{"id":332377,"date":"2024-07-01T16:49:55","date_gmt":"2024-07-01T15:49:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=332377"},"modified":"2024-07-01T16:54:39","modified_gmt":"2024-07-01T15:54:39","slug":"lusofonias-nho-s-antonio-e-nho-s-joao-de-cabo-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-nho-s-antonio-e-nho-s-joao-de-cabo-verde\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Nh\u00f4 S. Ant\u00f3nio e Nh\u00f4 S. Jo\u00e3o de Cabo Verde!"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, na Cidade Velha, no Tarrafal e na Calheta<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-332378 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lusofonias-CaboVerde-S-Joao-Lagoa-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lusofonias-CaboVerde-S-Joao-Lagoa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lusofonias-CaboVerde-S-Joao-Lagoa-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lusofonias-CaboVerde-S-Joao-Lagoa-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lusofonias-CaboVerde-S-Joao-Lagoa-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Lusofonias-CaboVerde-S-Joao-Lagoa.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Aterrei na Praia em noite de s\u00e1bado e, logo na manh\u00e3 seguinte, levaram-me at\u00e9 \u00e0 Cidade Velha para a celebra\u00e7\u00e3o da Missa na Igreja da Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, l\u00e1 onde pregou o P. Ant\u00f3nio Vieira no Natal de 1652! Os poucos kms que separam a capital atual da primeira capital percorrem-se depressa, pois a estrada \u00e9 boa. Mas d\u00f3i ver tanta secura na paisagem que nos cerca at\u00e9 chegar \u00e0s ru\u00ednas da velha catedral, destru\u00edda pelos cors\u00e1rios h\u00e1 mais de tr\u00eas s\u00e9culos. Dali fomos at\u00e9 \u00e0 Capela de S. Martinho para celebrar S. Ant\u00f3nio. Fomos acolhidos por um mar de gente em festa que animou e participou na Eucaristia. No fim, as grandes panelas de comida tradicional foram benzidas e todo o povo comeu, bebeu e dan\u00e7ou, tudo em honra deste santo popular, nascido em Lisboa, falecido em It\u00e1lia, venerado e invocado no mundo inteiro!<\/p>\n<p>Calor forte e carreiros de montanha a pique marcaram a minha primeira celebra\u00e7\u00e3o de S. Jo\u00e3o em Cabo Verde. A festa, celebrada a 22, levou-me da Praia at\u00e9 ao Tarrafal e, dali at\u00e9 Mato Mendes, no interior da Serra da Malagueta. Depois, como o jipe n\u00e3o desce nem trepa montanhas, fomos a p\u00e9 at\u00e9 \u00e0 Lagoa, com subidas e descidas a pique (ai de quem tivesse vertigens!) e, uma vez chegados \u00e0 ribeira seca, precisamos de mais de uma hora a andar em cima de pedras! A paisagem \u00e9 esmagadora, quando olhamos para as rochas que nos circundam, mas o que mais impressiona \u00e9 a secura da paisagem, toda ela pintada de castanho at\u00e9 que venham as primeiras chuvas, sabe l\u00e1 Deus quando!<\/p>\n<p>Para explicarmos bem o investimento de tempo feito para viver esta festa, basta dizer que sa\u00edmos de casa \u00e0s 8h e tal e come\u00e7amos a Missa pelas 13 h e bastante! E h\u00e1 quem diga que a Ilha de Santiago \u00e9 muito pequena!<\/p>\n<p>A primeira paragem foi na casa da fam\u00edlia do P. Jos\u00e9 Cabral e da Irm\u00e3 Carla, nascidos ali na Lagoa. Depois, avan\u00e7amos um pouco na montanha e chegamos a casa da fam\u00edlia da Ju\u00edza da Festa, donde partimos em Prociss\u00e3o com o andor do Santo. O ponto de chegada foi a Capela de S. Jo\u00e3o onde teve lugar uma Missa muito animada, com o povo ao ar livre, a rezar e respirar os ares da montanha, sempre acompanhados pelo zurrar dos burros que, espantados com tanto movimento e ru\u00eddo, fizeram-se ecoar naquele vale profundo!<\/p>\n<p>Acabada a Missa, l\u00e1 pelas 14h30, todos receberam um \u2018bast\u00e3o de S. Jo\u00e3o\u2019, que muito jeito me fez para me amparar no resto do caminho. Voltamos \u00e0 casa da primeira paragem, onde a todos esperavam grandes panelas com os pratos t\u00edpicos, desde a feijoada \u00e0 sopa, passando pelo couscous e outras iguarias. Eram j\u00e1 umas boas 4 da tarde, quando decidimos fazer a viagem de regresso a Mato Mendes, que me pareceu ainda mais longa e dif\u00edcil. Mas trepamos e chegamos s\u00e3os e salvos, voltando a passar no Tarrafal e fazendo a estrada litoral que atravessa a Calheta de S. Miguel, Santa Cruz de Pedra Badejo, Milho Branco, entrando na cidade pela Avenida do Aeroporto Nelson Mandela. Eram mais de 20h quando tomei um bom duche e pude esticar um pouco as pernas\u2026<\/p>\n<p>A segunda festa de S. Jo\u00e3o foi no dia deste santo popular. Desta feita, aconteceu na Par\u00f3quia da Calheta de S. Miguel, numa comunidade confiada \u00e0 sua prote\u00e7\u00e3o, que abrange dois bairros da cidade, ambos situados junto ao mar, na estrada que liga Praia ao Tarrafal: Ponta Verde e Jamaica. A Igreja est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o, mas uma multid\u00e3o de gente participou na Prociss\u00e3o pelas ruas do bairro, a que se seguiu a Missa solene. Depois, peregrinei de casa em casa para um almo\u00e7o que quase me rebentava, tal a quantidade de fam\u00edlias que me \u2018obrigaram\u2019 a entrar e a comer! Aqui mais uma vez, senti no cora\u00e7\u00e3o a t\u00e3o falada \u2018morabeza\u2019, essa imagem de marca do povo caboverdiano que podemos tentar traduzir por \u2018hospitalidade\u2019 em doses industriais!<\/p>\n<p>Regressei \u00e0 Praia pela estrada litoral, aproveitando o caminho para partilhar com o P. Saturnino Afonso as marcas em mim impressas nestes dias. E tive a alegria de encontrar diversas fam\u00edlias de Espiritanos, uns que vivem e trabalham em Cabo Verde e outros que s\u00e3o mission\u00e1rios fora de portas. Estes encontros s\u00e3o sempre uma festa, ritual que repito todas as vezes que piso terras da \u2018morabeza\u2019 e da \u2018sodade\u2019!<\/p>\n<p><em>Tony Neves, na Cidade Velha, no Tarrafal e na Calheta<\/em><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Nh\u00f4 S. Ant\u00f3nio e Nh\u00f4 S. 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