{"id":33282,"date":"2008-07-23T17:08:48","date_gmt":"2008-07-23T17:08:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/23\/inauguracao-da-casa-museu-mons-alves-bras\/"},"modified":"2008-07-23T17:08:48","modified_gmt":"2008-07-23T17:08:48","slug":"inauguracao-da-casa-museu-mons-alves-bras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/inauguracao-da-casa-museu-mons-alves-bras\/","title":{"rendered":"Inaugura\u00e7\u00e3o da Casa Museu Mons. Alves Br\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>Na celebra\u00e7\u00e3o Jubilar dos 75 anos do Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia (ISCF) foi inaugurada, dia 20 deste m\u00eas, em Casegas (diocese da Guarda), a Casa Museu Mons. Alves Br\u00e1s. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Dulce Teixeira, respons\u00e1vel pelo ISCF, sublinhou que \u201cn\u00e3o foi poss\u00edvel conservar a tra\u00e7a inicial da casa, mas ficou o quarto de Mons. Alves Br\u00e1s\u201d.  A janela do quarto tamb\u00e9m ficou intacta. Dessa janela, Mons. Joaquim Alves Br\u00e1s chegou \u201ca dar li\u00e7\u00f5es de catequese para as crian\u00e7as que estavam na rua\u201d A Casa Museu tem objectos da fam\u00edlia e \u201celementos vocacionais\u201d. Os visitantes poder\u00e3o tamb\u00e9m observar objectos pessoais do fundador do ISCF: \u201cA batina, facha, alva bordada pela m\u00e3e, a cama, c\u00e1lice, patena e um sacr\u00e1rio\u201d. Para tornar mais conhecida a vida de Mons. Alves Br\u00e1s, a casa mostra tamb\u00e9m \u201calguns elementos multim\u00e9dia\u201d &#8211; disse Dulce Teixeira.  E acrescenta: \u201conde conta a hist\u00f3ria deste homem\u201d. Bento XVI aprovou a 15 de Mar\u00e7o a publica\u00e7\u00e3o do decreto que reconhece as \u00abvirtudes her\u00f3icas\u00bb de Mons. Joaquim Alves Br\u00e1s, que h\u00e1 75 anos fundou o Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia. A respons\u00e1vel do ISCF sublinha que t\u00eam \u201cchegado not\u00edcias de muitas gra\u00e7as \u00e0 postula\u00e7\u00e3o\u201d. Pode acontecer que \u201c em algumas dessas gra\u00e7as esteja o milagre que falta\u201d. O postulador da causa de canoniza\u00e7\u00e3o de Mons. Alves Br\u00e1s \u00e9 Mons. Arnaldo Cardoso e a vice-postuladora  \u00e9 uma cooperadora, Maria de F\u00e1tima Castanheira Baptista. Com a casa museu pretendemos \u201cprojectar o carisma e a miss\u00e3o do Instituto\u201d. As celebra\u00e7\u00f5es jubilares encerram no Dia da Sagrada Fam\u00edlia, em Dezembro pr\u00f3ximo. O \u201cideal era recebermos neste ano jubilar o an\u00fancio da beatifica\u00e7\u00e3o, mas ser\u00e1 quase imposs\u00edvel\u201d \u2013 afirma. O estudo das gra\u00e7as \u201cdemoram o seu tempo\u201d. <b>Sacerdote portugu\u00eas a caminho dos altares<\/b> Joaquim Alves Br\u00e1s nasceu em Casegas, a 20 de Mar\u00e7o de 1899. Foi ordenado padre em 19 de Mar\u00e7o de 1925, na Diocese da Guarda. Ap\u00f3stolo da Juventude trabalhadora e particularmente sens\u00edvel aos mais pobres e marginalizados, fundou a Obra de Santa Zita em 1932 e o Jornal \u00abVoz das Criadas\u00bb, hoje \u00abBem-Fazer\u00bb.  Fundou o Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia em 1933 e em 1962 o Movimento por um Lar Crist\u00e3o e o Jornal da Fam\u00edlia. Em 1958 recebe do Papa Pio XII o t\u00edtulo de Monsenhor e em 1962 do Papa Jo\u00e3o XXIII, o de Prelado Dom\u00e9stico. Morreu a 13 de Mar\u00e7o de 1966, v\u00edtima de um acidente rodovi\u00e1rio, em Lisboa. O Processo de Beatifica\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em 1990. Dulce Teixeira de Sousa, respons\u00e1vel pelo ISCF, revela \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA a sua satisfa\u00e7\u00e3o por esta decis\u00e3o de Bento XVI, referindo que era algo de que estava \u00e0 espera h\u00e1 algum tempo. \u201cH\u00e1 muito tempo que o processo estava em Roma e, para al\u00e9m disso, estamos a celebrar os 75 anos do Instituto e convid\u00e1mos o Cardeal Saraiva Martins para presidir \u00e0 peregrina\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ando o pedido\u201d de que fosse dado este passo nas Bodas de Diamante. Esta respons\u00e1vel destaca que s\u00e3o muitas as pessoas que comunicam \u201cgra\u00e7as\u201d atribu\u00eddas ao novo \u201cvener\u00e1vel\u201d ou a deixar pedidos no jazigo, no Cemit\u00e9rio dos Prazeres. Estas gra\u00e7as \u201ct\u00eam aumentado progressivamente\u201d, seja por causas f\u00edsicas ou morais, \u201csobretudo no campo da fam\u00edlia\u201d. O reconhecimento da heroicidade das virtudes crist\u00e3s surge hoje, ap\u00f3s o exame detalhado dos relatos das testemunhas no processo de beatifica\u00e7\u00e3o. A Santa S\u00e9 d\u00e1 assim um parecer positivo ao trabalho desenvolvido sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Mons. Alves Br\u00e1s, que \u00e9 assim proclamado \u201cvener\u00e1vel\u201d.  A segunda etapa do processo consiste no exame de eventuais milagres atribu\u00eddos \u00e0 intercess\u00e3o do \u201cvener\u00e1vel\u201d. Se um deste milagres for considerado aut\u00eantico, o \u201cvener\u00e1vel\u201d \u00e9 considerado \u201cbeato\u201d. Quando ap\u00f3s a beatifica\u00e7\u00e3o se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, ent\u00e3o o beato \u00e9 proclamado \u201csanto\u201d. <b>Tra\u00e7os Biogr\u00e1ficos<\/b> Monsenhor Joaquim Alves Br\u00e1s nasceu a 20 de Mar\u00e7o de 1899, na aldeia de Casegas, concelho da Covilh\u00e3, junto da serra da Estrela. Cresceu num ambiente familiar onde se respirava o amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, e onde se vivia uma vida de s\u00e3 conviv\u00eancia, fidelidade e partilha de trabalho, de responsabilidades e deveres, que muito influenciaram a sua educa\u00e7\u00e3o marcada, desde o in\u00edcio, pela pedagogia do exemplo, do ensinamento e da mais salutar exig\u00eancia, a toda a prova. Tal educa\u00e7\u00e3o, imprimiu-lhe, desde muito cedo, tra\u00e7os de um car\u00e1cter firme e decidido, profundamente crente, din\u00e2mico, empreendedor, sacrificado, corajoso e com um grande sentido de justi\u00e7a, de verdade e de caridade, que influenciaram toda a sua vida e ac\u00e7\u00e3o. Em 19 de Novembro de 1917, depois de superadas muitas dificuldades, que lhe advieram sobretudo de uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, que o acometeu e reteve no leito dos 11 aos 14 anos, deu entrada no Semin\u00e1rio do Fund\u00e3o, da Diocese da Guarda, a fim de realizar o grande sonho da sua vida &#8211; ser Padre, ao menos por um ano.  A 19 de Julho de 1925, um ano antes do tempo previsto, recebeu a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, na capela do Pa\u00e7o Episcopal da Guarda tendo, com a maior alegria, celebrado a sua primeira Missa, logo no dia seguinte &#8211; 20 de Julho. A partir desse dia, pode-se dizer que se abriu um novo cap\u00edtulo na sua vida, cap\u00edtulo esse que foi escrito a letras de oiro e de fogo, que nunca mais se apagaram nem apagar\u00e3o, porque escritas nos cora\u00e7\u00f5es de todos os que, de alguma forma, j\u00e1 beneficiaram da sua ac\u00e7\u00e3o de Bem-fazer. Tendo sido logo nomeado P\u00e1roco da aldeia de Donas, concelho do Fund\u00e3o, exerceu esse cargo, juntamente com o de confessor do Semin\u00e1rio do Fund\u00e3o, com a maior dilig\u00eancia e sabedoria espiritual, durante cinco anos, at\u00e9 que a doen\u00e7a o voltou a visitar, fazendo-o mudar de rumo. Deste modo, em Setembro de 1930, \u00e9 nomeado Director Espiritual do Semin\u00e1rio Maior da Guarda. Sacerdote zeloso e profundamente sens\u00edvel aos problemas da sociedade do seu tempo, nomeadamente a problem\u00e1tica da fam\u00edlia, depressa se apercebeu, nos contactos que fazia, das grandes car\u00eancias e situa\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria que atingiam os mais pobres dos pobres: os famintos de p\u00e3o material, cultural e espiritual. Sempre atento \u00e0 voz do Esp\u00edrito Santo que o marcou com os seus dons e particular carisma, sentiu-se enviado a uma miss\u00e3o, muito concreta, mas de longo alcance.  <b>Ao servi\u00e7o da Fam\u00edlia<\/b> Assim, metendo m\u00e3os ao trabalho, com o olhar e o cora\u00e7\u00e3o sempre fixos em Deus, fundou: &#8211; Em 1931, a Obra de Santa Zita, uma associa\u00e7\u00e3o que visava promover, formar e amparar jovens do sexo feminino que se dedicavam ao servi\u00e7o da fam\u00edlia, como auxiliares ou empregadas dom\u00e9sticas, naquele tempo designadas por criadas de servir, e que \u00e9 hoje, uma Institui\u00e7\u00e3o Particular de Solidariedade Social, de largo alcance neste e noutros campos de forma\u00e7\u00e3o, previd\u00eancia e assist\u00eancia, em prol do apoio aos mais carenciados, na linha da fam\u00edlia.  Em 1933, o Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia &#8211; um Instituto de vida consagrada, cujo carisma e miss\u00e3o \u00e9 o cuidado da santifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, atrav\u00e9s dos necess\u00e1rios apoios, entre os quais os prestados pelas obras mencionadas de que o Instituto \u00e9 o garante, aos mais diversos n\u00edveis.  Em 1960, os Centros de Coopera\u00e7\u00e3o Familiar e, em 1962, o Movimento por um Lar Crist\u00e3o, que concorrem, de modos diferentes, para o mesmo fim: cooperar com a fam\u00edlia, enquanto c\u00e9lula fundamental da Igreja e da sociedade, na realiza\u00e7\u00e3o da sua sublime voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. No m\u00eas em que fazia 67 anos, cheio de vigor e em plena actividade, morre, v\u00edtima de um acidente de via\u00e7\u00e3o. Era o dia 13 de Mar\u00e7o de 1966.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na celebra\u00e7\u00e3o Jubilar dos 75 anos do Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia (ISCF) foi inaugurada, dia 20 deste m\u00eas, em Casegas (diocese da Guarda), a Casa Museu Mons. Alves Br\u00e1s. 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