{"id":33269,"date":"2008-07-23T11:59:02","date_gmt":"2008-07-23T11:59:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/23\/bispo-do-porto-diz-que-a-igreja-enfrenta-desafio-da-mudanca\/"},"modified":"2008-07-23T11:59:02","modified_gmt":"2008-07-23T11:59:02","slug":"bispo-do-porto-diz-que-a-igreja-enfrenta-desafio-da-mudanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-do-porto-diz-que-a-igreja-enfrenta-desafio-da-mudanca\/","title":{"rendered":"Bispo do Porto diz que a Igreja enfrenta desafio da mudan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente fala numa \u00abinevit\u00e1vel reconfigura\u00e7\u00e3o da comunidade crist\u00e3\u00bb <!--more--> D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, considera que a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal vai enfrentar uma \u201cinevit\u00e1vel reconfigura\u00e7\u00e3o da comunidade crist\u00e3\u201d. O prelado falava em F\u00e1tima, diante do Col\u00e9gio Internacional das Equipas de Nossa Senhora.  Numa confer\u00eancia dedicada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da Igreja no nosso pa\u00eds, D. Manuel Clemente assinala que \u201ca capacidade das par\u00f3quias e outros centros comunit\u00e1rios de integrarem uma popula\u00e7\u00e3o cada vez mais fluida nos percursos individuais e familiares \u00e9 efectivamente reduzida e, nalguns casos, cada vez mais problem\u00e1tica\u201d.  A Igreja enfrenta \u201cdificuldades em formar e manter comunidades fixas numa sociedade t\u00e3o fugaz e movedi\u00e7a como a actual\u201d, em que as \u201credes\u201d de comunica\u00e7\u00e3o, \u201cconcretamente televisivas e inform\u00e1ticas, n\u00e3o se definem em termos territoriais\u201d.  O Bispo do Porto considera que, \u201ccom a normal resist\u00eancia da religiosidade arcaica e realmente pr\u00e9-crist\u00e3, que continua a ter como \u00fanicos artigos do seu credo \u00b4\u00b4a terra, o sangue e os mortos\u201d \u2013 prevalecendo a terra e a capela de cada grupo, os la\u00e7os do sangue e o descanso dos respectivos falecidos -, as grandes propostas do Conc\u00edlio Vaticano II v\u00e3o tendo alguma recep\u00e7\u00e3o, como o actual contexto s\u00f3cio-cultural mais exige\u201d.   Neste contexto de mudan\u00e7a, D. Manuel Clemente destaca a import\u00e2ncia de F\u00e1tima, \u201cum grande centro espiritual, verdadeiramente nacional, tanto como internacional\u201d, com os seus mais de 5 milh\u00f5es de peregrinos anuais.  \u201cDesde 1917 e crescentemente, esta \u00e9 uma particularidade do catolicismo portugu\u00eas, que se encontra e rev\u00ea no grande centro mariano. Al\u00e9m das presen\u00e7as ocasionais, dificilmente defin\u00edveis em termos de ortodoxia e ortopraxia, F\u00e1tima atrai um crescente n\u00famero de peregrinos, de variadas condi\u00e7\u00f5es sociais e culturais; acolhendo, ali\u00e1s, todo o tipo de celebra\u00e7\u00f5es e cursos de \u00edndole pastoral, abertos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de crentes do pa\u00eds inteiro\u201d, prossegue.  O prelado lembra ainda que a Igreja em Portugal conta com centenas de associa\u00e7\u00f5es de fi\u00e9is da mais diversa \u00edndole, do estritamente \u201creligioso\u201d ao \u201cmais abertamente social e s\u00f3cio-caritativo\u201d.   \u201c\u00c9 tamb\u00e9m por aqui que a Igreja Cat\u00f3lica mais se aproxima da sociedade e dos seus problemas, como \u00e9 geralmente reconhecido. No entanto, \u00e9 crescentemente dif\u00edcil garantir a sucess\u00e3o dos respons\u00e1veis dessas associa\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m por causa das m\u00faltiplas desloca\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia ou trabalho, ou por alguma resist\u00eancia ao compromisso, t\u00e3o pr\u00f3pria da atmosfera p\u00f3s-moderna, individualista e err\u00e1tica, geogr\u00e1fica e mentalmente\u201d, alerta.  O Bispo do Porto fala ainda de m\u00faltiplas \u201cac\u00e7\u00f5es de evangeliza\u00e7\u00e3o de grupos, movimentos e fam\u00edlias, com grande empenho e criatividade laicais\u201d. \u201cPodem ser fam\u00edlias que transformam os seus lares em pontos de acolhimento e partilha crist\u00e3 nos respectivos pr\u00e9dios; podem ser ac\u00e7\u00f5es conjuntas de evangeliza\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o popular, envolvendo par\u00f3quias, congrega\u00e7\u00f5es e movimentos; podem ser novas formas de miss\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, com gemina\u00e7\u00e3o de par\u00f3quias europeias e ultramarinas; podem ser \u201cs\u00edtios\u201d e \u2018blogues\u2019 na Internet\u2026 De tudo um pouco se vai constatando em Portugal\u201d, assinala.  \u201cEstas e outras realidades do catolicismo portugu\u00eas contempor\u00e2neo revelam a sua consider\u00e1vel vitalidade, mas n\u00e3o resolvem para j\u00e1 o problema pastoral acima indicado, isto \u00e9, o da reconfigura\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria da vida crist\u00e3\u201d, indica.  Assim, e apesar de \u201cum certo lastro cultural cat\u00f3lico, que explica a persistente identifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds com esta tradi\u00e7\u00e3o religiosa\u201d, \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil a \u201cliga\u00e7\u00e3o persistente a uma comunidade situada, particularmente no aspecto religioso\u201d.   \u201cMais f\u00e1cil \u00e9, para muitos, individualizarem a pr\u00e1tica, indo a sucessivos locais de culto, mesmo a um grande santu\u00e1rio como F\u00e1tima, ou praticarem de longe em longe nalgum lugar onde se sintam bem, pela mais diversa e subjectiva ordem de raz\u00f5es\u201d, observa.  Citando n\u00fameros divulgados pela Ag\u00eancia ECCLESIA, o prelado lembra a quebra sucessiva no n\u00famero de padres e seminaristas. O quadro tra\u00e7ado por D. Manuel Clemente n\u00e3o deixa, contudo, de ser pintado em tons optimistas: \u201cH\u00e1 muita gente, de mais ou menos idade, a redescobrir a dimens\u00e3o eclesial da f\u00e9, com antigas e novas formas comunit\u00e1rias. Ou inovando dentro das antigas, tomando a par\u00f3quia como \u2018comunidade de comunidades\u2019 e \u2018fam\u00edlia de fam\u00edlias\u2019. Sucedem-se as iniciativas de \u00e2mbito interparoquial e diocesano, com participa\u00e7\u00e3o de seculares e religiosos, fam\u00edlias, movimentos e grupos, valorizando tamb\u00e9m o \u2018carisma\u2019 e o modo pr\u00f3prios de cada um\u201d.   \u201cAlargam-se os la\u00e7os inter-mission\u00e1rios, para longe e perto, em reciprocidade nova de presen\u00e7as e contributos. Arrisca-se e inova-se alguma coisa no campo da cultura e da arte, a partir da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa e de outras inst\u00e2ncias eclesiais. Mant\u00eam-se com abnega\u00e7\u00e3o e consist\u00eancia muitas ac\u00e7\u00f5es no campo s\u00f3cio-caritativo. Com tudo isto se \u2018lan\u00e7ar\u00e3o as redes\u2019, mesmo que ainda n\u00e3o divisemos bem a nova malha em que se entrela\u00e7ar\u00e3o\u201d, assegura. <i>FOTO: Santu\u00e1rio de F\u00e1tima  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=62626\">\u2022 A Igreja em Portugal, hoje <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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