{"id":334663,"date":"2024-07-22T09:10:20","date_gmt":"2024-07-22T08:10:20","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=334663"},"modified":"2024-07-19T23:13:22","modified_gmt":"2024-07-19T22:13:22","slug":"o-mundo-da-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-mundo-da-informacao\/","title":{"rendered":"O mundo da informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Isabel Figueiredo, diretora do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-207515 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Acompanhar a atualidade a n\u00edvel nacional e internacional n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil pelas raz\u00f5es que todos conhecemos &#8211; a multiplicidade de not\u00edcias e de meios tradicionais e digitais; a pluralidade de comentadores e opini\u00f5es, a dispers\u00e3o motivada por uma diversidade de conte\u00fados.<\/p>\n<p>Esta realidade tem vindo a alterar de forma significativa, o produto \u00abinforma\u00e7\u00e3o\u00bb assim como o perfil do seu consumidor. A maioria das pessoas que se interessam minimamente por saber o que se passa no mundo, ou ao fundo da sua rua, como nos habitu\u00e1mos a ouvir, ficam pelas capas dos jornais, pelas not\u00edcias que passam em rodap\u00e9 nos ecr\u00e3s de televis\u00e3o ou por algum sound bite repetido nas r\u00e1dios ou nas stories das redes sociais. Quem se senta a ler um jornal atentamente ou est\u00e1 dispon\u00edvel para ver um programa informativo do princ\u00edpio at\u00e9 ao fim, sem estar ao mesmo tempo a olhar para o ecr\u00e3 do telem\u00f3vel, come\u00e7a a ser uma esp\u00e9cie em vias de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra realidade cada vez mais preocupante \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o de que se consome informa\u00e7\u00e3o de uma forma cada vez mais limitativa, isto \u00e9, s\u00f3 oi\u00e7o, vejo e leio aquilo de que gosto. E o meu gosto acaba por me condicionar. Quando a informa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, isenta e atenta, nos deve abrir ao mundo, nos deve inquietar, nos deve provocar o desejo de conhecer mais e melhor o que se passa \u00e0 nossa volta. A informa\u00e7\u00e3o tem o dever de trabalhar o contradit\u00f3rio, de procurar a verdade, de nos obrigar a pensar pela nossa cabe\u00e7a, face ao que vemos, ouvimos e lemos. Nesta am\u00e1lgama de informa\u00e7\u00f5es, o papel dos comentadores \u00e9 relevante. Por vezes chego a pensar se damos mais import\u00e2ncia \u00e0s palavras do comentador, do que ao trabalho do jornalista, que deve cumprir o c\u00f3digo deontol\u00f3gico que determina a qualidade do seu trabalho.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um per\u00edodo eleitoral que revelou todas estas quest\u00f5es, os primeiros meses do atual governo em minoria na Assembleia da Rep\u00fablica, podem configurar um caso de estudo sobre estas mat\u00e9rias. Parece que s\u00f3 conseguimos dar voz a quem diga mal de tudo o que acontece. Se h\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es com um n\u00famero x de sindicatos, o que parece interessar \u00e9 salientar aqueles com quem n\u00e3o se conseguiu negociar. Se \u00e9 tomada esta decis\u00e3o, n\u00e3o vale nada, porque est\u00e3o a deitar foguetes com o trabalho de outros. Se algo parece positivo, lan\u00e7a-se a d\u00favida sobre como ser\u00e1 daqui a algum tempo\u2026 a doen\u00e7a de fazer sangue sobre tudo, est\u00e1 a espalhar-se de uma forma inaceit\u00e1vel e quase apetece perguntar se alguma vez seremos capazes de dizer bem de algo ou de algu\u00e9m? Seremos capazes de publicamente dar o benef\u00edcio da d\u00favida a quem est\u00e1 a come\u00e7ar um trabalho? Seremos capazes de ter mem\u00f3ria e de trazer essa mem\u00f3ria para o presente, tirando as ila\u00e7\u00f5es devidas? Seremos capazes de contrariar esta onda de mal dizer?<\/p>\n<p>N\u00e3o estou a fazer apologia de nada, nem a exercer defesa de ningu\u00e9m. Mas estou cada vez mais convicta de que precisamos de conten\u00e7\u00e3o nas palavras, de conhecimento dos factos, de reflex\u00e3o e discernimento. E \u00e9 aqui que a informa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, isenta e atenta, tem um lugar \u00fanico e insubstitu\u00edvel. No caso acima referido, \u00e9 preciso nunca esquecer que a pol\u00edtica existe para servir as pessoas e n\u00e3o para se servir a si mesma, na realidade partid\u00e1ria que a identifica, estejamos a falar de ideias ou de pessoas concretas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabel Figueiredo, diretora do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":207515,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-334663","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334663"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334663\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/207515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}