{"id":332592,"date":"2024-07-03T09:00:51","date_gmt":"2024-07-03T08:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=332592"},"modified":"2024-07-03T09:49:49","modified_gmt":"2024-07-03T08:49:49","slug":"da-autonomia-e-da-responsabilidade-ou-de-como-o-desejo-pode-matar-a-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/da-autonomia-e-da-responsabilidade-ou-de-como-o-desejo-pode-matar-a-realidade\/","title":{"rendered":"Da autonomia e da responsabilidade\u2026\u00a0Ou de como o desejo pode matar a realidade"},"content":{"rendered":"<p><em>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva, Diocese de Aveiro<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-266200 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LuisSilva-Aveiro.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>As nossas sociedades modernas assentam sobre a convic\u00e7\u00e3o de que a \u2018progressiva autonomia\u2019 \u00e9 o maior desiderato das nossas vidas coletivas. E coincidimos nesse reconhecimento. Mas h\u00e1 muitos equ\u00edvocos na conceptualiza\u00e7\u00e3o desse desiderato.<br \/>\nAntes de nos adentrarmos na discuss\u00e3o sobre esses equ\u00edvocos, consideremos um pressuposto.<br \/>\nO desejo n\u00e3o se constitui, por si mesmo, em direito. Desejar e desejar muito pode emergir de uma mera insufici\u00eancia, de uma fragilidade moment\u00e2nea ou, at\u00e9, de uma obsessiva atra\u00e7\u00e3o por um \u2018objeto\u2019 imposs\u00edvel, seja porque n\u00e3o nos pertence, de todo, seja porque \u00e9 irreal.<br \/>\nEste reconhecimento n\u00e3o \u00e9, contudo, ponto assente, hoje. Muitos s\u00e3o os que fazem coincidir \u2018desejo\u2019 e \u2018direito\u2019, criando um curto-circuito com muitos custos, pois o desejo suport\u00e1vel pelo reconhecimento jur\u00eddico deve caber no que \u00e9 justo, no que, como recorda Ulpiano, \u00e9 devido atribuir. \u2018N\u00e3o ser devido\u2019 torna o desejo uma mera miragem e uma ilus\u00e3o se for envolvido pela convic\u00e7\u00e3o de poder ser reconhecido como direito, comportando custos elevados para o indiv\u00edduo e para os que com ele vivem.<br \/>\nMas, paradoxalmente, as sociedades atuais pareceram esquecer-se disto\u2026<br \/>\nIdentificado este tr\u00e1gico curto-circuito, avancemos para a reflex\u00e3o sobre a autonomia e a responsabilidade, conceitos basilares das nossas vidas modernas.<br \/>\nQuase poder\u00edamos, pretendendo ir ao essencial da condi\u00e7\u00e3o moderna, reconhecer nestas duas ideias o n\u00facleo \u2018gen\u00e9tico\u2019 do que \u00e9 ser moderno.<br \/>\n<span style=\"font-size: 16px;\">Mas de que estamos, afinal, a falar?<br \/>\n<\/span>Incidamos a nossa aten\u00e7\u00e3o na \u2018responsabilidade\u2019.<br \/>\nA hist\u00f3ria das palavras ajuda-nos a descobrir o seu sentido original e mais estruturante.<br \/>\nTomemos por refer\u00eancia o que nos diz o dicion\u00e1rio de latim-portugu\u00eas da Porto Editora (2.\u00aa edi\u00e7\u00e3o de 2001). Teremos de procurar o verbo respondeo,es, ere, sponsi, sponsum (que remete, por seu turno, para \u2018spondeo\u2019). \u2018Respondere\u2019 significa \u2018comprometer-se, garantir por seu lado, assegurar, afian\u00e7ar, responder. \u2018Spondeo\u2019 \u00e9 definido como significando \u2018tomar um compromisso solene, prometer, obrigar-se\u2019.<br \/>\nUma leitura em profundidade dos dois termos permite-nos reconhecer, imediatamente, que s\u00e3o verbos que implicam uma dial\u00e9tica. H\u00e1 algu\u00e9m que responde, supondo-se que o faz perante algu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>\u2018Responsabilidade\u2019: perante quem?<\/strong><br \/>\nE \u00e9 neste ponto que gostaria de incidir a aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO conceito de responsabilidade, que poderemos definir como a condi\u00e7\u00e3o de um sujeito capaz de responder pelos seus atos, remete para um di\u00e1logo, para um compromisso. Um compromisso em rela\u00e7\u00e3o a algo (o que fa\u00e7o? O que fiz?) e perante algu\u00e9m (porque o fazes? Porque o fizeste?).<br \/>\nNa sua raiz, a responsabilidade tem uma natureza implicitamente teol\u00f3gica, pois, se alguns alegam que a responsabilidade \u00e9 perante os outros, caber\u00e1 sempre perguntar perante quem responder\u00e1 o \u00faltimo homem, quando j\u00e1 n\u00e3o houver outros homens perante quem possa responder.<br \/>\nA resposta de que se responde perante a pr\u00f3pria consci\u00eancia \u00e9 insuficiente, pois parte de um pressuposto individualista que colide com o reconhecimento da intr\u00ednseca solidariedade humana. N\u00e3o nascemos de n\u00f3s, n\u00e3o nos fazemos a n\u00f3s mesmos; n\u00e3o podemos, por isso, ser o interlocutor de n\u00f3s mesmos. Seria pat\u00e9tico (no seu sentido etimol\u00f3gico: \u2018doentio\u2019, \u2018patol\u00f3gico\u2019, \u2018bipolar\u2019). A responsabilidade remete e carece da admiss\u00e3o de um totalmente Outro perante quem se responde.<br \/>\nE essa parece-me ser, desde h\u00e1 muito, uma das causas da crise de uma certa leitura da modernidade. O sujeito moderno de algumas leituras, no seu solipsismo, esvaziou a responsabilidade, reduzindo-a a um mero \u2018flatus vocis\u2019 (\u2018sopro da voz\u2019, uma coisa que se diz\u00a0 mas que a nada corresponde). A responsabilidade tantas vezes evocada parece ser um mero assumir que sabemos que fizemos.<br \/>\nMas isso n\u00e3o \u00e9 responsabilidade. \u00c9 mem\u00f3ria. Condi\u00e7\u00e3o, certamente, para a responsabilidade, mas ainda n\u00e3o a sua defini\u00e7\u00e3o. A responsabilidade \u00e9 a mem\u00f3ria perante aquele que nos interroga, dado que a responsabilidade, como mostrava a etimologia, \u00e9 um ato de \u2018resposta\u2019, que sup\u00f5e, obviamente, um \u2018perguntar\u2019.<br \/>\n\u00c9 o mesmo sujeito que pergunta e responde?<br \/>\nPode isto ser uma aut\u00eantica \u2018responsabilidade\u2019?<br \/>\nIdentifico, aqui, parte da crise das sociedades modernas\u2026 Fecharam os sujeitos sobre si mesmos e estranham que eles j\u00e1 n\u00e3o queiram ser interrogados sobre o que fazem e porque o fazem\u2026<br \/>\n<span style=\"font-size: 16px;\">Mas se os convencemos de que era isso \u2018responsabilidade\u2019, como poderemos esperar algo distinto?<\/span><\/p>\n<p><strong>\u2018Autonomia\u2019: a alternativa \u00e9 a anomia?<br \/>\n<\/strong>De modo parecido, o fen\u00f3meno repete-se no que respeita a \u2018autonomia\u2019.<br \/>\n<span style=\"font-size: 16px;\">Vamos, novamente, \u00e0 etimologia.<br \/>\n<\/span>A palavra \u2018autonomia\u2019 aglutina duas palavras gregas: \u2018aut\u00f3s\u2019 e \u2018n\u00f3mos\u2019. Tomemos por refer\u00eancia o que nos diz o dicion\u00e1rio de Grego-Portugu\u00eas e Portugu\u00eas-grego, de Isidro Pereira, na sua 8.\u00aaedi\u00e7\u00e3o da Livraria A.I. de Braga. \u2018Aut\u00f3s\u2019 significa \u2018mesmo\u2019, \u2018ele mesmo\u2019, por si mesmo\u2019, etc. \u2018N\u00f3mos\u2019 \u00e9 definido como \u2018uso\u2019, \u2018costume\u2019, \u2018opini\u00e3o geral\u2019, \u2018m\u00e1xima\u2019, \u2018lei\u2019. Para a nossa reflex\u00e3o, interessa reter a ideia de \u2018lei\u2019. Poder\u00edamos considerar a \u2018autonomia\u2019 como \u2018lei em si mesmo\u2019.<br \/>\nPara descortinarmos o alcance efetivo da palavra \u2018autonomia\u2019 a etimologia precisar\u00e1 de a cruzar com o seu ant\u00f3nimo, o seu oposto, pois \u00e9 aqui que, na minha opini\u00e3o, se estrutura a base para o equ\u00edvoco de algumas conce\u00e7\u00f5es modernas de \u2018autonomia\u2019.<br \/>\nMuitos s\u00e3o os que leem a \u2018autonomia\u2019 como a capacidade para cada um criar leis por si mesmo.<br \/>\nA base do equ\u00edvoco est\u00e1 na convic\u00e7\u00e3o de que o ant\u00f3nimo de \u2018autonomia\u2019 seja a \u2018anomia\u2019, que poder\u00edamos definir como a \u2018aus\u00eancia de lei\u2019 (o prefixo privativo \u2018a\u2019 poderia ser traduzido como \u2018aus\u00eancia de\u2019, \u2018inexist\u00eancia de\u2019\u2026). \u00c9 esta a convic\u00e7\u00e3o de muitos. O sujeito \u00e9 aut\u00f3nomo, pois, sem ele, n\u00e3o existiria lei, que, afinal, ele mesmo cria.<br \/>\nH\u00e1 aqui, como venho dizendo, um equ\u00edvoco, com enormes custos.<br \/>\n<span style=\"font-size: 16px;\">\u2018Autonomia\u2019 n\u00e3o tem como ant\u00f3nimo \u2018anomia\u2019, mas sim \u2018heteronomia\u2019.<br \/>\n<\/span>Definamos heteronomia\u2026<br \/>\nMais uma vez, a palavra comp\u00f5e-se de duas partes de origem grega, sendo \u2018n\u00f3mos\u2019 palavra j\u00e1 aqui definida, somada ao adjetivo \u2018\u00e9teros\u2019. \u2018\u00c9teros\u2019 pode ser definitido como \u2018outro\u2019, um dos dois, o outro\u2019, etc.<br \/>\nPoder\u00edamos definir heteronomia, a esta luz, como \u2018lei no outro\u2019.<br \/>\nEste \u00e9 o verdadeiro ant\u00f3nimo de \u2018autonomia\u2019. A quest\u00e3o poder\u00e1 colocar-se assim: sabendo que existe lei (e n\u00e3o a anomia, como defendem os solipsistas), onde se encontra a raz\u00e3o pela qual a cumpro? Em mim ou no outro? Cumpro a lei porque o outro mo imp\u00f5e ou porque a reconhe\u00e7o v\u00e1lida e me imponho o seu cumprimento?<br \/>\nA verdadeira autonomia, a esta luz, n\u00e3o \u00e9 a capacidade de criar a lei, mas de me conformar a ela, por mim mesmo, sem precisar de que o outro mo imponha.<br \/>\nPercebemos, por isso, que a verdadeira autonomia seja o desejo mais aut\u00eantico, mas tamb\u00e9m mais dif\u00edcil da humanidade. \u00c9 que, logo ali, est\u00e1 a ribanceira do abismo da anomia\u2026 O desejo de que a lei seja interiorizada pode, facilmente, resvalar para a sua substitui\u00e7\u00e3o por um outro desejo: o de que se desista de interiorizar a lei para se presumir ser o seu pr\u00f3prio criador.<br \/>\n<span style=\"font-size: 16px;\">Na conce\u00e7\u00e3o que aqui denuncio (que designei como solipsista), a verdade n\u00e3o existe e n\u00e3o se caminha para ela. O sujeito vive, solitariamente, e cria a sua pr\u00f3pria lei. Resvala para o abismo de uma solid\u00e3o ilus\u00f3ria em que, ap\u00f3s se reconhecer criador da lei a percebe como s\u00f3 sua e, por isso, inv\u00e1lida para os demais\u2026 De que valeria uma lei assim? E donde lhe viria a sua for\u00e7a? S\u00f3 do poder de quem a pudesse impor aos demais\u2026<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Na conce\u00e7\u00e3o que respeita a hist\u00f3ria do conceito, autonomia \u00e9, por oposi\u00e7\u00e3o, um caminho decidido pelo sujeito que visa conformar-se \u00e0 verdade, \u00e0 lei que reconhece como sendo participada por si, mas n\u00e3o originada por si, antes assumida.<br \/>\n<\/span>Nesta vis\u00e3o, autonomia e responsabilidade s\u00e3o dois termos que pressup\u00f5em a tens\u00e3o entre o sujeito e o para al\u00e9m do sujeito. Este caminha para algo, encaminha-se, n\u00e3o rodopia sobre si. A sua vida \u00e9, ent\u00e3o, como t\u00e3o fecundamente pensaram os crist\u00e3os, ao longo da sua hist\u00f3ria, um \u2018peregrinar\u2019, caminha para algures, para uma meta. O seu caminhar \u00e9 transcender-se.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva, Diocese de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":266200,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[170],"class_list":["post-332592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-diocese-de-aveiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=332592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332592\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=332592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=332592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=332592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}