{"id":3301,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/nota-pastoral-sobre-santo-agostinho\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"nota-pastoral-sobre-santo-agostinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-santo-agostinho\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral sobre Santo Agostinho"},"content":{"rendered":"<p>D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, Bispo de Leiria-F\u00e1tima <!--more--> 1. A constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica do conc\u00edlio Vaticano II (21-XI-1964) sobre a Igreja come\u00e7a por declarar Cristo como &#8220;Luz das gentes&#8221; (Lumen gentium). E o Papa Jo\u00e3o XXIII, na abertura do mesmo Conc\u00edlio (11-10-1962) rezava assim: &#8221;O Deus, que a luz da Tua gra\u00e7a superna nos ajude a tomar as decis\u00f5es&#8221;. Desde sempre a simbologia da luz, em todas as culturas, envolve os conceitos de conhecimento e rectid\u00e3o. No G\u00e9nesis, por exemplo, a tenta\u00e7\u00e3o de comer o fruto proibido gravitava \u00e0 luz de uma promessa sedutora: &#8220;Abrir-se-\u00e3o os vossos olhos&#8221; (38). O que n\u00e3o se fez luz, pois era um engano e foi uma frustra\u00e7\u00e3o! Na hist\u00f3rica caminhada civilizacional, quando se desenvolveram os conhecimentos cient\u00edficos, ficou registado para sempre &#8220;o s\u00e9culo das luzes&#8221;&#8230; Vem isto a prop\u00f3sito de um grande homem, que buscou a luz e foi luz: Santo Agostinho. A Diocese de Leiria-F\u00e1tima est\u00e1 a comemorar o nascimento do seu Padroeiro. Agostinho nasceu em Tagaste (Suk-Arr\u00e1s) em 13 de Novembro do ano 354. Vai perfazer 1650 anos. A nossa Diocese inicia um ano de celebra\u00e7\u00f5es, a que me associo com esta nota pastoral, que poderei titular de &#8220;um homem das duas luzes: a f\u00e9 e a raz\u00e3o&#8221;.  2. Quisemos dar in\u00edcio \u00e0 nossa peregrina\u00e7\u00e3o aos &#8220;passos de Santo Agostinho&#8221; no norte de \u00c1frica, nesta igreja de Santo Agostinho, cidade de Leiria, na margem esquerda do rio Lis, junto ao moinho de papel e no sop\u00e9 do monte de Nossa Senhora da Encarna\u00e7\u00e3o, baluarte de f\u00e9, que contrasta frontalmente com o outro monte, que \u00e9 de defesa e de ataque, ou guerra, o velho castelo. A igreja de Santo Agostinho, que teve in\u00edcio, n\u00e3o pac\u00edfico, em 5 de Agosto de 1577, sendo bispo D. Frei Gaspar do Casal (o que falou &#8220;multa paucis&#8221; no conc\u00edlio de Trento), \u00e9 tamb\u00e9m testemunho de poss\u00edveis atritos e conflitos entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o, ou melhor, entre as raz\u00f5es da f\u00e9 e as raz\u00f5es circunstanciais de pessoas, tempo e lugar. A igreja, incorporada no respectivo convento, pertencia \u00e0 Ordem de Santo Agostinho. A extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas em Portugal provocou profana\u00e7\u00f5es e vicissitudes v\u00e1rias na mesma igreja, at\u00e9 que em 4 de Agosto de 1944 foi restitu\u00edda \u00e0 Diocese. Continua espoliada dos seus anexos, que fazem parte da mesma volumetria e n\u00e3o atestam a harmonia de comunh\u00e3o ou sinfonia de ac\u00e7\u00e3o entre culto e cultura.  3. O magist\u00e9rio, ou miss\u00e3o prof\u00e9tica, de Santo Agostinho, Bispo de Hipona, \u00e9 muitas vezes classificado, na Patr\u00edstica e nos textos pontif\u00edcios, de &#8220;luminoso&#8221;, ainda que com voc\u00e1bulos sin\u00f3nimos ou equiparados, como preclaro, ex\u00edmio ou l\u00facido. Jo\u00e3o Paulo II, em 8-5-1982, \u00e0 semelhan\u00e7a do seu predecessor S. Celestino que em Maio de 431 co1ocava Agostinho de Hipona entre &#8220;os melhores mestres da Igreja&#8221;, proclamava (no Instituto &#8220;Augustinianum&#8221;) que a doutrina deste Mestre deve ser &#8220;estudada e difundida&#8221;, de tal modo que continue na Igreja o seu &#8220;magist\u00e9rio luminoso&#8221;. Santo Agostinho, pensador e mestre para todos os tempos e lugares, permanece luz perante ocasionais n\u00favens de passagem,  ou diante de trevas mais densas e persistentes. O mestre foi sempre aluno diligente, abrindo-se ao Esp\u00edrito. Bastar\u00e1 esta cita\u00e7\u00e3o exemplar das &#8220;Confiss\u00f5es&#8221; (livro 7,X,16), que, na caminhada da convers\u00e3o ou &#8220;progresso no entendimento das coisas divinas&#8221; faz confessar: &#8221;Entrei no \u00edntimo do meu cora\u00e7\u00e3o e vi sobre a minha intelig\u00eancia uma luz imut\u00e1vel&#8221;  (em latim &#8220;incommuntabilem&#8221;). O mesmo Esp\u00edrito n\u00e3o se esgotara na B\u00edblia, mas esta era a fonte normal e principal. Por isso Agostinho confessa: &#8221;Fui ressabiado e cego contra as Escrituras luminosas da Tua luz&#8221; (9,IV,II).  4. A B\u00edblia \u00e9 o comp\u00eandio da revela\u00e7\u00e3o e a alma de toda a Teologia.  A imagem da luz aparece muitas vezes. Limitando-nos ao Novo Testamento, podemos ler a\u00ed ser chama de Luz o pr\u00f3prio Deus (1 Jo.1,5). E veio ao mundo (em Jesus Cristo) &#8220;para iluminar todos os homens&#8221; (Jo. 1,9). Por sua vez S. Paulo declara que Deus &#8220;habita na luz inacess\u00edvel&#8221; (1 Tim.6,16), isto \u00e9, suprema e absoluta, que n\u00e3o est\u00e1 sujeita a qualquer apag\u00e3o, mas que p\u00f4de n\u00e3o ser vislumbrada pela rebeldia e cegueira dos homens livres e pecadores. Tamb\u00e9m o Primeiro Papa, S. Pedro, diz na sua primeira enc\u00edclica, ou carta pastora1: &#8221;Deus chamou-nos das trevas para a Sua luz admir\u00e1vel&#8221; (2,19). Finalmente, para n\u00e3o nos alongarmos, podemos ler no Apocalipse: &#8221;A vida celeste n\u00e3o precisa do sol, porque \u00e9 iluminada pela gl\u00f3ria de Deus&#8221; (21,23). O fil\u00f3sofo e te\u00f3logo Agostinho buscou a luz, corrigiu fus\u00edveis queimados, fez liga\u00e7\u00f5es, iluminou as estradas, e foi luz.  5. Todos sabemos, por experi\u00eancia vivida, que as n\u00favens e as penumbras obnubilam a nossa intelig\u00eancia finita, e n\u00e3o facilitam que o pensamento navegue at\u00e9 ao infinito. S\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana as m\u00faltiplas hesita\u00e7\u00f5es e d\u00favidas. Aqueles que conseguiram romper as diversas &#8220;camadas atmosf\u00e9ricas&#8221; do seu habitat e na sua pr\u00f3pria encarna\u00e7\u00e3o podem testemunhar a dimens\u00e3o transcendental. Os crist\u00e3os aparecem na primeira linha, entre todos os crentes, pois t\u00eam a Revela\u00e7\u00e3o. Por isso Jesus Cristo insiste: &#8221;Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us&#8221; (Mt.5,16). Na pegada do Mestre e \u00fanico Salvador, aquele que deixou de ser Saulo, passou a ver, e a ser o ap\u00f3stolo das gentes, assim exorta: &#8221; Comportai-vos como filhos da luz, produzindo os frutos da luz, que s\u00e3o a bondade, a justi\u00e7a e a verdade&#8221; (Ef. 5, 8-9). O rico patrim\u00f3nio da f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 constitu\u00eddo pela Sagrada Escritura, a Tradi\u00e7\u00e3o e o Magist\u00e9rio da Igreja, de maneira insepar\u00e1vel. \u00c9 assim que diz a constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica &#8220;Dei Verbum&#8221; sobre a divina Revela\u00e7\u00e3o: &#8221;Fique claro que a Tradi\u00e7\u00e3o, a Sagrada Escritura e o Magist\u00e9rio da Igreja, segundo o sapient\u00edssimo plano divino, est\u00e3o de tal maneira unidos e associados, que um sem os outros n\u00e3o tem consist\u00eancia, e todos contribuem eficazmente para a salva\u00e7\u00e3o das almas&#8221; (10).  6. Santo Agostinho bebeu nessa tr\u00edplice fonte do Esp\u00edrito, e n\u00e3o s\u00f3 passou a ver, como o convertido de Damasco (AA,9), mas tamb\u00e9m enriqueceu o patrim\u00f3nio doutrinal, com pepitas de ouro de alto quilate. Na solid\u00e3o de Cassic\u00edaco, Agostinho iniciou o processo da sua ilumina\u00e7\u00e3o interior. Mas n\u00e3o parou, nem descansou, at\u00e9 que se encontrou face a face com o Senhor da Luz. O Papa Jo\u00e3o Paulo II escreveu a Carta Apost\u00f3lica &#8220;Augustinum Hipponensem&#8221; (28-8-1986) no 16.\u00ba centen\u00e1rio da convers\u00e3o de Santo Agostinho. \u00c9 um bel\u00edssimo texto do Magist\u00e9rio da Igreja, que tentaremos difundir e aconselhar a ler. A\u00ed o Sumo Pont\u00edfice sublinha as virtudes e prerrogativas mais not\u00e1veis do Hiponense, que classifica de &#8220;luminosas intui\u00e7\u00f5es&#8221; (em latim; illuminatas conceptiones) entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o. Mais tarde (14-9-1998), na carta enc\u00edclica &#8220;Fides et Ratio&#8221;, o mesmo Papa come\u00e7a por dizer: &#8221;A F\u00e9 e a Raz\u00e3o constituem como que as duas asas pelas quais o esp\u00edrito humano se eleva para a contempla\u00e7\u00e3o da verdade&#8230; e possa chegar tamb\u00e9m \u00e0 verdade plena sobre si pr\u00f3prio&#8221;.  7. Agostinho n\u00e3o precisou de visitar o templo de Delfos, para ler no dintel do seu p\u00f3rtico: &#8220;Conhece-te a ti mesmo. Leu os fil\u00f3sofos, auscultou a vida e entrou dentro de si. A luz do Esp\u00edrito e a palavra da B\u00edblia iluminaram o seu esp\u00edrito, com o dom da palavra e da escrita.  Continua a falar. Na caminhada da vida, a humanidade e cada um de n\u00f3s, em qualquer tempo e em qualquer lugar, sentimos os parad\u00f3xos e os mist\u00e9rios. Para se atingir a lucidez, requer-se muita humildade sincera, ao mesmo tempo que se exige determina\u00e7\u00e3o e coragem. Qualquer desvio pode fazer correr o risco de se cair no &#8220;fide\u00edsmo que despreza a raz\u00e3o&#8221;, ou no &#8220;racionalismo que exclui a f\u00e9&#8221;. Agostinho consegue fazer comunh\u00e3o e s\u00edntese. E voou alto com essa duas asas. Foi esse o segredo de Agostinho. Reconheceu as diferen\u00e7as e as tend\u00eancias, mas conseguiu a converg\u00eancia para a unidade e para o infinito. Do amb\u00e3o ou do p\u00falpito da sua miss\u00e3o prof\u00e9tica (ele \u00e9 sacerdote para sempre) podemos escutar o eco de um Professor e Pastor que repete: &#8221;crede ut intelligas&#8221;, mas ao mesmo tempo &#8220;intellige ut credas&#8221;. Quer dizer: cr\u00ea para que entendas, e procura entender, para que creias. Come\u00e7a por te abrir \u00e0 f\u00e9, que \u00e9 t\u00f3nico e antibi\u00f3tico, para que o esp\u00edrito se abra ao Esp\u00edrito.  8. No seu magist\u00e9rio, Agostinho (cfr. De Civitate Dei) sublinha com frequ\u00eancia que os valores pag\u00e3os s\u00e3o patrim\u00f3nio da humanidade. O que \u00e9 verdade. Mas falta-lhes a luz sobrenatural de Cristo, que nos revelou um Deus que \u00e9 Pai e nos incita a vivermos coerentemente como irm\u00e3os. Estes irm\u00e3os, t\u00e3o dispersos e t\u00e3o plurais, podem educar a liberdade e corrigir o ego\u00edsmo, tendo sempre presente que &#8220;Deus n\u00e3o justifica aquele que n\u00e3o quer ser justificado&#8221;. Eis toda a antropologia agostiniana e crist\u00e3. Agostinho conjugava, nas coordenadas da \u00e9tica e da est\u00e1tica, o trin\u00f3mio da liberdade, da verdade e do amor. Era \u00e0 luz da liberdade respons\u00e1vel que descobria a for\u00e7a da verdade, e fazia frutificar o amor. Sem d\u00favida, \u00e9 a liberdade luminosa que d\u00e1 raz\u00f5es de viver e ressuscitar. A liberdade humana ilumina os caminhos e elimina as ang\u00fastias, fornecendo atempadamente energia ou combust\u00edvel para as luzes da f\u00e9 e da raz\u00e3o.  9. Ousamos dizer que somos luz. Todavia, adverte Agostinho, esta luz &#8220;ainda n\u00e3o \u00e9 vis\u00e3o&#8221; completa e definitiva. Folheando as &#8220;Confiss\u00f5es&#8221;, podemos ler (por coincid\u00eancia no n.\u00ba 13 do livro 13) o seguinte: &#8221;Outrora fomos trevas, agora somos luz no Senhor, pela f\u00e9; ainda n\u00e3o pela vis\u00e3o&#8221; (em latim: &#8220;per fidem&#8221; e &#8220;per speciem&#8221;)&#8230;  Como caminheiros no tempo e para fora do tempo, vamos tendo vontade e for\u00e7a para dar os passos, e olhar para al\u00e9m do horizonte. Os crentes, nomeadamente os crist\u00e3os, conhecem os meios e os caminhos que conduzem \u00e0 meta da chegada. Sempre na vigil\u00e2ncia e na esperan\u00e7a! Agostinho caminhou e trope\u00e7ou. Mas foi sempre peregrino da verdade. Nunca caiu na tenta\u00e7\u00e3o da pregui\u00e7a e do &#8220;tanto faz&#8221; . Jamais se divorciou da humanidade. Mesmo quando se retirava para meditar, n\u00e3o se isolava dos outros e de todo o mundo. Nem ficava indiferente perante os lumar\u00e9us ou fugazes raios de luz para o pensamento, que poderia gerar atitudes tenebrosas. Por isso, corajosamente combateu os desvios, as heresias e os erros. E fez a festa do grande encontro com Aquele que \u00e9 Luz e Vida. O pensador e lutador Agostinho continua a ser farol, na busca sem tr\u00e9guas e no di\u00e1logo com aud\u00e1cia e esperan\u00e7a.  10. Oxal\u00e1 o &#8220;ano agostiniano&#8221; na nossa Diocese de Leiria-F\u00e1tima, em permanente caminhada sinodal, seja mais um refor\u00e7o e gesto de vida sacramental de &#8220;confiss\u00f5es&#8221; da nossa fragilidade e das nossas faltas, de &#8220;promessas&#8221; de perd\u00e3o rec\u00edproco e entreajuda, de &#8220;celebra\u00e7\u00f5es festivas&#8221; da nossa vida e da nossa esperan\u00e7a. Diante dos dois Padroeiros da nossa Diocese, rezo tamb\u00e9m \u00e0 &#8220;Senhora mais brilhante que o sol&#8221; que ajudem a vermos a Luz e a sermos luz. Com as &#8220;duas asas&#8221; milagrosas da f\u00e9 e da raz\u00e3o, queremos voar at\u00e9 ao Infinito, e a\u00ed celebrar, desde j\u00e1 a Luz da Vida.  Leiria, 13 de Novembro 2003, dia de todos os Santos da Fam\u00edlia Agostiniana.   + Serafim de Sousa Ferreira e Silva Bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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