{"id":336552,"date":"2024-08-14T07:00:11","date_gmt":"2024-08-14T06:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=336552"},"modified":"2024-08-16T10:21:47","modified_gmt":"2024-08-16T09:21:47","slug":"musica-precisamos-de-poetas-que-cantem-a-espiritualidade-luis-roquette","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/musica-precisamos-de-poetas-que-cantem-a-espiritualidade-luis-roquette\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: \u00abPrecisamos de poetas que cantem a espiritualidade\u00bb &#8211; Lu\u00eds Roquette"},"content":{"rendered":"<p><em>M\u00fasico e fundador do grupo Simplus entende a arte, \u00abqualquer arte\u00bb, como a \u00abora\u00e7\u00e3o mais profunda\u00bb, recorda o seu percurso musical e apresenta \u00abBanquete\u00bb, o trabalho musical que afirma que a \u00abmesa, o altar\u00bb est\u00e1 sempre posto para todos\u00a0<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_336553\" aria-describedby=\"caption-attachment-336553\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Luis-Roquete1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-336553 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Luis-Roquete1.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1440\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Luis-Roquete1.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Luis-Roquete1-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Luis-Roquete1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Luis-Roquete1-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Luis-Roquete1-1536x1152.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-336553\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/PR<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 14 ago 2024 (Ecclesia) \u2013 O m\u00fasico Lu\u00eds Roquette, fundador do grupo Simplus, diz que s\u00e3o necess\u00e1rios poetas que cantem a espiritualidade, \u201cpara l\u00e1 das realidades, das paix\u00f5es, das constru\u00e7\u00f5es humanas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de uma entidade que nos inspire para falarmos das realidades, n\u00e3o s\u00f3 terrenas, n\u00e3o s\u00f3 dos afetos, n\u00e3o s\u00f3 das paix\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 das constru\u00e7\u00f5es humanas. N\u00f3s n\u00e3o somos s\u00f3 feitos de constru\u00e7\u00f5es humanas e, portanto, \u00e9 muito importante essa realidade (espiritual) cantada, musical tamb\u00e9m, art\u00edstica\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cCada pessoa tem uma pergunta. A sua pergunta &#8211; Quem sou eu? Porqu\u00ea \u00e9 que eu existo? Porqu\u00ea \u00e9 que eu fa\u00e7o isto, porqu\u00ea \u00e9 que eu fa\u00e7o este caminho? Ser\u00e1 que existe vida para al\u00e9m da morte? H\u00e1 uma pergunta inerente em cada um e que nos faz brilhar ou deixar que brilhe uma luz que venha dessa realidade. H\u00e1 uns que evidenciam mais Deus, h\u00e1 outros que evidenciam a natureza, h\u00e1 outros que evidenciam o universo, os planetas e os signos, e h\u00e1 outros que s\u00e3o mais humanistas, ou iluministas. O objetivo \u00e9, perante uma vida vivida, os acontecimentos serem postos \u00e0 luz dessa pergunta\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Foi h\u00e1 cerca de 20 anos que Lu\u00eds Roquette fundou, juntamente com a prima Maria Dur\u00e3o, o grupo Simplus, mas as inspira\u00e7\u00f5es musicais come\u00e7aram cedo na vida do jovem que ainda decidiu estudar Design de Equipamentos, na Faculdade de Belas Artes, mas ap\u00f3s meia hora da frequ\u00eancia na primeira aula, levantou-se e desistiu.<\/p>\n<p>\u201cNa altura vivia na sombra de ter de tirar um curso que fosse minimamente aceit\u00e1vel. Fui para Design de Equipamento nas Belas Artes, mas na primeira aula &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Fotografia &#8211; eu sentia fisicamente alguma coisa que me deixava inquieto, que me dizia que n\u00e3o era por ali. Levantei-me e sa\u00ed\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Seguiu-se a forma\u00e7\u00e3o no Hot Club de Portugal, onde explorou sons, instrumentos, improvisos, mas indica, que o fado e a \u201cest\u00e9tica dos anos 50 e 60\u201d do s\u00e9culo XX s\u00e3o um dos seus contextos eleitos.<\/p>\n<p>\u201cO fado antigo que vem dos artistas como Carlos Ramos, a Maria Teresa de Noronha, a Am\u00e1lia, Frei Hermano da C\u00e2mara, o Jo\u00e3o Ferreira Rosa, na altura, n\u00e3o s\u00f3 artisticamente, mas tamb\u00e9m as pessoas daquela gera\u00e7\u00e3o diziam-me alguma coisa. Quando eu era novo, a\u00ed com 15 ou 16 anos, j\u00e1 sentia interesse em saber porqu\u00ea que aquelas pessoas daquela gera\u00e7\u00e3o cantavam, qual \u00e9 que era o gosto delas pela arte, porqu\u00ea que gostavam de poemas, porqu\u00ea que gostavam de sentir a m\u00fasica, e dava at\u00e9 mais valor a isso do que aos artistas novos, muito \u2018cool\u2019 e muito irreverentes da minha \u00e9poca\u201d, conta.<\/p>\n<p>A B\u00edblia, a participa\u00e7\u00e3o na Eucaristia, \u201ctantas vezes durante a semana para escutar o sil\u00eancio e observar as pessoas\u201d, s\u00e3o inspira\u00e7\u00f5es que t\u00eam pautado as suas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sinto de grande necessidade de falar daquilo que me acontece amorosamente \u2013 o estar muito apaixonado. A necessidade de escrever, de compor e de mostrar aos outros \u00e9 mais uma luz que vem de fora e que vai passando por mim e volta a sair\u201d, explica.<\/p>\n<p>Com o seu \u00faltimo trabalho \u00abBanquete\u00bb, Lu\u00eds Roquette assume a certeza de que a mesa \u201cest\u00e1 posta para todos\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cFoi numa missa que me dei conta o qu\u00e3o importante \u00e9 este sacramento. A pessoa pode n\u00e3o estar casada, pode n\u00e3o estar na ordem, pode at\u00e9 n\u00e3o estar confessada, pode n\u00e3o ter os outros sacramentos, mas tem todos os dias o sacramento da Eucaristia a acontecer. A mesa, o altar est\u00e1 posto. O banquete acontece todos os dias\u201d, apresenta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em conversa com o programa ECCLESIA, Lu\u00eds Roquette explica que a arte, \u201cqualquer arte\u201d \u00e9 para uma \u201cora\u00e7\u00e3o profunda\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA arte \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o no pulsar mais brilhante do ser humano. Porque uma pessoa pode ser artista e n\u00e3o ser especificamente religioso, mas a forma como ele faz arte, como ele se abre a essa realidade \u00e9 t\u00e3o forte que \u00e0s vezes at\u00e9 \u00e9 mais forte do que uma vida religiosa\u201d, acredita.<\/p>\n<p>A conversa com Lu\u00eds Roquette pode ser acompanhada esta noite na Antena 1, pouco depois da meia-noite, e fica dispon\u00edvel no portal de informa\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/radio\/\">Ag\u00eancia ECCLESIA<\/a> e no podcast \u00ab<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/alarga-a-tua-tenda\">Alarga a tua tenda<\/a>\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00fasico e fundador do grupo Simplus entende a arte, \u00abqualquer arte\u00bb, como a \u00abora\u00e7\u00e3o mais profunda\u00bb, recorda o seu percurso musical e apresenta \u00abBanquete\u00bb, o trabalho musical que afirma que a \u00abmesa, o altar\u00bb est\u00e1 sempre posto 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