{"id":33557,"date":"2008-08-07T18:01:37","date_gmt":"2008-08-07T18:01:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/07\/bento-xvi-prioridade-pequim\/"},"modified":"2008-08-07T18:01:37","modified_gmt":"2008-08-07T18:01:37","slug":"bento-xvi-prioridade-pequim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bento-xvi-prioridade-pequim\/","title":{"rendered":"Bento XVI: prioridade Pequim"},"content":{"rendered":"<p>Realiza\u00e7\u00e3o dos Jogos Ol\u00edmpicos tem sido oportunidade para tentar melhorar as rela\u00e7\u00f5es entre o Vaticano e a China, um processo longo e delicado <!--more--> Desde que foi eleito Papa a 19 de Abril de 2005, Bento XVI tem expressado a sua esperan\u00e7a no reatamento das rela\u00e7\u00f5es entre o Vaticano e a China, interrompidas desde a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural e a subida ao poder de Mao Ts\u00e9-Tung. Desde o in\u00edcio deste pontificado registaram-se v\u00e1rios sinais de aproxima\u00e7\u00e3o e de express\u00e3o de m\u00fatua boa vontade.  A realiza\u00e7\u00e3o dos Jogos Ol\u00edmpicos, que se iniciam esta Sexta-feira em Pequim, tem sido ocasi\u00e3o para variadas mensagens do Papa. No passado Domingo, por exemplo, Bento XVI aproveitou a celebra\u00e7\u00e3o do Angelus, seguida por milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, para enviar uma mensagem especial por ocasi\u00e3o dos Jogos.  O Papa enviou as suas sauda\u00e7\u00f5es \u00e0 China e aos organizadores dos Jogos, para al\u00e9m de todos os participantes, \u201cem primeiro lugar aos atletas\u201d. \u201cA minha cordial sauda\u00e7\u00e3o, fazendo votos de que cada um possa dar o melhor de si, no genu\u00edno esp\u00edrito ol\u00edmpico\u201d, indicou.  \u201cSigo com profunda simpatia este grande encontro desportivo \u2013 o mais importante e aguardado a n\u00edvel mundial \u2013 e exprimo os mais vivos votos de que ele ofere\u00e7a \u00e0 comunidade internacional um v\u00e1lido exemplo de conviv\u00eancia entre pessoas das mais diversas proveni\u00eancias, no respeito pela dignidade comum. Possa uma vez mais o desporto ser penhor de fraternidade e de paz entre os povos\u201d, desejou Bento XVI.  J\u00e1 esta Quarta-feira, ao visitar a casa natal de S\u00e3o Jos\u00e9 Freinademetz (1852-1908), mission\u00e1rio que se dedicou \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o da China, o Papa disse que o pa\u00eds \u201cmostra ter um papel importante na vida pol\u00edtica, econ\u00f3mica e tamb\u00e9m a n\u00edvel ideol\u00f3gico\u201d. Neste contexto, defendeu ser importante que este \u201cgrande pa\u00eds se abra ao Evangelho\u201d.  Bento XVI expressou tamb\u00e9m que o testemunho deste santo chegue a \u201cmuitos jovens, para que, corajosamente, dediquem a sua vida ao Evangelho\u201d.  Antes, no passado m\u00eas de Maio, o Papa dirigira-se a \u201ctodos os habitantes da China&#8221; para recordar a import\u00e2ncia de Pequim 2008, uma manifesta\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m do desporto. Os chineses, disse, \u201cpreparam-se para viver um momento de grande valor para toda a humanidade&#8221;.  A interven\u00e7\u00e3o papal teve lugar ap\u00f3s o concerto que a Orquestra Filarm\u00f3nica da China, a mais conhecida deste pa\u00eds, ofereceu no Vaticano.  <b>A Igreja na China, segundo o Papa<\/b> 2007 ficou na hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre o Vaticano e a China: Bento XVI publicou a aguardada &#8220;Carta aos Bispos, aos presb\u00edteros, \u00e0s pessoas consagradas e aos fi\u00e9is leigos da Igreja Cat\u00f3lica na Rep\u00fablica Popular da China&#8221;. Na missiva, o Papa criticou as pol\u00edticas restritivas da China, que&#8221;sufocam&#8221; a Igreja e dividirem os fi\u00e9is entre o ate\u00edsmo oficial e um catolicismo &#8220;clandestino&#8221;. Apontando os sinais de abertura, &#8220;\u00e9 verdade que, nos \u00faltimos anos, a Igreja tem gozado de uma maior liberdade religiosa&#8221;, Bento XVI referiu-se ainda \u00e0 exist\u00eancia de &#8220;s\u00e9rias limita\u00e7\u00f5es&#8221; que &#8220;sufocam a actividade pastoral&#8221;. O Papa apela \u00e0 unidade e reconcilia\u00e7\u00e3o. Ciente de que a plena reconcilia\u00e7\u00e3o &#8220;n\u00e3o poder\u00e1 acontecer de um dia para o outro&#8221;, o Pont\u00edfice lembra que este caminho \u00e9 &#8220;sustentado pelo exemplo e pela ora\u00e7\u00e3o de tantas &#8220;testemunhas da f\u00e9&#8221; que sofreram e perdoaram, oferecendo as suas vidas pelo futuro da Igreja cat\u00f3lica na China&#8221;. Na Carta, Bento XVI assegura que a Igreja &#8220;convida os fi\u00e9is a ser bons cidad\u00e3os, colaboradores respons\u00e1veis e activos a favor do bem comum do seu pa\u00eds&#8221;. Mas &#8220;\u00e9 tamb\u00e9m claro ser obriga\u00e7\u00e3o do Estado garantir aos seus cidad\u00e3os cat\u00f3licos o pleno exerc\u00edcio da sua f\u00e9, no respeito de uma aut\u00eantica liberdade religiosa&#8221;.  Pelo texto, o Papa expressa a sua aprecia\u00e7\u00e3o pelo sofrimento que os cat\u00f3licos chineses passam, debaixo do comunismo. Ele afirma que a sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 e a sua lealdade ao papa &#8220;ser\u00e1 recompensada, mesmo que tudo possa parecer sem sentido&#8221;.  O Papa critica a interfer\u00eancia do governo chin\u00eas em v\u00e1rias \u00e1reas da actividade da Igreja e afirma que a sua insist\u00eancia em registar comunidades e declarar &#8220;oficiais&#8221; tem dividido a igreja e tem levantado suspeitas, acusa\u00e7\u00f5es m\u00fatuas e recrimina\u00e7\u00f5es.  No entanto, Bento XVI, abre a porta aos registos governamentais acerca dos Bispos e das comunidades cat\u00f3licas, dizendo que \u00e9 aceit\u00e1vel desde que n\u00e3o comprometa os princ\u00edpios comuns da f\u00e9 e da Igreja, sem deixar de afirmar que uma vez que esta &#8220;condi\u00e7\u00e3o clandestina&#8221; n\u00e3o \u00e9 normal na vida eclesial, o Vaticano espera que estes Bispos sejam reconhecidos pelo Governo.  Bento XVI pede tamb\u00e9m a Pequim a liberdade de nomear os Bispos e sublinha a ideia de &#8220;uma Igreja independente&#8221; do Vaticano &#8220;\u00e9 incompat\u00edvel com a doutrina cat\u00f3lica&#8221;. Isto assegura a todos os cat\u00f3licos chineses, divis\u00f5es entre uma Igreja clandestina fiel ao Vaticano e uma Igreja oficial, &#8220;pr\u00f3ximas na fraternidade&#8221; e apela \u00e0 &#8220;unidade&#8221; e \u00e0 &#8220;reconcilia\u00e7\u00e3o&#8221; sob a sua autoridade. Com uma ideia de unidade, Bento XVI sublinha que todos os Bispos, mesmo aqueles que n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos pelo Vaticano, &#8220;exer\u00e7am de forma v\u00e1lida o seu minist\u00e9rio&#8221;. O Papa sublinha ainda que a Igreja n\u00e3o se identifica com nenhum sistema pol\u00edtico. Nem \u00e9 sua miss\u00e3o &#8220;alterar a estrutura administrativa do Estado&#8221;, afirma. N\u00e3o procura privil\u00e9gios especiais na China, nem entre os seus l\u00edderes, mas &#8220;procura o di\u00e1logo&#8221;.  Analisando com aten\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o da Igreja na China, Bento XVI sabe que, de facto, a comunidade sofre intimamente por uma situa\u00e7\u00e3o de fortes contrastes, na qual v\u00ea implicados fi\u00e9is e Pastores. Por\u00e9m, destaca que esta dolorosa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi provocada por diferentes posi\u00e7\u00f5es doutrinais, mas pelo fruto do &#8220;papel significativo desempenhado por organismos, que se impuseram como principais respons\u00e1veis pela vida da comunidade cat\u00f3lica&#8221;. Trata-se de organismos, cujas finalidades declaradas, especialmente a de actuar os princ\u00edpios de independ\u00eancia, autogoverno e autogest\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o concili\u00e1veis com a doutrina cat\u00f3lica. Esta interfer\u00eancia deu lugar a situa\u00e7\u00f5es realmente preocupantes. Al\u00e9m disso, os Bispos e os sacerdotes sentiam-se muitos controlados e cerceados no exerc\u00edcio do pr\u00f3prio of\u00edcio pastoral. Bento XVI exprime o sincero desejo de que prossiga o di\u00e1logo entre a Santa S\u00e9 o Governo chin\u00eas, a fim de poder chegar a um acordo sobre a nomea\u00e7\u00e3o dos Bispos, ao pleno exerc\u00edcio da f\u00e9 dos cat\u00f3licos mediante o respeito de uma aut\u00eantica liberdade religiosa e \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es entre a Santa S\u00e9 e o Governo de Pequim.  <b>Problemas persistentes<\/b> A Santa S\u00e9 j\u00e1 deixou transparecer que o Papa gostaria de visitar a China, caso fosse convidado. A China, contudo, exige que o Vaticano deixasse de reconhecer Taiwan como pa\u00eds independente da China (obtendo aparentemente o consentimento do Vaticano neste ponto) e que o Vaticano aceite tamb\u00e9m a nomea\u00e7\u00e3o dos bispos chineses por parte da Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica, controlada pelo Estado. Nesta quest\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9 tem-se mantido inalter\u00e1vel. A quest\u00e3o de fundo reside, precisamente, no hero\u00edsmo dos fi\u00e9is da Igreja que, na China, permanecem fi\u00e9is ao Papa e a Roma. O regime chin\u00eas controla a Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica Cat\u00f3lica (APC) &#8211; com cerca de quatro milh\u00f5es de seguidores -, nomeia os Bispos do continente e recusa o reconhecimento da autoridade do Vaticano, que tem cerca de oito milh\u00f5es de fi\u00e9is na chamada \u201cIgreja clandestina\u201d chinesa. A APC tem dirigido uma violenta campanha, destinada a evitar qualquer aproxima\u00e7\u00e3o entre Pequim e o Vaticano. V\u00e1rios contactos informais t\u00eam sido desenvolvidos desde que Bento XVI sucedeu a Jo\u00e3o Paulo II, fazendo do estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a China uma das suas prioridades, algo que a APC v\u00ea como um perigo para a organiza\u00e7\u00e3o. A chave de solu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 estar no processo de nomea\u00e7\u00e3o de Bispos para a China, mas nunca desautorizando o Vaticano. Qualquer ced\u00eancia perante os homens do regime chin\u00eas poderia ser mal interpretada por todos aqueles que, ao longo de d\u00e9cadas, sofreram persegui\u00e7\u00e3o, foram presos ou enviados para \u201ccampos de reeduca\u00e7\u00e3o\u201d, celebrando \u00e0s escondidas com receio das autoridades. Um caso semelhante aconteceu no pontificado de Jo\u00e3o Paulo II, com a comunidade greco-cat\u00f3lica da Ucr\u00e2nia, que sobreviveu na quase completa clandestinidade \u00e0 repress\u00e3o comunista na URSS. Apesar de saber que, ao acolher estes cat\u00f3licos, estaria a criar hostilidade duradoura junto da Igreja Ortodoxa da R\u00fassia, nunca o Papa polaco sacrificou os chamados \u201cuniatas\u201d \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o com Moscovo \u2013 abrindo um cap\u00edtulo que ainda hoje \u00e9, provavelmente, o principal pomo de disc\u00f3rdia entre as duas Igrejas. Importa lembrar que \u00e9 neste pontificado que, pela primeira vez na hist\u00f3ria, a Igreja tem um Cardeal de Hong Kong enquanto territ\u00f3rio chin\u00eas. O Cardeal Joseph Zen \u00e9 um profeta inc\u00f3modo para o governo comunista, mas a sua figura \u00e9 um s\u00edmbolo dos valores que n\u00e3o se podem sacrificar em nome da normaliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre o Vaticano e China. O Consist\u00f3rio de 2006 deixou um sinal claro do que dever\u00e1 ser a op\u00e7\u00e3o de Bento XVI no caso da China: o cora\u00e7\u00e3o de um l\u00edder n\u00e3o pode, como \u00e9 evidente, ignorar a coragem e a f\u00e9 de quem nunca renegou a sua fidelidade a Roma, nem mesmo durante as mais duras persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realiza\u00e7\u00e3o dos Jogos Ol\u00edmpicos tem sido oportunidade para tentar melhorar as rela\u00e7\u00f5es entre o Vaticano e a China, um processo longo e delicado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[120,149,168,187,193,237,267,297],"class_list":["post-33557","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-bento-xvi","tag-consistorio","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-educacao","tag-joao-paulo-ii","tag-natal","tag-santa-se"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33557","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33557"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33557\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}