{"id":33838,"date":"2008-08-29T16:38:53","date_gmt":"2008-08-29T16:38:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/29\/exposicao-em-aveiro-deu-a-conhecer-a-vida-carmelita\/"},"modified":"2008-08-29T16:38:53","modified_gmt":"2008-08-29T16:38:53","slug":"exposicao-em-aveiro-deu-a-conhecer-a-vida-carmelita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/exposicao-em-aveiro-deu-a-conhecer-a-vida-carmelita\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o em Aveiro deu a conhecer a vida carmelita"},"content":{"rendered":"<p>Uma mostra sobre a vida conventual, quotidiana e humana de quem vive o divino como forma de vida <!--more--> Durante um m\u00eas, esteve aberto ao p\u00fablico a exposi\u00e7\u00e3o \u00abAs Carmelitas Voltam ao Convento\u00bb. Constitu\u00edda por textos e fotografias, a mostra pretendia apresentar a hist\u00f3ria das Irm\u00e3s Carmelitas e a sua liga\u00e7\u00e3o com a diocese de Aveiro nos \u00faltimos 25 anos, pela \u201cvoz\u201d das pr\u00f3prias Carmelitas. A exposi\u00e7\u00e3o, uma parceria da Comunidade das Carmelitas de Aveiro com a Par\u00f3quia da Gl\u00f3ria e a C\u00e2mara Municipal de Aveiro, surge no \u00e2mbito da comemora\u00e7\u00e3o do Jubileu do regresso das religiosas \u00e0 diocese.  Numa entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, a Irm\u00e3 Ana Sofia da Cruz explica que \u201ceste \u00abregresso ao Convento\u00bb ganha todo o sentido porque revela o que \u00e9 a vida conventual vivida no seu quotidiano, particularmente a vida da carmelita\u201d.  Uma vida repartida entre tempos de sil\u00eancio e de ora\u00e7\u00e3o, tempos de solid\u00e3o e fraternidade e tempos de conv\u00edvio e trabalho, mas \u201ctudo tempos de uma vida orante, como est\u00e1 chamada a ser a de uma carmelita\u201d, evidencia a religiosa.   A partir desta exposi\u00e7\u00e3o os visitantes puderam ficar a conhecer como \u00e9 a vida dum convento e simultaneamente a vida de uma carmelita. A Irm\u00e3 Ana Sofia da Cruz afirma que n\u00e3o coisas vezes as pessoas t\u00eam a ideia de que a vida num convento \u00e9 uma vida \u201ctriste e mon\u00f3tona e que as religiosas vivem t\u00e3o recolhidas que n\u00e3o comunicam entre si\u201d. Por isso, \u201cpara muitos esta exposi\u00e7\u00e3o foi a descoberta do sentido de fraternidade e de alegria que se vive num convento\u201d.  Sete pain\u00e9is, indicando a plenitude numa casa que \u00e9 de Deus, representavam os anos de constru\u00e7\u00e3o do Carmelo de Cristo Redentor. O verde \u201cluminoso\u201d dos fundos dos pain\u00e9is pretendiam transmitir \u201ca energia vital que vem da comunh\u00e3o com Deus\u201d. A Irm\u00e3 Ana Sofia da Cruz explica que o verde simboliza a espera constante do encontro com Deus \u201cque deve caracterizar a vida de cada ser humano e a luz que adv\u00e9m desse encontro\u201d. O objectivo deste fundo \u00e9 \u201cfazer penetrar na vida divina que cada Carmelo est\u00e1 chamado a transmitir\u201d.  <b>Uma forma de estar no mundo<\/b> A religiosa explica que a clausura, \u201cao contr\u00e1rio do que frequentemente se pensa \u00e9 uma forma de estar no mundo e n\u00e3o um estar fora do mundo\u201d. E acrescenta que \u201cpensar que quem faz uma op\u00e7\u00e3o de vida na clausura est\u00e1 fora do mundo significa desconhecimento do verdadeiro sentido da palavra\u201d.   Para as Carmelitas, \u201c clausura s\u00f3 tem sentido como plenitude de rela\u00e7\u00e3o com o mundo, desde a plenitude da rela\u00e7\u00e3o com Deus\u201d. Como qualquer outra rela\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m esta \u201cn\u00e3o \u00e9 estanque, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o\u201d. A religiosa explica que a carmelita acolhe a comunica\u00e7\u00e3o de Deus atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, no trabalho, no sil\u00eancio, na vida fraterna e que, por sua vez, \u201cvai manifestar nas suas rela\u00e7\u00f5es com as suas Irm\u00e3s e com todos aqueles que dela se aproximam\u201d.  A exposi\u00e7\u00e3o fazia eco do \u201cdi\u00e1logo de amizade com Deus\u201d. Ao percorrer os diferentes pain\u00e9is \u201ca pessoa sentia-se envolvida, atra\u00edda, por este di\u00e1logo de vida orante entre Deus e a Carmelita\u201d, chegando mesmo a ser provocat\u00f3rio \u201cdespertando o desejo da rela\u00e7\u00e3o de amizade com Deus\u201d. Com sentido testemunhal e de miss\u00e3o, a mostra queria evidenciar \u201cque s\u00f3 Deus basta\u201d.   <b>Carmelitas em Aveiro<\/b> Entre 16 de Julho e 16 de Agosto passaram pela Igreja das Carmelitas cerca de 2500 pessoas e todas visitaram a exposi\u00e7\u00e3o, provocando curiosidades e vontade de contactar com as religiosas.  Ao longo deste ano de comemora\u00e7\u00e3o do jubileu da Funda\u00e7\u00e3o do Carmelo, s\u00e3o v\u00e1rias as iniciativas que manifestam a presen\u00e7a das religiosas na vida da diocese de Aveiro.   O Jornal Correio do Vouga publicou v\u00e1rios artigos dando a conhecer quem s\u00e3o as Carmelitas Descal\u00e7as. As religiosas procederam ao envio de uma \u201cCarta aos Sacerdotes\u201d, \u201cuma missiva de felicita\u00e7\u00e3o pelo dom da voca\u00e7\u00e3o de cada sacerdote, manifestando simultaneamente a voca\u00e7\u00e3o eclesio-sacerdotal  da carmelita\u201d.  No dia 25 de Maio reuniram-se no Carmelo todos os religiosos presentes na diocese, no qual, a pedido dos pr\u00f3prios religiosos, uma das Irm\u00e3s Carmelitas proferiu uma confer\u00eancia intitulada: \u201cSanta Teresa de \u00c1vila e os desafios do nosso tempo\u201d.   Por ocasi\u00e3o da Solenidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, D. Ant\u00f3nio Francisco, Bispo de Aveiro e os sacerdotes diocesanos rezaram V\u00e9speras no Carmelo. Para este evento foi elaborado um pequeno op\u00fasculo sob o tema \u201cO Sacerdote e a Carmelita\u201d, onde se estabelecem os comuns entre ambas as voca\u00e7\u00f5es.  No dia da Igreja diocesana, as religiosas, desafiadas por D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, elaboraram os materiais da exposi\u00e7\u00e3o, como forma de se darem a conhecer \u00c0 diocese.  No dia 4 de Julho estiveram no Carmelo os seminaristas maiores da diocese. \u201cUma oportunidade para abordar a dimens\u00e3o hist\u00f3rica da presen\u00e7a das carmelitas em Aveiro foi e tamb\u00e9m o carisma Teresiano\u201d.    E com alguma frequ\u00eancia as religiosas acolhem grupos de catequese que querem conhecer as Irm\u00e3s e o Carmelo. Tamb\u00e9m diariamente chegam pedidos de ora\u00e7\u00e3o de toda a diocese, \u201cpessoas com necessidade de algu\u00e9m que as escute e lhe transmita esperan\u00e7a\u201d.  No \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es, as religiosas projectam a elabora\u00e7\u00e3o de um DVD com a hist\u00f3ria destes 25 anos. \u201cUm DVD feito a partir da recolha de cassetes v\u00eddeo que s\u00e3o mem\u00f3ria de um passado muito vivo, na mente e no cora\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s\u201d. Esta \u00e9 uma iniciativa, que poder\u00e1 dar a conhecer o que \u00e9 a vida das carmelitas, a partir do testemunho \u201cda sua vida e do testemunho de todos aqueles que viveram mais de perto os acontecimento mais not\u00f3rios destes 25 anos\u201d.   As Carmelitas descal\u00e7as chegaram a Aveiro em 1658, para o Convento de S. Jo\u00e3o Evangelista, que existiu exactamente no espa\u00e7o que agora recebeu a exposi\u00e7\u00e3o.  Por alturas do Liberalismo, e na sequ\u00eancia da lei que extingue as ordens religiosas em Portugal, o Estado toma posse do edif\u00edcio e, em Julho de 1905, come\u00e7a a demoli\u00e7\u00e3o do convento com uma forte mutila\u00e7\u00e3o deste monumento, para concretizar um projecto urban\u00edstico de uma grande avenida frente ao edif\u00edcio do Governo Civil. O que resta do im\u00f3vel \u00e9 ocupado pela PSP e a comunidade Carmelita, que subsistia quase em clandestinidade, \u00e9 for\u00e7ada ao ex\u00edlio.  E se Aveiro conservou com carinho a recorda\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a das Irm\u00e3s Carmelitas na Cidade, o sonho de regresso da Comunidade sempre foi um ideal de esperan\u00e7a que s\u00f3 p\u00f4de ser concretizado em 1983, ap\u00f3s v\u00e1rias dilig\u00eancias de D. Manuel de Almeida Trindade.  Provisoriamente estabelecidas em Eirol, instalam-se definitivamente no Convento de Cristo Redentor, em Vilar, S\u00e3o Bernardo no final de Janeiro de 1991. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mostra sobre a vida conventual, quotidiana e humana de quem vive o divino como forma de vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[126,127,159,170],"class_list":["post-33838","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-carmelitas","tag-catequese","tag-d-antonio-francisco-dos-santos","tag-diocese-de-aveiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33838"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33838\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}