{"id":33927,"date":"2008-09-04T16:42:49","date_gmt":"2008-09-04T16:42:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/09\/04\/migrantes-apoio-aos-excluidos-e-os-movimentos-como-oportunidades-de-missao\/"},"modified":"2008-09-04T16:42:49","modified_gmt":"2008-09-04T16:42:49","slug":"migrantes-apoio-aos-excluidos-e-os-movimentos-como-oportunidades-de-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migrantes-apoio-aos-excluidos-e-os-movimentos-como-oportunidades-de-missao\/","title":{"rendered":"Migrantes, apoio aos excluidos e os movimentos como oportunidades de miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O segundo dia do Congresso Mundo Nacional foi pautado pelos testemunhos da miss\u00e3o na Igreja em Portugal. As realidade da mobilidade humana, a exclus\u00e3o social e a transmiss\u00e3o da f\u00e9, atrav\u00e9s do exemplo de um movimento laical, foram \u00e1reas abordadas no final da manh\u00e3, em F\u00e1tima.  O Pe Rui Pedro, antigo respons\u00e1vel pela Obra Cat\u00f3lica Portuguesa das Migra\u00e7\u00f5es,  actualmente em Roma, trabalhou, como mission\u00e1rio saclabriniano, nas comunidades em Fran\u00e7a, no Luxemburgo e em Portugal, especialmente em Set\u00fabal.  A sua interven\u00e7\u00e3o no congresso come\u00e7ou com um agradecimento a todos os mission\u00e1rios que na ultima d\u00e9cada se empenharam nas miss\u00f5es. \u201cNa \u00faltima d\u00e9cada a migra\u00e7\u00e3o deixou de ser colonial, e passou a ser econ\u00f3mica, dada a chegada de ucranianos a Portugal\u201d, frisou o sacerdote.   <b>Aproveitar o capital mission\u00e1rio<\/b> O Pe. Rui Pedro lamentou que os jovens que passam um tempo fora em miss\u00e3o n\u00e3o encontrem espa\u00e7o nas par\u00f3quias e comunidades para por a render o capital adquirido em miss\u00e3o. \u201cPodem n\u00e3o surtir o feito vocacional que desejar\u00edamos, mas est\u00e3o ai os jovens a dar cartas a todos n\u00f3s\u201d.   Actualmente a residir em Roma, o mission\u00e1rio scalabriniano aponta que a It\u00e1lia est\u00e1 na \u201cfrente das quest\u00f5es migrat\u00f3rias com barcos todos os dias chegam \u00e0 costa do pa\u00eds. Todos os dias h\u00e1 corpos a boiar no mar, todos os dias h\u00e1 pescadores que lan\u00e7am as redes para os imigrantes se agarrarem e se salvarem\u201d.  Os imigrantes em Portugal, recordou o mission\u00e1rio, \u201cn\u00e3o querem ser espectadores, nem apenas ser convidados para dan\u00e7ar no ofert\u00f3rio. Eles querem falar e participar e \u00e9 preciso ajud\u00e1-los a organizarem-se\u201d.  A Igreja ortodoxa, por exemplo, \u201cest\u00e1 muito interessada\u201d em expandir-se para a Europa Ocidental, \u201cchegando mesmo a ordenar bispos \u00e0 pressa para que possam actuar em novos palcos\u201d. H\u00e1 bairros de Lisboa onde a Igreja cat\u00f3lica \u201cn\u00e3o est\u00e1 j\u00e1 em maioria\u201d.  O Pe. Rui Pedro pediu que para al\u00e9m da reflex\u00e3o \u201cque temos muita\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio investir na \u201cousadia de fazer coisas novas. A anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria vive as mesmas dificuldades de outras \u00e1reas pastorais\u201d. A anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria \u00e9 boa, mas n\u00e3o converte, n\u00e3o leva \u00e0 milit\u00e2ncia, n\u00e3o conduz \u00e0 voca\u00e7\u00e3o. \u201cFica-se no adro do encontro com Jesus\u201d.   A Festa dos Povos \u00e9 recordada pelo Pe. Rui Pedro, como um modelo importado, mas onde se celebra a diversidade das comunidades humanas.   A mobilidade humana, frisou, \u201c\u00e9 ap\u00f3stolo de uma vis\u00e3o positiva da realidade do outro\u201d. Congrega\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, peritas em \u00c1frica e no Brasil, \u201ct\u00eam pouco empenhado nas comunidades imigrantes c\u00e1\u201d.  Assiste-se \u00e0 chegada de sacerdotes \u201cestrangeiros\u201d integrados nas estruturas paroquiais, \u201csem que haja aproveitamento necess\u00e1rio da afinidade lingu\u00edstica, cultural e ritual para acompanhar os imigrantes\u201d, afirmou o mission\u00e1rio scalabriniano.   \u201cAs migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o um caminho de esperan\u00e7a para a miss\u00e3o da Igreja, indicou o antigo respons\u00e1vel pela OCPM. A mobilidade humana \u00e9 repleta de desafios para as comunidades portuguesas.   \u201cOs cat\u00f3licos em Portugal, gra\u00e7as \u00e0s  migra\u00e7\u00f5es sabem que existem outros ritos, que outras religi\u00f5es tamb\u00e9m evangelizam, que h\u00e1 padres casados, e sabem ainda que a miss\u00e3o n\u00e3o se faz sem parecerias\u201d.  <b>Integra\u00e7\u00e3o social<\/b> O Pe. M\u00e1rio Faria Silva, espiritano respons\u00e1vel pelo CEPAC, em Lisboa, uma obra dos mission\u00e1rios que trabalha na integra\u00e7\u00e3o social dos imigrantes. O CEPAC apresenta val\u00eancias sociais, na \u00e1rea de psicologia, apoio m\u00e9dico, apoio nos medicamentos, enfermagem, jur\u00eddico, distribui\u00e7\u00e3o de roupa e de alimentos e mant\u00eam ainda uma equipa de rua com dois religiosos de seis volunt\u00e1rios.   A realidade social foi mudando. \u201cSe no in\u00edcio apoi\u00e1vamos muitos estudantes, agora menos\u201d, explica o sacerdote espiritano. Apoiar doentes deslocados, especialmente dos PALOP e os imigrantes irregulares s\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o alvo da IPSS. O CEPAC quer ainda formar e sensibilizar a opini\u00e3o publica sobre os problemas da imigra\u00e7\u00e3o.  Em Junho, o CEPAC prestava ajuda a 327 fam\u00edlias. O Pe. M\u00e1rio Faria reitera que n\u00e3o fazem assistencialismo, mas sim \u201cassist\u00eancia tempor\u00e1ria\u201d.  <b>Miss\u00e3o em comunidade<\/b> Benjamim Ferreira e Maria do C\u00e9u Costa do Movimento Focolares, estiveram no Congresso para partilhar o testemunho que, em comunidade, se realiza atrav\u00e9s da transmiss\u00e3o de f\u00e9. Qualquer pessoa presente podia dar testemunho do seu momento \u201cem que sentiu que era chamado\u201d. Benjamim Ferreira aponta que esse encontro \u00e9 intensificado pela comunidade crist\u00e3.   Benjamim Ferreira explica que tamb\u00e9m pessoalmente descobriu as possibilidades da miss\u00e3o. Se antes encarava a miss\u00e3o com \u201cdestino al\u00e9m fronteiras, percebo que as possibilidades s\u00e3o imensas a n\u00edvel nacional\u201d, sublinhou.   O Pe. M\u00e1rio Faria Silva sublinha que o voluntariado exige profissionalismo. O sacerdote indica o portal www.bolsadovoluntariado.pt, onde as pessoas se podem disponibilizar, encontrar locais para fazer voluntariado e demais informa\u00e7\u00f5es que pode responder aos desejos de muitos.   Questionado sobre o an\u00fancio, D. Ant\u00f3nio Couto afirmou n\u00e3o ser \u201cf\u00e3 da nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d. O Bispo auxiliar de Braga explica que \u201co an\u00fancio ou \u00e9 sempre primeiro ou se \u00e9 noticia requentada, n\u00e3o \u00e9 noticia\u201d. No nossos mundo \u201ca noticia e o anuncio tem de ser sempre primeiro. Essa \u00e9 que \u00e9 a miss\u00e3o Ad Gentes. Temos de levar Cristo como se fosse a primeira vez\u201d.   O Pe. Dur\u00e3es Barbosa, no debate, afirma que no dia de amanh\u00e3, ter\u00e1 lugar uma partilha das experi\u00eancias mission\u00e1rias nas Igrejas locais. \u201cVamos ver o que as diocese fazem\u201d, afirmou em jeito de provoca\u00e7\u00e3o. No entanto, deu conta que todas as diocese est\u00e3o presentes no Congresso.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segundo dia do Congresso Mundo Nacional foi pautado pelos testemunhos da miss\u00e3o na Igreja em Portugal. As realidade da mobilidade humana, a exclus\u00e3o social e a transmiss\u00e3o da f\u00e9, atrav\u00e9s do exemplo de um movimento laical, foram \u00e1reas abordadas no final da manh\u00e3, em F\u00e1tima. 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