{"id":336694,"date":"2024-08-27T05:00:30","date_gmt":"2024-08-27T04:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=336694"},"modified":"2024-08-28T17:05:45","modified_gmt":"2024-08-28T16:05:45","slug":"saude-hoje-os-cuidados-paliativos-prolongam-a-sobrevivencia-maria-margarida-teixeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saude-hoje-os-cuidados-paliativos-prolongam-a-sobrevivencia-maria-margarida-teixeira\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade: \u00abCuidados paliativos prolongam sobreviv\u00eancia\u00bb &#8211; Maria Margarida Teixeira"},"content":{"rendered":"<p><em>Oncologista e autora do livro \u00abO que quero dizer ao morrer\u00bb lamenta que a morte seja escondida, atualmente, e relata mortes que acompanhou que foram \u00abserenas, tranquilas e asseguraram que as pessoas continuam a ser recordadas\u00bb<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Margarida-4.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-336698 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Margarida-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Margarida-4.jpg 1440w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Margarida-4-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Margarida-4-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Margarida-4-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><\/a>Lisboa, 27 ago 2024 (Ecclesia) \u2013 Maria Margarida Teixeira, m\u00e9dica oncologista e autora do livro &#8216;O que quero dizer ao morrer&#8217;, referiu \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que a ci\u00eancia demonstra que os cuidados paliativos \u201cprolongam a vida\u201d<\/p>\n<p>\u201cHoje, na \u00e1rea da Oncologia, os cuidados paliativos prolongam a sobreviv\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a qualidade de vida, mas aumentam a sobreviv\u00eancia. Est\u00e1 cientificamente comprovado, nas pessoas com cancro do pulm\u00e3o\u201d, explica a m\u00e9dica do Instituto Portugu\u00eas de Oncologia, em Coimbra.<\/p>\n<p>A especialista assinala a necessidade de os cuidados paliativos acompanharem \u201ctodas as fases da doen\u00e7a de uma pessoa\u201d, \u201cdesde o in\u00edcio e ao longo do desenvolvimento\u201d, com uma equipa multidisciplinar: \u201cOs cuidados paliativos s\u00e3o t\u00e3o importantes, numa fase mais avan\u00e7ada como numa fase inicial do tratamento\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA escassez de profissionais formados na \u00e1rea leva a que as pessoas s\u00f3 tenham acesso aos cuidados paliativos, quando, efetivamente, est\u00e3o a morrer\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos indicadores apontam para que apenas 30% dos portugueses t\u00eam acesso a cuidados paliativos.<\/p>\n<p>Maria Margarida Teixeira diz que demorou cerca de 30 anos a escrever este livro porque queria encontrar as \u201cpalavras certas\u201d para contar cada hist\u00f3ria, queria \u201crezar\u201d cada percurso e apresentar a morte natural que \u201choje n\u00e3o \u00e9 muito contada, n\u00e3o \u00e9 muito vista\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>Parafraseando a estrutura de um poema de Sophia, \u00abVemos, ouvimos e lemos, n\u00e3o podemos ignorar\u00bb, eu digo &#8211; Nascemos, vivemos e morremos, n\u00e3o podemos ignorar. Hoje na sociedade, morre-se de v\u00e1rias maneiras, mas a morte \u00e9, tantas vezes, roubada, \u00e9 interrompida, esconde-se a morte. Resolvi escrever este livro para dar a conhecer a morte acompanhada, a morte natural, mostrar que n\u00e3o se deve ter medo das palavras que se querem dizer ao morrer\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_338133\" aria-describedby=\"caption-attachment-338133\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/241689656_4480943945300574_2097557896231432284_n.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-338133\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/241689656_4480943945300574_2097557896231432284_n-400x225.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/241689656_4480943945300574_2097557896231432284_n-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/241689656_4480943945300574_2097557896231432284_n-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/241689656_4480943945300574_2097557896231432284_n-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/241689656_4480943945300574_2097557896231432284_n-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/241689656_4480943945300574_2097557896231432284_n.jpg 1605w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-338133\" class=\"wp-caption-text\">Foto: IPO Coimbra<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cAs pessoas quando est\u00e3o a morrer t\u00eam muito para dizer. O que as pessoas mais querem, naquele \u00faltimo minuto, naquele \u00faltimo segundo, \u00e9 que algu\u00e9m as recorde, e expressam-nos de diferentes maneiras, tamb\u00e9m n\u00e3o-verbais. A audi\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo sentido e um sussurro ao ouvido, da pessoa de quem mais amamos, no \u00faltimo momento, d\u00e1 seguran\u00e7a \u00e0 pessoa que vai morrer\u201d, explica.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica oncologista afirma que a morte \u201csurpreende sempre\u201d e afirma que \u201cnem sempre \u00e9 poss\u00edvel a fam\u00edlia estar presente\u201d, mas sempre que poss\u00edvel, a pessoa deve morrer acompanhada, permitindo assim uma morte \u201ctranquila e resolvida\u201d.<\/p>\n<p>Maria Margarida Teixeira lamenta que atualmente \u201cgrande parte dos adultos\u201d nunca viu ningu\u00e9m morrer, facto que atinge tamb\u00e9m a classe m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m durante a sua forma\u00e7\u00e3o, e a autora escreve na publica\u00e7\u00e3o, nunca ter tido uma aula de empatia, que ajudasse a estabelecer a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dico e o paciente.<\/p>\n<blockquote><p>A medicina est\u00e1 hoje cheia de protocolos, que s\u00e3o muito importantes, mas, eu costumo dizer que o protocolo mostra a filosofia do tratamento e de um servi\u00e7o, mas uma coisa \u00e9 a doen\u00e7a, e depois temos que enquadrar a doen\u00e7a na pessoa. Hoje, para al\u00e9m do protocolo, o m\u00e9dico interp\u00f5e-se por um ecr\u00e3 de computador. Mas o m\u00e9dico tem de escutar, escutar muito, e eu quando escuto j\u00e1 n\u00e3o estou a mexer no computador, o paciente j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 no telem\u00f3vel e estamos olhos nos olhos\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Quando a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dico e paciente \u201cflui\u201d, abre-se um caminho para \u201cexplicar a terap\u00eautica oncol\u00f3gica dura\u201d e, se necess\u00e1rio, quando chegar a hora, dizer que \u201co fim est\u00e1 pr\u00f3ximo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE n\u00e3o \u00e9 com o fim a aproximar-se que eu o vou deixar de tratar. E o doente responde \u2013 \u2018mas eu vou morrer\u2019, e eu digo \u2018sim, mas vamos viver este tempo, o melhor que h\u00e1 para viver, deixar que a pessoa seja ela mesma e se encontre com ela mesma\u201d, assegura.<\/p>\n<p>A conversa com Maria Margarida Teixeira \u00e9 emitida hoje, no Programa ECCLESIA na RTP2, pelas 15h35, e vai ser emitida na <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/radio\/\">Antena 1<\/a>, esta quinta-feira, pouco depois da meia-noite, ficando despois dispon\u00edvel no podcast \u00ab<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/alarga-a-tua-tenda\">Alarga a tua tenda<\/a>\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oncologista e autora do livro \u00abO que quero dizer ao morrer\u00bb lamenta que a morte seja escondida, atualmente, e relata mortes que acompanhou que foram \u00abserenas, tranquilas e asseguraram que as pessoas continuam a ser 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