{"id":33931,"date":"2008-09-04T18:46:55","date_gmt":"2008-09-04T18:46:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/09\/04\/sociedade-que-criamos-nao-gera-pessoas-felizes\/"},"modified":"2008-09-04T18:46:55","modified_gmt":"2008-09-04T18:46:55","slug":"sociedade-que-criamos-nao-gera-pessoas-felizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sociedade-que-criamos-nao-gera-pessoas-felizes\/","title":{"rendered":"Sociedade que criamos n\u00e3o gera pessoas felizes"},"content":{"rendered":"<p>Maria Jos\u00e9 Nogueira Pinto afirma que \u00abn\u00e3o se pode separar condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o e crist\u00e3o\u00bb. Altera\u00e7\u00e3o de valores pede participa\u00e7\u00e3o <!--more--> Maria Jos\u00e9 Nogueira Pinto foi ao Congresso Mission\u00e1rio Nacional afirmar que os valores \u201cs\u00e3o uma urg\u00eancia e uma necessidade\u201d. A ex-deputada esteve em F\u00e1tima, para reflectir sobre os desafios de valores que se colocam a Portugal. Aos congressistas, Nogueira Pinto afirmou estarmos perante um \u201caparente triunfo do reino de C\u00e9sar\u201d, mas esta situa\u00e7\u00e3o em Portugal estende-se tamb\u00e9m a toda a Europa e Am\u00e9rica.  A ex deputada considerou ser \u201cvoca\u00e7\u00e3o de cada um, ser enviado em miss\u00e3o desde que nasce\u201d, pois n\u00e3o deve ser poss\u00edvel separar a condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de crist\u00e3o.  Maria Jos\u00e9 Nogueira Pinto explica que h\u00e1 muito tempo decidiu \u201ca sua interven\u00e7\u00e3o na Polis\u201d, numa interven\u00e7\u00e3o alargada, n\u00e3o s\u00f3 na \u00e1rea pol\u00edtica social ou c\u00edvica, mas no seu todo. Refugiada e imigrante numa altura \u201cprecoce da minha vida\u201d, esta situa\u00e7\u00e3o \u201cfez de mim uma pessoa diferente e tornou-me muito atenta aos outros\u201d.  A ex deputada indicou factores relevantes para a crise de valores \u2013 \u201cuma paganiza\u00e7\u00e3o\u201d, referiu. Vive-se numa sociedade com novas ditaduras, \u201csubtis, mas existem\u201d. A cultura dominante \u00e9 uma ditadura. Domina um discurso bonito, \u201cespalham-se interpreta\u00e7\u00f5es manipuladas e no dia-a-dia, as pessoas n\u00e3o mastigam o que as rodeia\u201d. As primeiras interpreta\u00e7\u00f5es geram a falsidade dos factos.   A modernidade implanta-se como um valor \u201cquando n\u00e3o existe sequer espa\u00e7o para discutir o que \u00e9 moderno\u201d.  <b>Causas da crise de valores<\/b> O paradigma de sucesso \u201cimp\u00f4s-se ao paradigma da felicidade\u201d. O dinheiro, o \u00eaxito profissional, ser conhecido, ser jovem, ser saud\u00e1vel s\u00e3o \u201cparadigmas que fizeram com que os valores deixassem de importar e se tornassem numa barreira\u201d. Nos pa\u00edses desenvolvidos acresce ainda o mito da ci\u00eancia e da tecnologia, onde as pessoas afastaram a ideia de sofrimento, onde n\u00e3o se morre. \u201cA ideia de morte \u00e9 cada vez mais afastada\u201d. O sofrimento deixou de ser visto como \u201cum factor de crescimento\u201d, aponta Nogueira Pinto.   \u201cO relativismo moral sobrep\u00f4s-se \u00e0 hierarquia de valores\u201d.   Este contexto cria um novo \u00abhomo\u00bb. \u201cUm homem que participa virtualmente, \u00e9 fracturado, vive de acordo com a imagem\u201d. Maria Jos\u00e9 Nogueira Pinto acredita que \u201cPortugal precisa de ser libertado e precisa de um sinal de esperan\u00e7a\u201d.   Aborto, salas de injec\u00e7\u00e3o assistida, eutan\u00e1sia s\u00e3o \u00e1reas que \u201cmostram o quanto vale a dignidade humana\u201d. As Na\u00e7\u00f5es Unidas j\u00e1 me mostraram contra as salas de injec\u00e7\u00e3o assistida. A ex-deputada afirma que esta capitula\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 uma forma de desist\u00eancia\u201d.  A altera\u00e7\u00e3o da lei do div\u00f3rcio, a somar ao casamento dos homossexuais e a adop\u00e7\u00e3o por parte deles, s\u00e3o \u00e1reas que Nogueira Pinto considera serem quest\u00f5es que ser\u00e3o brevemente discutidas. Mas explica que o Estado se deve lembrar \u201cqual a g\u00e9nese da fam\u00edlia, que existe entes de qualquer organiza\u00e7\u00e3o\u201d.   A altera\u00e7\u00e3o da lei do div\u00f3rcio \u201cretirou a responsabilidade que um dos c\u00f4njuges tem quando contratualiza um casamento, sendo civil ou sacramental\u201d. Onde se devia falar de responsabilidade, fala-se de culpa. A ex deputada afirma que se confunde toler\u00e2ncia com a permissividade, igualitarismo com a igualdade de oportunidades.  \u201cAs crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o brinquedo para serem entregues a qualquer pessoa\u201d, afirma sob o contexto da possibilidade de a adop\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as por homosexuais ser aprovada.   <b>A necessidade da participa\u00e7\u00e3o<\/b> A participa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos deveres de ser cidad\u00e3o, indicou Nogueira Pinto. \u201cNenhum de n\u00f3s n\u00e3o pode dizer que n\u00e3o tem espa\u00e7o\u201d, afirmou relembrando haver decis\u00f5es a tomar muito s\u00e9rias, com consequ\u00eancias para o quotidiano das pessoas, e perante isso, \u201ccomo ficar indiferente? Nunca vamos para a rua se n\u00e3o por um interesse pessoal\u201d.    \u201cH\u00e1 quest\u00f5es consideradas fracturantes, que constam da agenda pol\u00edtica, que n\u00e3o correspondem a uma necessidade social, aponta a ex-deputada\u201d.  Esta sociedade que \u201catira para fora os valores\u201d seria, supostamente mais feliz, \u201cmas tal n\u00e3o acontece\u201d.   \u201cPercebemos uma sociedade inquieta, desorientada, aumenta a viol\u00eancia familiar, a viol\u00eancia em velhos e crian\u00e7as, os indicadores de \u00e1lcool aumentam, assim como aumentam os pedidos de ajuda para apoio psicol\u00f3gico\u201d, mostram que \u201cn\u00e3o vivemos numa sociedade feliz\u201d.   Nogueira Pinto frisou que este \u201c\u00e9 um combate desigual mas que pode e deve ser feito entre o bem e o mal\u201d.   A ex deputada indicou ainda que o voluntariado \u00e9 considerado um sinal de esperan\u00e7a, talvez um valor para o futuro. Mas explicou que quem est\u00e1 sozinho na esperan\u00e7a, desespera mais depressa. \u201cSe organizarmos este sinal ele torna-se muito mais forte. A sensibilidade ou a componente emocional torna-se por vezes ef\u00e9mero, porque passa e as pessoas j\u00e1 n\u00e3o se lembram\u201d.   <i>Foto:OMP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Jos\u00e9 Nogueira Pinto afirma que \u00abn\u00e3o se pode separar condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o e crist\u00e3o\u00bb. 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