{"id":33899,"date":"2008-09-03T12:10:06","date_gmt":"2008-09-03T12:10:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/09\/03\/projecto-familia-jovem-em-coimbra\/"},"modified":"2008-09-03T12:10:06","modified_gmt":"2008-09-03T12:10:06","slug":"projecto-familia-jovem-em-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/projecto-familia-jovem-em-coimbra\/","title":{"rendered":"Projecto \u00abFam\u00edlia Jovem\u00bb em Coimbra"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de um ano, a diocese decidiu avan\u00e7ar com o projecto &#8220;Fam\u00edlia Jovem&#8221;. Com ele, pretende-se ajudar os casais novos que ainda nos v\u00e3o procurando de vez em quando (na prepara\u00e7\u00e3o para o casamento, aquando do baptismo dos filhos e na matr\u00edcula destes na catequese), acompanhando-os &#8220;na prosperidade e nas prova\u00e7\u00f5es&#8221;, prevenindo, assim, poss\u00edveis rupturas irrevers\u00edveis. Deixemos os dois \u00faltimos momentos para outra oportunidade e debrucemo-nos sobre o acompanhamento dos casais que frequentaram o CPM e foram sensibilizados para este projecto. De Janeiro a Julho p.p., 17 noivos aceitaram ser ajudados pelas estruturas da Igreja. A responsabilidade est\u00e1 agora do nosso lado e n\u00e3o podemos desiludi-los. S\u00e3o 17 potenciais fam\u00edlias que t\u00eam de ser &#8220;comunidades de vida e amor&#8221;. Conforme consta do projecto, o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar (SDPF) contacta o sacerdote respons\u00e1vel da par\u00f3quia de resid\u00eancia do casal. O p\u00e1roco, em conjunto com a Equipa Paroquial da Pastoral Familiar (EPPF), ou com outras estruturas paroquiais, escolhe um casal amigo para acompanhar, &#8220;com engenho e arte&#8221;, a nova fam\u00edlia. Se n\u00e3o houver na comunidade um casal dispon\u00edvel para o efeito (ser\u00e1 mesmo que n\u00e3o h\u00e1?), ent\u00e3o o SDPF recorrer\u00e1 aos movimentos de espiritualidade familiar para destacarem um casal que se disponha assumir esta tarefa. \u00c9 claro que este cen\u00e1rio ser\u00e1 sempre o \u00faltimo recurso, pois compete \u00e0 comunidade local fazer o acompanhamento destes novos casais, muitos deles a residir pela primeira vez na regi\u00e3o. E o que deve fazer o casal amigo para acompanhar e apoiar o &#8220;casalito&#8221;? Entra aqui a criatividade da EPPF e da comunidade local. Tendo os contactos dos c\u00f4njuges, n\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil enviar uma mensagenzita de vez em quando (via mail, telem\u00f3vel ou telefone), ou trocarem umas palavras num caf\u00e9 e se &#8220;cativarem&#8221; mutuamente, criando &#8220;la\u00e7os&#8221;. Depois de se &#8220;relacionarem&#8221; (e estamos a ver que o acolhimento \u00e9 fundamental), podem surgir milhentas coisas, como por exemplo, convites para participarem numa festa, para frequentarem um encontro de forma\u00e7\u00e3o, para integrarem uma estrutura paroquial (qui\u00e7\u00e1 a pr\u00f3pria EPPF) ou um movimento, etc. E assim torn\u00e1vamos estes casais jovens, j\u00e1 &#8220;maduros&#8221;, evangelizadores de outros casais. \u00c9 obvio que para tudo isto se tornar exequ\u00edvel (e n\u00e3o passar das &#8220;boas inten\u00e7\u00f5es&#8221;) h\u00e1 que ter muito cuidado na escolha deste casal amigo. Conv\u00e9m que sejam pessoas com (boa) experi\u00eancia matrimonial e com capacidade de acolher, isto \u00e9, de saber sorrir, mesmo no meio das dificuldades e com humildade suficiente para partilhar os seus \u00eaxitos, mas tamb\u00e9m os seus fracassos. E mais: que saibam dizer aos noivitos que as dificuldades, os amuos, as indecis\u00f5es, as frustra\u00e7\u00f5es, o sofrimento, etc., fazem parte desta caminhada a 2 (e a 3, e a 4, e a 5, se tiverem filhos, como todos desejamos); que tamb\u00e9m saibam dizer que vale a pena superar as dificuldades, pois \u00e9 fant\u00e1stico viver o amor conjugal; que tamb\u00e9m saibam dizer que uma fam\u00edlia &#8220;feliz&#8221; (ou seja, que aceita a prova\u00e7\u00e3o e a transforma em prosperidade) \u00e9 mais de meio caminho para nos sentirmos bem. Vamos &#8220;agarrar&#8221; (isto \u00e9, prender com garra, com entusiasmo) estes 17 casais (e todos os outros que, futuramente, tamb\u00e9m nos v\u00e3o pedir ajuda) com muita F\u00e9 e Esperan\u00e7a. N\u00f3s precisamos urgentemente desta pastoral de pessoas com rosto, com nome, em detrimento da tradicional pastoral de massas. Meia d\u00fazia de bons casais numa comunidade bastar\u00e3o para &#8220;converter&#8221; muitas fam\u00edlias. Uma sociedade com novos paradigmas, novos comportamentos e novas formas de estar, exige novos desafios. Precisamos de ser ousados e criativos, e acreditar que um casal &#8220;salvo&#8221; (j\u00e1) \u00e9 extraordin\u00e1rio. Avancemos, pois, para um novo ano pastoral na certeza de que as nossas comunidades v\u00e3o ter a vitalidade suficiente para acarinhar estes casais e apetrech\u00e1-los com as defesas necess\u00e1rias para sublimar (isto \u00e9, &#8220;tornar sagradas&#8221;) as contrariedades da vida. Custe o que custar! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de um ano, a diocese decidiu avan\u00e7ar com o projecto &#8220;Fam\u00edlia Jovem&#8221;. 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