u00eancia que o temos de aguardar\u00bb (Rom 8,24-25).<\/p>\n<p>Por isso, a esperan\u00e7a \u00e9 n\u00e3o apenas salva\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m paci\u00eancia. Quando a f\u00e9 e o amor s\u00e3o postos \u00e0 prova \u2013 a vida \u00e9 feita de alegrias e dores \u2013 por entre o nevoeiro ou as trevas dos problemas, que podem levar ao desespero, emerge uma outra virtude, que o Papa apresenta como \u00abparente da esperan\u00e7a: a paci\u00eancia\u00bb, a perseveran\u00e7a como luz.<\/p>\n<p>Portanto, para exprimir a outra face da esperan\u00e7a, quando ela avan\u00e7a com perseveran\u00e7a e paci\u00eancia na nossa hist\u00f3ria, muitas vezes sombria e acidentada, o Novo Testamento utiliza o termo <em>hypomon\u0113 (\u1f51\u03c0\u03bf\u03bc\u03bf\u03bd\u03ae)<\/em> \u2013 32 ocorr\u00eancias (16 no epistol\u00e1rio paulino) \u2013 que evoca a ideia de \u00abpermanecer sob\u00bb um fardo a suportar, um \u00abpermanecer sob\u00bb um c\u00e9u escuro com a certeza de que o momento vai passar e brilhar\u00e1 a luz da esperan\u00e7a que faz acreditar.<\/p>\n<p><em>Creio na vida eterna.<\/em> Assim professamos a nossa f\u00e9 em cada domingo e sempre que recitamos o Credo. A esperan\u00e7a em causa \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, a da ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, que somos chamados a testemunhar no dia a dia, e em particular na adversidade. Neste sentido, a esperan\u00e7a e o testemunho da ressurrei\u00e7\u00e3o andam, assim, de m\u00e3os dadas, porque ambas decorrem da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>E porque vivemos aguardando a vinda gloriosa de Cristo salvador, vivemos tamb\u00e9m na esperan\u00e7a de vivermos para sempre n\u2019Ele, pois no \u00abentardecer das nossas vidas\u00bb surgir\u00e1 o grande dia da esperan\u00e7a, a P\u00e1scoa de Cristo e a nossa, a salva\u00e7\u00e3o plena cantada no final do livro por excel\u00eancia da esperan\u00e7a, o Apocalipse. \u00abVem, Senhor Jesus!\u00bb (Ap 22,20).<\/p>\n<p>Confiados a Maria, \u00abEstrela do Mar, que repetia o seu \u201csim\u201d sem perder a esperan\u00e7a e a confian\u00e7a no seu Filho\u00bb, procuremos, todos, aproveitar o pr\u00f3ximo <em>Jubileu da esperan\u00e7a<\/em> como oportunidade para um encontro vivo e pessoal com Aquele que \u00e9 a porta e o rosto da nossa salva\u00e7\u00e3o, \u00abJesus Cristo, nossa esperan\u00e7a\u00bb (1Tm 1,1).<\/p>\n<p>N\u2019Ele, \u00abrenovemos o nosso compromisso com a vida [a nossa e a] do outro\u00bb (cf. p.120), porque o testemunho \u00e9 a fonte e o fermento inesgot\u00e1vel da esperan\u00e7a e a esperan\u00e7a necessita do testemunho para se tornar cred\u00edvel. Assim, s\u00f3 quando vivermos e nos deixarmos transfigurar por esse encontro com Cristo \u00e9 que conseguiremos ver para al\u00e9m do que estes olhos alcan\u00e7am e nos tornaremos verdadeiros <em>peregrinos de esperan\u00e7a<\/em>, semeadores da bondade, da beleza e da ternura que, com gestos concretos, tocam a vida real das pessoas e da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, chamados a ser sinais concretos de esperan\u00e7a, \u00abcaminharemos juntos [sobre esta terra] sem perder de vista a grandeza da meta\u00bb, a cidade santa, a Jerusal\u00e9m celeste (cf. Ap 21,2.10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Ant\u00f3nio Henrique, diocese de Viseu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":268332,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-345571","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345571\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/268332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}