{"id":33935,"date":"2008-09-05T10:39:08","date_gmt":"2008-09-05T10:39:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/09\/05\/alteracao-dos-paradigmas-da-missao\/"},"modified":"2008-09-05T10:39:08","modified_gmt":"2008-09-05T10:39:08","slug":"alteracao-dos-paradigmas-da-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/alteracao-dos-paradigmas-da-missao\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00e3o dos paradigmas da miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Ornelas Carvalho foca mudan\u00e7a da Igreja e das miss\u00f5es nos contextos Norte e Sul e pede aposta nos leigos  <!--more--> Acabar com a divis\u00e3o Norte\/Sul, encarar a Igreja como universal e independente dos poderes e descobrir a minoria como ocasi\u00e3o de miss\u00e3o foram alertas deixados pelo Pe. Jos\u00e9 Ornelas Carvalho aos participantes no Congresso Mission\u00e1rio Nacional.   Os novos caminhos da miss\u00e3o foi o tema desenvolvido pelo superior geral dos Dehonianos. Miss\u00e3o enfrenta desafios constantes e enormes num mundo que muda rapidamente. Originalmente e pela sua pr\u00f3pria natureza, \u201ca Igreja tem de ser mission\u00e1ria, e para ser universal\u201d. O Pe. Ornelas afirma que a Igreja tem de ligar-se \u00e0 cultura, pois n\u00e3o pode ser \u201cdesencarnada, mas n\u00e3o pode ligar-se de tal maneira a uma cultura, que secundarize as outras\u201d.   <b>Depend\u00eancia do poder<\/b> A Igreja se mant\u00e9m uma liga\u00e7\u00e3o ao poder, p\u00f5e em causa o seu dever universal. \u201cA universalidade \u00e9 incompat\u00edvel com uma Igreja de poder\u201d. A Igreja tem de intervir na defesa da Polis, mas Deus est\u00e1 muito para al\u00e9m da geografia da hist\u00f3ria\u201d, sublinha o sacerdote.   Nas terras de miss\u00e3o, \u201ca Igreja acabou por inserir-se nas suas sociedades\u201d.  A miss\u00e3o legitimou \u201cambiguidades com o poder, a superioridade, sil\u00eancios comprometidos e opress\u00f5es\u201d. O mission\u00e1rio, ao longo dos s\u00e9culos, devido \u00e0 hist\u00f3ria de missiona\u00e7\u00e3o marcada pelo Evangelho, \u201cfoi-se cimentado a ideia de que o mission\u00e1rio \u00e9 um padre, vindo do mundo ocidental (no Norte), para levar a f\u00e9 (e a civiliza\u00e7\u00e3o) aos pa\u00edses pag\u00e3os, prevalentemente no Sul do planeta\u201d. Um quadro que gera \u201cpaternalismos\u201d, explica o sacerdote, em grande parte \u201cainda presente no quadro imagin\u00e1rio europeu\u201d.   Assume-se este quadro \u201ccom gosto, mas tamb\u00e9m com espirito cr\u00edtico\u201d e, sublinha o sacerdote, \u201cassumimos a necessidade de apontar modelos\u201d.  <b>Paradigma do Norte\/Sul<\/b> Os pa\u00edses que inicialmente lan\u00e7aram mission\u00e1rios, \u201choje est\u00e3o em crise\u201d. Esta realidade pr\u00f3pria do hemisf\u00e9rio Norte contrasta com o hemisf\u00e9rio Sul. A Igreja est\u00e1 a deslocar-se para Sul, \u201cn\u00e3o apenas em n\u00famero mas tamb\u00e9m em vitalidade e perspectivas de futuro. O continente com maior n\u00famero de crist\u00e3os \u00e9 a Am\u00e9rica Latina\u201d.   \u201cBasta ver conventos \u00e0 venda no hemisf\u00e9rio Norte\u201d, enfatiza o Pe. Ornelas, contrastando com casas de forma\u00e7\u00e3o que iniciam os seus trabalhos no Sul. Este contraste tem j\u00e1 consequ\u00eancias, mas \u201cv\u00e3o intensificar-se mais\u201d. Desactualiza\u00e7\u00e3o de estruturas e m\u00e9todos da \u00e9poca da \u00abcristandade\u00bb, a diminui\u00e7\u00e3o de n\u00famero de fieis e voca\u00e7\u00f5es, o secularismo, a religi\u00e3o no dom\u00ednio privado, exemplifica o sacerdote.  N\u00e3o basta ficar \u201cno lamento decadente do Ocidente\u201d, aponta. Desta Igreja lan\u00e7ou-se a renova\u00e7\u00e3o conciliar, \u201ccontinua a ser e a ser chamada a ser fermento\u201d. Tamb\u00e9m os mission\u00e1rios t\u00eam dificuldade em misturarem-se num interc\u00e2mbio, \u201cprecisamos uns dos outros para construir uma Igreja\u201d.  Na Am\u00e9rica Latina, encontramos \u201cuma igreja mais viva\u201d, normalmente minorit\u00e1rias, mas com grande vitalidade crist\u00e3. O modelo europeu centra-se na figura do clero em contraste com a centralidade do leigo no contexto do Sul, \u201conde ocasionalmente o sacerdote visita os locais\u201d.   \u201c\u00c9 uma Igreja diferente que se adaptou , com liberdades e limites tamb\u00e9m\u201d.   A ideia de supremacia Ocidental confronta-se com o deslocamento para o Sul e com a multi-culturalidade. \u201cAinda pensamos que temos \u00abo rei na barriga\u00bb. Temos de encontrar outras parcerias e ao n\u00edvel da miss\u00e3o, isto \u00e9 essencial\u201d. O sacerdote sublinhou que \u201ca universalidade \u00e9 o novo nome da miss\u00e3o\u201d.   <b>Desafios e perspectivas<\/b> Perante os desafios, o Pe. Ornelas aponta que Igreja n\u00e3o \u00e9 \u201cag\u00eancia de servi\u00e7os religiosos da cristandade\u201d. \u00c9 preciso sair das sacristias e assumir-se como semente e fermento. O car\u00e1cter minorit\u00e1rio tem de ser encarado como \u201cnova oportunidade de miss\u00e3o\u201d. \u201cAs Igrejas do Sul que receberam o Evangelho t\u00eam de partir\u201d.  O Pe. Ornelas sublinha positivamente a participa\u00e7\u00e3o activa dos leigos \u201cno interior das igrejas e na coopera\u00e7\u00e3o al\u00e9m fronteiras\u201d. As ac\u00e7\u00f5es em torno dos movimentos e das comunidades religiosas s\u00e3o essenciais, mas \u201cos leigos t\u00eam de ser preparados. N\u00e3o s\u00e3o apenas colaboradores, mas integrantes da comunidade crist\u00e3\u201d.   O Pe. Ornel\u00e7as afirma ainda que os contactos com a \u00cdndia e as perspectivas na China precisam de ser encaradas como desafios de miss\u00e3o.  <i>Foto: OMP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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