{"id":33542,"date":"2008-08-07T12:49:49","date_gmt":"2008-08-07T12:49:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/07\/santarem-carta-pastoral-programatica-para-o-ano-de-2008-2009\/"},"modified":"2008-08-07T12:49:49","modified_gmt":"2008-08-07T12:49:49","slug":"santarem-carta-pastoral-programatica-para-o-ano-de-2008-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santarem-carta-pastoral-programatica-para-o-ano-de-2008-2009\/","title":{"rendered":"Santar\u00e9m: Carta Pastoral program\u00e1tica para o ano de 2008-2009"},"content":{"rendered":"<p>\u00abQuem acredita nunca est\u00e1 s\u00f3\u00bb <!--more-->   1. Itiner\u00e1rio para a comunidade   Recome\u00e7ar com renovada esperan\u00e7a  \u201c \u00c0 Tua Palavra lan\u00e7arei as redes\u201d (Lc 5,5). O ap\u00f3stolo Pedro fez esta declara\u00e7\u00e3o em resposta a um desafio de Jesus para que fosse pescar. Toda a noite, com os companheiros pescadores, Pedro tentara em v\u00e3o apanhar peixe. Sentia-se cansado, desiludido, porventura mal disposto. Mas perante a ordem de Jesus lan\u00e7ou as redes com confian\u00e7a. E, desta vez, n\u00e3o ficou desiludido. As redes ficaram cheias. Esta pesca representa a actividade da Igreja que procura arrancar da escurid\u00e3o do abismo (do mar) as pessoas (representadas pelos peixes), para as p\u00f4r em comunh\u00e3o com Deus e em comunh\u00e3o fraterna (em rede com Deus e com os irm\u00e3os na f\u00e9). Como o ap\u00f3stolo Pedro, tamb\u00e9m n\u00f3s, por vezes, nos sentimos cansados ou desanimados com a escassa resposta e os poucos frutos da nossa actividade pastoral. Nesses momentos, fa\u00e7amos nossa esta declara\u00e7\u00e3o de Pedro: \u201c\u00c0 tua palavra lan\u00e7arei as redes\u201d. N\u00e3o agimos sozinhos, n\u00e3o dependem s\u00f3 de n\u00f3s os frutos da miss\u00e3o. Somos colaboradores do Senhor, apoiamo-nos na Sua Palavra e na Sua Gra\u00e7a. Trabalhamos em Igreja, com a Igreja e para a Igreja, que \u00e9 animada pelo Esp\u00edrito Santo. \u00c9 Ele que faz novas todas as coisas e nos anima a recome\u00e7ar, cada ano, com renovada esperan\u00e7a.  Das trevas \u00e0 luz: itiner\u00e1rio de f\u00e9 Na actividade pastoral da nossa diocese de Santar\u00e9m, nos \u00faltimos anos, temo-nos inspirado no percurso dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, destacando tr\u00eas etapas: a primeira dedicada \u00e0 Palavra de Deus, seguindo a pedagogia da \u201clectio divina\u201d (leitura orante da B\u00edblia); a segunda aos sacramentos; a terceira, que neste ano pastoral iniciamos, vamos dirigi-la \u00e0 vida comunit\u00e1ria da Igreja. De facto, o percurso dos disc\u00edpulos at\u00e9 Ema\u00fas foi um itiner\u00e1rio de f\u00e9 e de convers\u00e3o que os levou a fazer a passagem das trevas \u00e0 luz, da tristeza \u00e0 esperan\u00e7a, das d\u00favidas \u00e0 f\u00e9, da confus\u00e3o ao esclarecimento, do isolamento \u00e0 comunidade. Uma convers\u00e3o que todos precisamos continuamente de retomar.  Depois de reconhecerem a presen\u00e7a de Cristo Ressuscitado na escuta da Palavra das Escrituras e na Frac\u00e7\u00e3o do P\u00e3o, os disc\u00edpulos de Ema\u00fas, regressaram a Jerusal\u00e9m \u00e0 comunidade, cheios de alegria e de esperan\u00e7a, fortalecidos na convic\u00e7\u00e3o de que o Senhor tinha verdadeiramente ressuscitado e estava com eles. Vamos acompanh\u00e1-los nesta etapa procurando aprender com eles uma maior integra\u00e7\u00e3o e envolv\u00eancia na vida da comunidade crist\u00e3.   Do individualismo \u00e0 comunidade Como fazer, com o mesmo entusiasmo dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, o caminho para a comunidade? Se a vida em comunidade contraria o nosso comodismo e individualismo e, frequentemente, nos cansa? Se os outros, porque s\u00e3o diferentes, nos incomodam? A comunidade crist\u00e3 nasce da f\u00e9, do encontro e da convers\u00e3o a Jesus Cristo. \u00c9 a descoberta e o amor ao Senhor que nos levam a superar o nosso comodismo e individualismo e a amar os outros como irm\u00e3os em Cristo. Como nos ensina Bento XVI: \u201cO amor ao pr\u00f3ximo consiste no facto de que eu amo, em Deus e com Deus, a pessoa que n\u00e3o me agrada ou nem conhe\u00e7o sequer. Isto s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel realizar-se a partir do encontro \u00edntimo com Deus\u201d (Deus Caritas Est, DCE, 18). Os disc\u00edpulos de Ema\u00fas regressaram com entusiasmo \u00e0 comunidade porque encontraram o Senhor Ressuscitado atrav\u00e9s das Escrituras e da Eucaristia e queriam partilhar essa novidade com os que estavam envolvidos na mesma esperan\u00e7a. Por isso, a vida em comunidade \u00e9 o fruto de um itiner\u00e1rio de f\u00e9 e est\u00e1 ao alcance de todos n\u00f3s. Quando o desencanto, o pessimismo ou o isolamento nos tentam, podemos encontrar, na convers\u00e3o mais profunda ao Senhor, a abertura para a comunidade e a capacidade de acolher o outro como amigo: \u201cAprendo a ver aquela pessoa j\u00e1 n\u00e3o somente com os meus olhos e sentimentos mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo. O Seu amigo \u00e9 meu amigo\u201d (DCE 18). Quem escuta a Palavra do Senhor compreende os acontecimentos e as pessoas a uma luz diferente. Ele aquece os nossos cora\u00e7\u00f5es, ajuda a vencer o nosso cansa\u00e7o e reveste-nos de amor e de miseric\u00f3rdia. Pela for\u00e7a do Seu Esp\u00edrito fortalece a nossa comunh\u00e3o com Deus e abre os nossos cora\u00e7\u00f5es \u00e0 vida fraterna (Cf DCE 19).  Construir Comunidade com S\u00e3o Paulo Neste ano pastoral vamos ter como guia e refer\u00eancia algu\u00e9m que viveu intensamente a experi\u00eancia do encontro com Cristo Ressuscitado e se dedicou com paix\u00e3o a construir comunidades crist\u00e3s: S\u00e3o Paulo. Quando ia a caminho de Damasco, respirando fanatismo e agressividade contra os crist\u00e3os, inesperadamente a luz de Deus brilhou sobre Ele e caiu por terra. S\u00e3o Paulo foi nesse momento agarrado por Cristo, iluminado e transformado pela Sua Palavra. Quando se ergueu era um homem diferente. Por decis\u00e3o do Papa Bento XVI, celebramos, de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009, o Ano Paulino. Na companhia e com a ajuda de S\u00e3o Paulo, podemos alcan\u00e7ar uma compreens\u00e3o mais profunda das Escrituras que se realizam em Jesus Cristo. Conhecer as Escrituras \u00e9 conhecer Jesus Cristo. Assim como ignorar as Escrituras \u00e9 ignorar Jesus Cristo. Temos um gui\u00e3o, da responsabilidade da Confer\u00eancia Episcopal, com um itiner\u00e1rio de aprofundamento da f\u00e9, seguindo S\u00e3o Paulo. \u00c9 uma \u00f3ptima oportunidade para descobrirmos esta figura cativante e exemplar de crist\u00e3o e aprofundarmos o conhecimento de Jesus Cristo e do Seu Evangelho, caminho para uma vida nova. A reflex\u00e3o das catequeses deste gui\u00e3o, permite-nos compreender melhor as cartas deste grande evangelizador que nos revelam a for\u00e7a da Palavra de Deus e o mist\u00e9rio da Igreja, Corpo de Cristo. Fazemos esta proposta a todos os fi\u00e9is diocesanos de Santar\u00e9m: um ano a caminhar com S\u00e3o Paulo, seguindo o referido gui\u00e3o que oferece uma breve catequese para cada semana do ano. Pode ser feito em grupos paroquiais, de adultos ou jovens, em movimentos, em fam\u00edlia, ou pessoalmente. O S\u00ednodo sobre a Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja \u00e9 outro acontecimento eclesial que refor\u00e7a o convite para um contacto mais ass\u00edduo e mais fecundo com os textos sagrados. S\u00e3o Paulo \u00e9 um mestre admir\u00e1vel no conhecimento profundo das Escrituras nas quais ele encontrou a chave para compreender o mist\u00e9rio de Cristo, plena realiza\u00e7\u00e3o das Escrituras.  Iniciativas para o Ano Paulino Assim o Ano Paulino \u00e9 uma ocasi\u00e3o prop\u00edcia para retomarmos a pr\u00e1tica da \u201clectio divina, Uma Comiss\u00e3o Diocesana para o Ano Paulino oferecer-nos-\u00e1 sugest\u00f5es para reflectir as catequeses do gui\u00e3o reactivando os grupos b\u00edblicos, ou da \u201clectio\u201d ou de catequese de adultos, e constituindo novos grupos com esta finalidade. A mesma Comiss\u00e3o cuidar\u00e1 da forma\u00e7\u00e3o dos animadores destes grupos. Faz-se igualmente a proposta de oferecer a todos os membros das comunidades crist\u00e3s a oportunidade de um retiro com S\u00e3o Paulo no tempo da Quaresma. No ambiente de dispers\u00e3o e de ru\u00eddo em que todos vivemos, os retiros s\u00e3o momentos favor\u00e1veis para uma experi\u00eancia de sil\u00eancio interior que permita escutar e estabelecer di\u00e1logo com o Mist\u00e9rio Transcendente de Deus que nos envolve, sustenta e guia. O encontro com Deus conduz ao encontro consigo mesmo, com os outros e com a vida, num clima de paz e de esperan\u00e7a. Inspiradas pelas cartas de S\u00e3o Paulo, as comunidades, ou grupos paroquiais, s\u00e3o convidadas a escrever uma carta pastoral a outra comunidade, refor\u00e7ando assim os la\u00e7os de comunh\u00e3o e exercitando a capacidade de confessar (dizer) a f\u00e9 por palavras pr\u00f3prias e de dar raz\u00f5es da esperan\u00e7a que vem da vida crist\u00e3. A Comiss\u00e3o para o Ano Paulino apoiar\u00e1 tamb\u00e9m esta actividade.  S\u00e3o Paulo \u00e9 o rosto de uma Igreja mission\u00e1ria que vai ao encontro de todos os homens para lhes levar a Boa Nova do Evangelho. O Ano Paulino desafia-nos, por isso, a desenvolver o dinamismo mission\u00e1rio dos nossos crist\u00e3os e das nossas comunidades. Como mem\u00f3ria das suas viagens mission\u00e1rias e convite a percorrer novos caminhos de evangeliza\u00e7\u00e3o, vamos organizar uma visita a todas as par\u00f3quias com o \u00cdcone de S\u00e3o Paulo e com a Chama Vocacional. Ser\u00e1 um apelo vivo \u00e0 f\u00e9 esclarecida dos crentes, \u00e0 comunh\u00e3o fraterna, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o eclesial dos fi\u00e9is e, igualmente, \u00e0 nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Na anima\u00e7\u00e3o deste evento, ser\u00e1 dada uma especial aten\u00e7\u00e3o aos jovens no sentido de os ajudar a aprofundar a sua voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 na Igreja e no mundo.    2. A f\u00e9 em Jesus Cristo vive-se em comunidade.  Quando encontramos Jesus Cristo encontramos tamb\u00e9m a Igreja, em que o Senhor se torna presente. \u201cSaulo, Saulo porque Me persegues?\u201d ouviu Paulo quando caiu por terra. E respondeu: \u201cQuem \u00e9s tu Senhor?\u201d. A voz respondeu: \u201cEu sou Jesus de Nazar\u00e9 a quem tu persegues\u201d (Act 22,6-8). Paulo perseguia a Igreja, Corpo de Cristo, portanto perseguia o pr\u00f3prio Senhor. Na verdade, \u00e9 atrav\u00e9s da Igreja que Jesus Cristo se torna presente no mundo.  A comunidade crist\u00e3 fundamenta-se na espiritualidade A voca\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 \u00e9 voca\u00e7\u00e3o \u00e0 comunh\u00e3o com Deus e com os crist\u00e3os: \u201cFiel \u00e9 Deus por quem fostes chamados \u00e0 comunh\u00e3o com Seu Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor. Pe\u00e7o-vos irm\u00e3os, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que estejais todos de acordo e que n\u00e3o haja divis\u00f5es entre v\u00f3s; permanecei unidos num mesmo esp\u00edrito e num mesmo pensamento\u201d (1Cor 1, 9 e 10). A f\u00e9 em Jesus Cristo vive-se em comunh\u00e3o a v\u00e1rios n\u00edveis: em comunh\u00e3o com Ele que caminha connosco; em comunh\u00e3o com o Pai, cuja presen\u00e7a constantemente nos envolve; em comunh\u00e3o com o Esp\u00edrito Santo que nos inspira como uma luz e for\u00e7a interiores; em comunh\u00e3o tamb\u00e9m com a Igreja que nasce da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria e, por isso, deve apresentar-se como um \u201cpovo unido na unidade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d (L G 4). Quem acredita nunca est\u00e1 s\u00f3. Vive em comunh\u00e3o com Deus e numa rela\u00e7\u00e3o fraterna com os que partilham a mesma f\u00e9, a mesma esperan\u00e7a e o mesmo amor. A Igreja \u00e9 a comunh\u00e3o dos santos. Lembrou-nos o Papa Jo\u00e3o Paulo II que o grande desafio colocado \u00e0 Igreja no novo mil\u00e9nio \u00e9 tornar-se uma \u201ccasa e uma escola de comunh\u00e3o\u201d(Novo Millennio Ineunte\u201d NMI 43), ou seja, uma casa de fam\u00edlia onde todos s\u00e3o acolhidos fraternalmente, independentemente da sua condi\u00e7\u00e3o, e uma escola onde se aprende a pr\u00e1tica do amor e do servi\u00e7o. Mas, esta meta n\u00e3o se alcan\u00e7a primeiramente com as nossas iniciativas e actividades, mas atrav\u00e9s da \u201cespiritualidade de comunh\u00e3o\u201d. Promover esta espiritualidade significa \u201cter o cora\u00e7\u00e3o voltado para o mist\u00e9rio da Trindade, que habita em n\u00f3s e cuja luz h\u00e1-de ser percebida tamb\u00e9m no rosto dos irm\u00e3os (\u2026). N\u00e3o tenhamos ilus\u00f5es! Sem esta caminhada espiritual, de pouco servir\u00e3o os instrumentos exteriores de comunh\u00e3o\u201d (NMI 43). A comunidade \u00e9, pois, um dom do amor de Deus, comunh\u00e3o trinit\u00e1ria, que vem ao nosso encontro sobretudo na Eucaristia. Por isso lhe pedimos, na quarta ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica: \u201cConcedei a quantos vamos participar deste p\u00e3o e deste c\u00e1lice que, reunidos em um s\u00f3 corpo, sejamos em Cristo uma oferenda viva para louvor da Vossa Gl\u00f3ria\u201d.   Procura e resist\u00eancias \u00e0 comunidade \u00c9, de facto, um grande desafio que hoje nos \u00e9 feito: Viver a vida crist\u00e3 em comunidade e testemunhar a f\u00e9 atrav\u00e9s da vida comunit\u00e1ria dos fi\u00e9is. As pessoas da nossa \u00e9poca procuram e necessitam da vida fraterna da comunidade. Sentem dolorosamente a solid\u00e3o e a indiferen\u00e7a m\u00fatua do anonimato e do urbanismo actual. A comunidade corresponde, portanto, ao projecto de Jesus Cristo e tamb\u00e9m aos anseios dos homens da nossa cultura. As pessoas sonham com comunidades onde sejam acolhidas, reconhecidas, amadas. Mas a comunidade sonhada n\u00e3o existe. N\u00e3o \u00e9 um projecto \u00e0 medida de cada um. Antes, cada um tem de se converter para formar a comunidade que Jesus Cristo nos prop\u00f5e e o Esp\u00edrito Santo nos guia a construir. S\u00f3 pela convers\u00e3o chegamos \u00e0 vida comunit\u00e1ria. Na verdade, por inclina\u00e7\u00e3o natural, estamos condicionados pelo ego\u00edsmo e influenciados pelo individualismo que imperam na nossa cultura. Nota-se uma tend\u00eancia a fazer da f\u00e9 uma quest\u00e3o privada. As pessoas desejam comunidades mas experimentam muitas dificuldades em viver comunitariamente. Como venc\u00ea-las?   Os v\u00ednculos da comunidade crist\u00e3 Ainda hoje admiramos a vida comunit\u00e1ria intensa dos primeiros crist\u00e3os da comunidade de Jerusal\u00e9m (Act 2,42-47): Viviam como se tivessem um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma, partilhavam e punham em comum os bens. Como alcan\u00e7aram esta uni\u00e3o admir\u00e1vel? Converteram-se no dia de Pentecostes e receberam o dom do Esp\u00edrito que os congregou na uni\u00e3o fraterna. Ap\u00f3s este primeiro passo, continuaram a aprofundar a convers\u00e3o pois \u201ceram ass\u00edduos ao ensino dos ap\u00f3stolos, \u00e0 comunh\u00e3o fraterna, \u00e0 frac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es\u201d (Act 2,42). Encontramos nesta descri\u00e7\u00e3o as quatro colunas da comunidade crist\u00e3: o an\u00fancio da Palavra de Deus; a vida fraterna; a ac\u00e7\u00e3o sacramental; a ora\u00e7\u00e3o. Renovar ou crescer na vida comunit\u00e1ria \u00e9 fortalecer e desenvolver cada um  destes v\u00ednculos.   A rela\u00e7\u00e3o fraterna dos crist\u00e3os deve ser um fermento na sociedade e apresentar alternativa \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o da vida social. Perante o individualismo que marca a rela\u00e7\u00e3o no mundo, a f\u00e9 abre o cora\u00e7\u00e3o de cada um ao outro e leva ao encontro e ao di\u00e1logo. Em vez da competi\u00e7\u00e3o, o crist\u00e3o pauta-se pela partilha e pela solidariedade; em vez dos confrontos agressivos, procura consensos; em vez do partidarismo ou choque de posi\u00e7\u00f5es, orienta-se pela fraternidade e pelo respeito pelos pontos de vista alheios; em vez do radicalismo negativo acerca do outro, v\u00ea os aspectos positivos: \u201cEspiritualidade de comunh\u00e3o \u00e9 ainda a capacidade de ver, antes de mais nada, o que h\u00e1 de positivo no outro, para acolh\u00ea-lo e valoriz\u00e1-lo como dom de Deus\u201d (NMI 43).   \u00c9 esta forma de procedimento que permite \u00e0 Igreja dar testemunho cred\u00edvel de Jesus Cristo. N\u00e3o podemos esquecer que a Igreja \u00e9 chamada a ser um lugar de acolhimento, de partilha, de miseric\u00f3rdia, de alegria e de liberdade.  Passos para crescer na vida comunit\u00e1ria Para crescer na vida comunit\u00e1ria precisamos de desenvolver os momentos e a atitude de ora\u00e7\u00e3o. Uma comunidade fraterna \u00e9, em primeiro lugar, uma comunidade orante. A ora\u00e7\u00e3o da comunidade tem o seu momento culminante na Eucaristia que congrega os fi\u00e9is no amor do Pai, na gra\u00e7a redentora de Jesus e na comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Assim, o crescimento da comunidade est\u00e1 profundamente associado \u00e0 participa\u00e7\u00e3o activa, interior e frutuosa na celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio eucar\u00edstico onde cultivamos a escuta e o acolhimento de Deus e dos outros. Por isso, recomenda o Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cNenhuma comunidade crist\u00e3 se constr\u00f3i se n\u00e3o tiver a sua raiz e o seu centro na celebra\u00e7\u00e3o da Sagrada Eucaristia. Nesta, portanto, h\u00e1-de come\u00e7ar toda a forma\u00e7\u00e3o no esp\u00edrito da comunidade\u201d (PO 6). A Eucaristia precisa de ser preparada e continuada por outros momentos de ora\u00e7\u00e3o que devem igualmente ser promovidos nas nossas comunidades: Ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica de Laudes e de V\u00e9speras, sobretudo nos tempos fortes da liturgia como o Advento e a Quaresma. Da mesma forma, \u00e9 necess\u00e1rio recuperar o ritmo di\u00e1rio da ora\u00e7\u00e3o pessoal e em fam\u00edlia. Nos v\u00e1rios encontros de forma\u00e7\u00e3o deve cuidar-se tamb\u00e9m do tempo de ora\u00e7\u00e3o. A celebra\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria dos sacramentos da cura, proposta no passado ano pastoral, \u00e9 outro passo para crescer na vida comunit\u00e1ria.  O primado da espiritualidade na constru\u00e7\u00e3o da comunidade n\u00e3o dispensa o nosso esfor\u00e7o e a utiliza\u00e7\u00e3o de uma pedagogia adequada. Continuamos, por isso, a p\u00f4r todo o empenho em levar \u00e0 pr\u00e1tica a pedagogia catecumenal na prepara\u00e7\u00e3o dos sacramentos. Esta pedagogia privilegia a experi\u00eancia vivida da f\u00e9 crist\u00e3, designadamente nas dimens\u00f5es da ora\u00e7\u00e3o, da convers\u00e3o e da vida comunit\u00e1ria. Ao longo do ano publicaremos as orienta\u00e7\u00f5es para a prepara\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos que andam a ser reflectidas e elaboradas desde h\u00e1 algum tempo. A vida comunit\u00e1ria tem uma componente humana e afectiva que n\u00e3o podemos esquecer. Na verdade, temos consci\u00eancia das dificuldades que nascem do ego\u00edsmo e do individualismo profundamente enraizados nas pessoas de todos os tempos. S\u00e3o Paulo denuncia nas suas cartas v\u00e1rios impedimentos que criam divis\u00e3o e mal-estar como o orgulho, a inveja, a maledic\u00eancia, a arrog\u00e2ncia, etc. S\u00e3o resist\u00eancias que nos convidam \u00e0 humildade, \u00e0 compreens\u00e3o e \u00e0 convers\u00e3o para nos podermos abrir \u00e0 vida comunit\u00e1ria. Nesse sentido, outro passo indispens\u00e1vel \u00e9 o acolhimento e o servi\u00e7o fraterno da caridade. Recomendamos, portanto, \u00e0s comunidades que desenvolvam redes de rela\u00e7\u00e3o fraterna entre os seus membros, incentivando grupos paroquiais na pr\u00e1tica do acolhimento, ou criando mesmo grupos espec\u00edficos dedicados a esta tarefa. O di\u00e1logo, a aten\u00e7\u00e3o m\u00fatua, a compreens\u00e3o, a afabilidade e a alegria devem pautar a rela\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os. Por outro lado, nesta \u00e9poca em que aparecem novas formas de solid\u00e3o, de indiferen\u00e7a e de pobreza, os crist\u00e3os e as comunidades s\u00e3o chamados a mostrar, em gestos concretos, o compromisso com a caridade para que a ningu\u00e9m faltem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para viver com dignidade. Torna-se necess\u00e1rio, por isso, dinamizar a Caritas, as Confer\u00eancias Vicentinas ou servi\u00e7os semelhantes que promovam e coordenem a caridade fraterna de modo que todas as comunidades tenham organizada uma rede de partilha fraterna.       3. Repensar as nossas comunidades.  Riqueza e limita\u00e7\u00f5es da par\u00f3quia Somos acolhidos na comunidade crist\u00e3 de forma festiva e gratuita pelo Baptismo que nos torna Filhos de Deus e membros da fam\u00edlia crist\u00e3. Pela Primeira Comunh\u00e3o, participamos na mesa da Eucaristia onde recebemos o mesmo p\u00e3o, Corpo do Senhor, que faz de n\u00f3s todos um s\u00f3 corpo eclesial. Na altura pr\u00f3pria, e devidamente preparados, somos confirmados com o dom do Esp\u00edrito Santo que nos congrega na unidade e nos fortalece para testemunhar a f\u00e9. Recebemos estes tr\u00eas sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 no \u00e2mbito de uma par\u00f3quia. \u00c9 na comunidade paroquial que a Igreja se torna presente no meio das casas e da vida das pessoas. \u00c9 nas par\u00f3quias que a Igreja nos acolhe como M\u00e3e e nos integra na vida comunit\u00e1ria, nos alimenta continuamente com os dons de Deus e nos educa na vida crist\u00e3. As par\u00f3quias s\u00e3o, de facto, as comunidades tradicionais onde a Igreja acolhe os fi\u00e9is pela Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3. Formadas a partir da comunidade natural de vizinhan\u00e7a, t\u00eam muitos aspectos positivos como o servi\u00e7o catequ\u00e9tico e sacramental, a capacidade de se dirigir a todas as idades e \u00e0 fam\u00edlia, a dimens\u00e3o da catolicidade, da unidade na diversidade, etc. No entanto, come\u00e7am a manifestar algumas limita\u00e7\u00f5es em responder \u00e0 mobilidade da popula\u00e7\u00e3o, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do clero, ao anonimato do urbanismo, \u00e0 cultura agn\u00f3stica, etc. Por outro lado, o cristianismo tradicional, que predomina nas par\u00f3quias, apresenta-se pouco esclarecido e pouco empenhado. A par\u00f3quia \u00e9 entendida, frequentemente, na perspectiva de institui\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e de centro de servi\u00e7os religiosos a cargo do clero, sem a dimens\u00e3o de comunidade crist\u00e3, em que todos os fi\u00e9is participam e com uma orienta\u00e7\u00e3o mais conservadora que mission\u00e1ria.   Novas formas comunit\u00e1rias Estas insufici\u00eancias da par\u00f3quia aconselham a dar espa\u00e7o e a promover outras formas de vida comunit\u00e1ria que o Esp\u00edrito Santo despertou na Igreja do nosso tempo, como os movimentos eclesiais (alguns tradicionais, como Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, Cursos de Cristandade, Conv\u00edvios Fraternos, Equipas de Casais ou de fam\u00edlias; outros mais recentes, como o Renovamento Carism\u00e1tico, os Focolares, os Neocatecumenais, etc.) Estas novas formas comunit\u00e1rias criam um sentido de grupo e uma liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja mais forte, acompanham e integram os seus membros para al\u00e9m do espa\u00e7o paroquial, promovem a pastoral vocacional e vivem o sentido mission\u00e1rio. Deste modo, a miss\u00e3o da Igreja n\u00e3o passa hoje apenas pelas par\u00f3quias. Precisamos de dar maior espa\u00e7o e apoio aos movimentos, tanto tradicionais como novos.  Caminhos de renova\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia Por outro lado, a par\u00f3quia precisa de uma renova\u00e7\u00e3o decidida que permita ultrapassar as insufici\u00eancias referidas. Para que se tornem verdadeiras comunidades crist\u00e3s as par\u00f3quias precisam de percorrer alguns caminhos, como: \u2022\tForma\u00e7\u00e3o de jovens e adultos em ordem \u00e0 maturidade na f\u00e9, ou seja, a um cristianismo pessoal e esclarecido. \u2022\tPrepara\u00e7\u00e3o de colaboradores qualificados para assumirem tarefas eclesiais. \u2022\tPromo\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o activa de leigos e de minist\u00e9rios laicais. \u2022\tImpulsionar e actualizar no seu interior agrega\u00e7\u00f5es de fi\u00e9is. \u2022\tDar vida \u00e0s pequenas comunidades no interior da par\u00f3quia (capelas ou igrejas n\u00e3o paroquiais), de modo que sejam lugares de reuni\u00e3o para a ora\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o de adultos e tamb\u00e9m p\u00f3los de vida comunit\u00e1ria, mesmo que n\u00e3o possam ter missa dominical. \u2022\tReconhecimento das potencialidades dos movimentos eclesiais, respeitando os seus carismas pr\u00f3prios, promovendo-os e apoiando-os, numa rela\u00e7\u00e3o de complementaridade com a par\u00f3quia, em ordem a uma maior vitalidade pastoral e espiritual das comunidades. \u2022\tOrganiza\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de grupos de acolhimento e de miss\u00e3o que se dediquem a ac\u00e7\u00f5es de evangeliza\u00e7\u00e3o em ambientes descristianizados. \u2022\tIntegra\u00e7\u00e3o das par\u00f3quias em unidades pastorais mais amplas em que se possa realizar uma pastoral de conjunto entre v\u00e1rias par\u00f3quias da mesma zona.   Participa\u00e7\u00e3o mais alargada Muitas assembleias eucar\u00edsticas das nossas par\u00f3quias apresentam-se envelhecidas, com poucas crian\u00e7as e poucos jovens. Nesse sentido, propomos que se envolvam estas idades nas iniciativas e celebra\u00e7\u00f5es relacionadas com o Ano Paulino, como as catequeses, encena\u00e7\u00f5es, recep\u00e7\u00e3o ao \u00cdcone e \u00e0 Chama Vocacional, vig\u00edlias de ora\u00e7\u00e3o vocacional, etc. Na vida crist\u00e3 dos jovens e na sua aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja s\u00e3o marcantes os retiros. Por isso, procurem os pastores orientar os jovens para a participa\u00e7\u00e3o nestes exerc\u00edcios espirituais que a Pastoral Juvenil organiza no Advento e na Quaresma. Igualmente importante no envolvimento dos mais novos na comunidade \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o mais forte da catequese paroquial com a fam\u00edlia e com a comunidade. Para criar conv\u00edvio, uni\u00e3o e maior participa\u00e7\u00e3o nas par\u00f3quias, aconselhamos tamb\u00e9m a celebra\u00e7\u00e3o do \u201cDia Paroquial\u201d, animado pelo Conselho Pastoral Paroquial, que congregue festivamente os fi\u00e9is e promova um maior conhecimento e pronunciamento sobre as actividades e prioridades pastorais. Muitas par\u00f3quias, ali\u00e1s, j\u00e1 organizam este encontro. Os dias paroquiais seriam depois enriquecidos e ampliados com uma \u201cJornada Vicarial\u201d, participada pelas v\u00e1rias par\u00f3quias da vigararia. As igrejas n\u00e3o paroquiais (capelas), mesmo que n\u00e3o haja possibilidade da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica dominical, devem ser valorizados como lugares de encontro para a ora\u00e7\u00e3o e para a forma\u00e7\u00e3o. Podem assim funcionar como p\u00f3los de congrega\u00e7\u00e3o de pessoas e de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e comunit\u00e1ria, integrados na unidade paroquial. Um melhor conhecimento e um apoio mais decidido aos movimentos eclesiais, bem como a recomenda\u00e7\u00e3o aos jovens para que neles se integrem, \u00e9 outro caminho a percorrer para alcan\u00e7ar uma forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 mais acompanhada e uma vincula\u00e7\u00e3o mais forte \u00e0 Igreja. Considerados pelo Magist\u00e9rio como um dom do Esp\u00edrito Santo para a Igreja actual, os movimentos eclesiais podem prestar um contributo na revitaliza\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais.  Com a nossa ac\u00e7\u00e3o pastoral colaboramos na constru\u00e7\u00e3o do templo espiritual do Senhor. Sabemos que Ele \u00e9 o principal construtor e, por isso, constru\u00edmos com confian\u00e7a. Apoiamo-nos na gra\u00e7a de Jesus Cristo, no des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o de Deus e na ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo que, em todos os tempos, concede aos fi\u00e9is dons diversos que os tornam id\u00f3neos para exercer servi\u00e7os e minist\u00e9rios na Igreja. A nossa colabora\u00e7\u00e3o consiste tamb\u00e9m em descobrir os dons do Esp\u00edrito Santo e dar-lhes espa\u00e7o na ac\u00e7\u00e3o do organismo eclesial. Pastor competente n\u00e3o \u00e9 o que tudo realiza mas o que se rodeia de colaboradores competentes. Actualmente, \u00e9 uma das tarefas priorit\u00e1rias do clero: Escolher e preparar colaboradores para a miss\u00e3o eclesial. Neste aspecto temos muito a aprender com S\u00e3o Paulo que tinha o cuidado de despertar colaboradores e estruturar a participa\u00e7\u00e3o de variados minist\u00e9rios e servi\u00e7os nas comunidades por ele fundadas. Entre os v\u00e1rios colaboradores, precisamos de prestar aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s voca\u00e7\u00f5es de total consagra\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o da Igreja, actualmente em diminui\u00e7\u00e3o. A ora\u00e7\u00e3o e o convite directo aos que apresentam sinais de voca\u00e7\u00e3o, devem ser preocupa\u00e7\u00e3o constante dos pastores. Com essa finalidade organizamos neste ano pastoral o \u201cGrupo Vocacional S\u00e3o Francisco de Sales\u201d, destinado a jovens que, a partir dos 21 anos, se disponham a fazer o discernimento vocacional.  A n\u00f3s pertence-nos lan\u00e7ar a semente e entregar a Deus a possibilidade de frutificar. Como dizia S\u00e3o Paulo aos presb\u00edteros de \u00c9feso: \u201cConfio-vos a Deus e \u00e0 palavra da sua gra\u00e7a, que tem o poder de construir o edif\u00edcio e de vos conceder parte na heran\u00e7a com todos os santificados\u201d (Act 20,32).   Santar\u00e9m, 31 de Julho de 2008, mem\u00f3ria de S. In\u00e1cio de Loiola.  <i>+ Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santar\u00e9m<\/i>         Esta Carta Pastoral destina-se aos fi\u00e9is da diocese de Santar\u00e9m, de forma especial aos que, mais de perto, colaboram na ac\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja. Constitui um instrumento importante do Magist\u00e9rio do Bispo em ordem \u00e0 renova\u00e7\u00e3o eclesial, \u00e0 unidade e comunh\u00e3o da Igreja local e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de animadores. Recomenda-se que seja divulgada e reflectida pelos membros dos Conselhos Pastorais, pelos Catequistas e pelos colaboradores da Liturgia e da Ac\u00e7\u00e3o Caritativa. Aconselhamos tr\u00eas reuni\u00f5es logo no in\u00edcio do ano pastoral de modo que possa inspirar o programa do ano. A primeira reuni\u00e3o dedicada \u00e0 reflex\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o do n\u00famero 1, concretizando as iniciativas a p\u00f4r em pr\u00e1tica no Ano Paulino. A segunda para descobrir e definir os passos a dar no crescimento da vida comunit\u00e1ria propostos no n\u00famero 2. A terceira deve debru\u00e7ar-se sobre o terceiro n\u00famero da carta e concluir alguns caminhos de renova\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia. Em cada reuni\u00e3o procure-se um texto b\u00edblico e uma ora\u00e7\u00e3o adequados.        LINHAS DE AC\u00c7\u00c3O  1.\tDivulgar e promover o estudo da Carta Pastoral \u201cQuem acredita nunca est\u00e1 s\u00f3\u201d.  2.\t Viver frutuosamente o Ano Paulino. 2.1\t Organizar e dinamizar o estudo das catequeses: \u201cUm Ano a Caminhar com S. Paulo. 2.2\t Peregrina\u00e7\u00e3o do \u00cdcone de S\u00e3o Paulo e da Chama Vocacional pelas comunidades da diocese. 2.3\t Fomentar a comunica\u00e7\u00e3o fraterna das comunidades crist\u00e3s atrav\u00e9s da redac\u00e7\u00e3o de cartas inspiradas em textos paulinos.  2.4\t Incentivar a peregrina\u00e7\u00e3o aos lugares paulinos ou a uma Igreja Jubilar.  3.\tDesenvolver a dimens\u00e3o comunit\u00e1ria da f\u00e9 3.1\t Cultivar a espiritualidade de comunh\u00e3o, alicerce da vida fraterna. 3.2\t Promover a celebra\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria dos sacramentos da cura. 3.3\t Cultivar o acolhimento fraterno nas celebra\u00e7\u00f5es. 3.4\t Formar Grupos de acolhimento e de miss\u00e3o. 3.5\t Dinamizar os grupos \u201cCaritas\u201d, Confer\u00eancias de S. Vicente de Paulo ou servi\u00e7os similares nas comunidades.  4.\tDar um rosto novo \u00e0s comunidades. 4.1\tOrganizar a pastoral de conjunto em ordem a uma ac\u00e7\u00e3o eclesial articulada ao n\u00edvel das par\u00f3quias, vigararias ou zonas da diocese. 4.2\tPromover a forma\u00e7\u00e3o qualificada de leigos animadores da ac\u00e7\u00e3o pastoral. 4.3\tReconhecer o carisma e o lugar dos movimentos eclesiais. 4.4\tPublicar as orienta\u00e7\u00f5es diocesanas para a prepara\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos segundo a pedagogia catecumenal. 4.5\tCriar o \u201cGrupo Vocacional S\u00e3o Francisco de Sales\u201d    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abQuem acredita nunca est\u00e1 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