{"id":34526,"date":"2008-10-08T13:16:21","date_gmt":"2008-10-08T13:16:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/10\/08\/mensagem-do-papa-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado\/"},"modified":"2008-10-08T13:16:21","modified_gmt":"2008-10-08T13:16:21","slug":"mensagem-do-papa-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado"},"content":{"rendered":"<p>\u00abS\u00e3o Paulo migrante, \u2018Ap\u00f3stolo das gentes\u2019\u00bb <!--more--> Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s,  Este ano, a Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem como tema: \u00abS\u00e3o Paulo migrante, \u2018Ap\u00f3stolo das gentes\u2019\u00bb, e inspira-se na feliz coincid\u00eancia do Ano jubilar por mim proclamado em honra do Ap\u00f3stolo por ocasi\u00e3o do bimil\u00e9nio do seu nascimento. A prega\u00e7\u00e3o e a obra de media\u00e7\u00e3o entre as diversas culturas e o Evangelho, levadas a cabo por Paulo, \u00abmigrante por voca\u00e7\u00e3o\u00bb, constituem com efeito um ponto de refer\u00eancia significativo tamb\u00e9m para aquele que se encontra empenhado no movimento migrat\u00f3rio contempor\u00e2neo.  Tendo nascido de uma fam\u00edlia de judeus emigrados para Tarso da Cil\u00edcia, Saulo foi educado na l\u00edngua e na cultura hebraica e helenista, valorizando o contexto cultural romano. Depois que, no caminho de Damasco, teve lugar o seu encontro com Cristo (cf. Gl 1, 13-16) ele, mesmo sem renegar as suas \u00abtradi\u00e7\u00f5es\u00bb e nutrindo estima e gratid\u00e3o pelo juda\u00edsmo e pela Lei (cf. Rm 9, 1-5; 10, 1; 2 Cor 11, 22; Gl 1, 13-14; Fl 3, 3-6), sem hesita\u00e7\u00f5es nem vacila\u00e7\u00f5es, dedicou-se \u00e0 nova miss\u00e3o com coragem e entusiasmo, d\u00f3cil ao mandato do Senhor: \u00abHei-de enviar-te aos pag\u00e3os, l\u00e1 ao longe\u00bb (Act 22, 21). A sua exist\u00eancia mudou radicalmente (cf. Fl 3, 7-11): para ele, Jesus tornou-se a raz\u00e3o de ser e o motivo inspirador do compromisso apost\u00f3lico ao servi\u00e7o do Evangelho. De perseguidor dos crist\u00e3os, transformou-se em ap\u00f3stolo de Cristo.  Guiado pelo Esp\u00edrito Santo, prodigalizou-se sem reservas para que fosse anunciado a todos, sem distin\u00e7\u00e3o de nacionalidade e de cultura, o Evangelho que \u00e9 \u00abpoder de Deus para a salva\u00e7\u00e3o de todos os fi\u00e9is, em primeiro lugar do judeu e depois do grego\u00bb (Rm 1, 16). Nas suas viagens apost\u00f3licas, n\u00e3o obstante as reiteradas oposi\u00e7\u00f5es, proclamava primeiro o Evangelho nas sinagogas, chamando a aten\u00e7\u00e3o sobretudo dos seus compatriotas na di\u00e1spora (cf. Act 18, 4-6). Se eles o rejeitavam, dirigia-se aos pag\u00e3os, fezendo-se aut\u00eantico \u00abmission\u00e1rio dos migrantes\u00bb, ele mesmo migrante e embaixador itinerante de Jesus Cristo, para convidar todas as pessoas a tornarem-se, no Filho de Deus, \u00abnovas criaturas\u00bb (2 Cor 5, 17).  A proclama\u00e7\u00e3o do querigma fez-lhe singrar os mares do Pr\u00f3ximo Oriente e percorrer as estradas da Europa, at\u00e9 chegar a Roma. Partiu de Antioquia, onde o Evangelho foi anunciado a popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o pertencentes ao juda\u00edsmo, e os disc\u00edpulos de Jesus pela primeira vez foram chamados \u00abcrist\u00e3os\u00bb (cf. Act 11, 20.26). A sua vida e a sua prega\u00e7\u00e3o foram inteiramente orientadas para fazer com que todos conhecessem e amassem Jesus, porque nele todos os povos s\u00e3o chamados a tornar-se um s\u00f3 povo.  Tamb\u00e9m no presente, na era da globaliza\u00e7\u00e3o, esta \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja e de todo o baptizado; miss\u00e3o que, com atenta solicitude pastoral, se dirige tamb\u00e9m ao diversificado universo dos migrantes \u2013 estudantes fora da pr\u00f3pria sede, imigrados, refugiados, pr\u00f3fugos e deslocados \u2013 incluindo aqueles que s\u00e3o v\u00edtimas das escravid\u00f5es modernas, como por exemplo no tr\u00e1fico dos seres humanos. Mesmo hoje, deve propor-se a mensagem da salva\u00e7\u00e3o com a mesma atitude do Ap\u00f3stolo das na\u00e7\u00f5es, tendo em considera\u00e7\u00e3o as diversas situa\u00e7\u00f5es sociais e culturais, e das particulares dificuldades de cada um em consequ\u00eancia da condi\u00e7\u00e3o de migrante e de itinerante. Formulo os bons votos a fim de que cada comunidade crist\u00e3 possa nutrir o mesmo fervor apost\u00f3lico de S\u00e3o Paulo que, para anunciar a todos o amor salv\u00edfico do Pai (cf. Rm 8, 15-16; Gl 4, 6), em vista de \u00abganhar o maior n\u00famero para Cristo\u00bb (1 Cor 9, 19), fez-se \u00abfraco com os fracos&#8230; tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo o custo\u00bb (1 Cor 9, 22). O seu exemplo seja tamb\u00e9m para n\u00f3s est\u00edmulo para nos fazermos solid\u00e1rios com estes nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s e para promovermos, em toda a parte do mundo e com todos os meios, a conviv\u00eancia pac\u00edfica entre diferentes etnias, culturas e religi\u00f5es.  Mas qual era o segredo do Ap\u00f3stolo das na\u00e7\u00f5es? O zelo mission\u00e1rio e a pujan\u00e7a do lutador, que o distinguiram, derivava do facto de que ele, \u00abalcan\u00e7ado por Jesus Cristo\u00bb (Fl 3, 12), permaneceram t\u00e3o intimamente unido a ele que se sentia part\u00edcipe da sua pr\u00f3pria vida, atrav\u00e9s da \u00abcomunh\u00e3o com os seus sofrimentos\u00bb (cf. Fl 3, 10; cf. tamb\u00e9m Rm 8, 17; 2 Cor 4, 8-12; Cl 1, 24). Eis a nascente do ardor apost\u00f3lico de S\u00e3o Paulo, que narra: \u00abAprouve a Deus \u2013 que me reservou desde o seio de minha m\u00e3e e me chamou pela sua gra\u00e7a \u2013 revelar o seu Filho em mim, para que O anunciasse entre os gentios\u00bb (Gl 1, 15-16; cf. tamb\u00e9m Rm 15, 15-16). Com Cristo, sentiu-se \u00abco-crucificado\u00bb, a ponto de poder afimar: \u00abJ\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim!\u00bb (Gl 2, 20). E nenhuma dificuldade lhe impediu de continuar a sua intr\u00e9pida ac\u00e7\u00e3o evangelizadora em cidades cosmopolitas como Roma e Corinto que, naquela \u00e9poca, eram povoadas por uma vasta gama de etnias e de culturas.  Lendo os Actos dos Ap\u00f3stolos e as Cartas que Paulo dirigiu a v\u00e1rios destinat\u00e1rios, vislumbra-se um modelo de Igreja n\u00e3o exclusiva, mas sim aberta a todos, formada por crentes sem distin\u00e7\u00f5es de cultura e de ra\u00e7a: com efeito, cada um dos baptizados \u00e9 membro vivo do \u00fanico Corpo de Cristo. Nesta perspectiva a solidariedade fraterna, que se traduz em gestos quotidianos de partilha, de co-participa\u00e7\u00e3o e de solicitude jubilosa em rela\u00e7\u00e3o aos outros, adquire um relevo singular. Todavia, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar esta dimens\u00e3o de rec\u00edproco acolhimento fraterno, ensina sempre S\u00e3o Paulo, sem a disponibilidade da escuta e da recep\u00e7\u00e3o da Palavra pregada e praticada (cf. Tt 1, 6), Palavra que impele todos \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de Cristo (cf. Ef 5, 1-2), na imita\u00e7\u00e3o do Ap\u00f3stolo (cf. 1 Cor 11, 1). E por conseguinte, quanto mais a comunidade unida estiver a Cristo, tanto mais se tornar\u00e1 sol\u00edcita em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, evitando o ju\u00edzo, o desprezo e o esc\u00e2ndalo, e abrindo-se ao acolhimento rec\u00edproco (cf. Rm 14, 1-3; 15, 7). Conformados com Cristo, os fi\u00e9is sentem-se \u00abirm\u00e3os\u00bb nele, filhos do mesmo Pai (cf. Rm 8, 14-16; Gl 3, 26; 4, 6). Este tesouro de fraternidade torna-os \u00absol\u00edcitos na hospitalidade\u00bb (Rm 12, 13), que \u00e9 filha primog\u00e9nita do \u00e1gape (cf. 1 Tm 3, 2; 5, 10; Tt 1, 8; Fm 17).  Cumpre-se deste modo a promessa do Senhor: \u00abReceber-vos-ei. Serei para v\u00f3s um Pai e v\u00f3s sereis para mim filhos e filhas\u00bb (2 Cor 6, 17-18). Se estivermos conscientes disto, como n\u00e3o sermos respons\u00e1veis por quantos, em particular entre refugiados e pr\u00f3fugos, se encontram em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis e inc\u00f3modas? Como deixar de ir ao encontro das necessidades de quem \u00e9 de facto mais fraco e indefeso, assinalado por precariedade e inseguran\u00e7a, marginalizado, muitas vezes exclu\u00eddo da sociedade? Deve-se prestar-lhes aten\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria porque, parafraseando um conhecido texto paulino, \u00abDeus escolheu o que \u00e9 louco segundo o mundo, para confundir os s\u00e1bios; Deus escolheu o que \u00e9 fraco segundo o mundo, para confundir o que \u00e9 forte. Deus escolheu o que \u00e9 vil e desprez\u00edvel no mundo, como tamb\u00e9m aquelas coisas que nada s\u00e3o, para destruir as que s\u00e3o. Assim, ningu\u00e9m se vangloriar\u00e1 diante de Deus\u00bb (1 Cor 27-29).  Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que ser\u00e1 celebrado a 18 de Janeiro de 2009, seja para todos um est\u00edmulo a viver em plenitude o amor fraterno sem quaisquer distin\u00e7\u00f5es e sem discrimina\u00e7\u00f5es, na convic\u00e7\u00e3o de que o nosso pr\u00f3ximo \u00e9 quem quer que tenha necessidade de n\u00f3s e a quem n\u00f3s possamos ajudar (cf. Deus caritas est, 15). O ensinamento e o exemplo de S\u00e3o Paulo, humilde-grande Ap\u00f3stolo e migrante, evangelizador de povos e culturas, nos leve a compreender que o exerc\u00edcio da caridade constitui o \u00e1pice e a s\u00edntese de toda a vida crist\u00e3. O mandamento do amor \u2013 sabemo-lo bem \u2013 alimenta-se quando os disc\u00edpulos de Cristo participam unidos na mesa da Eucaristia que \u00e9, por excel\u00eancia, o Sacramento da fraternidade e do amor. E como Jesus no Cen\u00e1culo, ao dom da Eucaristia uniu o novo mandamento do amor fraterno, assim os seus \u00abamigos\u00bb, seguindo os passos de Cristo que se fez \u00abservo\u00bb da humanidade, e sustentados pela sua Gra\u00e7a, n\u00e3o podem deixar de se dedicar ao servi\u00e7o rec\u00edproco, responsabilizando-se uns pelos outros segundo quanto o mesmo o pr\u00f3prio S\u00e3o Paulo recomenda: \u00abCarregai os fardos uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo\u00bb (Gl 6, 2). Somente deste modo cresce o amor entre os fi\u00e9is e por todos (cf. 1 Ts 3, 12).  Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, n\u00e3o nos cansemos de proclamar e testemunhar esta \u00abBoa Nova\u00bb com entusiasmo, sem medo e sem poupar energias! No amor est\u00e1 condenado toda a mensagem evang\u00e9lica e os aut\u00eanticos disc\u00edpulos de Cristo reconhecem-se pelo seu amor m\u00fatuo e pelo seu acolhimento de todos. Que nos obtenha esta d\u00e1diva o Ap\u00f3stolo Paulo e especialmente Maria, M\u00e3e do acolhimento e do amor. Enquanto invoco a protec\u00e7\u00e3o divina sobre quantos est\u00e3o comprometidos em ajudar os migrantes e, de modo mais geral, no vasto mundo da emigra\u00e7\u00e3o, a cada um garanto uma recorda\u00e7\u00e3o constante na ora\u00e7\u00e3o e concedo afectuosamente a todos a B\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.  Castel Gandolfo, 24 de Agosto de 2008. <i>BENEDICTUS PP. XVI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abS\u00e3o Paulo migrante, \u2018Ap\u00f3stolo das gentes\u2019\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[203,206,291,314],"class_list":["post-34526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-europa","tag-familia","tag-refugiados","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34526\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}