{"id":334195,"date":"2024-07-16T14:48:55","date_gmt":"2024-07-16T13:48:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=334195"},"modified":"2024-07-17T10:21:20","modified_gmt":"2024-07-17T09:21:20","slug":"a-cruz-escondida-282","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-282\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Corrida de 22 km por Cabo Delgado juntou mais de 5 mil euros<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-334196 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lisboa-Green-Trail-488.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Solidariedade sem fim<\/h4>\n<p><em>S\u00edlvia Duarte treinou, equipou-se a rigor e lan\u00e7ou-se, na manh\u00e3 de 26 de Maio, numa dura prova de atletismo em Monsanto, Lisboa. Ela n\u00e3o correu por nenhuma equipa, nem para bater nenhum recorde. Correu apenas para ajudar os Crist\u00e3os perseguidos em Cabo Delgado, v\u00edtimas do terrorismo, e para divulgar junto dos Portugueses a miss\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Resultado: S\u00edlvia conseguiu angariar mais de 5 mil euros\u2026<br \/>\n\u201c\u00c9 isto que me faz sentir \u00fatil ao mundo\u201d, diz agora, ao saber que a sua corrida solid\u00e1ria foi um sucesso!<\/em><\/p>\n<p>\u201cFiquei emocionada. Deus \u00e9 maravilhoso em tudo o que faz em mim. \u00c9 isto que me faz querer viver mais, que disputa em mim o sentido para a vida, que me faz sentir \u00fatil ao mundo.\u201d Foi assim que S\u00edlvia Duarte reagiu ao saber que a sua corrida solid\u00e1ria por Cabo Delgado, pelos Crist\u00e3os v\u00edtimas do terrorismo no norte de Mo\u00e7ambique, tinha gerado uma onda de solidariedade que se materializou em 5.544 euros. O valor \u00e9 importante mas, mais significativo, foi o gesto protagonizado por esta cabeleireira de 56 anos, casada e m\u00e3e de tr\u00eas filhos. A prova de atletismo em que participou, correndo com uma T-Shirt com as cores da Funda\u00e7\u00e3o AIS e com o dorsal n\u00famero 247, foi muito dura, entre trilhos, com subidas e descidas por vezes \u00edngremes, num ch\u00e3o pedregoso e ladeada por vezes de silvas, o que lhe provocou at\u00e9 uma queda e deixou marcas de sangue nos bra\u00e7os. Mas S\u00edlvia assumiu todo o sofrimento da corrida como uma forma de se entregar tamb\u00e9m \u00e0 causa do povo de Cabo Delgado, dos homens e mulheres e crian\u00e7as que todos os dias vivem o sobressalto do terrorismo no norte de Mo\u00e7ambique. Como ela nos explicou em Maio, poucos minutos depois de ter cortado a meta e ainda ofegante, as corridas s\u00e3o sempre muito dif\u00edceis. E desta vez chegou mesmo a pensar que n\u00e3o iria conseguir finalizar a prova, mas houve sempre uma for\u00e7a maior que a impeliu a continuar, que lhe deu for\u00e7as e que a levou at\u00e9 ao fim. \u201c\u00c9 sempre dolorosa a corrida. E durante a corrida at\u00e9 pensei: \u2018nunca mais me meto noutra\u2026\u2019 Mas depois, l\u00e1 est\u00e1, eu penso no nosso Jesus que carregou com aquela cruz e acabo por ir buscar nisso as minhas for\u00e7as. E ent\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o sou eu que corro. \u00c9 mesmo uma for\u00e7a maior que corre comigo.\u201d<\/p>\n<h4>Continuar a ajudar a Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/h4>\n<p>Ao saber que o seu esfor\u00e7o acabou por mobilizar tamb\u00e9m a solidariedade dos Portugueses e que isso permitiu reunir mais de cinco mil euros em donativos, S\u00edlvia diz que j\u00e1 pensa numa nova ideia para auxiliar atrav\u00e9s da Funda\u00e7\u00e3o AIS os Crist\u00e3os que sofrem e s\u00e3o perseguidos no mundo. \u201cPe\u00e7o a Deus que me d\u00ea a oportunidade de poder voltar ajudar a Funda\u00e7\u00e3o AIS num futuro bem pr\u00f3ximo\u2026 Na minha mente e cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 sei o que tenho que fazer, s\u00f3 preciso de continuar a ter sa\u00fade e f\u00e9, e tudo se vai concretizar\u201d, diz, agradecendo ainda \u201ca oportunidade\u201d que esta corrida lhe deu para a sua \u201cevolu\u00e7\u00e3o espiritual\u201d. A ideia da corrida teve, desde o primeiro momento, o apoio entusi\u00e1stico tamb\u00e9m do Padre Nuno Westwood, respons\u00e1vel pela Par\u00f3quia de Nova Oeiras, onde S\u00edlvia reside. \u201cA corrida da S\u00edlvia para a Funda\u00e7\u00e3o AIS \u00e9 um exemplo inspirador do compromisso pessoal e da solidariedade em prol de uma causa nobre. Ao angariar fundos e sensibilizar sobre a miss\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, S\u00edlvia n\u00e3o apenas demonstra o seu apoio pr\u00e1tico, mas tamb\u00e9m inspira outros a envolverem-se e a fazerem a diferen\u00e7a. A sua dedica\u00e7\u00e3o reflecte o valor inestim\u00e1vel do trabalho da AIS e destaca a import\u00e2ncia de indiv\u00edduos comprometidos que se dedicam a causas humanit\u00e1rias e de justi\u00e7a social\u201d, disse o sacerdote quando a sua paroquiana decidiu avan\u00e7ar com a prova de atletismo. Tamb\u00e9m a directora do secretariado portugu\u00eas da Funda\u00e7\u00e3o AIS sublinhou a grandeza do gesto desta cabeleireira destemida. \u201cA corrida de S\u00edlvia mostra que a solidariedade n\u00e3o tem limites, que h\u00e1 imensas maneiras de fazer o bem, de ajudar os outros, como \u00e9 o caso, por exemplo, das popula\u00e7\u00f5es de Cabo Delgado que passam por imensas necessidades e que s\u00e3o v\u00edtimas da trag\u00e9dia do terrorismo. Obrigado, S\u00edlvia, pelo seu testemunho, pelo seu exemplo e pela forma generosa como assumiu tamb\u00e9m a causa da Funda\u00e7\u00e3o AIS, a causa dos Crist\u00e3os perseguidos no mundo\u201d, disse Catarina Martins de Bettencourt.<\/p>\n<h4>Projectos da AIS em Cabo Delgado<\/h4>\n<p>A verba angariada com a corrida de S\u00edlvia Duarte vai agora refor\u00e7ar os projectos que a Funda\u00e7\u00e3o AIS est\u00e1 a promover em Cabo Delgado em favor dos Crist\u00e3os v\u00edtimas do terrorismo. Ainda recentemente, a funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia deu a conhecer a hist\u00f3ria da comunidade crist\u00e3 de Moc\u00edmboa da Praia, uma vila costeira que chegou a estar ocupada durante meses pelos terroristas que destru\u00edram por completo a Igreja local. N\u00e3o obstante, os Crist\u00e3os continuam a reunir-se por l\u00e1 aos Domingos e rezam no ch\u00e3o, sobre as pedras, sobre as ru\u00ednas do templo. O Bispo de Pemba, D. Ant\u00f3nio Juliasse, est\u00e1 preocupado com a situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a que se vive em toda a diocese e recordou, \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, outro exemplo da tenacidade e alegria que os Crist\u00e3os de Cabo Delgado testemunham apesar dos tempos de viol\u00eancia que t\u00eam sofrido desde 2017. \u201cEm Julho do ano passado, visitei uma comunidade no distrito de Palma. Celebr\u00e1mos a Missa debaixo das mangueiras, \u00e0 chuva e ao frio, mas as pessoas permaneceram durante duas horas, cantando e dan\u00e7ando. Fiquei profundamente comovido com a esperan\u00e7a que vi nos rostos das pessoas\u201d, relatou o prelado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. A Funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia aprovou recentemente mais um pacote de ajuda para a Diocese de Pemba e que inclui apoio aos deslocados internos, ajuda de subsist\u00eancia para 60 religiosas e 17 padres, e apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de 48 seminaristas, bem como projectos relacionados com a assist\u00eancia espiritual \u00e0s v\u00edtimas do terrorismo e programas de evangeliza\u00e7\u00e3o via r\u00e1dio. Projectos que ganham vida gra\u00e7as \u00e0 generosidade dos benfeitores e amigos da AIS em Portugal e em todo o mundo, como \u00e9 o caso de S\u00edlvia Duarte. Para ela, tudo isto \u00e9 sinal de Deus: \u201cTodos os dias eu pr\u00f3pria vejo milagres a acontecer. Deus \u00e9 extraordin\u00e1rio!\u201d<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corrida de 22 km por Cabo Delgado juntou mais de 5 mil euros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-334195","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334195"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334195\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}