{"id":34362,"date":"2008-09-30T10:14:47","date_gmt":"2008-09-30T10:14:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/09\/30\/falar-em-igreja\/"},"modified":"2008-09-30T10:14:47","modified_gmt":"2008-09-30T10:14:47","slug":"falar-em-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/falar-em-igreja\/","title":{"rendered":"Falar em Igreja"},"content":{"rendered":"<p>De tempos a tempos, surge em p\u00fablico a quest\u00e3o sobre se a Igreja em Portugal deveria ter ou n\u00e3o um \u00f3rg\u00e3o nacional na imprensa para funcionar como voz oficial, que deixasse claras as posi\u00e7\u00f5es da hierarquia cat\u00f3lica a respeito dos mais diversos temas da actualidade, permitindo tamb\u00e9m esclarecer falsidades ou deturpa\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas noutros meios. Deixando de lado o facto \u2013 relevante \u2013 de n\u00e3o existirem Igrejas \u201cnacionais\u201d no nosso mundo cat\u00f3lico, a grande quest\u00e3o passa, mais do que pela exist\u00eancia de um ou de centenas de meios de comunica\u00e7\u00e3o social, pela centraliza\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es num n\u00famero restrito de pessoas, por mais responsabilidades que tenham, algo que acaba por parecer um contra-senso numa sociedade cada vez mais aberta ao pluralismo e a novos protagonismos. \u00c9 verdade que nem todos podem falar em nome da Igreja, mas \u00e9 curioso notar que, quando se quer saber a posi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica sobre determinado tema, s\u00f3 se assumam como poss\u00edveis interlocutores os seus Bispos ou, no m\u00e1ximo, um ou outro sacerdote mais medi\u00e1tico. A Igreja n\u00e3o pode falar sobre a crise em Wall Street? Ou sobre altera\u00e7\u00f5es legislativas em curso no nosso pa\u00eds? Ou sobre a onda de criminalidade que enche os ecr\u00e3s e as p\u00e1ginas dos jornais? Pode e deve, parece ser a resposta mais \u00f3bvia. O que n\u00e3o parece l\u00f3gico \u00e9 que se pe\u00e7a sempre aos mesmos que falem de tudo, do futebol \u00e0 economia, da pol\u00edtica \u00e0 justi\u00e7a, da cultura \u00e0s novas tecnologias. Em F\u00e1tima, nas Jornadas Nacionais das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, o Bispo de Coimbra deixou um apelo directo a todos os baptizados: \u00e9 preciso \u201cdar a cara\u201d. Em especial, pediu aos jornalistas que se assumam como vozes cat\u00f3licas no meio do barulho medi\u00e1tico, reagindo quando for oportuno \u00e0s pequenas e grandes provoca\u00e7\u00f5es que a altivez (e ignor\u00e2ncia) de muitos v\u00e3o lan\u00e7ando de forma indiscriminada e, quase sempre, pouco fundamentada. Falar em Igreja \u00e9, afinal, falar como comunidade e n\u00e3o como um mero espectador desiludido com o desempenho da sua equipa, mas impossibilitado de entrar em campo. Independentemente dos meios existentes \u2013 e os novos tempos da Internet permitem uma diversifica\u00e7\u00e3o cada vez maior -, o problema da aus\u00eancia de voz e de vez persistir\u00e1 enquanto os cat\u00f3licos n\u00e3o se sentirem comprometidos nesta causa, procurando e oferecendo informa\u00e7\u00e3o quando forem chamados a isso. <i>Oct\u00e1vio Carmo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De tempos a tempos, surge em p\u00fablico a quest\u00e3o sobre se a Igreja em Portugal deveria ter ou n\u00e3o um \u00f3rg\u00e3o nacional na imprensa para funcionar como voz oficial, que deixasse claras as posi\u00e7\u00f5es da hierarquia cat\u00f3lica a respeito dos mais diversos temas da actualidade, permitindo tamb\u00e9m esclarecer falsidades ou deturpa\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas noutros meios. 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