{"id":33553,"date":"2008-08-07T16:15:30","date_gmt":"2008-08-07T16:15:30","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/07\/viver-o-tempo-de-ferias-de-forma-verdadeiramente-livre\/"},"modified":"2008-08-07T16:15:30","modified_gmt":"2008-08-07T16:15:30","slug":"viver-o-tempo-de-ferias-de-forma-verdadeiramente-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viver-o-tempo-de-ferias-de-forma-verdadeiramente-livre\/","title":{"rendered":"Viver o tempo de f\u00e9rias de forma verdadeiramente livre"},"content":{"rendered":"<p>Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura publica documento \u00abDo tempo livre \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do tempo\u00bb <!--more--> As f\u00e9rias s\u00e3o j\u00e1 uma realidade para muitos que h\u00e1 alguns meses planeiam o tempo de descanso.   Com vista a uma reflex\u00e3o sobre a forma como se vive o tempo livre e se usufrui desse espa\u00e7o liberto, o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura publicou no in\u00edcio do Ver\u00e3o um documento que serve de provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como a sociedade entende o tempo.   \u00abDo tempo livre \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do tempo\u00bb \u00e9 o nome do livro apresentado pelo director do SNPC, o Pe. Tolentino Mendon\u00e7a. Um texto escrito pelo director e por Paulo Vale, membro desta equipa do SNPC, liderada por S. Manuel Clemente, Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Cultura, Comunica\u00e7\u00f5es Socais e Bens Culturais da Igreja.   \u201cO tempo s\u00f3 \u00e9 livre quando realmente liberta\u201d, escreve o Bispo do Porto. O Pe. Tolentino indica haver uma exig\u00eancia na \u201cviv\u00eancia do tempo livre\u201d, que actualmente \u00e9 olhado como \u201cum produto de consumo, ou como um pacote que a ind\u00fastria do entretenimento nos vende\u201d. Todas s\u00e3o possibilidades com valor, mas \u00e9 importante que seja cada pessoa a dizer o que quer e o que precisa. \u201cE assim, a viver com exig\u00eancia os seus tempos de lazer\u201d, aponta o sacerdote.  O documento apresenta uma reflex\u00e3o sobre o tempo livre e o uso dessa liberdade. Uma proposta feita pela igreja depois de ouvidos muitos intervenientes no pensar e no agir dos tempos livres. Questionar e fazer questionar \u00e9 o objectivo do documento. \u201c\u00c9 preciso que as pessoas tenham uma consci\u00eancia cr\u00edtica sobre o que fazem com o seu tempo, e fa\u00e7am, tamb\u00e9m uma selec\u00e7\u00e3o cr\u00edtica das ofertas\u201d.  O tempo livre \u00e9 uma necessidade para que haja realiza\u00e7\u00e3o humana. O Pe. Tolentiono Mendon\u00e7a explica que o tempo livre \u00e9 hoje \u201cum espelho da alma, do nosso tempo, das procuras, das esperan\u00e7as, das necessidades, mas tamb\u00e9m das crises e da extrema fragilidade do viver\u201d. Aqui se expressam os encontros e os desencontros, a capacidade de cria\u00e7\u00e3o e a inevitabilidade de consumir e viver numa sociedade \u201cque nos torna espectadores e n\u00e3o sujeitos activos da pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o\u201d.   Por tudo isto, a reflex\u00e3o sobre o tempo livre \u00e9, \u00e0 luz do documento, n\u00e3o s\u00f3 obrigat\u00f3ria e urgente, mas um imperativo para a compreens\u00e3o de uma dimens\u00e3o antropol\u00f3gica fundamental. O tempo livre \u00e9 visto como um grande reservat\u00f3rio de esperan\u00e7a e expectativas.   \u201cVivemos numa sociedade de produ\u00e7\u00e3o, onde o trabalho \u00e9 um meio indispens\u00e1vel \u00e0 sobreviv\u00eancia, mas numa sociedade hiper activa, o tempo livre e de lazer acaba por ser o espa\u00e7o de projec\u00e7\u00e3o de todos os sonhos, necessidades e vontades adiadas. O tempo livre \u00e9 um reduto da humanidade porque concentramos ai tudo o que n\u00e3o conseguimos nas outras dimens\u00f5es da vida\u201d, explica.  A proposta do documento \u00e9 uma provoca\u00e7\u00e3o deixada \u00e0 sociedade pelo SNPC. Perante a perca da dimens\u00e3o da eternidade, falar do tempo tornou-se apenas falar do hoje e do ontem. Por isso para o SNPC \u00e9 essencial \u201cn\u00e3o deixar o tempo entregue a tarefas de agenda\u201d.   O Director do SNPC indica que o tempo livre deveria ser \u201cde plenitude, um deliciar-se com a pr\u00f3pria vida. Deveria ser a possibilidade de contemplar e olhar mais profundamente. Pegando na palavra b\u00edblica \u00abver que tudo \u00e9 bom e belo\u00bb\u201d.  Os tempos livres podem ser uma hora, um m\u00eas, pode ser um tempo mais dilatado ou mais diminuto, mas o que importa \u201c\u00e9 a qualidade do que se vive e se partilha\u201d.   O documento deixa ainda clara a ideia de que o lazer n\u00e3o pode ser um ex\u00edlio ou uma tentativa de enviar a pessoa para fora de si mesma. \u201cTer\u00e1 de ser um encontro de cada um com a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria\u201d, explica o sacerdote.   \u201cTodos vivemos numa sociedade onde n\u00e3o se tem em conta as necessidades destes tempos de qualidade. O que importa \u00e9 consumir, ser utente e passar pelas coisas. Fomenta-se pouco um \u00abestar\u00bb que seja tamb\u00e9m uma forma de \u00abser\u00bb, uma forma de realizar a pr\u00f3pria exist\u00eancia\u201d.   A realiza\u00e7\u00e3o pessoal na alegria e na glorifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a proposta do Cristianismo, mesmo que nem todos o vejam assim. \u201cUma das acusa\u00e7\u00f5es que se faz ao Cristianismo \u00e9 dele ter reduzido o espa\u00e7o da alegria. \u00c9 uma falsa acusa\u00e7\u00e3o. Devemos mostrar isso, primeiro pelas nossas vidas\u201d.  O Pe. Tolentino Mendon\u00e7a recorda que o filosofo Kierkegaard afirmava que a alegria era o grande segredo do Cristianismo. \u201cN\u00e3o uma alegria pelas coisas secund\u00e1rias, pois uma alegria no imediato pode significar uma tristeza pelas coisas eternas\u201d, traduz o sacerdote.  A alegria expressa no documento \u00e9 profunda e capaz de libertar. \u201cO Cristianismo prop\u00f5e n\u00e3o apenas uma alegria no imediato, mas tamb\u00e9m quanto ao destino do pr\u00f3prio homem e \u00e0 consuma\u00e7\u00e3o do mundo\u201d. Assim, \u201ca proposta crist\u00e3 exorta uma viv\u00eancia da pr\u00f3pria gl\u00f3ria. A experi\u00eancia da gl\u00f3ria passa por uma afirma\u00e7\u00e3o plena da hist\u00f3ria humana da nossa liberdade e da nossa capacidade de ser e fazer, marcando o tempo com qualidade \u00e9 algo que est\u00e1 no centro da proposta crist\u00e3\u201d.  As sociedades modernas afastam-se cada vez mais da no\u00e7\u00e3o de eternidade e quando este afastamento acontece \u00e9 a pr\u00f3pria vida que perde o sentido. O Pe. Tolentino chama a aten\u00e7\u00e3o para que se \u201cperdemos um horizonte maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, \u00e9 a pr\u00f3pria vida que perde sentido\u201d. Dessa forma, \u201cquando o horizonte da eternidade fica distante e fora das expectativas quotidianas \u00e9 o pr\u00f3prio dia-a-dia que se ressente\u201d.   Este documento inaugura uma nova marca editorial, \u00abCadernos do Sic\u00f3moro\u00bb que acompanhar\u00e1 outras publica\u00e7\u00f5es do SNPC. \u00abDo tempo livre \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do tempo\u00bb \u00e9 fruto das tr\u00eas primeiras jornadas da Pastoral da Cultura. N\u00e3o \u00e9 uma proposta para os tempos de f\u00e9rias, mas antes uma provoca\u00e7\u00e3o para outra forma de estar e viver a vida.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura publica documento \u00abDo tempo livre \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do tempo\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[138,187,211,276],"class_list":["post-33553","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-comissao-episcopal-da-cultura","tag-diocese-do-porto","tag-ferias","tag-pastoral-da-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33553"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33553\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}