{"id":33828,"date":"2008-08-28T17:28:54","date_gmt":"2008-08-28T17:28:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/28\/jovens-hospitaleiros-passam-ferias-com-pessoas-deficientes\/"},"modified":"2008-08-28T17:28:54","modified_gmt":"2008-08-28T17:28:54","slug":"jovens-hospitaleiros-passam-ferias-com-pessoas-deficientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jovens-hospitaleiros-passam-ferias-com-pessoas-deficientes\/","title":{"rendered":"Jovens hospitaleiros passam f\u00e9rias com pessoas deficientes"},"content":{"rendered":"<p>Campos de f\u00e9rias s\u00e3o oportunidade para descobrir o outro, ajudar quem sofre e descobrir o valor do voluntariado <!--more--> Em f\u00e9rias, com os exames resolvidos, os jovens partem em busca da praia e dos festivais de Ver\u00e3o. De forma mais ou menos ousada, arranjam actividades para ocupar o tempo livre.   Um grupo de jovens que decidiu conhecer o mundo da sa\u00fade mental e trabalhar com doentes que a sociedade ignora. Em Barcelos, na Casa de Sa\u00fade da Ordem Hospitaleira de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, que se viveu uma experi\u00eancia solid\u00e1ria para com pessoas sens\u00edveis ao carinho dos jovens que participam nos campos de f\u00e9rias dos Irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus.  A casa em Barcelos dos Irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o de grande import\u00e2ncia no panorama da sa\u00fade mental. Este \u00e9 o carisma desta ordem hospitaleira fundada pelo portugu\u00eas S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus. Esta \u00e9 uma forma humana e sens\u00edvel de descobrir no doente mental o pr\u00f3ximo que pede carinho e compreens\u00e3o. Foi este o desafio colocado aos jovens que periodicamente s\u00e3o desafiados por esta congrega\u00e7\u00e3o religiosa para experimentarem a hospitalidade, convivendo e trabalhando com os utentes desta casa em Barcelos.  Os jovens chegam de todos os pontos do pa\u00eds e para grande parte, esta \u00e9 uma novidade na sua vida, que no in\u00edcio se apresenta dif\u00edcil.   O Irm\u00e3o Jos\u00e9 Paulo, da Ordem Hospitaleira de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, explica que sendo a primeira vez que a maioria participa nestas iniciativas e trazendo expectativas, \u201cpartilham o gratificante que \u00e9 de participarem nesta experi\u00eancia, passado poucos dias do seu in\u00edcio\u201d.  Liliana est\u00e1 a participar num campo de f\u00e9rias hospitaleiras. Recorda que no princ\u00edpio sentia algum receio, porque \u201cn\u00e3o sabia o que esperar\u201d. Um receio na forma de \u201cn\u00e3o saber como me dar \u00e0s pessoas\u201d, mas que rapidamente passou. \u201cEles sentem a nossa presen\u00e7a, o nosso carinho e apesar de lhes custar falar, fazem de tudo para dizerem \u00abobrigado\u00bb ou fazerem um sorriso\u201d.  Ana Cristina, integra tamb\u00e9m o projecto das f\u00e9rias hospitaleiras. \u201cTinha curiosidade para saber como seriam e j\u00e1 tinha interesse nesta \u00e1rea\u201d, explica. Recorda que o primeiro impacto foi \u201ccomplicado porque as pessoas s\u00e3o diferentes, mas depois habituamo-nos e a experi\u00eancia corre bem\u201d.  Adriana Carvalho, outra participante, afirma o quanto se sentiu \u00fatil por participar no campo de f\u00e9rias. \u201cAs pessoas apreciam o trabalho e gostam da nossa presen\u00e7a\u201d.  Esta era uma realidade desconhecia, assim como as pessoas que integram o projecto das f\u00e9rias hospitaleiras. Chegados de diferentes pontos do pa\u00eds, rapidamente se criam la\u00e7os de cumplicidade e alegria, essencial para o trabalho que desenvolvem com os doentes. Liliana acredita que sem os la\u00e7os de amizade \u201co desempenho como equipa n\u00e3o seria o mesmo\u201d.   Diogo Fernandes, participante nos campos de f\u00e9rias explica que se sente muito bem \u201cpor estar aqui a ajudar os outros. Vejo e fa\u00e7o coisas que n\u00e3o pensei fazer\u201d.  A alegria e a boa disposi\u00e7\u00e3o desafiava alguns jovens a repetir a experi\u00eancia. \u00c9 o caso do Tiago Pereira. \u201cAjudar o outro n\u00e3o faz mal a ningu\u00e9m. \u00c9 uma experi\u00eancia inesquec\u00edvel. Estamos com pessoas com quem habitualmente n\u00e3o lidamos, s\u00e3o pessoas com problemas concretos, mas que pode ser um de n\u00f3s\u201d.  A ajuda concretiza-se em diversos momentos. As refei\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma oportunidade para os jovens interagirem, conversarem darem os alimentos, em gestos aparentemente simples, mas que s\u00e3o momentos de grande proximidade com os doentes.  Pedro Cunha \u00e9 o enfermeiro respons\u00e1vel pela unidade de S\u00e3o Ricardo. \u00c9 ele que zela pela medica\u00e7\u00e3o e cuidados de sa\u00fade mas reconhece ser muito importante a presen\u00e7a dos jovens. \u201cOs doentes n\u00e3o precisam apenas de cuidados profissionais. Precisam tamb\u00e9m de cuidados familiares, amizade e de apoio e conversas diferentes que n\u00e3o se resumam a dar medicamentos ou a actos m\u00e9dicos\u201d. Outra mais valia apontada \u201c\u00e9 o tomar consci\u00eancia do que \u00e9 a sa\u00fade mental, o que s\u00e3o as doentes e como s\u00e3o as pessoas\u201d.  Carlos Violante prepara as prescri\u00e7\u00f5es, seguindo as indica\u00e7\u00f5es informatizadas. Carlos \u00e9 enfermeiro e o coordenador da unidade de S\u00e3o Jos\u00e9 com 73 utentes com internamento prolongado e reconhece os efeitos positivos que os jovens exercem nos doentes. \u201cA presen\u00e7a dos jovens \u00e9 uma benesse para os utentes, que v\u00eaem sempre as mesmas pessoas, que conduz a uma ideia de fam\u00edlia. Mas a vinda de pessoal de fora que os tira do mundo exclusivo de dentro da institui\u00e7\u00e3o e os leva para fora \u00e9 importante\u201d.   A concretiza\u00e7\u00e3o desta experi\u00eancia passa tamb\u00e9m pela anima\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio. Se no princ\u00edpio os utentes s\u00e3o pouco expressivos, rapidamente mostram o seu contentamento com a presen\u00e7a dos jovens. Esta quebra na rotina, n\u00e3o \u00e9 esquecida chegando mesmo a ser aguardada com impaci\u00eancia. A estima \u00e9 reconhecida pelos jovens que serve tamb\u00e9m de incentivo para experi\u00eancias repetidas.   O Irm\u00e3o Jos\u00e9 Paulo sublinha que o que salta \u00e0 vista \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que une o jovem com o utente. \u201cOs jovens v\u00e3o descobrindo a grandeza de cada um que vive na institui\u00e7\u00e3o\u201d.    Jos\u00e9 Carlos Coelho destaca-se na idade e na prepara\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica. Uma licenciatura em Servi\u00e7o Social motivou-o a conhecer de perto uma realidade que apenas conhecia pelos livros. \u201cUma coisa s\u00e3o as teorias que estudamos sobre as doen\u00e7as metais, outra \u00e9 a experi\u00eancia no terreno. Tinha vontade de dar e ajudar\u201d. Esta presen\u00e7a no campo de f\u00e9rias hospitaleiras aprofundou mais a sua admira\u00e7\u00e3o por S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus. \u201cComo \u00e9 que aquele homem teve coragem de dar tudo e desprender-se de tudo. Saio desta experi\u00eancia com uma profunda admira\u00e7\u00e3o pela obra e pelos profissionais que aqui trabalham\u201d.  Os campos de f\u00e9rias s\u00e3o uma tradi\u00e7\u00e3o nas casa da Ordem Hospitaleira de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus. H\u00e1 30 anos que os jovens chegam para este trabalho volunt\u00e1rio que os ajuda a descobrir uma doen\u00e7a que a sociedade ainda desvia o olhar.   O Irm\u00e3o Jos\u00e9 Paulo afirma que se inicialmente estas actividades tinham como objectivo angariar voca\u00e7\u00f5es, \u201ce destinavam-se exclusivamente a rapazes\u201d, agora s\u00e3o mistos e, para al\u00e9m da voca\u00e7\u00e3o que pode surgir como descoberta, \u201cestamos apostados em sensibilizar os jovens para esta realidade, muitas vezes \u00e9 desconhecida, e ao estarem com estas pessoas, saem daqui com outros valores e apaixonados pelas pessoas\u201d. O religioso afirma que o \u201cvalor da pessoa humana est\u00e1 muito para l\u00e1 do que a pessoa aparenta\u201d.   Raquel, participante no campo de f\u00e9rias, explica que \u201cuma pessoa sai renovada desta experi\u00eancia. Pensamos que vimos dar muito de n\u00f3s, mas quem leva muito daqui somos n\u00f3s, em recorda\u00e7\u00f5es e carinho que recebemos\u201d.   O Irm\u00e3o Jos\u00e9 Paulo afirma que esta \u201c\u00e9 uma grande oportunidade para qualquer jovem, independentemente da religi\u00e3o, estar aqui presente\u201d. Os campos de f\u00e9rias s\u00e3o actividade que ocorrem no Ver\u00e3o, numa altura em que os jovens est\u00e3o mais livres. Nestas actividades \u00e9 tamb\u00e9m apresentado o movimento da Juventude Hospitaleira, como proposta de continuidade.   Nestes tempos em que se procuram sensa\u00e7\u00f5es \u00fanicas e originais, eis uma proposta ousada, de olhar quem sofre, querer estar com ele e contagi\u00e1-lo com a alegria e a boa disposi\u00e7\u00e3o dos que v\u00e3o construir, assim, um mundo melhor.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campos de f\u00e9rias s\u00e3o oportunidade para descobrir o outro, ajudar quem sofre e descobrir o valor do voluntariado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,206,211,222,329],"class_list":["post-33828","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-familia","tag-ferias","tag-hospitalidade","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33828\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}