{"id":33371,"date":"2008-07-29T13:09:51","date_gmt":"2008-07-29T13:09:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/29\/pobreza-e-cidadania\/"},"modified":"2008-07-29T13:09:51","modified_gmt":"2008-07-29T13:09:51","slug":"pobreza-e-cidadania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pobreza-e-cidadania\/","title":{"rendered":"Pobreza e cidadania"},"content":{"rendered":"<p>Presidente da CNJP assinala que Portugal pode orgulhar-se de ser um dos primeiros pa\u00edses a considerar a pobreza como uma viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos <!--more--> A partir deste m\u00eas de Julho, a pobreza \u00e9 considerada pelo Estado portugu\u00eas como uma viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos. Assim foi entendido e consagrado em Resolu\u00e7\u00e3o aprovada por unanimidade pela Assembleia da Rep\u00fablica.  Esta Resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco importante que se inscreve na hist\u00f3ria do alargamento do \u00e2mbito dos direitos humanos, de modo a neles incluir os direitos econ\u00f3micos e sociais. Portugal pode orgulhar-se de ser um dos primeiros pa\u00edses a encetar este caminho a n\u00edvel de um \u00d3rg\u00e3o de soberania. Trata-se de uma declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica com for\u00e7a deliberativa que merece ser posta em pr\u00e1tica n\u00e3o s\u00f3 pelos poderes p\u00fablicos (a isso obrigados) como pelas v\u00e1rias inst\u00e2ncias da sociedade civil. Por seu lado, a Igreja cat\u00f3lica n\u00e3o pode sen\u00e3o regozijar-se com esta delibera\u00e7\u00e3o e assumir a sua parte de responsabilidade em contribuir para a sua aplica\u00e7\u00e3o efectiva. A Resolu\u00e7\u00e3o surge na sequ\u00eancia do debate em Plen\u00e1rio de uma Peti\u00e7\u00e3o apresentada \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica, no dia 17 de Outubro de 2007, pela Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz em nome de cerca das 123 mil pessoas e v\u00e1rias Organiza\u00e7\u00f5es que a subscreveram. Para al\u00e9m do reconhecimento de que a pobreza \u00e9 viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos, a Resolu\u00e7\u00e3o responde ao conjunto das solicita\u00e7\u00f5es feitas naquela Peti\u00e7\u00e3o, a saber: &#8211; fixa\u00e7\u00e3o de um limiar oficial de pobreza, em fun\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de rendimento nacional e das condi\u00e7\u00f5es de vida padr\u00e3o na nossa sociedade, o qual dever\u00e1 ser tido em conta na defini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas, nomeadamente na determina\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es sociais; &#8211; cria\u00e7\u00e3o de um mecanismo de observa\u00e7\u00e3o e acompanhamento das pol\u00edticas p\u00fablicas no que respeita aos seus impactos sobre a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza; &#8211; avalia\u00e7\u00e3o anual da situa\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds relativamente \u00e0 incid\u00eancia e severidade da pobreza e progressos feitos na sua erradica\u00e7\u00e3o. O processo que culminou com a aprova\u00e7\u00e3o desta Resolu\u00e7\u00e3o honra a democracia portuguesa e honra o Parlamento. Os cidad\u00e3os exerceram um seu direito\/dever de interesse e empenhamento relativamente a um grave problema nacional, a exclus\u00e3o social que afecta cerca de um quinto dos residentes no nosso Pa\u00eds. Por seu lado, a sua vontade expressa em Peti\u00e7\u00e3o encontrou o devido eco junto dos deputados de todos os quadrantes pol\u00edticos, sendo de salientar a razoabilidade dos prazos da tramita\u00e7\u00e3o regimental que conduziu \u00e0 Resolu\u00e7\u00e3o agora aprovada. De destacar ainda que, neste caso, foram superadas as sensibilidades partid\u00e1rias e alcan\u00e7ado um merecido consenso, tendo o projecto de Resolu\u00e7\u00e3o sido subscrito por todos os partidos com assento parlamentar. \u00c9, pois, com confian\u00e7a que encaramos a nova etapa \u2013 sem d\u00favida a mais dif\u00edcil e complexa &#8211; que \u00e9 a de passar \u00e0 pr\u00e1tica as delibera\u00e7\u00f5es consagradas por este instrumento pol\u00edtico e conseguir que, num horizonte t\u00e3o curto quanto poss\u00edvel (dois, tr\u00eas anos), possamos dizer que vencemos a pobreza, ao menos nas suas express\u00f5es mais severas. \u00c9 esta uma tarefa dos Governos, das Autarquias, das Administra\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e demais \u00d3rg\u00e3os do Estado, mas \u00e9, igualmente, um desafio lan\u00e7ado a toda a sociedade civil ou seja a cada cidad\u00e3o e cidad\u00e3 do nosso Pa\u00eds. A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz n\u00e3o deixar\u00e1 de assumir a sua quota-parte de responsabilidade. E, porque entende que os pobres s\u00e3o sujeitos com papel activo na supera\u00e7\u00e3o da pobreza, a CNJP prev\u00ea para 8 de Novembro, a realiza\u00e7\u00e3o de uma Audi\u00e7\u00e3o P\u00fablica que ter\u00e1 por tema: \u201cDar voz aos pobres para erradicar a pobreza\u201d. Oportunamente voltaremos a este assunto. <i> Manuela Silva, Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz (CNJP)<\/i>  (Mais informa\u00e7\u00e3o sobre esta resolu\u00e7\u00e3o em www.parlamento.pt\/ActividadeParlamentar\/Paginas\/DetalheIniciativa.aspx?ID=33995)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da CNJP assinala que Portugal pode orgulhar-se de ser um dos primeiros pa\u00edses a considerar a pobreza como uma viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[134,189],"class_list":["post-33371","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-cnjp","tag-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33371","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33371"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33371\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}