{"id":33076,"date":"2008-07-14T11:39:20","date_gmt":"2008-07-14T11:39:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/14\/diocese-do-funchal-esta-atenta-e-aposta-na-evangelizacao-assegura-d-antonio-carrilho\/"},"modified":"2008-07-14T11:39:20","modified_gmt":"2008-07-14T11:39:20","slug":"diocese-do-funchal-esta-atenta-e-aposta-na-evangelizacao-assegura-d-antonio-carrilho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diocese-do-funchal-esta-atenta-e-aposta-na-evangelizacao-assegura-d-antonio-carrilho\/","title":{"rendered":"Diocese do Funchal est\u00e1 atenta e aposta na evangeliza\u00e7\u00e3o, assegura D. Ant\u00f3nio Carrilho"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA Jornada Mundial da Juventude (JMJ) \u00e9 sempre um momento importante da ac\u00e7\u00e3o da pastoral da Igreja. Elas proporcionam uma experi\u00eancia da Igreja universal, com uma multid\u00e3o de jovens, desde os 800 mil nuns lugares a dois milh\u00f5es em Roma. S\u00e3o jovens tocados pelo testemunho e a for\u00e7a da f\u00e9, com uma viv\u00eancia muito significativa\u201d, disse o Bispo do Funchal ao Jornal da Madeira, ap\u00f3s receber alguns \u201cjovens peregrinos\u201d( entre eles tr\u00eas sacerdotes) que agora participam na JMJ em Sidney.  Mas, no total, s\u00e3o cerca de trinta e cinco jovens madeirenses que responderam \u00e0 chamada de Bento XVI para a pr\u00f3xima Jornada Mundial, que se inicia no dia 15 de Julho: onze, atrav\u00e9s dos Jovens Crist\u00e3os da Madeira (foto ao lado); e mais de vinte jovens ligados ao Movimento Neo-catecumenal. \u201c\u00c9 um bom grupo e a nossa diocese fica bem representada\u201d. D. Ant\u00f3nio Carrilho recebeu no Pa\u00e7o Episcopal alguns destes jovens para uma \u201cben\u00e7\u00e3o do peregrino\u201d e lembrou a \u201ccaminhada importante, a experi\u00eancia de f\u00e9 norteada pelos valores do Evangelho, que estas JMJ sempre proporcionam\u201d. O momento foi ainda aproveitado para uma pequena reflex\u00e3o \u00e0 volta da mensagem do Santo Padre, em que o Papa pede que \u201cos jovens sejam corajosos e audaciosos na viv\u00eancia de Jesus Cristo e na proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho\u201d, disse o Bispo do Funchal que tamb\u00e9m j\u00e1 participou em quatro Jornadas Mundiais da Juventude. Respons\u00e1vel pela Comiss\u00e3o Episcopal da Fam\u00edlia e Laicado que abrange tamb\u00e9m o Departamento da Pastoral juvenil da Igreja em Portugal, D. Ant\u00f3nio Carrilho afirma que \u201ctenho procurado estimular a participa\u00e7\u00e3o dos jovens. \u00c9 um acontecimento \u00fanico que n\u00e3o deixa ningu\u00e9m indiferente ou \u00e0 margem.\u201d  <b>\u201cNovo Pentecostes\u201d <\/b>  A mensagem do Papa para esta JMJ na Austr\u00e1lia \u201cacentua dois pensamentos\u201d, explica D. Ant\u00f3nio: \u201ca for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo em cada um e o testemunho que depois se d\u00e1 de Cristo e do seu Evangelho, com coragem e aud\u00e1cia\u201d. \u201cEspero que estes jovens fa\u00e7am este caminho. \u00c0s vezes, sentem-se inibidos pelas circunst\u00e2ncias da vida e hostilizados em certos meios, mas h\u00e1 a alegria da f\u00e9.  Lembrando o primeiro Pentecostes, o Papa dizia que os disc\u00edpulos, ent\u00e3o amendrontados, tornaram-se corajosos pela for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Este est\u00edmulo \u00e9 necess\u00e1rio para que os jovens possam dar tamb\u00e9m testemunho\u201d, sublinhou. <b>Jovens confiantes<\/b>  A opini\u00e3o do Bispo do Funchal \u00e9 secundada tamb\u00e9m pelos jovens contactados pelo JM. L\u00eddio Aguiar, que participa pela segunda vez numa JMJ, diz \u201co nosso testemunho \u00e9 um desafio para o dia-a-dia\u201d.  J\u00e1 o Pe. Marcos Pinto (p\u00e1roco da Nazar\u00e9) considera que esta iniciativa \u201ccompromete-nos para novas ac\u00e7\u00f5es, motiva-nos para um trabalho espec\u00edfico na messe que o Senhor nos tra\u00e7ou e ser\u00e1 uma forma eficaz de repensarmos a nossa pastoral aqui na diocese.\u201d Outro jovem sacerdote, o Pe. Giselo Andrade, habituado a estas andan\u00e7as pelo mundo, entende que estas JMJ provam como \u201cos jovens n\u00e3o est\u00e3o assim t\u00e3o alheios. Um dos problemas na Europa \u00e9 a falta de participa\u00e7\u00e3o dos jovens nas igrejas diocesanas, mas estes encontros de car\u00e1cter mundial fazem o mundo parar. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma oportunidade para a Igreja reflectir sobre os jovens, mas verifica-se que h\u00e1 jovens que acreditam e anunciam Jesus Cristo nas suas pr\u00f3prias vidas, ouvem a palavra do Papa e d\u00e3o testemunho nas suas dioceses\u201d.  Este facto \u00e9 tamb\u00e9m corroborado pelo jovem Frederico: \u201cNo regresso desta JMJ, na Austr\u00e1lia, haver\u00e1 muito para dizer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas viv\u00eancias e ser\u00e1 o in\u00edcio de uma nova caminhada. A peregrina\u00e7\u00e3o n\u00e3o termina a 20 de Julho\u201d.  <b>Movimentos em comunh\u00e3o<\/b>  No campo da pastoral juvenil a nossa diocese est\u00e1 dotada de v\u00e1rios Movimentos. Uma situa\u00e7\u00e3o que agrada a D. Ant\u00f3nio Carrilho e que sugere congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os na realiza\u00e7\u00e3o de actividades gerais.  \u201cCada Movimento tem o seu carisma pr\u00f3prio, conto com todos eles, mas h\u00e1 actividades da pastoral que t\u00eam de se intensificar em colabora\u00e7\u00e3o, independentemente do respectivo carisma\u201d, diz.  \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 recrutar elementos para o respectivo Movimento, mas \u00e9 apontar o caminho de Cristo e integrar os jovens na Igreja tanto quanto seja poss\u00edvel. Esta \u00e9 uma ac\u00e7\u00e3o de todos, fazendo unidade na Igreja. Jovens em Movimentos ou fora deles, em comunh\u00e3o\u201d.  <b>Pastoral do Crisma<\/b>  Situa\u00e7\u00e3o a merecer especial aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a pastoral que dever\u00e1 ser dinamizada a favor dos jovens que acabam o tempo da catequese, com a celebra\u00e7\u00e3o do Crisma. Segundo o Bispo do Funchal, \u201c\u00e9 uma necessiade intensificar o apoio \u00e0queles que, teminando o Crisma, quase se afastam da Igreja, por v\u00e1rias raz\u00f5es se desmobilizam ou v\u00e3o estudar fora. As par\u00f3quias nem sempre t\u00eam possibilidades de lhes proporcionar esse acompanhamento, os Movimentos tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam capacidade de chegar a todos, mas eu espero que haja novas propostas neste campo\u201d, refere. Al\u00e9m disso, \u201cexiste um departamento diocesano espec\u00edfico que se vai debru\u00e7ar mais sobre este aspecto da pastoral\u201d, lembra D. Ant\u00f3nio Carrilho.  <b>Novos padres<\/b>  Acontecimento em destaque neste m\u00eas de Julho \u00e9 a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal de tr\u00eas jovens diocesanos madeirenses. \u00c9 a segunda vez que D. Ant\u00f3nio Carrilho preside a uma cerim\u00f3nia destas na S\u00e9 do Funchal; a primeira, recorde-se, foi a 13 de Junho passado, com a ordena\u00e7\u00e3o do jovem salesiano Pe. Juan Freitas.  Neste contexto de novas ordena\u00e7\u00f5es prev\u00ea-se tamb\u00e9m a nomea\u00e7\u00e3o de sacerdotes para as par\u00f3quias. O Bispo do Funchal adianta apenas que \u201cnomea\u00e7\u00f5es s\u00f3 mais para a frente\u201d. Neste momento, \u201c\u00e9 preciso reunir com os Arciprestados e ver em que sectores podemos potenciar a nossa actividade pastoral. \u00c9 uma gra\u00e7a termos novos padres e agradecemos a Deus e a todos quantos contribuiram para a sua voca\u00e7\u00e3o\u201d. Mas, precisamos de muitos mais. \u201cTemos sacerdotes idosos, alguns com alguma fragilidade f\u00edsica, e tr\u00eas novos padres ainda n\u00e3o correspondem \u00e0 necessidade que sentimos.  Continuamos a trabalhar na pastoral das voca\u00e7\u00f5es com f\u00e9 e esperan\u00e7a e, pouco a pouco, vamos discernindo o que Deus quer de n\u00f3s atrav\u00e9s destes novos sinais. Se n\u00e3o temos tantos sacerdotes para responder \u00e0s necessidades pastorais, em todas as par\u00f3quias, talvez nos devamos associar muito mais \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e \u00e0 corresponsabilidade do laicado\u201d, diz ainda D. Ant\u00f3nio Carrilho, para quem a ordena\u00e7\u00e3o de jovens sacerdotes \u201c\u00e9 uma riqueza, com grandes contributos em termos de dinamiza\u00e7\u00e3o pastoral\u201d.  <b>Problema da pobreza \u00e9 real<\/b>  Na conversa do Jornal da Madeira com o Bispo do Funchal, foi ainda abordada a \u201cpobreza\u201d, em refer\u00eancia ao tema do pr\u00f3ximo Dia Mundial da Paz (1 de Janeiro de 2009), proposto pelo Papa Bento XVI: \u201cCombater a pobreza, construir a Paz\u201d.  \u201cEste tema \u00e9 sempre uma refer\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 \u00e0quilo que constituiu uma preocupa\u00e7\u00e3o do Papa em determinado momento, como tamb\u00e9m ao que sentimos ser uma resposta necess\u00e1ria \u00e0s circunst\u00e2ncias concretas que vivemos no mundo actual\u201d, explica D. Ant\u00f3nio Carrilho. Falando para a Igreja, o Papa tem em conta a realidade do mundo em que a Igreja est\u00e1 inserida. \u00c9 curioso verificarmos que o Papa se tem mostrado muito sens\u00edvel a esta quest\u00e3o. J\u00e1 em Junho passado, na mensagem enviada \u00e0 FAO (Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura), o Santo Padre chamava a aten\u00e7\u00e3o para o esc\u00e2ndalo da pobreza no mundo e ele pr\u00f3prio se interrogava como \u00e9 poss\u00edvel permanecer insens\u00edvel perante este problema. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nova, mas constatamos que os anos passam e as solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o aparecem como \u00e9 desej\u00e1vel.  Ali\u00e1s, a maneira como o Papa formula a quest\u00e3o \u00e9 pertinente. Ele convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre as ra\u00edzes da pobreza em geral, tamb\u00e9m ao n\u00edvel espiritual. \u2018\u00c9 uma pobreza espiritual o tornar-se indiferente ao sofrimento do pr\u00f3ximo\u2019, afirma Bento XVI. Por outro lado, o Papa diz que a Paz n\u00e3o se pode construir apenas calando as armas, \u00e9 preciso promover o desenvolvimento, como tamb\u00e9m j\u00e1 dissera PauloVI: \u2018O desenvolvimento \u00e9 o novo nome da Paz\u2019, lembra.  <b>Mobilizar cora\u00e7\u00f5es e vontades<\/b>  O problema da pobreza no nosso pa\u00eds tamb\u00e9m preocupa a pastoral social da Igreja. \u201cEstamos preocupados com as coisas entre n\u00f3s. Os Bispos, na sua \u00faltima reuni\u00e3o em F\u00e1tima, fizeram eco da muita procura de pessoas junto de institui\u00e7\u00f5es da Igreja, muita gente carenciada de bens fundamentais. H\u00e1 um apelo comum, de aten\u00e7\u00e3o maior a estas situa\u00e7\u00f5es\u201d, confirma o Bispo do Funchal.  \u201cNa nossa diocese temos institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social, como a C\u00e1ritas e as Confer\u00eancias Vicentinas, e espero em breve ter uma informa\u00e7\u00e3o maior neste sentido\u201d. Entretanto, \u201ch\u00e1 muito trabalho discreto que n\u00e3o se contabiliza, h\u00e1 projectos que se podem desenvolver para um apoio maior e penso que uma mobiliza\u00e7\u00e3o de cora\u00e7\u00f5es e de boas vontades, de generosidade, pode contribuir cada vez mais para a justi\u00e7a social\u201d.  <b>\u201cC\u00e1ritas paroquiais\u201d <\/b>  Sobre a possibilidade de haver \u201cC\u00e1ritas\u201d nas par\u00f3quias, numa atitude de descentraliza\u00e7\u00e3o e subsidariedade da C\u00e1ritas diocesana para solu\u00e7\u00f5es cada vez mais c\u00e9leres e pr\u00f3ximas da popula\u00e7\u00e3o local, D. Ant\u00f3nio Carrilho entende que \u00e9 preciso ver caso por caso. \u201cH\u00e1 par\u00f3quias que j\u00e1 t\u00eam, por exemplo, Confer\u00eancias Vicentinas e n\u00e3o vamos multiplicar aquilo que j\u00e1 existe. Podemos \u00e9 investir mais e melhor. Havendo estruturas diocesanas podemos dinamizar e ajudar as par\u00f3quias com meios que de outro modo n\u00e3o poderiam dispor. H\u00e1 que conhecer a realidade social para dar-lhe a resposta. A forma concreta pode ser diversificada mas sempre no mesmo esp\u00edrito de comunh\u00e3o da Igreja diocesana\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA Jornada Mundial da Juventude (JMJ) \u00e9 sempre um momento importante da ac\u00e7\u00e3o da pastoral da Igreja. Elas proporcionam uma experi\u00eancia da Igreja universal, com uma multid\u00e3o de jovens, desde os 800 mil nuns lugares a dois milh\u00f5es em Roma. 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