{"id":32973,"date":"2008-07-09T10:33:59","date_gmt":"2008-07-09T10:33:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/09\/40-anos-da-humanae-vitae\/"},"modified":"2008-07-09T10:33:59","modified_gmt":"2008-07-09T10:33:59","slug":"40-anos-da-humanae-vitae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/40-anos-da-humanae-vitae\/","title":{"rendered":"40 anos da \u00abHumanae Vitae\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Paulo VI e a propaga\u00e7\u00e3o da Prole Humana <!--more--> Passaram 40 anos sobre este Documento do Magist\u00e9rio da Igreja. Como \u00e9 sabido o Papa Paulo VI agradece no texto o contributo da Comiss\u00e3o constitu\u00edda em Mar\u00e7o de 1963, por Jo\u00e3o XXIII, bem como os contributos dos Bispos mas reservou para si a \u00faltima palavra. &#8220;Porque tinham aflorado alguns crit\u00e9rios de solu\u00e7\u00f5es que se afastavam da doutrina moral sobre o Matrim\u00f3nio, proposta, com firmeza constante, pelo Magist\u00e9rio da Igreja.&#8221; Para orienta\u00e7\u00e3o dos seus membros, baptizados, escreve esta Enc\u00edclica. A referida doutrina moral da Igreja assenta, basicamente, em 4 vectores: &#8211; O amor conjugal \u00e9 um amor plenamente humano, isto \u00e9, sens\u00edvel e espiritual. &#8211; O amor conjugal \u00e9 total, \u00e9 d\u00e1diva m\u00fatua &#8211; O amor conjugal \u00e9 fiel, exclusivo, at\u00e9 \u00e0 morte &#8211; E \u00e9 fecundo, est\u00e1 ordenado para a procria\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o dos filhos.  No ensinamento do Magist\u00e9rio da Igreja, o matrim\u00f3nio \u00e9, simultaneamente, unitivo dos esposos  e procriador como consequ\u00eancia da uni\u00e3o. Ao proclamar e reiterar este ensinamento o Magist\u00e9rio exclui quaisquer considera\u00e7\u00f5es m\u00e9dico-biol\u00f3gicas ou sociol\u00f3gicas. A &#8220;HumanaeVitae&#8221; considera, contudo, que os esposos podem usar para as suas uni\u00f5es corporais os per\u00edodos infecundos naturais &#8220;e, deste modo, regular a natalidade sem ofender os princ\u00edpios morais&#8221; que a Humanae Vitae recorda e reitera. Portanto, o casal cat\u00f3lico, &#8220;quando existam motivos s\u00e9rios para distanciar os nascimentos&#8221; a Igreja permite que os esposos realizem a finalidade unitiva do matrim\u00f3nio, mesmo escolhendo dias nos quais o car\u00e1cter procriativo estar\u00e1 ausente. Passados quarenta anos que vemos n\u00f3s, \u00e0 nossa volta, nas Na\u00e7\u00f5es que se reclamam de uma maioria cat\u00f3lica? Os casais n\u00e3o t\u00eam, em m\u00e9dia, nem sequer dois filhos para equilibrar o saldo fisiol\u00f3gico entre os que nascem e os que morrem. E \u00e9 porque usam  as condi\u00e7\u00f5es prescritas na Humanae Vitae, realizando uni\u00f5es corporais apenas nos per\u00edodos biologicamente infecundos, considerando que ter um filho \u00e9 j\u00e1 um motivo s\u00e9rio para n\u00e3o ter mais nenhum?  N\u00e3o. Em muitos casos a mulher tornou-se infecunda, usando um medicamento (p\u00edlula) inibidor eficaz da ovula\u00e7\u00e3o. Usando esta p\u00edlula, a mulher est\u00e1 artificialmente infecunda em todos os dias de cada ciclo mensal. Todas as uni\u00f5es corporais que realiza ser\u00e3o unitivas, certamente, mas n\u00e3o ser\u00e3o, seguramente, procriativas. Verdadeiramente unitivas umas, quero crer, mas outras reduzidas \u00e0 uni\u00e3o meramente corporal. A dissocia\u00e7\u00e3o entre as duas caracter\u00edsticas, ambas essenciais, do matrim\u00f3nio, tal como a Humanae Vitae o caracteriza e o Magist\u00e9rio da Igreja ensina aos fi\u00e9is baptizados, constitui, hoje, uma dificuldade acrescida. Reconhecendo esta dificuldade &#8211; na \u00e9poca em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica dos m\u00e9todos, chamados naturais, de defini\u00e7\u00e3o dos dias infecundos &#8211; a Enc\u00edclica pede aos Sacerdotes  &#8220;que digais todos o mesmo e que entre v\u00f3s n\u00e3o haja divis\u00f5es\u2026.Ensinai aos esposos o necess\u00e1rio caminho da ora\u00e7\u00e3o\u2026 sem se deixarem desencorajar pelas suas fraquezas&#8221;. Nestes 40 anos, com o uso muito generalizado da p\u00edlula anti-concepcional e com a sexualiza\u00e7\u00e3o brutal de todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o social e o &#8220;desnudamento&#8221; p\u00fablico da intimidade corporal e emocional de tantas rela\u00e7\u00f5es homem\/mulher em jornais, revistas, livros e filmes, a rela\u00e7\u00e3o humana, baseada e apoiada na sexualidade, foi banalizada e desvalorizada. A Enc\u00edclica antecipou esta evolu\u00e7\u00e3o usando, na \u00e9poca, apenas, o discurso de tonalidade masculina, diz &#8220;\u00c9 ainda de recear que os homens, j\u00e1 habituados ao uso das pr\u00e1ticas anti-concepcionais, acabem por perder o respeito pela mulher e, sem se preocuparem mais com o equil\u00edbrio f\u00edsico e psicol\u00f3gico dela, cheguem a consider\u00e1-la como simples instrumento de prazer ego\u00edsta e n\u00e3o mais como a sua companheira respeitada e amada.&#8221;  Observando os comportamentos de homens e mulheres, em particular nas sociedades afluentes e nas classes mais favorecidas de bens materiais. Vemos que em muitos casos a sexualidade se transformou num produto consum\u00edvel, em que o amor \u00e9 apenas sexo genital, manipulado tanto por homens como por mulheres, fugaz, passageiro, n\u00e3o criador de compromissos e n\u00e3o orientado para a gera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o de filhos. A sociedade portuguesa n\u00e3o escapou a esta evolu\u00e7\u00e3o que alastra progressivamente dos grandes centros para o interior. Mas \u00e9 consolador saber de quantos se empenham em difundir e ensinar os m\u00e9todos naturais de controle dos nascimentos, em esclarecer quando o uso da p\u00edlula pode ser leg\u00edtimo para regulariza\u00e7\u00e3o dos ciclos, em lutar para que as fam\u00edlias numerosas sejam apoiadas pelos poderes p\u00fablicos e pelas institui\u00e7\u00f5es da Igreja. Paulo VI, no final, reconhece que a Igreja, com estes ensinamentos, \u00e9 &#8220;sinal de contradi\u00e7\u00e3o&#8221; mas nunca pode &#8220;declarar l\u00edcito aquilo que n\u00e3o o \u00e9&#8221;. A evolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfico-m\u00e9dica e as profundas transforma\u00e7\u00f5es da estrutura s\u00f3cio-familiar, particularmente na Europa, ampliaram desmesuradamente a contradi\u00e7\u00e3o deste &#8220;sinal de contradi\u00e7\u00e3o&#8221; que \u00e9 o ensinamento da Humanae Vitae. Para o mal dos Povos, seguramente. <i>Daniel  Serr\u00e3o<\/i>  <B>Dossier AE<\/B> <a href=\"dossier.asp?dossierid=92\">\u2022 Humanae Vitae<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo VI e a propaga\u00e7\u00e3o da Prole Humana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[193,203,206,238,267],"class_list":["post-32973","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-educacao","tag-europa","tag-familia","tag-joao-xxiii","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32973"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32973\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}