{"id":33917,"date":"2008-09-04T10:47:54","date_gmt":"2008-09-04T10:47:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/09\/04\/d-antonio-couto-aponta-areas-onde-a-intervencao-dos-cristao-e-indelegavel\/"},"modified":"2008-09-04T10:47:54","modified_gmt":"2008-09-04T10:47:54","slug":"d-antonio-couto-aponta-areas-onde-a-intervencao-dos-cristao-e-indelegavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-antonio-couto-aponta-areas-onde-a-intervencao-dos-cristao-e-indelegavel\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Couto aponta \u00e1reas onde a interven\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3o \u00e9 \u00abindeleg\u00e1vel\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>No segundo dia de Congresso Mission\u00e1rio Nacional, D. Ant\u00f3nio Couto fez uma an\u00e1lise do mundo mission\u00e1rio no mundo portugu\u00eas, referindo que \u201co quadro portugu\u00eas n\u00e3o se distingue muito do que se passa na Europa fora\u201d  D. Ant\u00f3nio Couto, Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Miss\u00f5es e Bispo auxiliar de Braga afirma que \u201ch\u00e1 pessoas que vivem seriamente a miss\u00e3o, no seu mundo, n\u00e3o descurando a miss\u00e3o Ad Gentes\u201d. A metodologia n\u00e3o se centra mais em \u00c1frica ou \u00cdndia. \u201cA miss\u00e3o Ad Gentes \u00e9 para viver aqui\u201d.  Numa interven\u00e7\u00e3o que quis \u201capontar o muito que se tem reflectido sobre esta quest\u00e3o\u201d, D. Ant\u00f3nio Couto afirmou que a miss\u00e3o Ad Gentes est\u00e1 \u201ctalvez a mudar\u201d.  \u201cOs lugares privilegiados deviam ser agora as grandes cidades, os jovens, as migra\u00e7\u00f5es, os refugiados, as situa\u00e7\u00f5es de pobreza, a comunica\u00e7\u00e3o, o mundo da cultura, e o mundo do \u00abressurgimento religioso\u00bb que emerge nas sociedade secularizadas onde se vive uma angustiante procura de sentido\u201d, evidencia o Bispo auxiliar citando a enc\u00edclica  Redemptoris missio.  Da Confer\u00eancia Episcopal Italiana, recorda D. Ant\u00f3nio Couto, o empenhamento mission\u00e1rio \u201cnum longo per\u00edodo do renascimento mission\u00e1rio no S\u00e9c. XIX, a obra das miss\u00f5es privilegiou o an\u00fancio do Evangelho\u201d.  \u201cA implanta\u00e7\u00e3o da Igreja entre os povos n\u00e3o crist\u00e3os, a miss\u00e3o desenvolvia-se sobretudo \u00e0 margem da vida eclesial, sendo delegado, quase exclusivamente, em institui\u00e7\u00f5es especificas estando pouco inserida na comunidade eclesial local, que participando, n\u00e3o se sentia inteiramente respons\u00e1vel por ela\u201d.  A Igreja particular, aponta a CEI, \u201c\u00e9 o sujeito da miss\u00e3o\u201d. \u201cCada um de n\u00f3s, de forma particular, deve assumir a miss\u00e3o\u201d, sublinha o Bispo auxiliar.   \u201cA par\u00f3quia ser\u00e1 tanto mais capaz de redefinir a sua tarefa mission\u00e1ria no seu territ\u00f3rio, quanto mais souber projectar-se sem delegar apenas em alguns a responsabilidade da evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos\u201d, recorda ainda a partir de um documento da CEI.  Os bispos italianos, pediam centros mission\u00e1rios diocesanos que, \u201cjuntamente com outras realidades de anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria ajudem a tornar poss\u00edvel que a miss\u00e3o atravessa todos os \u00e2mbitos da vida crist\u00e3\u201d. Uma din\u00e2mica nova de coopera\u00e7\u00e3o entre as Igrejas, ajudas em projectos de solidariedade, viagens de coopera\u00e7\u00e3o, gemina\u00e7\u00f5es projectos educativos de novos estilos de vida, denuncia de abusos, exemplificou D. Ant\u00f3nio Couto como \u00e1reas onde os crist\u00e3os podem e devem trabalhar.   O Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Miss\u00f5es sublinhou a necessidade de combater os h\u00e1bitos instalados das par\u00f3quias, \u201cporque s\u00f3 depois, de houver tempo, se pensa na miss\u00e3o Ad Gentes. A miss\u00e3o \u00e9 que deve conduzir\u201d, indicou.  Em Portugal, Jo\u00e3o Paulo II disse que a primeira das prioridades pastorais da Igreja em Portugal \u00e9 edificar comunidades vivas de f\u00e9, de amor e dinamismo mission\u00e1rio. Apelo recordado na \u00edntegra na nota pastoral da CEP em 1998. \u201cEm Portugal tamb\u00e9m temos boas indica\u00e7\u00f5es e apelos fortes, est\u00e3o \u00e9 por vezes na gaveta\u201d, acrescentou o Bispo auxiliar, afirmando que \u201cfaltam propostas concretas\u201d.  Indica a CEI que \u201ca par\u00f3quia assumir\u00e1 a tarefa mission\u00e1ria, enchendo de primeiro an\u00fancio todas as ac\u00e7\u00f5es pastorais\u201d. \u00c1reas como a catequese, a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, a homilia, o testemunho da caridade, as festas, as peregrina\u00e7\u00f5es, a cria\u00e7\u00e3o de centros de escuta do Evangelho e ac\u00e7\u00f5es de prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f3nio. Aponta o Bispo auxiliar que \u201c\u00e9 importante que se abeirem das pessoas, que fa\u00e7am acompanhamento nos sacramentos que n\u00e3o pode ser apenas trabalho burocr\u00e1tico, acompanhar jovens casais\u201d, estar presente no fen\u00f3meno das migra\u00e7\u00f5es, nas comunica\u00e7\u00f5es sociais, utilizar o tempo livre, estar presente na situa\u00e7\u00e3o da dor e da morte.  O Bispo auxiliar quis ainda reflectir sobre o papel que os leigos t\u00eam.  \u201cA Igreja n\u00e3o est\u00e1 fundada plenamente se, com a hierarquia, n\u00e3o existir um laicado aut\u00eantico. Sem a presen\u00e7a activa dos leigos, o evangelho n\u00e3o se criva no meio do mundo. \u00c9 preciso que desde a funda\u00e7\u00e3o da igreja se preste uma forma\u00e7\u00e3o competente no laicado\u201d.   D. Ant\u00f3nio Couto pediu interven\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no mundo da pol\u00edtica, na realidade social, na cultura, nas ci\u00eancias, nas artes e na comunica\u00e7\u00e3o social, e ainda \u201cnoutras \u00e1reas abertas \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o, como o amor, a fam\u00edlia, a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e o sofrimento\u201d. E acrescentou haver \u201ctanto trabalho para fazer\u201d.  <i>Foto: OMP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No segundo dia de Congresso Mission\u00e1rio Nacional, D. 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