{"id":33721,"date":"2008-08-20T16:17:25","date_gmt":"2008-08-20T16:17:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/20\/a-igreja-catolica-no-oriente\/"},"modified":"2008-08-20T16:17:25","modified_gmt":"2008-08-20T16:17:25","slug":"a-igreja-catolica-no-oriente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-igreja-catolica-no-oriente\/","title":{"rendered":"A Igreja cat\u00f3lica no Oriente"},"content":{"rendered":"<p>O trabalho da Igreja clandestina, a forma\u00e7\u00e3o de seminaristas, o exemplo de Fengxiang e o aumento das pr\u00e1ticas religiosas s\u00e3o cen\u00e1rios na China <!--more--> Com a realiza\u00e7\u00e3o dos Jogos Ol\u00edmpicos em Pequim, a China exp\u00f4s-se ao mundo e quis enfrentar a oportunidade de se afirmar na comunidade internacional, pondo tamb\u00e9m debate as fragilidades da sociedade chinesa.   A aus\u00eancia de liberdade, em especial a falta de liberdade religiosa \u00e9 uma dessas fragilidades que percorre a hist\u00f3ria da China desde meados do S\u00e9c. XX.   Em Novembro de 1995, foi transmitido na televis\u00e3o francesa um document\u00e1rio sobre os crist\u00e3os na China. Os bispos, padres e religiosos filmados foram detidos. At\u00e9 hoje, James Su Zhimin, bispo de Baoding, continua desaparecido. Os padres e religiosos clandestino na China s\u00e3o vigiados de perto e por isso se tenta proteger as suas identidades.   <b>Trabalhar clandestiamente<\/b> Numa das aldeias no Norte da China, as pessoas trabalham na agricultura. S\u00e3o pobres e a \u00e1gua \u00e9 preciosa. As casas n\u00e3o t\u00eam aquecimento nem as infraestruturas sanit\u00e1rias.   O Pe. Pedro (nome fict\u00edcio), da Igreja clandestina, passa a sua vida a viajar de aldeia em aldeia, de casa em casa. Em 23 aldeias, as fam\u00edlias d\u00e3o-lhe abrigo durante uma ou duas noites. Transporta consigo, dentro de um saco, todos os seus pertences.   \u201cTodos os dias celebro a missa, ou\u00e7o confiss\u00f5es e visito os doentes. Aos Domingos, h\u00e1 tr\u00eas ou quatro missas em locais seleccionados de modo a que muitas pessoas possam assistir\u201d, explica. O Pe. Pedro \u00e9 sacerdote cat\u00f3lico h\u00e1 12 anos, quatro dos quais na par\u00f3quia onde actualmente se encontra. As suas visitas s\u00e3o aguardadas com entusiasmo, pois consideram-no membro da fam\u00edlia. Mas o que ele faz \u00e9 ilegal, pois \u00e9 padre de uma igreja clandestina.   \u201cSomos perseguidos\u201d, admite o sacerdote, acrescentando que a liberdade na China ainda est\u00e1 muito long\u00ednqua na China, mas temos de ter f\u00e9. Jesus disse-nos \u00abN\u00e3o tenhais medo\u00bb. A Igreja de Roma foi perseguida durante 300 anos e no final consegui a sua liberdade\u201d.  O governo chin\u00eas tolera a religi\u00e3o sob o apertado controlo das chamadas Associa\u00e7\u00f5es Patri\u00f3ticas, que t\u00eam por objectivo assegurar que as cren\u00e7as religiosas n\u00e3o ameacem a linha partid\u00e1ria. Existem tr\u00eas igrejas, uma das quais depende inteiramente da Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica. Outra pertence ao Papa e \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica. Outra \u00e9 exclusivamente leal ao Papa\u201d.   Jos\u00e9, (nome fict\u00edcio) \u00e9 um trabalhar na aldeia e explica que o seu baptizado foi realizado na Igreja patri\u00f3tica e s\u00f3 mais tarde descobriu que havia duas igrejas \u2013 a patri\u00f3tica e a clandestina. \u201cComecei a rezar e a pedir a Deus que me ajudasse a perceber qual delas \u00e9 a verdadeira Igreja\u201d.  Os crist\u00e3os que n\u00e3o rendem a sua f\u00e9 \u00e0s directivas governamentais s\u00e3o conduzidos para a clandestinidade, correndo o risco de serem detidos a qualquer momento. A missa \u00e9 celebrada secretamente, uma vez que as igrejas provis\u00f3rias podem ser destru\u00eddas pelas autoridades de um dia para o outro.   Na China comunista foi sempre dif\u00edcil ser crist\u00e3o.   \u201cFui baptizada em crian\u00e7a. Durante a revolu\u00e7\u00e3o cultural os cat\u00f3licos eram perseguidos. Espancaram-me e eu abandonei a f\u00e9. Durante esses anos, n\u00e3o dei gl\u00f3ria a Deus, mas mesmo n\u00e3o tendo sido fiel, acredito que Deus \u00e9 o verdadeiro Deus\u201d, explica Teresa (nome fict\u00edcio), trabalhadora na aldeia.  A partilha de um sacerdote por 23 aldeias requer a participa\u00e7\u00e3o de todos.   A Irm\u00e3 Maria, da Igreja clandestina, explica que leu a B\u00edblia e conversou com outras pessoas acerca da vida crist\u00e3. \u201cFa\u00e7o visitas aos velhos e aos doentes, no Ver\u00e3o dou catequese aos jovens para eles aprenderem os ensinamentos da Igreja\u201d.   Catarina (nome fict\u00edcio), da Igreja Clandestina explica que \u201caldeias como esta a maioria das pessoas n\u00e3o sabem nada sobre o Cristianismo. Mas v\u00eaem como os cat\u00f3licos rezam com os doentes e isso ajuda-os a perceber como Deus os ama\u201d.   Paulo (nome fict\u00edcio), da Igreja Clandestina explica que trabalha no campo. \u201cN\u00e3o terminei a escola, mas sei tocar \u00f3rg\u00e3o e, apesar de n\u00e3o tocar muito bem, consigo acompanhar os c\u00e2nticos da missa e agrade\u00e7o a Deus a sua d\u00e1diva\u201d.  <b>Ser seminarita<\/b> Noutra localidade da China central, o ensino da Igreja clandestina tem de ser realizado secretamente. Jovens frequentam a universidade com milhares de outros alunos, mas os seus colegas n\u00e3o sabem que estes alunos, levam uma vida dupla. Pertencem a uma comunidade clandestina onde se encontram a receber forma\u00e7\u00e3o para se tornarem padres.  Matias (nome fict\u00edcio), seminarista da Igreja Clandestina, explica que \u201cantes de ir para a universidade, sent\u00edamos um grande desejo de evangelizar os alunos. Mas se queremos ficar muito tempo na universidade, temo de ter cuidado e evitar o risco de sermos descobertos\u201d. Agora o seu objectivo principal \u00e9 estudar e assim que tiverem terminado os estudos \u201cteremos mais liberdade para evangelizar\u201d.  Para evitar serem detectados, os alunos dividem-se em pequenos grupos e mudam-se para apartamentos colocados \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o por fam\u00edlias cat\u00f3licas. Comparada com o semin\u00e1rio, esta \u00e9 uma casa luxuosa. A rigorosa rotina di\u00e1ria permanece id\u00eantica. O dia come\u00e7a \u00e0s 4 horas da manh\u00e3 e inclui cozinhar e fazer limpezas, mas tamb\u00e9m rezar e estudar. O melhor quarto da casa foi convertido em capela.  Perante o olhar leigo, uma caixa decorada cont\u00e9m o p\u00e3o da eucaristia.  \u201cPor vezes somos descobertos e temos de mudar de casa\u201d, explica o Pe. Nicodemos (nome fict\u00edcio), reitor do Semin\u00e1rio da Igreja clandestina. \u201cEstivemos j\u00e1 em muitos lugares\u201d. Quando era seminarista o sacerdote recorda ter mudado tr\u00eas vezes de resid\u00eancia e todas as mudan\u00e7as foram feitas secretamente, a meio da noite. \u201cPor vezes os seminaristas da Igreja patri\u00f3tica juntavam-se n\u00f3s. Temos de ser prudentes, nesta situa\u00e7\u00e3o, porque receamos que eles sejam espi\u00f5es\u201d.   O pr\u00f3prio reitor do Semin\u00e1rio conhece a pris\u00e3o por dentro. Mas n\u00e3o \u00e9 isso que o preocupa mais. A qualidade da forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica a oferecer \u00e9 a principal preocupa\u00e7\u00e3o.   \u201cA nossa maior dificuldade \u00e9 n\u00e3o ter professores. O reitor do Semin\u00e1rio ensina um pouco de tudo, mas no final acabamos por m\u00e3o conseguir ensinar nada devidamente. Outro problema \u00e9 a falta de bons livros para estudar\u201d.    <b>A diocese de Fengxiang<\/b> Lucas Li Jingfeng, nasceu em 1922. Passou 23 anos da sua vida na pris\u00e3o e em campos de trabalho, uma situa\u00e7\u00e3o normal para um bispo da sua gera\u00e7\u00e3o. A primeira onda de persegui\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio quando os comunistas chegaram ao poder em 1949. Os mission\u00e1rios foram expulsos, os bens da Igreja foram confiscados e os bispos e padres foram presos tendo muitos deles sido assassinados.   Na altura em que D. Lucas Li foi preso pela primeira vez, sabia que n\u00e3o podia esperar mais nada. O bispo da Igreja Clandestina aprovada pelo governo afirma que \u201cn\u00e3o tinha medo. Era normal ser perseguido. Se n\u00e3o tivesse sido perseguido teria sido um milagre\u201d. Por isso \u201cn\u00e3o havia tristeza, temor, medo ou dor. Havia sofrimento, mas Cristo sofreu por n\u00f3s\u201d.   A persegui\u00e7\u00e3o intensificou-se em 1966, na altura que Mao Ts\u00e9-Tung lan\u00e7ou a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, para eliminar os seus opositores pol\u00edticos. Durou uma d\u00e9cada, matou milh\u00f5es de pessoas e destruiu o tecido da sociedade chinesa.  A religi\u00e3o em geral, e a Igreja Cat\u00f3lica em particular, foi apontada como contra revolucion\u00e1ria.   \u201cDurante a revolu\u00e7\u00e3o cultural, os que n\u00e3o estavam na pris\u00e3o, sofreram mais do que n\u00f3s sofremos quando est\u00e1vamos na pris\u00e3o\u201d, recorda o Bispo Lucas Li. As igrejas forma destru\u00eddas, fecharam-se semin\u00e1rios, e os cl\u00e9rigos foram assassinados ou presos.   D. Lucas Li recorda n\u00e3o ter sofrido muito. \u201cUm dos meus colegas de turma sofreu muito mais. Foi muito corajoso. Era um homem de f\u00e9, um crist\u00e3o convertido. Espancaram-no, esfaquearam-no e rasgaram-lhe as roupas e enquanto era torturado repetia \u00absou padre da Igreja Cat\u00f3lica. Se voc\u00eas me maltratarem como uma pessoa normal, n\u00e3o importa. Mas se me maltratam porque sou padre, n\u00e3o temo nada\u00bb\u201d.    O programa de liberaliza\u00e7\u00e3o de Deng Xiaoping, de 1978, come\u00e7ou a abrir portas para o regresso da religi\u00e3o \u00e0 vida p\u00fablica chinesa. Mas esta liberdade religiosa limitada tinha um pre\u00e7o \u2013 o controle das associa\u00e7\u00f5es patri\u00f3ticas criadas sob o dom\u00ednio de Mao ts\u00e9-tung para assegurar a compatibilidade da religi\u00e3o com o ideal do partido comunista.   Para os cat\u00f3licos a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica significava a ren\u00fancia ao poder papal. D. Lucas Li negou. \u201cSe n\u00e3o estivermos unidos a Roma, ao Vaticano e ao Papa n\u00e3o somos cat\u00f3licos\u201d.  D. Lucas Li conseguiu algo de excepcional na China. Desde a sua liberta\u00e7\u00e3o, as boas rela\u00e7\u00f5es que mant\u00e9m com o governo permitiram-lhe contornar a Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica, atrav\u00e9s da direc\u00e7\u00e3o da sua diocese. O Bispo Lucas Li nunca renunciou ao Papa e ainda consegue trabalhar sem disfar\u00e7ar.    \u201c\u00c9 um milagre\u201d, considera o Bispo. A Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica nunca foi ter com D. Li e nunca falou com ele. \u201cNegoceio directamente com o governo\u201d.   A maior for\u00e7a de D. Lucas Li \u00e9 o apoio que recebe de todos os sacerdotes da sua diocese. Aqui, os cat\u00f3licos fieis a Roma, n\u00e3o s\u00e3o obrigados a fazer o seu culto secretamente.   Nesta diocese foram constru\u00eddas cerca de 30 novas igrejas. Isto foi poss\u00edvel porque com a abertura da China, os bens da Igreja \u201cforam-nos devolvidos e aqui o governo local \u00e9 tolerante\u201d, explica o Pe Yang Xiao Jian, da Igreja Clandestina, apoiada pelo governo.   Nova Igreja constru\u00edda perante o olhar dos inspectores do governo. Chinesa por fora, por dentro a igreja \u00e9 complemente romana. A Igreja foi constru\u00edda em estilo chin\u00eas.   \u201cEm geral, os fi\u00e9is preferem igrejas em estilo europeu, que proclamam que a nossa f\u00e9 vem de Roma. Mas o nosso bispo encorajou-nos a construir em estilo chin\u00eas como sinal da acultura\u00e7\u00e3o da f\u00e9 cat\u00f3lica na cultura chinesa\u201d, explica o Pe. Yang Xiao Jian.  Na aldeia de Jian Hong Tu, a cerca de 1125 quil\u00f3metros de Pequim, a divis\u00e3o ideol\u00f3gica entre o comunismo ate\u00edsta e a religi\u00e3o, foi ultrapassada por dois homens. O sacerdote da par\u00f3quia cat\u00f3lica e o secret\u00e1rio do partido comunista, que juntaram for\u00e7a para oferecer uma escola \u00e0s crian\u00e7as locais.   Yan Qike, Secret\u00e1rio do Partido comunista em Baishan, explica que a reconstru\u00e7\u00e3o da escola foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao p\u00e1roco da par\u00f3quia e com a ajuda de uma funda\u00e7\u00e3o alem\u00e3. \u201cA Igreja cat\u00f3lica cumpre as suas promessas. Apoiaram-nos desde o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao fim. Se no in\u00edcio o governo tinha criticas a fazer, no final, depois de ter falado com v\u00e1rios funcion\u00e1rios p\u00fablicos respons\u00e1veis, deixaram-nos avan\u00e7ar\u201d.  A abordagem do secret\u00e1rios do partido comunista \u00e9 pragm\u00e1tica. \u201cNesta \u00e1rea existem muitos crist\u00e3os que s\u00e3o cidad\u00e3os modelo. As autoridades reconhecem este facto e n\u00e3o interferem nas actividades da Igreja. A reputa\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3o aqui \u00e9 de pessoas exemplares no respeito pela lei\u201d.  A diocese de Fengxiang de D. Lucas Li, na prov\u00edncia de Shaanxi, \u00e9 exemplo de rela\u00e7\u00f5es novas e melhoradas. Existem alguns casos de protestantes e ortodoxos russos que actuam sem filia\u00e7\u00e3o a uma associa\u00e7\u00e3o governamental. Mas este acordo, apenas aprece poss\u00edvel a uma dist\u00e2ncia segura de Pequim. Parece uma inc\u00f3gnita o facto de o governo tolerar esta liberdade a uma maior escala.   <b>Pr\u00e1tica religiosa em alta<\/b> A religi\u00e3o \u00e9 ainda um dos segredos mais bem guardados da China. Ningu\u00e9m sabe ao certo quantos crentes religiosos existem na China mas todos sabem que os n\u00fameros  elevados e se encontram em r\u00e1pido crescimento. Os estudiosos chineses come\u00e7am a avaliar este novo factor.  O professor Tong Shijun, Vice presidente da Academia de Ci\u00eancias da Universidade de Xangai conduziu a primeira pesquisa de opini\u00e3o em larga escala sobre a ades\u00e3o religiosa na China e descobriu que mais de 30% das pessoas se considera religiosa. Significa isto que cerca de 300 milh\u00f5es de chineses rezam.  \u201cO n\u00famero de pessoas que diz acreditar em algum tipo de sistema religioso \u00e9 mais elevado do que esper\u00e1vamos. Na China, actualmente as pessoas est\u00e3o mais abertas para se exprimirem nestes aspectos, enquanto que antes provavelmente teriam hesitado em exprimir-se como seno ou n\u00e3o religiosas\u201d.  Outro pressuposto questionado pelo estudo diz respeito \u00e0 classe social. \u201cEsper\u00e1vamos que as pessoas em \u00e1reas economicamente mais pr\u00f3speras manifestassem um menor interesse religioso, mas n\u00e3o \u00e9 esse o caso. Para nossa surpresa n\u00e3o existe paralelo entre a situa\u00e7\u00e3o religiosas e a situa\u00e7\u00e3o de sucesso econ\u00f3mico\u201d.  Financiado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o chin\u00eas, o estudo faz parte de uma abordagem nova e mais descontra\u00edda ao velho inimigo, a religi\u00e3o. \u201cO governo mostrou mais aten\u00e7\u00e3o ao papel das religi\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o da chamada sociedade harmoniosa socialista. Houve no passado atitudes mais negativas e inibit\u00f3rias\u201d.   As atitudes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o podem estar a mudar, mas a solu\u00e7\u00e3o proposta permanece a mesma , o Marxismo.   \u201cO Marxismo pode tamb\u00e9m ir de encontro \u00e0s crescentes necessidades de vida espiritual na China. Existe um interesse crescente na vida e na dimens\u00e3o espiritual  entre os chineses\u201d. Mas na China, que tem uma tradi\u00e7\u00e3o secular, \u201ca procura do sentido da vida pode tamb\u00e9m ser satisfeito por ideologias seculares\u201d.   O surto religioso na China impressiona o governo. Mas um factor ainda mais alarmante, \u00e9 a comiss\u00e3o disciplinar, 20 dos 60 milh\u00f5es de membros do partido serem crentes e 10 milh\u00f5es participarem regularmente em servi\u00e7os religiosos. A lideran\u00e7a chinesa trocou os ideais do marxismo pelo capitalismo. Falta saber se o pr\u00f3ximo ser\u00e1 o ate\u00edsmo.   <i>Redac\u00e7\u00e3o\/Romereports e Chatolic Radio and Television Network\/Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho da Igreja clandestina, a forma\u00e7\u00e3o de seminaristas, o exemplo de Fengxiang e o aumento das pr\u00e1ticas religiosas s\u00e3o cen\u00e1rios na China<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[127,154,168,193,206],"class_list":["post-33721","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-educacao","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33721\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}