{"id":333612,"date":"2024-07-11T09:27:21","date_gmt":"2024-07-11T08:27:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=333612"},"modified":"2024-07-10T15:28:43","modified_gmt":"2024-07-10T14:28:43","slug":"nascida-na-guerra-teologia-da-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nascida-na-guerra-teologia-da-esperanca\/","title":{"rendered":"Nascida na Guerra \u2013 Teologia da Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-271042 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Conjugaram-se dois elementos principais para me decidir pela tem\u00e1tica deste texto. Um vindo de Roma e outro proveniente da Normandia. \u00c9 por aqui que come\u00e7arei.<\/p>\n<p>Passou \u00e0 margem da generalidade dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social portugueses o falecimento do famoso te\u00f3logo J\u00fcrgen Moltmann. Foi no passado dia 3 de Junho, na cidade alem\u00e3 de Tubinguen, em cuja universidade era professor em\u00e9rito de Teologia Sistem\u00e1tica. Foi h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas. Tinha 98 de idade. Para a Hist\u00f3ria fica a sua vida e a sua obra.<\/p>\n<p>Curiosamente, Moltmann faleceu quando se preparavam na Normandia as comemora\u00e7\u00f5es do 80.\u00ba anivers\u00e1rio do desembarque das tropas aliadas naquela regi\u00e3o da Fran\u00e7a com que iniciava a derrota nazi. Foi em 1944 e o jovem J\u00fcrgen Moltmann, nascido em Hamburgo a 8 de Abril de 1926, acabava ent\u00e3o de ser mobilizado e incorporado nas tropas hitlerianas. Em 1945 ter-se-\u00e1 rendido a um soldado brit\u00e2nico, ele que vira morrer a seu lado, no ano da incorpora\u00e7\u00e3o militar, um companheiro de guerra.<\/p>\n<p>Prisioneiro de guerra, foi passando durante tr\u00eas anos por v\u00e1rios campos de deten\u00e7\u00e3o: na B\u00e9lgica, na Inglaterra e na Esc\u00f3cia. E \u00e9 neste tempo de prisioneiro de guerra que faz a descoberta pessoal do Deus de Jesus Cristo, ele que vivera at\u00e9 ent\u00e3o alheado das quest\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p>Na B\u00e9lgica, contacta, pela primeira vez, com textos b\u00edblicos, Salmos e Novo Testamento, atrav\u00e9s de uma edi\u00e7\u00e3o que lhe oferecera um grupo de crist\u00e3os, onde se inclu\u00eda um capel\u00e3o americano. A leitura b\u00edblica, se inicialmente lhe servia para enfrentar o t\u00e9dio de prisioneiro, come\u00e7ou depressa a interpel\u00e1-lo. Depois Moltmann teve a oportunidade ocasional de ler \u00ab<em>Nature and Destiny of Man\u00bb [Natureza e Destino do Homem<\/em>], obra do te\u00f3logo americano Reinhold Niebuhr [1892-1971], que acabava ent\u00e3o de ser publicado. Estava aberta a porta para nova orienta\u00e7\u00e3o de vida a este jovem prisioneiro de guerra, que, at\u00e9 ent\u00e3o, grande admirador de Einstein e entusiasta da ci\u00eancia, vivia a sonhar com uma carreira cient\u00edfica no mundo da investiga\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p>J\u00e1 livre, regressa em 1948 ao seu pa\u00eds e dedica-se de imediato aos estudos teol\u00f3gicos. Pastor evang\u00e9lico, casou em 1952 com a te\u00f3loga feminista Elisabeth Moltmann-Wendel [1926-2016] que conhecera quando ambos preparavam o doutoramento em Teologia na cidade de <a href=\"https:\/\/en-m-wikipedia-org.translate.goog\/wiki\/University_of_G%C3%B6ttingen?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-PT&amp;_x_tr_pto=sc\">G\u00f6ttingen<\/a>. Moltmann, pai de quatro filhos, tornou-se num prestigiado mestre que desenvolveu o minist\u00e9rio em v\u00e1rias universidades. Considerado um dos grandes te\u00f3logos do s\u00e9culo XX, \u00e9 autor de uma obra publicada em 1964 que de imediato se difundiu internacionalmente. \u00c9 a \u00ab<em>Teologia da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb, que viria a ser o pilar de outras como \u00ab<em>O Deus Crucificado<\/em>\u00bb, de 1972 e \u00ab<em>A Igreja no Poder do Esp\u00edrito<\/em>\u00bb, de 1975. A esta trilogia inicial se haviam de seguir outras obras publicadas, particularmente, nos anos 80 e 90 do s\u00e9culo passado. Sempre sobre sob o manto da \u00ab<em>Teologia da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb o que lhe valeu a cr\u00edtica de \u00abunilateralidade\u00bb de que sentiu necessidade de se defender, como como fez quest\u00e3o de salientar em 1997 no pref\u00e1cio para a nova edi\u00e7\u00e3o, trinta e tr\u00eas anos passados.<\/p>\n<p>Muito naturalmente J\u00fcrgen Moltmann ficou conhecido como \u00ab<em>te\u00f3logo da esperan\u00e7a<\/em>\u00bb, ele que, descobrindo a f\u00e9 em Jesus Cristo que sofre com a Humanidade, descobriu o tempo da esperan\u00e7a no tempo da grande guerra mundial e do terr\u00edvel sofrimento humano que ela provocou. Por isso, para ele, o problema n\u00e3o ser\u00e1 tanto \u00ab<em>como falar de Deus depois de Auschwitz?<\/em>\u00bb, mas antes \u00ab<em>como se pode \u2018n\u00e3o\u2019 falar de Deus depois de Auschwitz?<\/em>\u00bb. Aquele \u2018n\u00e3o\u2019 imp\u00f5e-se-lhe como imperativo \u00e9tico de primeira grandeza: o imperativo de se falar de Deus e da sua Promessa perante a tragicidade humana de Auschwitz.<\/p>\n<p>A emblem\u00e1tica obra \u00ab<em>Teologia da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb possui, compreensivelmente, uma componente autobiogr\u00e1fica. Em 1997, no pref\u00e1cio a uma nova edi\u00e7\u00e3o, J\u00fcrgen Moltmann p\u00f4de lembrar que \u00ab<em>Em 1964, a \u2018Teologia da Esperan\u00e7a\u2019, evidentemente, ainda que n\u00e3o intencionalmente, acertou o seu \u2018kair\u00f3s\u2019<\/em> [tempo prop\u00edcio]. <em>O tema, por assim dizer, estava \u201cno ar\u201d<\/em>\u00bb mas n\u00e3o deixou de concluir aquele pref\u00e1cio com as seguintes palavras: \u00ab<em>Ao redigir este pref\u00e1cio, meu cora\u00e7\u00e3o e minha alma est\u00e3o novamente repletos com as vis\u00f5es da \u2018Teologia da Esperan\u00e7a\u2019 de trinta e tr\u00eas anos atr\u00e1s.<\/em>\u00bb Biogr\u00e1fica e situada na segunda metade do s\u00e9culo passado, nem por isso a \u201c<em>Teologia da Esperan\u00e7a<\/em>\u201d deixou de ter luz para os tempos actuais. N\u00e3o estiv\u00e9ssemos n\u00f3s em plena guerra e talvez a Esperan\u00e7a n\u00e3o fosse uma virtude com tanta necessidade de ser redescoberta.<\/p>\n<p>N\u00e3o pretendendo aqui sumariar a caracteriza\u00e7\u00e3o epocal \u2013 o seu \u201ckair\u00f3s\u201d &#8211; a que se refere o te\u00f3logo, importar\u00e1, no entanto, referir que, enraizada na experi\u00eancia pessoal como soldado de batalha primeiro e, depois, como prisioneiro de guerra, enriquecida ainda com o modo como os companheiros da desgra\u00e7a iam digerindo a derrota, a teologia orientada para o futuro, por que tanto vinha ansiando J\u00fcrgen Moltmann, encontrou as categorias filos\u00f3ficas mais importantes na filosofia messi\u00e2nica do neomarxista Ernst Bloch [1885-1977], tal como aparecem na sua obra \u00ab<em>Princ\u00edpio Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb que, \u00e0 \u00e9poca, era comummente falada, mormente em ambientes de di\u00e1logo entre crist\u00e3os e marxistas e que havia exercido grande influ\u00eancia em muitos pensadores da \u00e9poca.<\/p>\n<p>O encontro de J\u00fcrgen Moltmann como o \u00ab<em>Princ\u00edpio Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb de Ernst Bloch \u00e9 de um deslumbramento assinal\u00e1vel: \u00ab<em>li a edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 oriental <\/em>\u2013 escreve &#8211; <em>durante um per\u00edodo de f\u00e9rias na Sui\u00e7a em 1960 e fiquei t\u00e3o fascinado por ele que nem me dei conta da beleza das montanhas su\u00ed\u00e7as \u2013 para grande desapontamento da minha esposa<\/em>.\u00bb N\u00e3o ser\u00e1, pois, de admirar que um jovem e apaixonado te\u00f3logo com ra\u00edzes na experi\u00eancia da guerra e do cativeiro tenha ent\u00e3o levantado de imediato a pergunta: \u00ab<em>Por que a teologia crist\u00e3 deixou escapar e permitiu que lhe tirassem a esperan\u00e7a, que original e intrinsecamente \u00e9 o seu tema mais singular?<\/em>\u00bb E, depois desta primeira impress\u00e3o confessa ter-se perguntado: \u00ab<em>por onde anda hoje o esp\u00edrito ativo, crist\u00e3o-primitivo, da esperan\u00e7a?<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>E o deslumbramento d\u00e1 for\u00e7a e inspira\u00e7\u00e3o a um projecto. Num artigo publicado em 1963, um ano antes da publica\u00e7\u00e3o de \u00ab<em>Teologia da Esperan\u00e7a\u00bb, intitulado \u00abO Princ\u00edpio da Esperan\u00e7a e a Teologia da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb e o subt\u00edtulo \u00ab<em>Um Di\u00e1logo com Ernst Bloch<\/em>\u00bb termina assim: \u00ab<em>A escatologia crist\u00e3 se pode abrir ao \u201cprinc\u00edpio esperan\u00e7a\u201d, e conceber ao mesmo tempo desse princ\u00edpio o impulso para a proje\u00e7\u00e3o de um perfil pr\u00f3prio e mais perfeito.<\/em>\u00bb Sendo assim, sabendo que sem o conhecimento de Cristo pela f\u00e9 a esperan\u00e7a \u00e9 mera utopia a pairar no mar das ilus\u00f5es e sabendo que a f\u00e9, sem esperan\u00e7a, \u00e9 fr\u00e1gil e, finalmente, morta, a teologia crist\u00e3 deve tentar trazer a esperan\u00e7a para o pensamento do ser humano e o pensamento para a esperan\u00e7a da f\u00e9.<\/p>\n<p>Por isso, prop\u00f5e, se na Idade M\u00e9dia Anselmo de Cantu\u00e1ria estabeleceu como programa fundamental da teologia o princ\u00edpio \u00ab<em>fides quaerens intellectum \u2013 credo ut intelligam<\/em>\u00bb [f\u00e9 em procura da compreens\u00e3o \u2013 creio para entender], valer\u00e1 agora paralelamente a necessidade de se assumir como lema para a escatologia o princ\u00edpio fundamental: \u00ab<em>spes quaerens intellectum \u2013 spero ut intelligam<\/em>\u00bb [a esperan\u00e7a em procura da compreens\u00e3o \u2013 espero para poder compreender].<\/p>\n<p>N\u00e3o creio estar enganado se disser que h\u00e1 pouca reflex\u00e3o sobre a Esperan\u00e7a no mundo da cultura de hoje e a pr\u00f3pria carta enc\u00edclica do Papa Bento XVI, \u00ab<em>Spe salvi<\/em>\u00bb [Salvos na Esperan\u00e7a], foi ficando rapidamente esquecida. Enquanto releio algumas p\u00e1ginas de \u00ab<em>Teologia da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb numa esp\u00e9cie de homenagem ao seu Autor, dou comigo a evocar aquela bel\u00edssima enc\u00edclica de 30 de Novembro de 2007 e a recordar como o Papa Francisco acaba de celebrar a Esperan\u00e7a em tr\u00eas documentos recentes, como que a sugerir que os nossos tempos s\u00e3o um tempo prop\u00edcio para a pensar e a viver como necessidade program\u00e1tica existencial. Assim, a pensar nos jovens, Francisco, em Novembro de 2023, escreve a mensagem \u00ab<em>Alegres na Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb para a XXXVIII Jornada Mundial da Juventude, a realizar em Seul na Coreia em 2027; a 9 de Maio do corrente ano de 2024, Francisco publica a Bula de Proclama\u00e7\u00e3o do Grande Jubileu Ordin\u00e1rio do Ano 2025, intitulada \u00ab<em>Spes non confundit<\/em>\u00bb [A esperan\u00e7a n\u00e3o engana]; finalmente, a 27 de Junho de 2024, publica a mensagem \u00ab<em>Espera e age com a cria\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb para o Dia de Ora\u00e7\u00e3o pelo Cuidado da Cria\u00e7\u00e3o, que se realizar\u00e1 no pr\u00f3ximo 1 de Setembro.<\/p>\n<p>Tr\u00eas documentos que apontam para o futuro, como \u00e9 do futuro toda a esperan\u00e7a. Tr\u00eas documentos provenientes de Roma cujo tempo \u00e9 este: tempos de guerras, incertezas, intoler\u00e2ncias, viol\u00eancias, extremas desigualdades sociais, medos e depress\u00f5es. Documentos que convidam a transformar os \u00ab<em>sinais dos tempos<\/em>\u00bb em \u00ab<em>tempos de esperan\u00e7a<\/em>\u00bb para a qual o mundo est\u00e1 sempre cheio de possibilidades que importa descobrir, como reitera o \u00ab<em>te\u00f3logo da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb. S\u00e3o as possibilidades do Deus da Esperan\u00e7a. Delas cada humano far\u00e1 a sua pr\u00f3pria \u00ab<em>teologia da esperan\u00e7a<\/em>\u00bb, pensada, reflectida e transformada em vida. Porque todo o ser humano \u00e9 naturalmente um te\u00f3logo, mesmo quando se \u00e9 indiferente a Deus ou at\u00e9 quando se nega.<\/p>\n<p>Guarda, 9 de Julho de 2024<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":271042,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-333612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333612\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}