{"id":33803,"date":"2008-08-27T12:57:59","date_gmt":"2008-08-27T12:57:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/27\/reducao-do-numero-de-pobres-e-estatistica\/"},"modified":"2008-08-27T12:57:59","modified_gmt":"2008-08-27T12:57:59","slug":"reducao-do-numero-de-pobres-e-estatistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/reducao-do-numero-de-pobres-e-estatistica\/","title":{"rendered":"Redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pobres \u00e9 estat\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de pessoas que vive no mundo no limiar da pobreza recuou entre 1981 e 2005, com fortes disparidades regionais, continuando a \u00c1frica Subsariana a sofrer mais, revela um estudo do Banco Mundial. O n\u00famero de pobres baixou de 1,9 para 1,4 mil milh\u00f5es num quarto de s\u00e9culo, devendo, no entanto, manter-se superior a mil milh\u00f5es em 2015.  Resultados que n\u00e3o surpreendem o Presidente da Rede Europeia Anti Pobreza \/ Portugal, o Pe. Agostinho Jardim Moreira, que relembra o compromisso da pol\u00edtica mundial de \u201colhar \u00c1frica como destino de ajudas para combater a pobreza\u201d.   \u201cA vida em alguns povos asi\u00e1ticos e na Am\u00e9rica latina tem vindo a melhorar, o que de forma geral, mostra este \u00edndice positivo, ainda que tenhamos uma larga margem de pessoas pobres nestes continentes\u201d.  Segundo o estudo, a \u00c1frica Subsariana \u00e9 a \u00fanica grande regi\u00e3o onde a pobreza se mant\u00e9m est\u00e1vel em termos percentuais (50 por cento em 2005, contra 51 por cento em 1981) embora a mesma tenha aumentado em n\u00fameros absolutos (384 milh\u00f5es de pessoas em 2005, contrariamente a 202 milh\u00f5es em 1981).  O Pe. Agostinho explica que a fome, milh\u00f5es de \u00f3rf\u00e3os v\u00edtimas de sida, o subdesenvolvimento educacional e de sa\u00fade s\u00e3o factores que contribuem para perpetuar o ciclo de pobreza. \u201cAs pessoas morrem com falta de coisas banais no Ocidente\u201d.  Na \u00c1sia, a regi\u00e3o com mais pobres \u00e9 o Sul, registando 596 milh\u00f5es de pessoas em 2005, contra 548 milh\u00f5es em 1981. Na Am\u00e9rica Latina e nas Cara\u00edbas, a pobreza recuou em percentagem (oito por cento em 2005, face a 12 por cento em 1981) mas manteve-se em termos absolutos (45 milh\u00f5es em ambos os anos). J\u00e1 na Europa de Leste e na \u00c1sia Central, a carestia aumentou (cinco por cento ou 24 milh\u00f5es em 2005, contra dois por cento ou sete milh\u00f5es em 1981).  Em contrapartida, na \u00c1frica do Norte e no M\u00e9dio-Oriente a pobreza diminuiu (cinco por cento ou 14 milh\u00f5es em 2005, contrariamente a nove por cento ou 15 milh\u00f5es em 1981).  \u201cD\u00e3o-se migalhas aos pobres para que n\u00e3o se sintam t\u00e3o diabos, mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o d\u00e3o o que devem, nem fazem a justi\u00e7a merecida\u201d, denuncia o Pe. Agostinho Moreira.   A pol\u00edtica mundial quer do Fundo Monet\u00e1rio Internacional quer tamb\u00e9m do Banco Mundial \u201cest\u00e3o viradas para olhar \u00c1frica e os pa\u00edses do terceiro mundo, como destinat\u00e1rias de ajudas\u201d. Mas as ajudas que n\u00e3o foram cumpridas, aponta o. Pe. Agostinho Jardim Moreira, relembrando que os pa\u00edses ricos n\u00e3o perdoaram a d\u00edvida aos pa\u00edses pobres e n\u00e3o cumpriram a promessa de contribuir com uma percentagem do Produto Interno Bruto para reduzir a pobreza.     <b>Estat\u00edsticas publicit\u00e1rias<\/b> O Presidente da REAPN afirma que estas estat\u00edsticas \u201cs\u00e3o mais publicidade que outra coisa\u201d. O Pe. Agostinho reconhece a veracidade \u201cpois regista-se um melhoramento, mas o compromisso que os pa\u00edses ricos assumiram, n\u00e3o est\u00e1 a ser cumprido\u201d.  \u201cPode ter melhorado um ou dois por cento, mas faltam ainda os 20% de pessoas que continuam a sofrer com a pobreza\u201d e acrescenta que se \u201chouvesse uma justi\u00e7a equitativa o \u00edndice de pobreza teria reduzido mais\u201d.   O Presidente da REAPN afirma que a falta de vontade pol\u00edtica impede a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. \u201cInveste-se mais em armamento do que na defesa das pessoas. Pensa-se mais em matar do que em dar a vida\u201d, sublinha, \u201cseja em que \u00e1rea for\u201d.  O ego\u00edsmo das na\u00e7\u00f5es que conduz \u00e0 hegemonia \u201cquer manter os ideais de paternalismo e depend\u00eancia\u201d. O Pe. Agostinho aponta que os v\u00e1rios pa\u00edses produtores de alimentos \u201cn\u00e3o podem estar na m\u00e3o de alguns que controlam as pol\u00edticas mundiais\u201d. Os pa\u00edses pobres \u201ct\u00eam sido sugados pelos pa\u00edses ricos\u201d. Petr\u00f3leo, diamantes, madeiras, agricultura e m\u00e3o-de-obra \u201cfalam mais alto que a justi\u00e7a mundial\u201d. Um jogo \u201cpol\u00edtico e estrat\u00e9gico\u201d que perpetua as d\u00edvidas dos pa\u00edses pobres que n\u00e3o quebram o ciclo de pobreza. \u201cUm drama que s\u00f3 muda quando mudar o cora\u00e7\u00e3o e o esp\u00edrito de servi\u00e7o com que se devem manter ao servi\u00e7o dos outros\u201d.   O Presidente da REAPN alerta para os perigos de \u201cnovos nacionalismos a que as pol\u00edticas proteccionistas podem conduzir\u201d. O Pe. Agostinho aponta que a identidade e a cultura s\u00e3o \u201cpreservadas na medida em que preservamos a dos outros\u201d.   Ao falarmos de globaliza\u00e7\u00e3o \u201capontamos o bem que faz, mas na pr\u00e1tica torna-se foco que exacerbados nacionalismos e gera desequil\u00edbrios\u201d. O Presidente da REAPN lembra que se \u201chouvesse um conceito de justi\u00e7a do ser humano eu n\u00e3o iria permitir que pessoas fossem alvo de escravatura para que algu\u00e9m no Ocidente possa comparar algo mais barato\u201d.   \u201cA responsabilidade recai sobre os pol\u00edticos que se tornam \u00abjoguetes\u00bb das pol\u00edticas economicistas e globais. A democracia deixou de ser express\u00e3o do povo para passar a ser a express\u00e3o de dom\u00ednio de alguns\u201d.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de pessoas que vive no mundo no limiar da pobreza recuou entre 1981 e 2005, com fortes disparidades regionais, continuando a \u00c1frica Subsariana a sofrer mais, revela um estudo do Banco Mundial. 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