{"id":34534,"date":"2008-10-08T15:36:46","date_gmt":"2008-10-08T15:36:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/10\/08\/igreja-diocesana-renovada-na-caridade-e-esperanca-no-mundo\/"},"modified":"2008-10-08T15:36:46","modified_gmt":"2008-10-08T15:36:46","slug":"igreja-diocesana-renovada-na-caridade-e-esperanca-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-diocesana-renovada-na-caridade-e-esperanca-no-mundo\/","title":{"rendered":"Igreja diocesana renovada na caridade \u00e9 esperan\u00e7a no mundo"},"content":{"rendered":"<p>Comunica\u00e7\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Francisco na apresenta\u00e7\u00e3o do Plano Pastoral, que decorreu no Semin\u00e1rio de Aveiro, na tarde de 5 de Outubro de 2008  <!--more--> 1. \u201cGra\u00e7a e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da do senhor Jesus Cristo\u201d (Rom.1,7).   Comecemos este dia com a sauda\u00e7\u00e3o de S. Paulo aos crist\u00e3os de Roma. S. Paulo diz aos romanos que foi pelo Evangelho que foi chamado a ser ap\u00f3stolo e diz-nos a n\u00f3s que os crist\u00e3os de Roma foram igualmente chamados pelo mesmo Evangelho a \u201cserem de Cristo\u201d. \u201cA voca\u00e7\u00e3o do ap\u00f3stolo \u00e9 modelo da voca\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os. Para ambos foi um acontecimento da gra\u00e7a divina revelada em Cristo. Mas a voca\u00e7\u00e3o do ap\u00f3stolo \u00e9 mais do que modelo. Foi por ela que ele se tornou testemunha qualificada do Evangelho\u201d(D. Anacleto Oliveira &#8211; Um Ano a caminhar com S. Paulo, p\u00e1g.56). Nas cartas, na vida, nas viagens, no trabalho de Paulo escreve-se a vida e a miss\u00e3o da Igreja. Assim se escreveram os Actos dos Ap\u00f3stolos que t\u00e3o bem nos falam da beleza e do encanto da Igreja nascente. Tamb\u00e9m nesta hora se escreve aqui mais uma bela p\u00e1gina dos Actos da Igreja de Aveiro, escrita ao jeito de S. Paulo com alegria, com entusiasmo e com esperan\u00e7a, como um povo decidido a seguir Jesus Cristo. Tamb\u00e9m eu posso dizer de cada um de v\u00f3s o que S. Paulo dizia do seu disc\u00edpulo Tim\u00f3teo e de tantos outros seus colaboradores: \u201cEntregou-se comigo a servir o Evangelho\u201d (Fil. 2,22). Abre-se hoje para a Igreja de Aveiro o novo caminho pastoral a percorrer ao longo de cinco anos. Temos o nosso olhar j\u00e1 colocado no horizonte do Jubileu Diocesano, a celebrar no ano pastoral 2012-2013. Que este tempo seja vivido a caminhar com S. Paulo nosso modelo e guia. Com ele aprendamos a ser disc\u00edpulos e ap\u00f3stolos.   2. Um olhar novo. Um horizonte diferente.   O Plano Pastoral que hoje apresento \u00e0 Diocese exige um olhar novo e projecta-nos para um horizonte diferente. Temos diante de n\u00f3s uma meta definida, concreta e marcada no tempo: celebrar o jubileu dos 75 anos da restaura\u00e7\u00e3o da Diocese. Proponho-vos um objectivo claro e imperativo: ser sinal da esperan\u00e7a crist\u00e3 no mundo.   A nossa presen\u00e7a e a reflex\u00e3o ampla e abrangente que precedeu e preparou este Plano dizem da nossa disponibilidade para realizarmos um esfor\u00e7o pastoral comum, para que a Igreja Diocesana consciente na f\u00e9 e renovada na caridade seja sinal de esperan\u00e7a para o mundo. Sabemo-nos todos necess\u00e1rios e queremo-nos todos envolvidos cultivando formas, meios e oportunidades para viver de Cristo e anunciar em seu nome o Evangelho. Queremos ser como diz S. Paulo aos Cor\u00edntios: \u201c uma carta de Cristo, ministrada por n\u00f3s, escrita, n\u00e3o com tinta, mas com o Esp\u00edrito de Deus vivo; n\u00e3o em t\u00e1buas de pedra, mas em t\u00e1buas que s\u00e3o cora\u00e7\u00f5es de carne\u201d( 2 Cor.3,3). Convido-vos a ler e a escrever esta carta com o mesmo encanto com que se escreveram as p\u00e1ginas da restaura\u00e7\u00e3o da Diocese, da sua organiza\u00e7\u00e3o pastoral, da constru\u00e7\u00e3o dos seus Semin\u00e1rios e doutras necess\u00e1rias estruturas pastorais, da afirma\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos crist\u00e3os de Aveiro, da realiza\u00e7\u00e3o do Congresso diocesano de Leigos e dos dois S\u00ednodos Diocesanos, da funda\u00e7\u00e3o do Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura e do Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas. Convido-vos a escrever esta p\u00e1gina nova da Igreja de Aveiro com novo ardor e renovado encanto. Convoco-vos para a miss\u00e3o. Desde j\u00e1. A todos. Sem dispensar ningu\u00e9m. Ao verem-nos dispon\u00edveis e generosos e ao sentirem-nos verdadeiros disc\u00edpulos de Jesus, o Mestre e Senhor, outros se juntar\u00e3o a n\u00f3s guiados pelo mesmo Esp\u00edrito de Deus.   3. A esperan\u00e7a como raz\u00e3o e a raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a.   O futuro pertencer\u00e1 \u00e0queles que lhe oferecem raz\u00f5es de esperan\u00e7a. O pr\u00f3ximo quinqu\u00e9nio pastoral tem a esperan\u00e7a como motor e como for\u00e7a propulsora das atitudes a cultivar e dos programas a realizar nas v\u00e1rias vertentes pastorais, como sejam: a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e a forma\u00e7\u00e3o religiosa das crian\u00e7as, jovens e adultos, a pastoral familiar, a vida de ora\u00e7\u00e3o, a celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, a dinamiza\u00e7\u00e3o dos movimentos apost\u00f3licos e tantos outros sectores da ac\u00e7\u00e3o pastoral. A esperan\u00e7a surge assim na Igreja diocesana como presen\u00e7a irradiante da renova\u00e7\u00e3o que se deseja e do servi\u00e7o aos mais pobres que se prossegue. \u00c9 este sopro do Esp\u00edrito que desde o princ\u00edpio do universo pairava sobre as \u00e1guas dos oceanos, o mesmo Esp\u00edrito do mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo de Deus, o mesmo que ressuscitou Jesus e que inflamou de entusiasmo e de coragem os Ap\u00f3stolos na manh\u00e3 de Pentecostes que hoje conduz e guia a Igreja de Aveiro. O Esp\u00edrito \u00e9 alma da Igreja e o primeiro protagonista da sua miss\u00e3o.   A Igreja renovar-se-\u00e1 na caridade e ser\u00e1 sinal de esperan\u00e7a no mundo se fizermos de cada dia um dia de Pentecostes. \u00c9 isto que vos pe\u00e7o e vos proponho.   4. Da unidade \u00e0 comunh\u00e3o   Se cada baptizado como sabemos \u00e9 respons\u00e1vel pela sorte do Evangelho, pede-se a cada um de n\u00f3s que activemos o dom da f\u00e9 que nos foi dado. Devemos faz\u00ea-lo na unidade e na comunh\u00e3o como membros da comunidade eclesial. Nesta comunidade somos acolhidos. A\u00ed fizemos a caminhada de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que queremos reavivar e a\u00ed queremos viver sempre e em toda a parte como adultos na f\u00e9. Convido-vos a viverdes este desafio priorit\u00e1rio que nos torne mais acolhedores, dispon\u00edveis, capazes de um maior e melhor trabalho em grupo, em equipa e em comunh\u00e3o \u2013 nos movimentos, nos secretariados, nas vigararias de pastoral, na par\u00f3quia, nas unidades pastorais, nos arciprestados e na pastoral diocesana. A reorganiza\u00e7\u00e3o das estruturas e servi\u00e7os de pastoral devem pautar-se por este esp\u00edrito de comunh\u00e3o que nos anima e determina. Revelemos desta forma e por este agir e sentir pastoral que a Igreja \u00e9 \u00edcone da Sant\u00edssima Trindade. Sendo comunh\u00e3o primordial faz-se miss\u00e3o radical. A Miss\u00e3o Jubilar que vos anuncio e proponho nasce e procede desta comunh\u00e3o de amor trinit\u00e1rio de Deus que nos ama, nos escolhe e nos envia.   5. Ao servi\u00e7o da Caridade   A Igreja de Aveiro dedicou o anterior ano pastoral ao servi\u00e7o dos mais pobres. N\u00e3o se esgotou a nossa miss\u00e3o nem se extinguiu em cada um de n\u00f3s e na Igreja de Aveiro a generosidade e a caridade. Esta n\u00e3o acaba nunca. O servi\u00e7o aos mais pobres exige aten\u00e7\u00e3o demorada e criativa. Implica proximidade e escuta. Necessita de persist\u00eancia e de aprendizagem. Procura respostas novas e concretas para problemas novos e para pessoas concretas, \u00fanicas e irrepet\u00edveis. \u00c9 necess\u00e1rio ir ao cora\u00e7\u00e3o dos problemas sociais para proteger os mais fr\u00e1geis e promover a sua dignidade, fonte essencial de um novo olhar e de um novo agir. Um olhar e um agir guiados e iluminados pela esperan\u00e7a que nos move e que n\u00e3o engana. Contribuir para o bem comum e para a justi\u00e7a social \u00e9 responsabilidade de todos: pessoas individuais, Igreja e Estado. A ac\u00e7\u00e3o da Igreja de Aveiro neste campo, as v\u00e1rias iniciativas programadas, as propostas de forma\u00e7\u00e3o apresentadas, a Semana Social Nacional a realizar em Aveiro no pr\u00f3ximo ano v\u00e3o certamente intensificar e optimizar tanto bem j\u00e1 realizado e mobilizar toda a Comunidade nesta vanguarda de servi\u00e7o afectivo e efectivo aos mais pobres. A pobreza n\u00e3o \u00e9 uma fatalidade nem pode ser uma tirania a subjugar os mais fr\u00e1geis ou desprotegidos. O bom combate da f\u00e9 de que Paulo nos fala tamb\u00e9m \u00e9 este: contra o mal, contra o pecado e contra a pobreza.   6. A Palavra na Vida e na Miss\u00e3o da Igreja   Inicia-se hoje em Roma o S\u00ednodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja. Trata-se de uma oportunidade para despertar a Igreja para esta centralidade da Palavra de Deus na nossa vida de crist\u00e3os. Constituir nas fam\u00edlias, nos grupos de vizinhan\u00e7a, nas par\u00f3quias e nos movimentos apost\u00f3licos grupos de ora\u00e7\u00e3o, de leitura e de medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus poder\u00e1 ser uma bela forma de reavivarmos em n\u00f3s o dom da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade para destes grupos surgirem equipas evangelizadas e evangelizadoras dispon\u00edveis para agir interventivamente na Miss\u00e3o Jubilar Diocesana. O Santo Padre Bento XVI que hoje preside \u00e0 abertura solene do S\u00ednodo dos Bispos pedia no dia 10 de Novembro passado aos Bispos portugueses que trabalhassem para que a Igreja em Portugal se organizasse, falasse mais de Deus do que de si mesma e fosse ao encontro do mundo a evangelizar. Devemos acolher este desejo como um imperativo e percorrer o caminho que o Santo Padre nos prop\u00f5e. Tamb\u00e9m a Palavra de Deus rezada, celebrada, vivida e proclamada nos pode abrir horizontes de renova\u00e7\u00e3o e de esperan\u00e7a.   7. Protec\u00e7\u00e3o e Intercess\u00e3o   Partimos, caros sacerdotes, di\u00e1conos, consagrados e consagradas, leigos e leigas, para esta viagem de cinco anos, ao jeito de S. Paulo, dispostos a trabalhar como se tudo dependesse de n\u00f3s e decididos a rezar\u2026 sabendo que tudo depende de Deus. Nunca perderemos na linha do horizonte pr\u00f3ximo ou distante desta viagem a prioridade dada \u00e0 pastoral vocacional que deve impregnar de esp\u00edrito e de esperan\u00e7a toda a pastoral. Todos somos chamados em Igreja a sermos promotores das diferentes formas de realiza\u00e7\u00e3o vocacional, muito em especial das voca\u00e7\u00f5es de consagra\u00e7\u00e3o. Queremos tamb\u00e9m aqui olhar o horizonte do futuro com esperan\u00e7a decididos a sermos sinal de esperan\u00e7a para a Igreja em Portugal e para o mundo. Desejo que nos acompanhe sempre a paix\u00e3o pelo Evangelho e o entusiasmo pela miss\u00e3o. Por Cristo e convosco a Igreja de Aveiro ser\u00e1 cada vez mais rosto da bondade de Deus, sacramento de Cristo e sinal de esperan\u00e7a no mundo. A recente abertura do Semin\u00e1rio e a futura constru\u00e7\u00e3o da Casa Sacerdotal inscrevem-se tamb\u00e9m neste esp\u00edrito e colocam-se neste horizonte de tempo.   Confio este Plano Pastoral e a sua progressiva concretiza\u00e7\u00e3o \u00e0 protec\u00e7\u00e3o terna e materna de Nossa Senhora, M\u00e3e e Estrela da Esperan\u00e7a, como ainda recentemente o Santo Padre Bento XVI a invocava no Santu\u00e1rio de Lourdes, e \u00e0 intercess\u00e3o sempre aben\u00e7oada de Santa Joana Princesa, nossa Padroeira. \u00c9 sob o seu olhar que a Diocese de Aveiro e os seus bispos caminham ao longo destes setenta anos de vida como Diocese. \u00c9 sob a b\u00ean\u00e7\u00e3o constante deste mesmo olhar que queremos continuar.  <i>+Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunica\u00e7\u00e3o de D. 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