{"id":33442,"date":"2008-08-01T11:27:35","date_gmt":"2008-08-01T11:27:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/08\/01\/d-joao-miranda-defende-responsabilizacao-dos-leigos\/"},"modified":"2008-08-01T11:27:35","modified_gmt":"2008-08-01T11:27:35","slug":"d-joao-miranda-defende-responsabilizacao-dos-leigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-joao-miranda-defende-responsabilizacao-dos-leigos\/","title":{"rendered":"D. Jo\u00e3o Miranda defende responsabiliza\u00e7\u00e3o dos leigos"},"content":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o na Catedral do Porto assinalou os 25 anos de ordena\u00e7\u00e3o episcopal do Bispo Auxiliar, em clima de festa <!--more--> O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre Mim\u2026 Foi h\u00e1 25 anos. \u00c9 um jubileu: na tradi\u00e7\u00e3o judaica, tempo de descanso e pousio para a terra, para a justi\u00e7a, para os homens e os animais. Foi no dia de hoje, h\u00e1 25 anos, nesta S\u00e9 episcopal. Aqui se proclamaram as palavras de Isa\u00edas: O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim. Ele me ungiu e me enviou\u2026  Que palavra h\u00e1-de ser anunciada hoje, nesta assembleia, sen\u00e3o a PALAVRA que era desde o princ\u00edpio e foi dirigida ao primeiro casal humano, nestes termos: Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a\u2026 (G\u00e9n.1,28). De facto, antes que houvesse outros pastores, o primeiro par humano foi investido por Deus na miss\u00e3o de pastorear o mundo criado, assegurando seu crescimento. E ainda por cima, Deus viu que isso era bom, Deus viu que era belo (Do tempo livre\u2026, p\u00e1g. 21). A Palavra foi depois transmitida ao Povo escolhido muitas vezes e de muitos modos; mas, nestes dias, que s\u00e3o os \u00faltimos, Deus falou-nos por meio do Filho (Heb.1,1): E o Verbo se fez Carne e habitou entre n\u00f3s (Jo\u00e3o 1,14).  Temos a Palavra. \u00c9 o Esp\u00edrito que a actualiza para cada gera\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito que desceu sobre ao Ap\u00f3stolos e por eles \u00e9 transmitido no baptismo, no crisma e na ordena\u00e7\u00e3o episcopal. O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim\u2026 O Esp\u00edrito \u00e9 o vento de Deus que, na primeira cria\u00e7\u00e3o, vogava sobre as \u00e1guas. A cria\u00e7\u00e3o nasceu das \u00e1guas e do vento de Deus. A recria\u00e7\u00e3o ou reden\u00e7\u00e3o do mundo nasceu das \u00e1guas do lado de Cristo que formaram as torrentes do baptismo. A reden\u00e7\u00e3o renasce do vento do Esp\u00edrito que pousou sobre Maria, sobre Jesus, sobre os ap\u00f3stolos, sobre os Bispos e sobre os baptizados e confirmados. Esta \u00e9 a origem da Igreja. E quando se ordenam os Bispos \u00e9 esse Esp\u00edrito renovador que chama, que unge e que envia. Sim! O Esp\u00edrito de Deus \u00e9 que nos chama. Se n\u00e3o fosse Ele a inquietar-nos, ficar\u00edamos no mesmo lugar, parados e sem ardor apost\u00f3lico. Mas Ele \u00e9 como o vento: sopra onde quer e vai buscar quem melhor entende. Com esta f\u00e9, \u00e9 mais f\u00e1cil aceitar, porque se gera confian\u00e7a. Mas nem por isso \u00e9 f\u00e1cil responder.   Tamb\u00e9m Mois\u00e9s hesitou e desculpou-se com o facto de ser meio tartamudo. Tamb\u00e9m os profetas gemeram e alguns, diante da miss\u00e3o, desejaram antes a morte do que enfrentar os desafios. Somos assim: carne fr\u00e1gil e sujeita a mis\u00e9rias.  Mas S. Paulo vem em defesa dos que receiam: Quando sou fraco, ent\u00e3o \u00e9 que sou forte! Certamente porque os que est\u00e3o conscientes da sua fraqueza passam a confiar mais em Deus do que nas suas pr\u00f3prias presumidas qualidades. Somos instrumentos nas m\u00e3os de Deus. Tudo \u00e9 gra\u00e7a. N\u00f3s cirandamos por a\u00ed. Pedro semeia, Apolo rega, mas \u00e9 Deus quem fecunda a obra. E o Reino n\u00e3o \u00e9 nosso: n\u00e3o \u00e9 a pressa nem a for\u00e7a nem as corridas que convertem o mundo. Mas a for\u00e7a do Esp\u00edrito e a presen\u00e7a constante de Jesus: Eu estarei sempre convosco at\u00e9 ao fim dos tempos! S. Paulo diz a Tim\u00f3teo: Reanima em ti a gra\u00e7a que recebeste pela imposi\u00e7\u00e3o das minhas m\u00e3os!  Foi h\u00e1 vinte e cinco anos\u2026 2003 era o Ano Santo da Reden\u00e7\u00e3o, 2008 \u00e9 o Ano Santo Paulino. Como que a quererem dizer-nos que o tempo \u00e9 santo se nos santificarmos e santificarmos o mundo.  Tendo sido chamado ao minist\u00e9rio episcopal, depois de hesitar, senti a necessidade de responder como Maria, a quem a Sombra do Esp\u00edrito inundou de gra\u00e7a: Fa\u00e7a-se em mim, segundo a tua Palavra! O anel, o b\u00e1culo e a mitra (da autoria de Irene Vilar) l\u00e1 t\u00eam o sinal da Virgem ao p\u00e9 da Cruz, dizendo sempre SIM, mesmo nas horas de afli\u00e7\u00e3o. A simplicidade de Maria inspira os Pastores a seguirem a palavra do Mestre: Sabeis que os chefes das na\u00e7\u00f5es dominam sobre elas. N\u00e3o deve ser assim entre v\u00f3s\u2026 Nem donos nem patr\u00f5es mas servidores do Povo de Deus. Hoje, 25 anos depois, sou levado a rezar tamb\u00e9m como Maria: A minha alma glorifica o Senhor! Esta \u00e9 altura de dar gra\u00e7as, por este jubileu. Porque a m\u00e3o protectora de Deus me guiou at\u00e9 este dia 31 de Julho de 2008, mem\u00f3ria do fogoso Santo In\u00e1cio de Loiola.  Tal como Am\u00f3s respondeu a Amasias, tamb\u00e9m sou tentado a dizer: Eu n\u00e3o era profeta nem filho de profeta. Meu pai era agricultor e eu estava destinado a cultivar os campos. Foi o Senhor que me chamou e me disse: Vai profetizar ao meu povo, Israel (cf. Am\u00f3s 7,14).   N\u00e3o faltam Bispos na Igreja, faltam sacerdotes e voca\u00e7\u00f5es sacerdotais. E falta-nos a todos tomarmos a s\u00e9rio um problema que n\u00e3o \u00e9 principalmente nosso. Este combate n\u00e3o \u00e9 teu mas meu, diz o Senhor. Por isso, temos de pedir ao Senhor da messe\u2026 Falta colocar as comunidades em estado de alerta para a miss\u00e3o e os mission\u00e1rios, consagrados ou leigos, no Jap\u00e3o ou no Bairro da S\u00e9. Falta ajoelhar aos p\u00e9s do sacr\u00e1rio em \u201cLaus perene\u201d permanente\u2026 Diz Bento XVI: Rogai ao Senhor da messe! A messe existe\u2026Deus necessita de homens, de pessoas que digam: Sim, eu estou disposto a ser trabalhador na messe. N\u00e3o podemos simplesmente produzir voca\u00e7\u00f5es, elas devem vir de Deus. N\u00f3s devemos sacudir o cora\u00e7\u00e3o de Deus para que Ele lance no cora\u00e7\u00e3o que pede a fa\u00edsca da alegria em Deus, da alegria pelo evangelho\u2026 Temos a promessa: Dar-vos-ei pastores! E deu\u2026 e continua a dar. Mas parece que est\u00e3o muitos olhos fechados \u00e0 luz e muitos ouvidos surdos \u00e0 voz de Deus. S\u00f3 se v\u00ea e ouve bem com o cora\u00e7\u00e3o!  N\u00e3o faltam Leigos na Igreja, falta dar lugar aos leigos de modo suficiente, a tal ponto que sintam a responsabilidade n\u00e3o s\u00f3 de despertar todas as voca\u00e7\u00f5es mas tamb\u00e9m de se sentirem pastores da cria\u00e7\u00e3o de Deus, como Ad\u00e3o e Eva no Para\u00edso, e membros vivos do Corpo de Cristo, a partir do baptismo. A messe \u00e9 grande! \u00c9 o tempo da 5.\u00aa evangeliza\u00e7\u00e3o da Europa. Diz o Cardeal argentino, Bergoglio:  (Os padres clericalizam os leigos e os leigos pedem-nos para serem clericalizados&#8230; \u00c9 realmente uma cumplicidade pecadora!). E pensarmos n\u00f3s que o baptismo, apenas, poderia ser suficiente\u2026 Penso naquelas comunidades crist\u00e3s do Jap\u00e3o que ficaram sem sacerdotes por mais de duzentos anos. Quando os mission\u00e1rios voltaram, encontraram todos baptizados, todos validamente casados para a Igreja e todos os seus falecidos tinham tido um enterro cat\u00f3lico. A f\u00e9 permaneceu intacta\u2026N\u00e3o devemos ter medo de depender apenas da ternura de Deus! (30 Dias, n.\u00ba 11, 2007, p\u00e1g.17).  25 Anos s\u00e3o um jubileu. O jubileu prov\u00e9m do repouso sab\u00e1tico que Deus se imp\u00f4s nos prim\u00f3rdios da cria\u00e7\u00e3o: Deus concluiu no s\u00e9timo dia a obra que fizera e no s\u00e9timo dia descansou\u2026 (G\u00e9n. 2, 2). Na legisla\u00e7\u00e3o moisaica, ao fim de sete semanas de anos, havia um solene jubileu. Da\u00ed derivam os jubileus da Igreja. E, neste ano, temos a gra\u00e7a do Ano Santo Paulino, nos dois mil anos do nascimento do Ap\u00f3stolo das na\u00e7\u00f5es. Que melhor queremos, para relan\u00e7ar a criatividade pastoral nas diocese e par\u00f3quias, respondendo aos desafios da hora que passa? Tudo tem de ser feito com a paci\u00eancia do agricultor que lavra a terra, prepara a semente, rega o campo, deita-se e dorme descansado. Porque sabe que a semente est\u00e1 germinar\u2026 N\u00f3s somos homens de f\u00e9, mas, por vezes, desconfiados e muito convencidos de que quase tudo depende de n\u00f3s. \u00c9 mentira!  Gra\u00e7as a Deus pelo chamamento. Gra\u00e7as a Deus pelo chamamento \u00e0 vida, ao baptismo, ao sacerd\u00f3cio. Gra\u00e7as a Deus por todos os que p\u00f4s no caminho da vida. Gra\u00e7as a Deus pela M\u00e3e Igreja que, apesar dos pecados que cometemos, nos alberga nos seus bra\u00e7os e p\u00f5e a mesa dos sacramentos para nos amparar e curar, quando, j\u00e1 feridos, buscamos a Estalagem.  Gra\u00e7as a Deus e a todos os que quiseram vir celebrar esta Ac\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as. Fico grato ao Bispo da diocese, Senhor D. Manuel Clemente, \u00e0 Casa e C\u00faria Episcopal, por todas as aten\u00e7\u00f5es recebidas. Igualmente agrade\u00e7o a todos os outros Senhores Bispos presentes e aos que mandaram mensagens de felicita\u00e7\u00f5es. Tenho presentes os Senhor D. J\u00falio e D. Armindo que n\u00e3o puderam vir, por raz\u00f5es de sa\u00fade. Agrade\u00e7o aos Sacerdotes, sempre af\u00e1veis; aos Consagrados, sempre generosos na sua doa\u00e7\u00e3o; e a todos os Fi\u00e9is Leigos a quem o Esp\u00edrito de Deus chamou e chama a ingentes e diversificadas tarefas, segundo os carismas e gra\u00e7as que o Esp\u00edrito de Deus distribui cada um, nestes tempos promissores de um novo mundo que come\u00e7a\u2026Nem esque\u00e7o o contributo do Coro da S\u00e9, para anima\u00e7\u00e3o lit\u00fargica desta celebra\u00e7\u00e3o. A Pedro Jesus disse, naquele \u00faltimo instante do evangelho de S. Jo\u00e3o: Tu, segue-me! Somos todos seguidores, disc\u00edpulos, testemunhas da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o n\u00e3o fiquemos parados, \u00e0 espera que chova do c\u00e9u o que devemos fazer na terra!  E agora\u2026 que Deus disponha, daqui para a frente, como Ele melhor entender\u2026  <i>D. Jo\u00e3o Miranda Teixeira<\/i>  (No final da celebra\u00e7\u00e3o, D. Manuel Clemente ofereceu a D. Jo\u00e3o Miranda uma imagem de Cristo Crucificado, da autoria do Mestre Jos\u00e9 Rodrigues).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o na Catedral do Porto assinalou os 25 anos de ordena\u00e7\u00e3o episcopal do Bispo Auxiliar, em clima de festa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,187,203,294],"class_list":["post-33442","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33442\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}