{"id":329529,"date":"2024-06-10T10:30:57","date_gmt":"2024-06-10T09:30:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=329529"},"modified":"2024-06-11T16:47:41","modified_gmt":"2024-06-11T15:47:41","slug":"dia-de-portugal-historiadora-rita-almeida-carvalho-acredita-que-adesao-a-forcas-radicais-e-ato-de-protesto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dia-de-portugal-historiadora-rita-almeida-carvalho-acredita-que-adesao-a-forcas-radicais-e-ato-de-protesto\/","title":{"rendered":"Dia de Portugal: Historiadora  Rita Almeida Carvalho acredita que ades\u00e3o a for\u00e7as radicais \u00e9 \u00abato de protesto\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Programa ECCLESIA dedica emiss\u00e3o do 10 de Junho \u00e0 an\u00e1lise da realidade e identidade portuguesas, 50 anos depois do 25 de Abril<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/RITA-ALMEIDA-CARVALHO_1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-329530 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/RITA-ALMEIDA-CARVALHO_1.jpg\" alt=\"\" width=\"1009\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/RITA-ALMEIDA-CARVALHO_1.jpg 1009w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/RITA-ALMEIDA-CARVALHO_1-364x260.jpg 364w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/RITA-ALMEIDA-CARVALHO_1-768x548.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1009px) 100vw, 1009px\" \/><\/a>Lisboa, 10 jun 2024 (Ecclesia) &#8211; Rita Almeida Carvalho, historiadora e investigadora, considera que o crescimento da ades\u00e3o a for\u00e7as pol\u00edticas de direita radical n\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o \u201ccontra a democracia\u201d, mas sim \u201ccontra o modo\u201d como est\u00e1 a funcionar.<\/p>\n<p>\u201cSei que agora os partidos de direita mais radical tiveram uma ades\u00e3o que n\u00f3s n\u00e3o esper\u00e1vamos, mas eu tendo a acreditar, talvez porque sou otimista, que essa ades\u00e3o tem muito mais a ver com um gesto de protesto, um ato de protesto, do que propriamente uma ades\u00e3o incondicional ao discurso nacionalista, quase prim\u00e1rio, de partidos como o Chega\u201d, afirmou, em entrevista ao Programa ECCLESIA, que \u00e9 transmitido hoje na RTP 2, a partir das 13h15.<\/p>\n<p>Rita Almeida Carvalho e Tim\u00f3teo Cavaco, presidente da Dire\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a Evang\u00e9lica Portuguesa, abordaram a realidade e a identidade nacionais, 50 anos depois do 25 de Abril.<\/p>\n<p>A investigadora do Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Lisboa defende que o voto em partidos de extrema-direita se justifica pelos cidad\u00e3os \u201cidentificarem facilmente situa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o, de nepotismo, favorecimentos, veem que a justi\u00e7a n\u00e3o funciona ou que tarda em funcionar, e tudo isso s\u00e3o motivos para as pessoas estarem zangadas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDepois tamb\u00e9m h\u00e1 a quest\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o de uma proximidade da pol\u00edtica aos cidad\u00e3os que tem que ser levada em considera\u00e7\u00e3o, porque as pessoas t\u00eam que se sentir mais pr\u00f3ximas dos decisores pol\u00edticos e n\u00e3o t\u00e3o afastadas como tem sido e como t\u00eam sentido at\u00e9 aos nossos dias\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>Questionada sobre se identifica pontos semelhantes entre o regime do Estado Novo e algumas rea\u00e7\u00f5es do presente, Rita Almeida Carvalho diz que \u201ch\u00e1 alguns paralelos\u201d.<\/p>\n<p>\u201c[Mas] eu acho que a mem\u00f3ria do Estado Novo, da ditadura, est\u00e1 viva e isso notou-se muito nestas \u00faltimas comemora\u00e7\u00f5es do cinquenten\u00e1rio e do 25 de abril, com uma participa\u00e7\u00e3o inusitada, ningu\u00e9m pensava que houvesse uma ades\u00e3o t\u00e3o grande\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>Segundo a investigadora esta express\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o do dia da Liberdade \u201ctem um significado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas est\u00e3o a comemorar a conquista da liberdade, mas de facto h\u00e1 movimentos pol\u00edticos que reclamam algum do legado da ditadura\u201d, reconheceu, trazendo \u00e0 tona o aparecimento de discursos em rela\u00e7\u00e3o ao estatuto da mulher.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7amos a ouvir dizer que o lugar da mulher \u00e9 em casa, eu acho que isto tamb\u00e9m adv\u00e9m de uma certa ignor\u00e2ncia, porque as pessoas normalmente n\u00e3o sabem que as mulheres n\u00e3o podiam seguir a carreira da magistratura, n\u00e3o podiam ser diplomatas, n\u00e3o podiam casar sem autoriza\u00e7\u00e3o superior, se fossem enfermeiras\u201d, referiu.<\/p>\n<p>A chegada da liberdade a Portugal tamb\u00e9m representou uma mudan\u00e7a do ponto de vista religioso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-329531 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/TimoteoCavaco1-381x260.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/TimoteoCavaco1-381x260.jpg 381w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/TimoteoCavaco1-1024x700.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/TimoteoCavaco1-768x525.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/TimoteoCavaco1-474x324.jpg 474w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/TimoteoCavaco1.jpg 1054w\" sizes=\"(max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/>\u201cEu penso que hoje temos um pa\u00eds e uma sociedade em que a pluralidade religiosa \u00e9 um facto. No entanto, n\u00f3s cheg\u00e1mos um pouco tarde enquanto pa\u00eds a esta realidade, a este campeonato\u201d, salienta Tim\u00f3teo Cavaco, presidente da Dire\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a Evang\u00e9lica Portuguesa<strong>. <\/strong><\/p>\n<p>O respons\u00e1vel fala que a 1\u00aaRep\u00fablica \u201cn\u00e3o foi o espa\u00e7o de abertura que muitos pensavam que seria\u201d e que o Estado Novo \u201cn\u00e3o valorizou o papel das minorias religiosas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTardiamente, j\u00e1 no processo democr\u00e1tico \u00e9 que n\u00f3s temos um Estado em que, n\u00e3o s\u00f3 na Constitui\u00e7\u00e3o, mas como designadamente na Lei da Liberdade Religiosa de 2001, \u00e9 reconhecida, de facto, que todas as comunidades podem ter presen\u00e7a e participa\u00e7\u00e3o na sociedade portuguesa\u201d, recordou.<\/p>\n<p>Sobre a celebra\u00e7\u00e3o do Dia de Portugal e as mem\u00f3rias que a ele s\u00e3o associados, Rita Almeida Carvalho observa que \u201co 10 de junho hoje est\u00e1 muito ligado com a di\u00e1spora portuguesa\u201d e \u00e0s comunidades de l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que o 10 de junho, para a maioria das pessoas, ainda tem esta conota\u00e7\u00e3o ligada com os descobrimentos e com a expans\u00e3o portuguesa\u201d, destaca, salientando que este \u00e9 um legado que ainda est\u00e1 presente\u201d na juventude atual.<\/p>\n<p>\u201cProgramas como o Erasmus \u00e9 fundamental para, de alguma forma, desconstruir essa ideia de Portugal colonialista\u201d, afirmou Rita Almeida Carvalho, que acrescenta que a educa\u00e7\u00e3o, a cultura, a capacidade de tolerar o outro, de ter um olhar distante relativamente ao passado se adquire com \u201cestudo\u201d, \u201ctrabalho\u201d e \u201creflex\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><em>HM\/LJ\/PR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa ECCLESIA dedica emiss\u00e3o do 10 de Junho \u00e0 an\u00e1lise da realidade e identidade portuguesas, 50 anos depois do 25 de 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