{"id":33735,"date":"2008-08-21T12:40:15","date_gmt":"2008-08-21T12:40:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/21\/viver-a-romaria-da-senhora-da-agonia-e-dar-testemunho-da-fe-crista\/"},"modified":"2008-08-21T12:40:15","modified_gmt":"2008-08-21T12:40:15","slug":"viver-a-romaria-da-senhora-da-agonia-e-dar-testemunho-da-fe-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viver-a-romaria-da-senhora-da-agonia-e-dar-testemunho-da-fe-crista\/","title":{"rendered":"Viver a romaria da Senhora da Agonia \u00e9 dar testemunho da f\u00e9 crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Participar na romaria de Nossa Senhora da Agonia e nas suas prociss\u00f5es \u00e9 uma \u00abmanifesta\u00e7\u00e3o da autenticidade crist\u00e3\u00bb que h\u00e1-de conduzir a uma \u00abconquista da paz pela vit\u00f3ria sobre o ego\u00edsmo\u00bb. A mensagem \u00e9 de D. Jos\u00e9 Pedreira na homilia da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, na qual participou D. Joaquim Alves, Bispo de Vila Real, que antecedeu a prociss\u00e3o ao mar e ao rio e que juntou alguns milhares de pessoas que, das margens do Lima, saudavam a imagem da Virgem dolorosa com palmas e len\u00e7os brancos.  O Bispo de Viana do Castelo disse que celebrar a Senhora da Agonia \u00e9 \u00abmotivo para reflectir sobre os contrastes da sociedade\u00bb actual, alertando a consci\u00eancia de cada crist\u00e3o para que \u00abningu\u00e9m sofra por minha causa\u00bb, apelando a um empenho para banir as \u00abinimizades\u00bb e n\u00e3o permitir que o mal subsista na pessoa e \u00e0 sua volta.  A festa crist\u00e3, disse o Prelado na missa, pela primeira vez, campal frente \u00e0 capela de Nossa Senhora da Agonia, \u00abmerece um esfor\u00e7o s\u00e9rio de fidelidade \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, carece de uma renova\u00e7\u00e3o para corresponder \u00e0s ra\u00edzes que lhe deram origem\u00bb. No dia da gente do mar, em que o Prelado lan\u00e7ou a b\u00ean\u00e7\u00e3o sobre os barcos, o rio e o mar, o espa\u00e7o de ganha-p\u00e3o di\u00e1rio dos pescadores, o desafio \u00e9 que todos reconhe\u00e7am no sofrimento de Cristo a liberta\u00e7\u00e3o de toda a humanidade e que, hoje, possam ser ap\u00f3stolos desta Boa Nova por palavras e por actos.  Enquanto decorria a celebra\u00e7\u00e3o a az\u00e1fama na doca intensificava- se e tornava-se demasiado barulhenta fruto de uma m\u00e1 coordena\u00e7\u00e3o entre a Confraria e a Comiss\u00e3o de Festas, a tal ponto que no cais, apesar da aparelhagem sonora ningu\u00e9m ouviu nada do que o Bispo disse porque as m\u00fasicas e os reclames das divers\u00f5es se sobrepunham. O \u201cSempre em Frente\u201d, de Z\u00e9 Poita, foi a embarca\u00e7\u00e3o escolhida para, 40 anos depois, levar o andor de Nossa Senhora da Agonia que apesar de j\u00e1 ter embarcado nele diversas vezes \u00ab\u00e9 sempre uma emo\u00e7\u00e3o levar a imagem de Virgem\u00bb, confessa o \u201cpatr\u00e3o\u201d. Sem olhar aos custos que \u00abainda s\u00e3o elevados\u00bb, Z\u00e9 Poita diz que \u00e9 \u00abpor devo\u00e7\u00e3o\u00bb que continua a levar o andor e frisa que, cada vez que vai ao mar, ao sair da barra, se benze ao passar diante da capela de Nossa Senhora da Agonia, pedindo protec\u00e7\u00e3o e bom fruto da faina.  A bordo do \u201cSempre em Frente\u201d seguia tamb\u00e9m a Maria do Mar, uma beb\u00e9 de poucos meses e que \u00e9 o mais novo membro da fam\u00edlia. Centenas de embarca\u00e7\u00f5es engalanadas, sempre poucas para tantas pessoas que querem participar e ter a experi\u00eancia de ir ao mar e ao rio, fizeram o percurso entre a barra e a ponte met\u00e1lica para regressar \u00e0 doca. De novo em terra os andores percorreram as atapetadas e coloridas ruas da Ribeira onde, de varandas engalanadas, eram lan\u00e7as flores e papelinhos coloridos sobre o andor de Nossa Senhora da Agonia aos ombros de pescadores.  <b>Quarenta anos de prociss\u00e3o ao mar<\/b> A embarca\u00e7\u00e3o pesqueira \u201cSenhora da Agonia\u201d foi a primeira a levar ao mar e ao rio o andor de Nossa Senhora da Agonia h\u00e1 40 anos atr\u00e1s quando, pela primeira vez, os homens do mar puderam concretizar este anseio de longa data.  Manuel Passos, cuja alcunha do mar \u00e9 \u201cPirolas\u201d, aos 81 anos, juntamente com a esposa Isaura Sousa, recordam aqueles \u00abprimeiros doze anos\u00bb em que levaram consecutivamente o andor ao mar, num tempo em que \u00abas despesas eram muitas e o trabalho tamb\u00e9m\u00bb. Manuel Passos diz que s\u00f3 deixou de levar o andor da Senhora ao mar porque vendeu a embarca\u00e7\u00e3o, mas na voz ainda hoje se nota a emo\u00e7\u00e3o da honra desse servi\u00e7o \u00e0 comunidade piscat\u00f3ria de Viana. \u00abFoi o Manel Labrego \u2013 conta \u2013 da Comiss\u00e3o que veio a minha casa dizer-me que por ter o barco \u201cSenhora da Agonia\u201d ia levar o andor\u00bb quando come\u00e7ou esta tradi\u00e7\u00e3o recente porque antes a Ribeira via passar o andor da Senhora na prociss\u00e3o \u00e0 cidade. Isaura Sousa recorda que se \u00abcome\u00e7ava a trabalhar muito antes\u00bb das festas porque era preciso \u00abencalhar\u00bb o barco para o \u00abpintar todo\u00bb.  Depois, com o contributo de Amadeu Costa, \u00abamassavamos o barro \u00e0 m\u00e3o\u00bb para espetar \u00abas flores que o meu sobrinho trazia do Porto\u00bb e nesse tempo ficavam por uma pequena fortuna \u00absempre \u00e0s minhas custas\u00bb, diz orgulhosa desse passado segurando na m\u00e3o a fotografia do \u201cseu\u201d barco engalanado numa das sa\u00eddas ao mar com o andor. \u00abNaquele tempo os barcos iam muito mais bonitos do que agora\u00bb, reconhece.  A prociss\u00e3o ao mar est\u00e1 directamente ligada \u00e0 vida da Ribeira vianense, que neste dia atapeta a preceito as suas ruas para acolher o andor da Senhora da Agonia, vindo do cais em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 capela. Ao final da manh\u00e3 de ontem, algumas pessoas ainda trabalhavam para finalizar o extenso tapete da rua Frei Bartolomeu dos M\u00e1rtires.  Jos\u00e9 da Concei\u00e7\u00e3o, que \u201ccomanda\u201d este grupo de pessoas que dobrou a noite a trabalhar, diz que o projecto era mais ambicioso, mas os custos limitaram-no. \u00abQueriamos fazer em sal a reprodu\u00e7\u00e3o do retrato do Beato Bartolomeu dos M\u00e1rtires\u00bb, o Santinho para as gentes da Ribeira, mas os \u00abcerca de 600 euros\u00bb que pediram pelos moldes, fizeram com que o tapete, apesar de bonito e colorido, se quedasse por umas flores e uns c\u00e1lices com a h\u00f3stia, tudo feito com sal, em diversas cores e um pouco de serrim, este cada vez mais dif\u00edcil de arranjar.  Jos\u00e9 da Concei\u00e7\u00e3o diz que h\u00e1 20 anos \u00e9 sempre o primeiro a \u00abdeitar m\u00e3os \u00e0 obra\u00bb e depois vai esperando pelos demais que se lhe juntam na confec\u00e7\u00e3o do tapete. \u00abNunca se sabe quantos v\u00eam\u00bb, diz enquanto vai fazendo a contabilidade deste ano para concluir que colaboraram mais de 25 pessoas.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participar na romaria de Nossa Senhora da Agonia e nas suas prociss\u00f5es \u00e9 uma \u00abmanifesta\u00e7\u00e3o da autenticidade crist\u00e3\u00bb que h\u00e1-de conduzir a uma \u00abconquista da paz pela vit\u00f3ria sobre o ego\u00edsmo\u00bb. A mensagem \u00e9 de D. Jos\u00e9 Pedreira na homilia da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, na qual participou D. 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