{"id":33010,"date":"2008-07-10T15:07:31","date_gmt":"2008-07-10T15:07:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/10\/cardeal-patriarca-apela-a-celebracao-dos-martires-do-brasil\/"},"modified":"2008-07-10T15:07:31","modified_gmt":"2008-07-10T15:07:31","slug":"cardeal-patriarca-apela-a-celebracao-dos-martires-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cardeal-patriarca-apela-a-celebracao-dos-martires-do-brasil\/","title":{"rendered":"Cardeal-Patriarca apela \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o dos m\u00e1rtires do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O Cardeal-Patriarca enviou uma carta aos p\u00e1rocos da Cidade de Lisboa a respeito da celebra\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria lit\u00fargica do Beato In\u00e1cio de Azevedo e companheiros m\u00e1rtires, que tem lugar esta Quinta-feira, dia 17 de Julho.  Na missiva, D. Jos\u00e9 Policarpo recorda que \u201cest\u00e1 em curso a intensifica\u00e7\u00e3o do processo de canoniza\u00e7\u00e3o destes m\u00e1rtires mission\u00e1rios, que, idos de Lisboa, foram martirizados a caminho do Brasil, destino do seu envio mission\u00e1rio\u201d. Um deles, o Beato Jo\u00e3o Fernandes, era natural de Lisboa.  O Patriarca recorda que \u201co Pe. Jo\u00e3o Cani\u00e7o, SJ, Vice-Postulador da Causa, tem vindo a sugerir o suscitar do interesse da nossa Cidade por este M\u00e1rtir de Lisboa, tornando-o conhecido, porventura pondo-o em relevo naquela mem\u00f3ria lit\u00fargica, despertando a venera\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is que podem encontrar nele um intercessor celeste\u201d.   <b>Nota hist\u00f3rica<\/b> No pr\u00f3ximo dia 17 de Julho, celebra a Igreja a Festa do Beato In\u00e1cio de Azevedo e seus 39 Companheiros M\u00e1rtires, conhecidos como os &#8220;M\u00e1rtires do Brasil&#8221;, por terem sido martirizados a caminho da terra que iam evangelizar, no ano de 1570. Entre essas quatro dezenas de m\u00e1rtires, encontrava-se o Beato Jo\u00e3o Fernandes, um jovem de 19 anos, natural de Lisboa. A evangeliza\u00e7\u00e3o do Brasil tinha come\u00e7ado logo ap\u00f3s a sua descoberta (1500). A Ordem Religiosa dos Jesu\u00edtas, fundada em 1540, enviou para l\u00e1 alguns dos seus primeiros mission\u00e1rios. Decorridos alguns anos, para ajudar na escolha do melhor caminho a seguir, foi enviado de Lisboa o Padre In\u00e1cio de Azevedo, homem activo, empreendedor e muito experiente como reitor dos primeiros col\u00e9gios de jesu\u00edtas em Lisboa, Coimbra e Braga.  <i>In\u00e1cio de Azevedo<\/i> Do Brasil, foi enviado a Roma, em 1565, como Procurador das Miss\u00f5es da \u00cdndia e do Brasil. Ali recebeu grande apoio do Papa Pio V e do Superior Geral da Companhia de Jesus, S\u00e3o Francisco de Borja. Este, impressionado pelas palavras e carisma de In\u00e1cio de Azevedo e consciente da urg\u00eancia de enviar mais pessoas para o Brasil, escreveu aos Superiores de Espanha e Portugal para que lhe facultassem a recolha quer de recursos materiais. quer de mission\u00e1rios. Jo\u00e3o Fernandes ouviu o apelo do Padre In\u00e1cio de Azevedo e ofereceu-se para o acompanhar no sonho mission\u00e1rio. Era muito importante aumentar o n\u00famero de catequistas. E foi assim que ele veio a integrar o grupo de jovens que In\u00e1cio de Azevedo reuniu na Quinta de Val\u2019 do Rosal (Charneca de Caparica), a Sul do Tejo. Durante seis meses, quase 80 jovens se prepararam ali, para a viagem e para a miss\u00e3o futura, participando, estudando, discutindo, apreciando e ouvindo testemunhos sobre os novos povos e os novos mundos a quem se propunham levar o nome de Jesus. Mantinham-se inspirados por In\u00e1cio de Azevedo, que os orientava para a ascese e para o zelo da vida mission\u00e1ria.  <i>Partida em Miss\u00e3o<\/i> A 5 de Junho de 1570, Jo\u00e3o Fernandes parte do Tejo, com In\u00e1cio de Azevedo e mais 73 jovens, rumo \u00e0 Ilha da Madeira, repartidos por tr\u00eas naus. No Funchal, a primeira etapa da viagem, ficaram alojados na Quinta do Pico do Cardo. A 30 de Junho, pressentindo o perigo que iriam correr, dada a aproxima\u00e7\u00e3o de cors\u00e1rios, In\u00e1cio de Azevedo convocou a comitiva antes do embarque. &#8220;Queria apenas volunt\u00e1rios da morte por Cristo&#8221;. Alguns hesitaram e n\u00e3o quiseram seguir, sendo logo substitu\u00eddos por outros. E chegaram rapidamente \u00e0s Can\u00e1rias, onde permaneceram cinco dias.  <i>O mart\u00edrio<\/i> Retomando o caminho do Brasil, deixaram Tazacorte, a 15 de Julho de 1570. Logo de seguida, s\u00e3o rodeados por uma frota de cinco navios de piratas huguenotes (protestantes), comandados pelo temido Jacques S\u00f3ria. Perante a insufici\u00eancia de soldados para defender a nau, o comandante pediu volunt\u00e1rios a Azevedo. Contudo, a sua condi\u00e7\u00e3o de religiosos consagrados n\u00e3o lhes permitia pegar em armas e atentar contra a vida. Por\u00e9m, sempre que havia feridos, assistiam-nos, animavam os combatentes e rezavam sempre. Estando j\u00e1 a nau ocupada pelos calvinistas, e, apercebendo-se eles que se tratava de cat\u00f3licos e mission\u00e1rios, investiram com as armas contra todos aqueles jovens, que foram maltratados, feridos e lan\u00e7ados ao mar, alguns deles ainda com vida.  <i>Jo\u00e3o Cani\u00e7o, sj <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cardeal-Patriarca enviou uma carta aos p\u00e1rocos da Cidade de Lisboa a respeito da celebra\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria lit\u00fargica do Beato In\u00e1cio de Azevedo e companheiros m\u00e1rtires, que tem lugar esta Quinta-feira, dia 17 de Julho. Na missiva, D. 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