{"id":33285,"date":"2008-07-24T11:50:50","date_gmt":"2008-07-24T11:50:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/24\/d-joao-miranda-25-anos-de-bispo\/"},"modified":"2008-07-24T11:50:50","modified_gmt":"2008-07-24T11:50:50","slug":"d-joao-miranda-25-anos-de-bispo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-joao-miranda-25-anos-de-bispo\/","title":{"rendered":"D. Jo\u00e3o Miranda, 25 anos de Bispo"},"content":{"rendered":"<p>Bispo Auxiliar do Porto d\u00e1-se a conhecer como pessoa e como homem de f\u00e9, que preza a liberdade e a proximidade <!--more--> Esta Quinta-feira, 31 de Julho de 2008, completam-se 25 anos sobre a ordena\u00e7\u00e3o episcopal de D. Jo\u00e3o Miranda Teixeira, Bispo Auxiliar do Porto. A Diocese promove uma solene concelebra\u00e7\u00e3o na S\u00e9, \u00e0s 19h30.  Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o prelado d\u00e1-se a conhecer como pessoa e como homem de f\u00e9, que preza a liberdade e a proximidade.  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) \u2013 Ir\u00e1 celebrar as suas bodas de prata episcopais no pr\u00f3ximo dia 31 de Julho. Que marcas destaca no seu episcopado? D. Jo\u00e3o Miranda (JM) \u2013 <\/i> Fui bispo auxiliar de D. J\u00falio Tavares Rebimbas, depois de D. Armindo Lopes Coelho e agora de D. Manuel Clemente. Estive sempre ao servi\u00e7o da diocese, ali\u00e1s j\u00e1 estava antes de ser ordenado bispo. Quando aceitei a nomea\u00e7\u00e3o coloquei-me nessa disposi\u00e7\u00e3o e escolhi para o meu lema episcopal das palavras de Nossa Senhora: \u00abFa\u00e7a-me em mim segundo a tua palavra\u00bb.  <i>AE \u2013 E foi nomeado num dia 13 de Maio. JM \u2013<\/i>  A 13 de Maio foi a data da assinatura do documento em Roma. O an\u00fancio p\u00fablico foi a 21 de Maio de 1983.  <i>AE \u2013 Ainda se recorda do dia em que recebeu a not\u00edcia? JM \u2013<\/i>  Quando soube fiquei, n\u00e3o direi perturbado, mas ansioso. Pedi um tempo para pensar. N\u00e3o quis responder de imediato. Mas a press\u00e3o de dar uma resposta, obrigou-me a abreviar o tempo.   <i>AE \u2013 Quantos dias esteve a pensar? JM \u2013<\/i>  Dois dias.  <i>AE \u2013 Dois dias sem dormir? JM \u2013<\/i> N\u00e3o direi isso, mas dormi muito mal. \u00c9 sempre uma perturba\u00e7\u00e3o (risos)  <i>AE \u2013 Recolheu-se nalgum s\u00edtio especial? JM \u2013<\/i>  Pedi conselho e demos uma volta para conversar sobre o assunto. Quando D. J\u00falio me contactou, disse-me: \u00abN\u00e3o se pode dizer que n\u00e3o\u00bb. Respondi-lhe: \u00abA Igreja n\u00e3o ordena bispos \u00e0 for\u00e7a\u00bb.  <i>AE \u2013 Aceitou e j\u00e1 foi bispo auxiliar de tr\u00eas bispos diferentes. JM \u2013<\/i>  Tr\u00eas pessoas diferentes. Tr\u00eas estilos diferentes, mas o mesmo servi\u00e7o.   <i>AE \u2013 Foi o bra\u00e7o direito destes tr\u00eas pastores titulares. Quando eles chegam \u00e9 o D. Jo\u00e3o Miranda que os acolhe? JM \u2013 <\/i> Ao D. J\u00falio n\u00e3o, mas ao D. Armindo e ao D. Manuel sim. J\u00e1 estava c\u00e1 quando eles vieram. No entanto, nunca tentei perturbar o caminho do bispo residencial porque compete-lhe a ele tomar a iniciativa.  <i>AE \u2013 Foi ordenado por D. J\u00falio Tavares Rebimbas. JM \u2013<\/i>  Ele disse-me: \u00abest\u00e1s chamado pela Santa S\u00e9 para o bispo do Porto, mas serei eu que te ordeno\u00bb. Os outros consagrantes foram escolhidos por mim: D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes e D. Domingos Pinho Brand\u00e3o, na altura bispo auxiliar da diocese do Porto. Pessoas que eu considerava muito  <i>AE \u2013 Um dos consagrantes \u2013 D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes \u2013 at\u00e9 lhe ofereceu o anel episcopal. JM \u2013<\/i>  (Risos). \u00c9 verdade. Tenho um anel oferecido, antes da ordena\u00e7\u00e3o, por D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes. \u00c9 um anel que nunca usei, mas tenho guardado. Espero deix\u00e1-lo como rel\u00edquia para a diocese. Iremos ver como ser\u00e1&#8230;   <b>Vida no Norte<\/b> <i>AE \u2013 Antes de ser ordenado bispo viveu quase toda a sua vida no semin\u00e1rio. JM \u2013<\/i>  Sim. Primeiro, no Semin\u00e1rio de Trancoso, em Gaia. Depois, no Semin\u00e1rio do Para\u00edso, na Foz (onde est\u00e1 agora a Universidade Cat\u00f3lica). Estive tamb\u00e9m um ano no Semin\u00e1rio Maior. Depois estive um ano em Roma e, de l\u00e1, vim para o Semin\u00e1rio do Bom Pastor, em Ermesinde. A\u00ed, estive 15 anos.  <i>AE \u2013 Nunca sentiu a falta da experi\u00eancia paroquial? JM \u2013<\/i>  O contacto com a par\u00f3quia d\u00e1 outro tipo de experi\u00eancia pastoral. No entanto, nos lugares onde desempenhei as minhas tarefas pastorais, estava sempre em contacto com as par\u00f3quias onde se situavam os semin\u00e1rios. Colaborei sempre com a pastoral paroquial. Nas f\u00e9rias colaborava tamb\u00e9m na minha par\u00f3quia de origem.  <i>AE \u2013 Sempre esteve ligado \u00e0 sua terra natal. JM \u2013<\/i>  Mesmo agora costumo ir l\u00e1 durante alguns dias.  <i>AE \u2013  Aproveita para recordar os tempos da inf\u00e2ncia. Como foi a sua juventude em Vila Verde, Felgueiras? JM \u2013<\/i>  Fui para o semin\u00e1rio bastante cedo (quase 11 anos), mas tive a experi\u00eancia da vida da aldeia.  <i>AE \u2013 Ajudava os seus pais? JM \u2013<\/i>  Sim. Como o meu pai era agricultor ajudava-o nesses afazeres.  <i>AE \u2013 Na altura ainda n\u00e3o se falava no trabalho infantil? JM \u2013<\/i>  Nesse tempo n\u00e3o havia esse problema do trabalho infantil. Desde que n\u00e3o seja um trabalho desajustado e remunerado.  <b>Nascimento de uma voca\u00e7\u00e3o<\/b> <i>AE \u2013 Depois de terminar os estudos prim\u00e1rios foi para o semin\u00e1rio? JM \u2013<\/i>  Sim e n\u00e3o. Antes de entrar e para provar a minha voca\u00e7\u00e3o tive que esperar um ano. As pessoas duvidavam se a voca\u00e7\u00e3o era a s\u00e9rio ou uma imagina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a. Estive um ano com os meus pais e depois entrei.  <i>AE \u2013 Teve mestres que influenciaram a sua voca\u00e7\u00e3o sacerdotal. JM \u2013<\/i>  Foi a influ\u00eancia do p\u00e1roco da aldeia. Era a figura que se destacava e as crian\u00e7as que frequentavam a Igreja \u2013 na altura eram quase todas \u2013 reviam-se nele. Era uma figura prestigiada, mesmo sociologicamente e socialmente. A minha catequista tamb\u00e9m teve influ\u00eancia. Lentamente, isso foi levedando e entrei no semin\u00e1rio.  <i>AE \u2013 Depois da entrada nunca sentiu hesita\u00e7\u00f5es? Nunca pensou em desistir? JM &#8211; <\/i>  Nunca tive d\u00favidas profundas de continuar a vida do semin\u00e1rio para chegar ao sacerd\u00f3cio. Mas passei por interroga\u00e7\u00f5es e dificuldades no meu tempo de semin\u00e1rio. Todavia, aconselhava-me na orienta\u00e7\u00e3o espiritual.  <i>AE \u2013 Depois deste caminho foi ordenado presb\u00edtero a 7 de Agosto de 1960, um ano antes de D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes ter sido exilado. Como \u00e9 que o seminarista Jo\u00e3o Miranda acompanhou este processo? JM \u2013<\/i>  Fui ordenado por D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes nas primeiras ordens, mas ordenado presb\u00edtero por D. Florentino, administrador apost\u00f3lico da diocese. No semin\u00e1rio n\u00e3o d\u00e1vamos bem conta de toda a profundidade do assunto. Acompanh\u00e1vamos, mas, na altura, o semin\u00e1rio era um pouco mais fechado do que \u00e9 hoje.   <i>AE \u2013 Posteriormente, e depois da vinda do bispo do Porto para a diocese, tornou-se pr\u00f3ximo de D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes. Desde a resigna\u00e7\u00e3o deste at\u00e9 \u00e0 sua ordena\u00e7\u00e3o episcopal tinham contactos quase di\u00e1rios? JM \u2013<\/i>  Na altura era vice-reitor do semin\u00e1rio e ele pediu-me para dar um arranjo \u00e0 casa \u2013 estava um pouco deteriorada &#8211; para onde foi viver depois de resignar. E ajudei \u2013 acompanhado por outras pessoas \u2013 naquele pedido feito. Suponho que esta foi uma das raz\u00f5es pelas quais ele me ofereceu o anel.  <i>AE \u2013 Ap\u00f3s a sua ordena\u00e7\u00e3o presbiteral esteve um ano a estudar em Roma. Que \u00e1reas foi aprofundar? JM \u2013<\/i> D. Florentino mandou-me para Roma, nos Salesianos, com o intuito de me preparar para uma tarefa no Semin\u00e1rio Menor. Foi um curso intensivo.  <i>AE \u2013 Era bom aluno? JM \u2013<\/i>  Quem sou eu para me avaliar, mas tinha capacidade para estudar. Tinha notas razo\u00e1veis.   <i>AE \u2013 Se fizesse uma tese de doutoramento que \u00e1rea escolhia? JM \u2013<\/i>  Gosto muito da Teologia.   <b>Tra\u00e7os de personalidade<\/b> <i>AE \u2013 Consta que o D. Jo\u00e3o Miranda \u00e9 uma pessoa muito ponderada. JM \u2013<\/i>  Sou de um temperamento secund\u00e1rio. N\u00e3o reajo \u00e0 primeira vista. Penso as coisas duas vezes. Tem vantagens e desvantagens porque quem tem um temperamento secund\u00e1rio mastiga mais as coisas e, \u00e0s vezes, sofre um pouco mais.  <i>AE \u2013 Nos seus tempos de escola j\u00e1 agia dessa forma? JM \u2013<\/i>  Era um pouco recolhido. N\u00e3o era expansivo como muitos dos meus colegas. Como n\u00e3o era muito dado ao desporto \u2013 n\u00e3o tinha habilidade para o futebol \u2013 os meus colegas n\u00e3o me escolhiam muito para o desporto. Refugiei-me nos desportos menos agressivos (Bilhar e Ping-pong) e nos livros.  <i>AE \u2013 Essa forma de agir n\u00e3o lhe retira o medo de ser vencido. A sua liberdade de express\u00e3o \u00e9 fundamental. JM \u2013<\/i>  Medo n\u00e3o. Ali\u00e1s, prezo muito a liberdade. No entanto, reconhe\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 uma coisa f\u00e1cil. Ser livre nas v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.  <i>AE \u2013 \u00c9 uma tradi\u00e7\u00e3o dos bispos do Porto? JM \u2013<\/i>  N\u00e3o sei&#8230; (Risos). N\u00e3o sei se \u00e9 da terra ou do Norte.  <b>O Bispo, a cidade e as letras<\/b> <i>AE \u2013 Costuma fazer caminhadas pela cidade do Porto&#8230; Uma forma de contemplar o granito da cidade. JM \u2013<\/i>  Saio sempre que posso. Por um lado, os m\u00e9dicos recomendam, e por outro faz-me sair e contactar a vida. E aproveito para contemplar a cidade. No entanto, tamb\u00e9m gosto da aldeia e do campo. Gosto imenso de contemplar o c\u00e9u.  <i>AE \u2013 Uma das suas caracter\u00edsticas \u00e9 a proximidade&#8230; JM \u2013<\/i>  Fa\u00e7o o poss\u00edvel por estar pr\u00f3ximo. Nasce da forma de ser da pessoa&#8230;  <i>AE \u2013 Nota-se que gosta da escuta?  JM \u2013<\/i>  Gosto muito de ouvir. Mais de ouvir do que falar. Digo isto com frequ\u00eancia: \u00ab\u00e9 necess\u00e1rio saber ouvir, ouvir muito, para depois acertarmos na palavras que devemos dar\u00bb. A minha experi\u00eancia diz-me que as pessoas necessitam de ser ouvidas. Quando me ordenei, h\u00e1 quarenta e tal anos, n\u00e3o era tanto assim.  <i>AE \u2013 Consequ\u00eancias da pressa da vida? JM \u2013<\/i>  Tamb\u00e9m n\u00e3o sei se h\u00e1 muitas pessoas dispon\u00edveis para ouvir. N\u00e3o h\u00e1 tempo porque as pessoas gastam-no de outra maneira. N\u00e3o h\u00e1 tempo para as pessoas se sentarem&#8230;  Recordo-me que o director espiritual do Semin\u00e1rio Maior do Porto dizia: \u00abO padre dever\u00e1 ter a voca\u00e7\u00e3o do assento\u00bb. A vida de hoje \u00e9 muito nervosa.  <i>AE \u2013 Quando foi formador no Semin\u00e1rio chegou a leccionar portugu\u00eas? JM \u2013<\/i>  Gosto muito de portugu\u00eas. Acho que a l\u00edngua deve ser preservada e tenho muita pena que, hoje, n\u00e3o se estude o Latim. \u00c9 a base e a raiz da compreens\u00e3o do portugu\u00eas.  <i>AE \u2013 No seu vocabul\u00e1rio nunca entra o termo \u00abbu\u00e9\u00bb? JM \u2013<\/i>  Isso nunca digo.  <i>AE \u2013 Um l\u00e9xico muito rigoroso. As suas homilias s\u00e3o sempre objectivas e com um portugu\u00eas correcto? JM \u2013<\/i>  Procuro fazer isso. Quase sempre escrevo porque n\u00e3o tenho uma grande capacidade de improviso. J\u00e1 quando era padre tomava umas notas para me orientar. Sou um bocado cartesiano&#8230;  <i>AE \u2013 Ent\u00e3o gosta de ler? JM &#8211; <\/i>  Nunca me deito sem ler um bocadinho. Gosto da literatura portuguesa e tamb\u00e9m livros de forma\u00e7\u00e3o, relativamente ao meu m\u00fanus pastoral.  <i>AE \u2013 Qual o seu escritor preferido? JM \u2013<\/i>  Gosto de E\u00e7a de Queiroz. A frase dele \u00e9 muito elaborada&#8230; Mas tamb\u00e9m gosto de escritores modernos. Li o romance do Sousa Tavares e gostei.  <i>AE \u2013 E Poesia? JM \u2013<\/i>  Gosto muito dos sonetos de Antero de Quental e de Florbela Espanca  <i>AE \u2013 Sem esquecer a portuense Sophia de Mello Breyner? JM \u2013<\/i>  Tamb\u00e9m tenho livros dela.  <b>O futuro<\/b> <i>AE \u2013 Isto s\u00e3o actividades extras. Como \u00e9 o dia \u00e1 dia de um bispo auxiliar? JM \u2013<\/i>  Cada bispo tem uma zona para onde dirige mais a aten\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da zona pastoral temos actividades espec\u00edficas. J\u00e1 tive a pastoral da fam\u00edlia, dos consagrados, religiosos e voca\u00e7\u00f5es.   <i>AE \u2013 No seu m\u00fanus episcopal esteve alguns meses como administrador apost\u00f3lico da diocese. Uma experi\u00eancia nova&#8230; JM \u2013<\/i>  Foi uma surpresa. N\u00e3o deu para tomar o pulso \u00e0 diocese. Mesmo sem bispo a diocese do Porto n\u00e3o p\u00e1ra. Ela esteve d\u00e9cadas sem bispo e n\u00e3o parou&#8230;  <i>AE \u2013 Ent\u00e3o o Porto n\u00e3o necessita de um pastor? JM \u2013<\/i> Precisa. Mas n\u00e3o p\u00e1ra porque o pastor est\u00e1 doente ou quando n\u00e3o h\u00e1 pastor.  <i>AE \u2013 Tem 72 anos. O que espera fazer at\u00e9 pedir a resigna\u00e7\u00e3o? JM \u2013<\/i>  Ajudar D. Manuel Clemente, mas agora com menos ritmo. A idade come\u00e7a a pesar.  <i>AE \u2013 N\u00e3o pensa escrever as suas mem\u00f3rias? JM \u2013<\/i>  N\u00e3o sei o que ser\u00e1 depois, mas por agora n\u00e3o tenho essa inten\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bispo Auxiliar do Porto d\u00e1-se a conhecer como pessoa e como homem de f\u00e9, que preza a liberdade e a proximidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[154,160,168,187,206,211,267,296,297],"class_list":["post-33285","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-crianca","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-ferias","tag-natal","tag-salesianos","tag-santa-se"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33285","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33285"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33285\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}