{"id":329779,"date":"2024-06-11T10:39:26","date_gmt":"2024-06-11T09:39:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=329779"},"modified":"2024-06-12T10:09:29","modified_gmt":"2024-06-12T09:09:29","slug":"a-cruz-escondida-277","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-277\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Autoridades eg\u00edpcias levantam restri\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o de novas igrejas<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ACN-20200512-100943.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-329935 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ACN-20200512-100943-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ACN-20200512-100943-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ACN-20200512-100943-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ACN-20200512-100943-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ACN-20200512-100943.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Tempo novo para os Crist\u00e3os<\/h4>\n<p>Os Crist\u00e3os do Egipto \u2013 os Coptas \u2013 t\u00eam hoje mais liberdade de culto do que h\u00e1 uns anos, quando o pa\u00eds esteve dominado pela Irmandade Mu\u00e7ulmana. Segundo o Patriarca de Alexandria, agora que o Governo levantou as restri\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de novas igrejas \u00e9 preciso avan\u00e7ar com os projectos existentes. E um bom exemplo disso \u00e9 mesmo a reconstru\u00e7\u00e3o da Catedral de Luxor, incendiada em 2016, e que est\u00e1 a ser restaurada com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o AIS\u2026 Um bom exemplo, at\u00e9 porque, apesar de tudo, os incidentes continuam\u2026<\/p>\n<p>Nos dias 23 e 26 de Abril, as aldeias de Al-Fawakher e de Al-Koum, ambas na prov\u00edncia de Minya, foram alvo de ataque por parte de multid\u00f5es de mu\u00e7ulmanos enfurecidos com a ideia da constru\u00e7\u00e3o de igrejas crist\u00e3s nestes lugares. Apesar deste epis\u00f3dio que passou relativamente despercebido, e em que algumas casas e propriedades de crist\u00e3os foram destru\u00eddas, a verdade \u00e9 que os Coptas \u2013 como s\u00e3o conhecidos os crist\u00e3os eg\u00edpcios \u2013, vivem hoje uma maior liberdade de culto em contraste com os tempos duros, de 2012 at\u00e9 ao in\u00edcio de Julho de 2013, em que a Irmandade Mu\u00e7ulmana governou o pa\u00eds. Isso mesmo \u00e9 assumido pelo Arcebispo Ibrahim Sidrak. O Primaz dos Coptas do Egipto, l\u00edder da pequena Igreja Cat\u00f3lica Copta, que conta com apenas cerca de 300 mil fi\u00e9is, falou recentemente com o secretariado franc\u00eas da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Uma entrevista em que foi revisitado o per\u00edodo terr\u00edvel em que os radicais isl\u00e2micos liderados por Mohamed Morsi chegaram ao poder. \u201cDurante o Governo de Mohamed Morsi, os ataques contra os Coptas dispararam\u201d, explicou o Arcebispo. \u201cFoi terr\u00edvel, mas felizmente de curta dura\u00e7\u00e3o. Penso que os Eg\u00edpcios disseram a si pr\u00f3prios, em 2012, quando foram votar, que nunca tinham dado uma oportunidade \u00e0 Irmandade Mu\u00e7ulmana e que tinham de tentar. N\u00e3o voltar\u00e3o a cometer o mesmo erro\u201d, garante o prelado. Apesar de afastado do poder, a sombra dos radicais mu\u00e7ulmanos permanece. Para o Primaz dos Coptas do Egipto, \u201ceste tipo de movimentos nunca morre, mas o actual Governo est\u00e1 a levar a amea\u00e7a muito a s\u00e9rio e eles j\u00e1 n\u00e3o dominam a sociedade eg\u00edpcia\u201d, explica. \u201cQuando eles detinham todo o poder, em 2012 e 2013, era muito arriscado para um crist\u00e3o andar sozinho na rua\u201d, recorda o Arcebispo. \u201cAs nossas igrejas foram amea\u00e7adas e centenas foram incendiadas! Agora vivemos em relativa seguran\u00e7a. H\u00e1 fan\u00e1ticos e terroristas, como em todo o lado, mas est\u00e3o controlados\u201d, acrescenta.<\/p>\n<h4>O papel da Igreja na sociedade<\/h4>\n<p>De facto, tal como refere o mais recente Relat\u00f3rio sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, editado pela Funda\u00e7\u00e3o AIS no ano passado, h\u00e1 ainda sinais inquietantes na sociedade eg\u00edpcia. O documento fala mesmo em \u201crealidade contrastante\u201d. \u201cDiscriminados pela lei, e n\u00e3o gozando dos mesmos direitos que os seus concidad\u00e3os mu\u00e7ulmanos, os Crist\u00e3os\u00a0s\u00e3o frequentemente v\u00edtimas de ataques e crimes\u201d, pode ler-se no documento. \u201cAs v\u00edtimas tamb\u00e9m relatam que, na maioria dos casos, as for\u00e7as policiais n\u00e3o interv\u00eam nos ataques contra os Coptas. Embora os seus agressores beneficiem de impunidade legal, s\u00e3o frequentemente os coptas que s\u00e3o presos\u201d, afirma-se ainda. A somar a esta incerteza, h\u00e1 a quest\u00e3o da crise econ\u00f3mica que atravessa o Egipto e que est\u00e1 a atingir especialmente os mais jovens, que enfrentam dificuldades no acesso ao mundo do trabalho. Mas nem tudo \u00e9 negativo. \u201cSim, estamos a passar por dificuldades, nomeadamente o desemprego dos jovens. Temos uma demografia impressionante! Todos os anos nascem dois milh\u00f5es de eg\u00edpcios! E o mercado de trabalho n\u00e3o est\u00e1 a acompanhar. Muitos jovens s\u00e3o afectados pelo desemprego, o que gera frustra\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m recebemos muitos migrantes de pa\u00edses em guerra. J\u00e1 recebemos s\u00edrios e agora s\u00e3o os sudaneses que v\u00eam ter connosco em busca de ref\u00fagio\u201d, esclarece o Arcebispo. Face a esta realidade, a Igreja Cat\u00f3lica Copta tem-se mobilizado n\u00e3o s\u00f3 no acolhimento aos migrantes mas tamb\u00e9m no refor\u00e7o do seu papel social, especialmente na educa\u00e7\u00e3o e na sa\u00fade. \u201cAcolhemos alguns destes migrantes da melhor forma poss\u00edvel. De uma maneira geral, a Igreja Cat\u00f3lica Copta desempenha um papel caritativo na sociedade eg\u00edpcia, nomeadamente atrav\u00e9s das suas escolas, hospitais e dispens\u00e1rios. Existem 180 escolas cat\u00f3licas coptas e t\u00eam uma boa reputa\u00e7\u00e3o. Muitos mu\u00e7ulmanos querem mandar os seus filhos para estas escolas e alguns membros do Governo passaram por elas. Isto n\u00e3o s\u00f3 ajuda a educar o nosso povo, mas tamb\u00e9m a mant\u00ea-lo unido, apesar das diferen\u00e7as religiosas\u201d, explica o Primaz.<\/p>\n<h4>Reconstru\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de igrejas<\/h4>\n<p>\u00c9 neste contexto que a Igreja vive tamb\u00e9m a urg\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o de novos templos, apesar de, como se viu agora em Abril, por vezes a simples exist\u00eancia de um lugar de culto ou o rumor da sua constru\u00e7\u00e3o, pode ser gerador de conflitos violentos e incompreens\u00f5es entre comunidades. Mas para D. Ibrahim Sidrak \u00e9 mesmo preciso \u201ccome\u00e7ar a construir mais igrejas\u201d. E d\u00e1 o exemplo da catedral de Luxor, consumida pelas chamas em Abril de 2016 \u2013 inc\u00eandio cuja origem permanece desconhecida \u2013, e cuja reconstru\u00e7\u00e3o tem sido apoiada pela Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cAgora que o Governo levantou os obst\u00e1culos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de novas igrejas, todas as dioceses t\u00eam projectos de constru\u00e7\u00e3o. As igrejas s\u00e3o o cora\u00e7\u00e3o das nossas comunidades e s\u00e3o de dif\u00edcil acesso para muitos paroquianos. Aqueles que vivem longe t\u00eam de gastar at\u00e9 um quarto do seu sal\u00e1rio para poderem levar a sua fam\u00edlia de autocarro \u00e0 igreja para a Missa de Domingo\u201d, disse o prelado, concluindo a sua observa\u00e7\u00e3o com o exemplo concreto da catedral de Luxor. \u201cUm dos exemplos mais emblem\u00e1ticos da sede de reconstru\u00e7\u00e3o dos Cat\u00f3licos coptas \u00e9 a nossa catedral de Luxor, que foi incendiada. Em breve ser\u00e1 completamente restaurada, gra\u00e7as, nomeadamente, ao apoio da Funda\u00e7\u00e3o AIS\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autoridades eg\u00edpcias levantam restri\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o de novas igrejas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-329779","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/329779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=329779"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/329779\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=329779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=329779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=329779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}