{"id":33479,"date":"2008-08-04T12:47:55","date_gmt":"2008-08-04T12:47:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/04\/jovem-algarvio-publica-historia-da-sua-conversao-atribuindo-a-sua-cura-a-deus\/"},"modified":"2008-08-04T12:47:55","modified_gmt":"2008-08-04T12:47:55","slug":"jovem-algarvio-publica-historia-da-sua-conversao-atribuindo-a-sua-cura-a-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jovem-algarvio-publica-historia-da-sua-conversao-atribuindo-a-sua-cura-a-deus\/","title":{"rendered":"Jovem algarvio publica hist\u00f3ria da sua convers\u00e3o atribuindo a sua cura a Deus"},"content":{"rendered":"<p>Nelson Viana \u00e9 um jovem algarvio, de 31 anos, natural das Ferreiras, que acaba de editar um livro no qual testemunha a sua convers\u00e3o.   Na publica\u00e7\u00e3o, com 87 p\u00e1ginas, intitulada \u201cHist\u00f3ria da Gra\u00e7a de Deus na minha vida\u201d, conta que esteve gravemente doente, relata a sua cura que acredita ter ser sido divina e testemunha a miss\u00e3o que quer agora realizar, considerando-a inspirada por Deus.   Numa frase que ilustra a capa do seu livro, Nelson Viana resume a hist\u00f3ria da sua convers\u00e3o, afirmando: \u201cEstive \u00e0s portas do inferno e agora estou \u00e0s portas do C\u00e9u\u201d.    O jovem algarvio refere que sentiu necessidade de relatar as \u201ccoisas extraordin\u00e1rias\u201d que viveu nestes \u00faltimos 3 ou 4 anos da sua caminhada. Valendo-se de uma imagem b\u00edblica, Nelson Viana afirma que \u201cn\u00e3o quis enterrar os talentos\u201d. \u201cResolvi escrever o livro para que outras pessoas possam tamb\u00e9m ter conhecimento desta minha experi\u00eancia, para poder ajudar outros que passem pelo mesmo g\u00e9nero de sofrimento e para mostrar as gra\u00e7as que nos est\u00e3o reservadas se buscarmos a Deus com vontade, f\u00e9 e confian\u00e7a\u201d, diz.   Baptizado em crian\u00e7a, Nelson Viana fez a primeira comunh\u00e3o com 10\/11 anos, altura em que abandonou a Igreja at\u00e9 adoecer h\u00e1 cerca de 3 anos a tr\u00e1s. Apesar do afastamento garante que continuou sempre a ler a B\u00edblia, a rezar \u00e0 noite e a afirmar-se como crente, embora reconhe\u00e7a agora que se tratava de uma \u201creligiosidade superficial\u201d.   Empregado de mesa, trabalhava muito, \u201cganhava bem\u201d, mas \u201clevava uma vida de stresse\u201d, \u201ccom poucos momentos de descanso\u201d, saindo muito \u00e0 noite e com uma actividade que o fazia gastar muito dinheiro: o tunning (aquisi\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis).   Come\u00e7ou a ter crises de ansiedade, resultantes de v\u00e1rias fobias, uma \u201cdoen\u00e7a grave\u201d que diz t\u00ea-lo levado a sentir necessidade de aprofundar mais a sua f\u00e9. \u201cA doen\u00e7a despoletou o crescimento em mim da semente plantada por Deus\u201d, observa.   Na altura isolou-se e deixou de sair \u00e0 noite e de conviver com os amigos. Come\u00e7ou sozinho a ver o canal de TV Can\u00e7\u00e3o Nova, a assistir \u00e0 Eucaristia e a ler mais a B\u00edblia e a rezar o Ros\u00e1rio.   A determinada altura da sua vida come\u00e7ou a deparar-se com a morte antes de adormecer. \u201cTratava-se de um sentimento interior, mas que eu, consciente, conseguia visualizar na minha mente. Era como se sa\u00edsse fora do mundo, contemplasse o universo e me deparasse com a morte de todos os seres humanos, inclusive a minha. Era algo terr\u00edvel que me levava para a rua em p\u00e2nico e com vontade de gritar. Mas depois olhando para o c\u00e9u e fazendo o sinal da cruz parece que serenava\u201d, relata Nelson Viana, contando que passou tamb\u00e9m a ter crises de ansiedade a conduzir, deixando na altura de trabalhar.   Com a ansiedade e taquicardia a aumentar, apesar de medicado, decidiu sair de Portugal. Vendeu o seu Audi A3 e foi para It\u00e1lia.   Chegado, em Novembro de 2004, a It\u00e1lia, come\u00e7ou a participar duas vezes por dia na Eucaristia. \u201cSentia essa necessidade\u201d, reconhece.   Em Roma, come\u00e7ou a procurar trabalho depois de conseguir casa, mas a sa\u00fade come\u00e7ou a agravar-se.  Um dia, na Eucaristia em S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, teve uma crise \u201cmuito grave\u201d, sem conseguir sequer deslocar-se para o hospital que fica a 200 metros da igreja. \u201cPensei que ia morrer naquele dia. Acho que Deus deu-me a provar um bocadinho do sofrimento que existe no inferno\u201d, testemunha, acrescentando que os m\u00e9dicos sempre lhe disseram que o seu problema era do foro psicol\u00f3gico, aconselhando-o a ter acompanhamento psiqui\u00e1trico que estava disposto a iniciar.   \u201cAo sair do hospital, diante da igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, veio-me um pensamento muito forte: \u00abVou colocar-me totalmente nas m\u00e3os de Deus\u00bb. Quando tomei esta decis\u00e3o inicia-se a minha cura divina\u201d, precisa.   Passados dois dias encontrou um rapaz, mission\u00e1rio claretiano, que lhe deu um livro \u2013 \u201cUma cabana no Bosque\u201d \u2013 que marcou a transforma\u00e7\u00e3o da sua vida, pois falava de um tipo de ora\u00e7\u00e3o contemplativa, ao estilo de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz e de Santa Teresa de \u00c1vila, mas aliada a uma medita\u00e7\u00e3o oriental. \u201cComecei a fazer medita\u00e7\u00e3o silenciosa e a pedir o Esp\u00edrito Santo\u201d, relata, considerando \u201cum milagre aut\u00eantico\u201d a sua melhora. \u201cDescobri que precisava esvaziar-me de tudo para encher-me de Deus. Apesar de ir j\u00e1 \u00e0 missa, de rezar o ter\u00e7o e de fazer ora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento, consegui curar-me atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o contemplativa, do sil\u00eancio e o esvaziamento de mim mesmo\u201d, reconhece.   \u00c9 ent\u00e3o que acontece um segundo momento que diz ter sido \u201c\u00fanico\u201d e que classifica como \u201cum marco\u201d na sua caminhada de f\u00e9. \u201cUm dia, dentro do autocarro ouvi uma voz que me disse durante 30 segundos: \u00abVem e segue-me\u00bb. A partir daquele momento mudei radicalmente de objectivos de vida. A partir dali queria seguir Cristo a tempo inteiro\u201d, relata.   Conseguindo subsistir com algum dinheiro que tinha economizado e com a venda do seu carro, deixou de procurar trabalho, de querer constituir fam\u00edlia e come\u00e7ou a procurar o seu lugar na Igreja.   Atrav\u00e9s do seu amigo claretiano come\u00e7ou a fazer uma caminhada nos claretianos, mas na P\u00e1scoa visitou Assis e a partir do momento em que conhece a hist\u00f3ria de S\u00e3o Francisco identifica-se completamente com ele, decidindo ser franciscano.   Procurou uma comunidade franciscana e confessou-se ao fim de 18 anos, o que come\u00e7ou a fazer regularmente. No entanto a caminhada nos franciscanos tamb\u00e9m n\u00e3o correu como desejava.   Conhece um rapaz que o convidou a fazer uma peregrina\u00e7\u00e3o a p\u00e9 e \u00e0 boleia pela It\u00e1lia, durante 4 dias, sem nada, apenas sobrevivendo da divina provid\u00eancia, o que o levou a tomar contacto, numa igreja em Roma, com uns frades franciscanos renovados (que n\u00e3o se identificam com a ordem tradicional). Atra\u00eddo pela indument\u00e1ria miseravelmente pobre, semelhante \u00e0 que envergava quando realizava a peregrina\u00e7\u00e3o, Nelson Viana decide fazer uma experi\u00eancia com aquela comunidade. Antes realiza ainda uma segunda peregrina\u00e7\u00e3o, partindo de Paris, com o objectivo de fazer o caminho de Santiago a p\u00e9.   Estando com os frades renovados na Sic\u00edlia durante algumas semanas, rapou o cabelo e come\u00e7ou a deixar crescer a barba, mas voltou a ter novo pensamento desta vez para regressar a Portugal. \u201cPara mim foi novamente a voz de Deus. Queria fazer o que fazia ali, mas junto das pessoas que eu amava: a minha fam\u00edlia e os meus amigos\u201d, recorda.   Depois de um ano em It\u00e1lia, regressa a Portugal em meados de 2005 convicto de que tinha uma miss\u00e3o para realizar. \u201cA viagem que me custou mais a n\u00edvel psicol\u00f3gico foi de Lisboa para Albufeira pela ansiedade do regresso e do reencontro\u201d, confessa, garantindo que, depois de chegar a Albufeira, come\u00e7ou a aperceber-se de uma outra realidade. \u201cDeus queria-me no mundo, n\u00e3o vestido da maneira que me vestia quando estava com os frades da Sic\u00edlia, mas antes de modo normal, testemunhando da mesma maneira a minha f\u00e9 em Cristo como S\u00e3o Paulo ou Charles de Foucauld. No fundo, quero estar com as pessoas e testemunhar a minha f\u00e9 com a minha vida, seguindo o exemplo de Cristo\u201d, salienta.   Nelson Viana garante ter tido \u201cuma receptividade boa por parte de algumas pessoas e m\u00e1 por parte de outras\u201d. \u201cTive muita dificuldade com os amigos, para que entendessem o que passei, mas acabaram por respeitar\u201d, conta, acrescentando ter sentido o afastamento de algumas pessoas.   Hoje, Nelson Viana garante n\u00e3o se sentir chamado a consagrar-se totalmente a Deus integrando um semin\u00e1rio. Come\u00e7ou a frequentar a par\u00f3quia e integrou um grupo para receber o sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o.   Actualmente n\u00e3o trabalha e subsiste com a ajuda dos pais, estando empenhado na divulga\u00e7\u00e3o do seu livro que entende enquadrar-se na sua miss\u00e3o de \u201ctrazer outras pessoas para Cristo\u201d.   Entretanto teve uma audi\u00eancia com o Cardeal-patriarca de Lisboa. \u201cD. Jos\u00e9 Policarpo disse-me para continuar e que se algum dia o meu trabalho produzir frutos, a Igreja far\u00e1 o devido reconhecimento\u201d. \u201cEnquanto eu acreditar que \u00e9 a inspira\u00e7\u00e3o divina que me move a actuar desta maneira, vou continuar\u201d, conclui Nelson Viana.   O lan\u00e7amento do seu livro, publicado pela editora Tecto de Nuvens, acontecer\u00e1, com o apoio da C\u00e2mara de Albufeira, na Biblioteca Municipal daquela cidade, no dia 10 de Outubro deste ano, pelas 21 horas. O livro de Nelson Viana encontra-se \u00e0 venda pelo valor de 6 euros, em v\u00e1rios pontos, entre os quais a livraria Paulinas Multim\u00e9dia, em Faro.   <i>Folha do Domingo    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nelson Viana \u00e9 um jovem algarvio, de 31 anos, natural das Ferreiras, que acaba de editar um livro no qual testemunha a sua convers\u00e3o. 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